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  474Braz. J. vet. Res. anim. Sci., São Paulo, v. 46, n. 6, p. 474-483, 2009 Níveis de proteína em dietas de suínos em fase decrescimento e terminação 1 - Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de MedicinaVeterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Pirassununga-SP2 - Departamento de Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária eZootecnia da Universidade Estadual Paulista, Botucatu-SP3 - Instituto de Zootecnia, Nova Odessa-SPMessias Alves da TRINDADENETO 1 Dirlei Antônio BERTO 2 Ricardo ALBUQUERQUE 1 Eliana AparecidaSCHAMMASS 3 Willian Correa MIGUEL 1 Correspondência para: Messias Alves da Trindade Neto,Departamento de Nutrição e ProduçãoAnimal da FMVZ – USP, Avenida Duquede Caxias Norte, 225, 13630-000 -Pirassununga - São Paulo, messiasn@usp.br Recebido para publicação: 21/09/2007Aprovado para publicação: 29/06/2009 Resumo Fêmeas e machos castrados, em fase de crescimento e terminação,foram submetidos a diferentes níveis de proteína em dietas com esem suplementação de aminoácidos industriais. Foram utilizados 72animais, 36 de cada sexo, com pesos médios iniciais de 30,73 e 30,38kg (fase de crescimento) e 61,08 e 57,31 kg (fase de terminação),respectivamente. Adotou-se o delineamento blocos ao acaso comtrês tratamentos, seis repetições e dois animais por unidadeexperimental. Os tratamentos corresponderam a dietas com os níveisde protéicos: 19,40; 16,80 e 14,90% na fase crescimento e 17,8; 15,40 e13,60% na fase terminação. Na fase de crescimento, as dietas com16,80 e 14,90% de proteína bruta são as indicadas para fêmeas e machoscastrados, respectivamente. Na fase de terminação, a dieta com 17,80%de proteína bruta, sem aminoácidos suplementares, seria indicadapara fêmeas e machos castrados da genética estudada se o custo dofarelo de soja for viável para assegurar a concentração de lisina digestívelestuda e o retorno econômico. Preços do farelo de soja, dosaminoácidos industriais e do suíno determinarão a viabilidade daestratégia alimentar nessas fases do desenvolvimento. Outro fator naadoção dos níveis protéicos aplicados aos machos castrados na fase determinação é o preço do suíno pago pelo frigorífico, no caso daclassificação de carcaça, uma vez que a redução dietética da proteínaimplica em maior acúmulo de gordura corporal. Palavras-chaves: Aminoácido.Carcaça.Desempenho.Exigência.Suíno. Introdução  A suinocultura mundial vemexperimentando intenso melhoramentogenético, selecionando e produzindo suínosde elevado potencial de crescimento,eficiência alimentar e composição de carcaça. Tais melhorias se associam à modificaçãode características fisiológicas, dependentesdo aporte de nutrientes nos processos desíntese, envolvidos no crescimento. Paraatender o aporte de aminoácidos nasdemandas de manutenção e do crescimento,as dietas de suínos, normalmente, sãoformuladas baseando-se na proteína bruta. A redução protéica da dieta, com asuplementação dos principais aminoácidospode ser, economicamente, viável,sobretudo, quando houver constante valorização de ingredientes protéicos.Situação freqüente no Brasil, em relação aofarelo de soja, cujo preço é determinado pelomercado internacional. 1 Os passos metabólicos que envolvema eliminação do nitrogênio, proveniente doexcesso de aminoácidos, representam gastode energia, também com reflexos negativosno custo de produção. 2,3  Com a redução daconcentração protéica da dieta, fazendo-sea suplementação dos principais aminoácidos,de modo a garantir o balanço entre osmesmos, surgiu o conceito da proteína ideal.Esse conceito estabelece que as relações entreos aminoácidos considerados essenciais  475Braz. J. vet. Res. anim. Sci., São Paulo, v. 46, n. 6, p. 474-483, 2009 sejam mantidas 4,5,6 permitindo-se dentro delimites fisiológicos, a redução dietética daproteína com desempenho satisfatório eredução da excreção de nitrogênio naprodução de suínos.Objetivou-se com a presenteavaliação, aferir os efeitos da variaçãoprotéica da dieta no desempenho ecaracterísticas de carcaça de suínos machoscastrados e fêmeas, durante as fases decrescimento e terminação. Material e Método O estudo foi conduzido na UnidadeExperimental do Pólo Regional Centro-Sulda Secretaria de Agricultura e Abastecimentodo Estado de São Paulo, Piracicaba.Em dois ensaios simultâneos, comanimais nas fases de crescimento eterminação, foram utilizados 36 suínosmachos castrados e 36 fêmeas com osrespectivos pesos médios iniciais: 30,73 ±0,79 e 30,38 0,823 kg na fase de crescimento;e 61,08 ± 1,22 e 57,31 ± 1,07 kg na fase determinação.Os animais foram distribuídos emdelineamento de blocos ao acaso, com trêstratamentos, seis repetições e dois animaispor unidade experimental. A formação dosblocos foi orientada pelo peso inicial dosanimais e o controle experimental ocorreuao início e final de cada fase do períodoexperimental. As fases consideradas foramdos 30 aos 60 kg e dos 60 aos 95 kg.Os tratamentos foram os níveisdietéticos 19,40 e 17,80%; 16,80 e 15,40%;14,90 e 13,30% de proteína bruta (PB) nasfases de crescimento e terminação,respectivamente. Na elaboração das dietasexperimentais, apresentadas na tabela 1,adotaram-se níveis nutricionais queatendessem as exigências e relações mínimasentre lisina, treonina, metionina e triptofanoem cada fase da criação. 7  Nas dietas nãosuplementadas de aminoácidos industriaisflexibilizou-se a concentração protéica paraque fosse assegurada a concentraçãoestipulada para lisina digestível. À medidaque se reduziu o nível de proteína,suplementaram-se os principais aminoácidosbuscando sempre o custo mínimo para cadadieta. A alimentação e água foram oferecidasà vontade.Os animais foram alojados em baiasde 2 x 1 m, construídas em estrutura metálicasobre piso de cimento, contendobebedouros do tipo chupeta e comedourospara abastecimento diário, no interior de umgalpão de alvenaria com forro de laje, compé-direito de 3,20 metros, dispondo naslaterais janelas do tipo basculante paracontrole da ventilação. O acesso às instalaçõesera restrito aos funcionários da unidade. As pesagens dos animais paraavaliação do desempenho foram realizadasno início e ao final de cada períodoexperimental. Os ganhos relativos foramdeterminados a partir das fórmulas: Ganhoem peso relativo = [(Peso final – Pesoinicial)/Peso inicial] x 100; e o Ganho empeso relativo ajustado/período emdias = [(Ganho em peso/dia x n o  de diasno período)/Peso inicial] x 100. A margem bruta (MB) devido àalimentação foi determinada pela fórmula:MB = (peso ao final do período de avaliaçãox R$/kg do suíno) – (Consumo de raçãototal x R$/kg ração) – (peso inicial x R$/kg do suíno). 8  Nos cálculos levaram-se em contaos períodos médios transcorridos nas fasesde crescimento e terminação. No intuito deuniformizar a comparação, o período médiofoi corrigido para o menor número de dias,gastos por tratamento. Na avaliação comfêmeas foram considerados 36 dias na fasecrescimento e 35 dias na fase terminação,enquanto para machos castrados foram 33dias no crescimento e 39 dias de terminação.Nesta avaliação, o preço do quilo suíno, noinício da avaliação, saída de creche, foiestabelecido em 10% do preço vigente daarroba suína. Determinou-se o índice deeficiência econômica. 9  Ao final da fase de terminação osanimais foram abatidos para medições nascarcaças segundo o método brasileiro declassificação de carcaça. 10  Uma medidaadicional de espessura de toucinho foimensurada a 6,5 cm da linha dorsal (P 2  ). 11  476Braz. J. vet. Res. anim. Sci., São Paulo, v. 46, n. 6, p. 474-483, 2009 Tabela 1  - Composição centesimal das dietas experimentais nas fases de crescimento e terminação  1 Análises realizadas no Laboratório de Bromatologia do CNAA – IZ; 2 Quantidade/3 kg desuplemento: vit. A 1.000.000 UI, vit. D3 250.000 UI, vit. E 1.812,5mg, Ác. Fólico 75mg,Ácido pantotênico 2000mg, Biotina 6,25mg, Niacina 3.000mg, Piridoxina 250mg, Riboflavina700mg, Tiamina 250mg, vit. B12 3750mcg, K3 125mg, Colina 78,3g, Antibiótico 84.000mg,Antioxidante 30.000mg, Cu 30.000mg; Zn 160.000mg; I 1900mg; Fe 100.000mg; Mn70.000mg, Se 75mg  477Braz. J. vet. Res. anim. Sci., São Paulo, v. 46, n. 6, p. 474-483, 2009 Conforme o supracitado, o menor períodomédio de permanência das fêmeas até aterminação decorreu da programação deabate, quando essas foram destinadas aoabatedouro alguns dias antes dos machos. As características determinadas nodesempenho e nas carcaças foramsubmetidas à análise de regressão porpolinômios ortogonais 12  conforme modelo: Y  ij =  μ  + A i + B j  + e ij , sendo: Y  ij : constanteassociada a todas observações;  μ  : média geralda variável; A i  : efeito do nível de proteína i,sendo i = 1, 2 e 3; B j  : efeito do bloco j,sendo j = 1, 2, 3, 4, 5 e 6; eij = erro aleatórioassociado a cada observação. Resultados e Discussão  Ao longo do experimento as médiasclimáticas da região foram: temperaturamáxima 30,8 ºC; temperatura mínima18,9ºC; umidade relativa máxima 95,91%;umidade relativa mínima 50,19%. Nointerior do galpão a temperatura média foide 26,6 ºC, caracterizando a prevalência desituações de ambiente acima da faixaconsiderada como sendo a de confortotérmico para animais nas respectivas fasesde desenvolvimento.Os resultados do desempenho dasfêmeas nas fases de crescimento eterminação, bem como as características decarcaça ao abate e avaliação econômica dostratamentos, são apresentados na tabela 2.Não foram constatadas diferençasestatísticas nas variáveis de desempenho aofinal da fase crescimento. As diferençasnuméricas apresentadas, não obstante,sugerem algumas observações: o ganhorelativo expresso em porcentagem; o ganhoem peso; a conversão alimentar; e o númerode dias demandados na fase; indicam o níveldietético de proteína 16,80% como sendoo mais favorável. Tais sugestões sãoratificadas na avaliação econômica, quandoforam considerados os custos finais de cadatratamento, obtidos pela da margem brutadevido à alimentação e o índice de eficiênciaeconômica. Em algumas situações, asdiferenças não detectadas na avaliaçãoestatística podem ter implicações relevantesquando se considera o aspecto econômicoao término de cada fase experimental. 13 No presente estudo, considerada aavaliação estatística do desempenhoponderal, o ajuste e suplementação dosprincipais aminoácidos, próximas às relaçõesestabelecidas 7  permitiram a redução do nívelde proteína da dieta sem efeitos expressivosno desempenho das fêmeas. Ausência derespostas significativas nas variáveis dodesempenho já foi constatada previamente,quando estudaram diferentes níveis protéicospara suínos na fase de crescimento.  14,15  A redução da proteína, todavia,implicou na necessidade suplementar dosprincipais aminoácidos e mostrou-se viáveleconomicamente. Excetuando as dietas semsuplementação de aminoácidos industriaisque continham maior concentração protéicapara assegurar o teor de lisina previsto, asdemais formulações apresentadas sãoconsideradas como de padrão comercial.Nesse caso, para garantir a concentração delisina digestível, a suplementação de L-lisina,L-treonina e DL-metionina viabilizou aredução do farelo de soja em 25% na dietacom 16,80% de proteína bruta, comparadaà dieta com maior concentração protéica(19,40%). Observações semelhantes foramapresentadas por Figueroa et al. 4  ao variaremníveis da proteína bruta em dietas destinadasa suínos na fase de crescimento. Apesar denão usarem níveis tão elevados de proteínabruta, os autores tiveram a mesmapreocupação com a suplementação dosaminoácidos limitantes e reduziram de 16para 12% a proteína dietética, procurandomanter a relação ideal entre os aminoácidosdas rações.Resultados distintos foram observadospor Orlando et al. 16  quando concluíram quefêmeas dos 30 aos 60 kg exigiriam 18,26%de proteína bruta na ração. Nesse estudo,entretanto, o consumo diário da proteína eingestão de lisina total foi associado aodesempenho e composição de carcaça,quando os animais estiveram sob ambientede alta temperatura.Na fase de terminação, diferentemente
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