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A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO ECOTURISMO DE BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL - LILIAN BRANDÃO DE OLIVEIRA JORNADA, MARCELA PAIVA DA SILVA, TACIANY FERREIRA DE SOUZA, SUELLEM PETILIM GOMES

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1. A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO ECOTURISMO DE BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL THE IMPORTANCE OF WATER IN THE ECOTURISMO OF BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRAZIL Lilian…
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  • 1. A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO ECOTURISMO DE BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRASIL THE IMPORTANCE OF WATER IN THE ECOTURISMO OF BONITO, MATO GROSSO DO SUL, BRAZIL Lilian Brandão de Oliveira Jornada¹ - lbojornada@hotmail.com Marcela Paiva da Silva¹ - marcela_margarida@hotmail.com Taciany Ferreira de Souza¹ - tacyferreira@hotmail.com Suellem Petilim Gomes¹ - suellemg@hotmail.com ¹Mestres em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional Universidade Anhanguera/Uniderp Resumo: Bonito destaca-se no cenário nacional como uns dos destinos mais procurados quando o assunto é ecoturismo. Segundo a Prefeitura do município, a região chega a receber cerca de 100 mil turistas por ano, além de acumular prêmios significativos quanto a atividade turística, como por exemplo, o melhor destino de ecoturismo no Brasil em 2007, pela revista Viagem e Turismo, melhor projeto sustentável do Brasil e melhor atração turística - Rio da Prata em 2008 pelo Guia Quatro Rodas. Para entender a importância da paisagem no Planalto da Bodoquena foram escolhidos locais para visitações. Os locais escolhidos para conhecimento e visitação foram o Buraco das Araras, Gruta do Lago Azul; Rio Formoso, onde foi realizada a descida de bote até a Ilha do Padre; Nascente do Rio Baía Bonita e o Balneário Municipal. Após realização das visitas, foi efetuado levantamento bibliográfico, onde o enfoque foi a relação entre o papel da água e o ecoturismo de Bonito-MS, bem como a descrição dos pontos visitados. A prática da visitação deve estar relacionada ao conjunto de facilidades de interpretação do ambiente associado ao programa de educação ambiental, visando transmitir conhecimentos, instruindo e cativando as pessoas para conservação desses ambientes e só assim serão minimizadas as alterações causadas por influência antrópica. Palavras-chaves: Água, Pontos Turísticos, Visitações, Turismo. Abstract: Bonito City stands out on the national scene as one of the most popular destinations when it comes to ecotourism. According to the prefecture of the county, the region receives up to about 100 thousand tourists per year, besides accumulating awards as a significant tourist activity, such as the best ecotourism destination in Brazil in 2007, by the magazine Travel and Tourism, best Brazil's sustainable design and best tourist attraction – Silver River in 2008 by Guide all Four Wheels. To understand the importance of landscape in Bodoquena Plateau sites were chosen some places for visitation. The places chosen for knowledge and visitation were the Hole Macaws, the Blue Lake Cave, the Formoso River, where was held the raft down to Padre Island, East River and Bay Bonita Spa City. After completion of the visits was made literature, where the focus was the relationship between the role of water and the ecotourism in Bonito-MS, as well as the description of the points visited. The practice of visitation should be related to the set of facilities interpretation of the environment associated with the environmental education program, aimed at imparting knowledge, teaching and captivating people to conserve these environments are minimized and only then the changes caused by human influence. Key-words: Water, Landmarks, Visitations, Tourism.
  • 2. 1. Introdução Atualmente o ecoturismo é um grande consumidor da natureza, nas últimas décadas essa prática foi intensificada devido a “fuga” dos centros urbanos pelas pessoas que procuram recuperar o equilíbrio psicofísico em contato com ambientes naturais durante o seu tempo de lazer. O princípio da utilização de forma sustentável, a conservação do ambiente e os aspectos sócio-culturais do local foram os principais fatores responsáveis pelo crescimento do ecoturismo, sendo assim fatores primordiais para o desenvolvimento do ecoturismo (VASCONCELOS, 2009). Conforme Tundisi (2003) o ecoturismo desenvolve-se em rios e represas do interior do Brasil, pois o acesso é mais fácil e a logística é adequada. Entretanto, para a consolidação do turismo é necessário água de excelente qualidade. Entre os inúmeros atrativos naturais que se destacam no Brasil, podemos citar o uso da água como o principal atrativo. O Estado de Mato Grosso do Sul possui uma diversidade de belezas naturais, o que atrai milhares de pessoas todo ano. A demanda crescente favoreceu um rápido desenvolvimento do setor turístico e também colocou este potencial natural e paisagístico sob risco de degradação ambiental. A cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul, possui diversas belezas naturais e são utilizados principalmente para práticas esportivas nos rios (flutuação, canionismo, passeio de bote, entre outros). É visitado por aproximadamente 70.000 pessoas por ano, sendo o turismo o responsável por aproximadamente 56% dos empregos gerados, movimentando aproximadamente 17 milhões de reais em 2002 (VASCONCELOS, 2009). Segundo Barbosa e Zamboni (2000) cerca de 80% dos atrativos procurados pelos turistas são da modalidade do ecoturismo, seguido de 25% da modalidade de turismo de aventura e 5% da modalidade de turismo de lazer. 2. Revisão Bibliográfica Dentre os fatores que apresentam o principal atrativo turístico de Bonito e região é observado na sua hidrográfica do rio Paraguai, sub-bacia do Miranda e Aquidauana, rede de drenagem que está inserida na Bacia, sendo seus principais cursos d’água o Rio Miranda, Rio Formoso e Rio da Prata. Os rios que nascem no município são o rio do Peixe, rio Formoso, rio Perdido e Sucuri, que têm grande importância para o desenvolvimento do turismo no município (TRETIN, 2006). As águas transparentes e alcalinas dessa região, as quais nos remetem, muitas vezes, ao azul brilhante do cobalto, mas também a diversidade de peixes e plantas torna o ambiente ainda mais exuberante. Essa região possui diversas belezas naturais, sendo utilizada para práticas esportivas, visitação às cavernas surgidas pela formação geológica do Planalto da Bodoquena, cujo subsolo é formado por rochas calcárias. As inúmeras belezas da região, tão procuradas por turistas, são decorrentes dessas rochas (BOGGIANI, 1999; BRASIL, 2002). O carste da Província Espeleológica da Serra da Bodoquena possui base carbonática e é o responsável pela existência de rios de águas cristalinas e cachoeiras que mudam de tamanho constantemente pela deposição de tufas calcárias e cavidades naturais subterrâneas. Isso ocorre porque o calcário apresenta minerais solúveis, que se dissolvem sob a ação de águas aciduladas. A dissolução do calcário na forma de bicabornato de cálcio dá a água o gosto salobro, sendo denominada “água dura”, por também apresentar características que dificulta a formação de espuma e o endurecimento do cabelo. Os calcários ali presentes são muito puros, e ao se
  • 3. dissolverem possibilitam que as águas transpareçam límpidas, sendo, portanto, transparentes por não existir nada que as turvem (BOGGIANI, 1999; BRASIL, 2002). As plantas aquáticas (algas, musgos, samambaias e plantas com flores) são um dos componentes mais importantes para a determinação da paisagem subaquática, contribuindo para a beleza cênica na região. Esses organismos desempenham papel fundamental na manutenção do ecossistema aquático, por serem essenciais na cadeia alimentar, do qual os peixes são a parte mais visível e admirada (POTT, 1999). A presença de plantas aquáticas permite o aumento da diversidade de comunidade de animais do que em locais, pois aumentam a complexidade estrutural do ambiente, permitindo maior diversidade de modos de vida (FROEHLICH, 1999). Dentre as espécies pertencentes dessa comunidade aquática destacam-se os peixes por serem espécies de animais facilmente encontrados entre as plantas aquáticas, podendo se alimentar diretamente destas, como Leporinus spp. e Schizodon spp. As partes aéreas dessas plantas também servem de abrigo, alimento e local para reprodução de algumas espécies como Brycon microlepis, Ludwigia e Echinodorus. Além deles, nos bancos de plantas aquáticas ao redor da Serra da Bodoquena, são abundantes muitas espécies de peixes como Hyphessobrycon eques, Aphyocharax, Odontostilbe, Corydoras spp., Crenicichla spp., Laetacara dorsigera, entre outros. Essas espécies também se alimentam de outros organismos que estão nesse local (FROEHLICH, 1999). A água de Bonito é de extrema importância econômica e social para o município, o que nos leva a estabelecer uma possível conexão entre os recursos hídricos disponíveis e sua valoração. Valorar economicamente um recurso ambiental significa determinar quanto melhor ou pior ficará o bem estar das pessoas em função da mudança na quantidade e qualidade de bens ou serviços (SILVA, 2001). Assim, Completa Motta (2000 apud Silva, 2001): O valor econômico de um recurso natural, não mensurado pela teoria econômica tradicional, assume papel importante como medida protecionista do uso sustentável dos recursos, como mecanismo de mensuração monetária de externalidades oriundas de projetos de investimentos, como método de indenizações judiciais, como forma de defesa ética do meio ambiente e ainda como função estratégica dos recursos naturais para o desenvolvimento dos países. O custo da má utilização de um determinado recurso acaba gerando prejuízos às comunidades que dele se utilizam ou a outras que, embora não se beneficiem de sua exploração, direta o indiretamente, também contabilizam os custos de sua recuperação, quer seja pelo pagamento de impostos quer seja pela perda da qualidade ambiental (Silva & Weiss, 2000). Até o início dos anos 90, a economia de Bonito era sustentada por atividades do setor primário, como a pecuária de corte e no plantio de soja. Contudo, o turismo, uma atividade recente até então, expandiu-se a ponto de tornar-se um dos principais focos de da economia local nos dias de hoje. Mesmo a pecuária apresentando um faturamento superior ao do ‘trade’ turístico, seu impacto na economia local é menor do que os das atividades turísticas (Barbosa e Zamboni, 2000). Devido à decadência da atividade econômica agropecuária, no final do século passado, o ecoturismo foi indicado como solução econômica. Segundo Alho et al. (2007) a economia da região é a pecuária bovina e a mineração de calcário. Como opção econômica as fazendas que possuem atrativos naturais, como rios de águas claras, mudaram seu enfoque econômico da pecuária para o ecoturismo.
  • 4. 3. Justificativa A água é de fundamental importância para o turismo desenvolvido em Bonito/MS. Por meio do uso desse recurso natural o município oferece inúmeros passeios e atrativos, por meio dos quais, o desenvolvimento econômico-social cresceu significativamente. A região da Bodoquena tem sido apontada com uma área importante de fluxo e armazenamento de água subterrâneas do Complexo Guarani (ANA, 2004 apud ALHO et. al. 2006). Bonito destaca-se no cenário nacional como uns dos destinos mais procurados quando o assunto é ecoturismo. Segundo a Prefeitura do município, a região chega a receber cerca de 100 mil turistas por ano, além de acumular prêmios significativos quanto a atividade turística, como por exemplo, o melhor destino de ecoturismo no Brasil em 2007, pela revista Viagem e Turismo, melhor projeto sustentável do Brasil e melhor atração turística - Rio da Prata em 2008 pelo Guia Quatro Rodas. Conforme a Empresa Brasileira de Turismo (EMBRATUR) em 2007 os principais destinos no Brasil foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná. Já o estado de Mato Grosso do Sul, ocupa a 10ª colocação no ranking brasileiro, recebeu 55.209 turistas em 2007 (VASCONCELOS, 2009). 4. Material e Métodos Para entender a importância da paisagem no Planalto da Bodoquena foram escolhidos locais para visitações. Foi estabelecida uma programação, onde os mestrandos do Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera/Uniderp, turma de 2009, pela disciplina Prática de Campo, realizaram visitas aos locais estabelecidos. Foram visitados pontos turísticos localizados no município de Bonito, estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, onde a cidade de Bonito esta sob as coordenadas geográficas 21º 15' 48'' S e 56º 33' 36'' W. Os locais escolhidos para conhecimento e visitação foram o Buraco das Araras, a Gruta do Lago Azul; Rio Formoso, onde foi realizada a descida de bote até a Ilha do Padre; Nascente da Baía Bonita e Balneário Municipal (Figura 1). Após realização das visitas, foi efetuado levantamento bibliográfico, onde o enfoque foi a relação entre o papel da água e o ecoturismo de Bonito-MS, bem como a descrição dos pontos visitados.
  • 5. Figura 1. Imagem do município de Bonito-MS. Pontos visitados 1- Gruta do Lago Azul; 2 – Ilha do Padre; 3 – Descida de Bote no Rio Formoso; 4 – Nascente Rio Baía Bonita; 5 – Balneário Municipal; 6 – Buraco das Araras. 5. Resultados e Discussão Caso o recurso natural sofrer, de alguma forma, com impactos advindos de comportamentos inadequados e agressivos ao ecossistema visitado, impõem aos rios e bacias da região interferências na paisagem, perturbação dos ritmos naturais da flora e da fauna, contribuindo com a redução da diversidade biológica a tal ponto que a sua recuperação poderá vir a ficar comprometida. Porém, um planejamento adequado da visitação turística pode minimizar alguns desses problemas. Dentre outros, esse é um dos principais objetivos do planejamento da atividade turística (RUSCHMANN,1997 apud Silva & Weiss, 2000). a. Buraco das Araras O Buraco das Araras possui forma elíptica com aproximadamente 100 metros de profundidade. A dolina localiza-se a aproximadamente 2,5 km da margem esquerda do rio Verde
  • 6. e a aproximadamente 7 km da margem direita do rio da Prata, possuindo drenagem dentrítica dos rios (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). No ano de 2007, 29 hectares da Fazenda Alegria foram transformados em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), devido a sua beleza singular e grande relevância ecológica. Possui em seu interior um lago que não sofre mudança sazonal. A região denota possuir uma drenagem subterrânea bem desenvolvida e a área em questão é uma zona de recarga de aqüífero cárstico muito suscetível a contaminação por agentes poluidores e a água passa livremente pelo calcário por não existir processos de filtragem. Para que seja mantida a integridade desse ambiente extremamente frágil, a vegetação arbórea possui um papel importante devido a sua proteção contra a poluição em áreas de recarga, e evitando a infiltração excessiva da água da chuva entre as fissuras da rocha (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). Para que essa área seja protegida, a Resolução CONAMA 347 de 2004, cita que “a área de influência das cavidades naturais subterrâneas será a projeção horizontal da caverna acrescida de um entorno de duzentas e cinqüenta metros em forma de poligonal convexa”. A área em torno abriga outras propriedades que possuem atividade de criação de gado. Como conseqüência, a vegetação em torno da dolina não está sendo preservada, devido a invasão de espécies de gramíneas exóticas, como a Braquiária (Brachiaria sp.) que compete com a vegetação local, impedindo que a vegetação do cerrado sobreviva a competição e ao pisoteio do gado. A portaria do IBAMA 887, de 1990, proíbe o desmatamento dentro dessa área (PIVATTO; SAMPAIO, 2008). b. Gruta do Lago Azul Além dos rios e córregos em rochas calcárias, as feições geológicas com porosidade e permeabilidade do subsolo facilitam a percolação da água subterrânea e polarizam os processos de dissolução e precipitação de carbonatos de cálcio e carbonatos de magnésio na formação de estalagmites e estalactites, que também constituem atrativos de ecoturismo nas grutas da região. Grutas com lagos submersos e cachoeiras são muito procuradas pelos turistas (ALHO et. al., 2006) De propriedade do governo do Estado de Mato Grosso do Sul, tem a visitação administrada pela Prefeitura Municipal. É a gruta mais conhecida, constituída por um salão de piso inclinado com lago subterrâneo situado a mais de 50 m da superfície. Apresenta entrada circular com aproximadamente 40 m de diâmetro, o que permite, nos meses de setembro a fevereiro, a incidência direta de raios solares sobre a superfície do lago, que adquire uma coloração azul intensa. Existem ainda galerias superiores e laterais de acesso difícil, e ainda, vedadas à visitação. No fundo de seu lago foram encontradas ossadas de mamíferos pleistocênicos. A proposta foi a observação da formação de Grutas da Serra da Bodoquena, na compreensão de unidades de paisagem e a prática do turismo com uso de normas internacionais. A visitação é sempre guiada, com prévio agendamento pelas agências de turismo credenciadas, e a trilha é percorrida com contemplação do lago azul. A infra-estrutura disponível atualmente é composta por receptivo com lanchonete e loja de souvenirs (terceirizado) e sanitários. Os recursos ambientais da Gruta são extremamente frágeis. Como impactos negativos pode observar: O material orgânico e inorgânico levado para dentro das cavernas nas roupas, cabelos, corpo e sapato dos turistas podem alterar a biocenose local, porque muitos esporos de fungos que não fazem parte do habitat da gruta podem ser levados juntamente com os turistas; danificação ou destruição das formações do meio físico; alterações no habito e comportamento da
  • 7. fauna cavernícola, como peixes, insetos, entre outros e as alterações nas taxas de gás carbônico (CO2), umidade e temperatura; Autores como Oliveira e Spoladore (2009), atestaram que apenas a respiração dos turistas já altera a quantidade de gás carbônico dos ambientes cavernícolas, principalmente nos salões e galerias das grutas e essa alteração pode causar a dissolução dos espeleotemas. Existem impactos também em decorrência da construção dos degraus, que mudam a paisagem e também o toque dos turistas na rocha e no solo. A compactação do solo gerado pelas trilhas não permite que os organismos do local sobrevivam. Toda a área no entorno da gruta está conservada e em 2001 foi transformada numa Unidade de Conservação de Proteção Integral, por meio do Decreto n° 10.394, de 11 de junho de 2001(LOBOS; CUNHA, 2009). c. Rio Formoso A oferta de atrativos turísticos do município de Bonito proporciona uma grande variedade em beleza cênica, beleza essa atribuída as características da água existente na região. São várias as opções de lazer advindas dos recursos hídricos, entre eles citam-se a contemplação paisagística da natureza, a observação da fauna, especialmente de peixes e alguns mamíferos, e ainda todas as opções de passeios como a prática de mergulho no rio Sucuri, descida de bote pelo rio Formoso, a prática do bóia-cróss, entre outros. Os passeios são realizados em botes de borracha com capacidade para até 14 pessoas; percorrem um trecho de cerca de 7 km ao longo do Rio Formoso, descendo algumas quedas d’água. A descida de bote pelo rio Formoso teve como objetivo o reconhecimento de formações de tufas calcárias e abordagem sobre a importância e fragilidade do local para a prática do ecoturismo. No percurso, é possível a observação de pássaros e macacos e, ocasionalmente, cobras sucuris enroladas em troncos de árvores. Como impactos, pode-se notar que sem limite de carga estabelecido, o volumoso trânsito de botes, principalmente em período de alta temporada, tem sido motivo de preocupação. Ademais, nos períodos de estiagem, quando o nível das águas é mais baixo, botes que não tem restringido a lotação têm provocado problemas de erosão. Além de que no receptivo foi retirada a mata ciliar, sendo que essa área é uma área de APP (Área de Preservação Permanente), onde a vegetação deve ser preservada em um raio de 5 metros. As degradações das matas ciliares têm levado à erosão das margens dos rios ocasionando em períodos de chuva a carreação de sedimentos para os rios, provocando turbidez e modificando a transparência da água (ALHO et. al., 2006). d. Nascente Baía Bonita O calcário dissolvido na água absorve e decanta as i
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