Documents

A influência da família na educação dos filhos - monografia

Description
SÃO PAULO EM PERSPECTIVA, 14(2) 2000 PARA ENTENDER A RELAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA uma contribuição da história da educação LUCIANO MENDES DE FARIA FILHO Professor da FaE-UFMG, Coordenador do GT História da Educação/ANPEd Resumo: O texto pretende contribuir com as discussões sobre a relação entre a escola e a família, analisando a forma como nas páginas de um periódico mineiro, a Revista do Ensino, cujos responsáveis se auto-reconheciam como escolanovistas, um grupo bastante diversificado de sujeito
Categories
Published
of 7
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
  S ÃO P AULO   EM P ERSPECTIVA , 14(2) 2000 44 A  Resumo: O texto pretende contribuir com as discussões sobre a relação entre a escola e a família, analisandoa forma como nas páginas de um periódico mineiro, a  Revista do Ensino ,   cujos responsáveis se auto-reconhe-ciam como escolanovistas, um grupo bastante diversificado de sujeitos (professores, técnicos de ensino, dire-tores de instrução...) concebia e colocava em circulação a temática das relações entre essas duas instituições.  Palavras-chave: educação e sociedade; história da educação; imprensa no Brasil. PARA ENTENDER A RELAÇÃOESCOLA-FAMÍLIAuma contribuição da história da educação L UCIANO M ENDES   DE F ARIA F ILHO Professor da FaE-UFMG, Coordenador do GT História da Educação/ANPEd  relação entre a escola e a família é, sobretudo nosdias de hoje, uma das mais palpitantes questõesdiscutidas por pesquisadores e/ou gestores dossistemas e unidades de ensino em quase todo o mundo.Este fato é evidenciado, por um lado, pelo expressivonúmero de pesquisas e publicações especializadas sobreo assunto, e, por outro, pela preocupação manifestada nosmais diversos fóruns (de reuniões escolares a fóruns na-cionais e internacionais) pelos profissionais responsáveispor gerir simples unidades escolares ou complexos siste-mas nacionais de ensino.No campo das pesquisas acadêmicas, talvez a áreaque mais tem se voltado para o estudo e entendimentodas relações entre escola e família seja, não por acaso,a Sociologia e, subalternamente, os estudos de políti-cas de educação. Discutindo seja temas clássicos, comoo fracasso escolar, seja questões recentemente incor-poradas, como as trajetórias escolares, os sociólogosda educação têm continuamente chamado a atenção paraa implicação da instituição familiar com a escola. Comodizem Montandon e Perrenoud (1987:7), “de umamaneira ou de outra, onipresente ou discreta, agradá-vel ou ameaçadora  , a escola faz parte da vida cotidia-na de cada família”. Todos estes estudos e, mais ainda, a prática pedagógi-ca dos professores e gestores da escola põem em evidên-cia um fato: a forma e a intensidade das relações entreescolas e famílias variam enormemente, estando relacio-nadas aos mais diversos fatores (estrutura e tradição deescolarização das famílias, classe social, meio urbano ourural, número de filhos, ocupação dos pais, etc.).Constata-se, também, um outro elemento: seja devidoa mudanças pelas quais nas últimas décadas têm passadoa família, seja em face das constantes e, às vezes, radicaisalterações observadas na escola, bem como da conseqüentediscussão (e incertezas) acerca do lugar dessas institui-ções na formação das novas gerações, observa-se hoje umaexaltação da necessidade de se estabelecer um efetivodiálogo entre a escola e a família.Os professores e os gestores das unidades escolaresalimentam, ainda, a ilusão de uma maior participação dospais na escola, que seria resultado de uma ação formativada escola em relação à família. Centrados em uma visãoescolarizada do problema, eles não põem em dúvida olugar construído para e pela escola, em relação às demaisinstituições sociais, dentre elas a família.É no interior deste debate, antigo e muito mais com-plexo do que aqui apresentado, que se inscreve a preocu-pação dos historiadores da educação com o tema. No Bra-sil, ao longo do século XIX, a instituição escolar vai lenta,mas inexoravelmente, se fortalecendo como o locus fun-damental e privilegiado de formação das novas gerações,estando diretamente relacionados a este fato a expansãoda escolarização, o processo de profissionalização do  45 P ARA E NTENDER   A R ELAÇÃO E SCOLA -F AMÍLIA : UMA   CONTRIBUIÇÃO ... magistério primário, dentre outros fatores (Faria Filho,1999). Neste processo, ela desloca, como já foi observa-do por diversos autores (Alvares-Uria e Varela, 1991;Vicent, 1994), outras instituições (família, igreja, etc.) deseus lugares tradicionais de socialização, considerando-as, na maioria das vezes, incapazes de bem educar diantede uma sociedade que se urbaniza e se complexifica, quesupõe novas dinâmicas e padrões de comportamento.Por outro lado, estudos têm detectado também que, nasprimeiras décadas do século XX, o afastamento da famí-lia da escola, resultante em boa parte da ação dos defen-sores e instituidores da escolarização, é uma preocupa-ção constante destes mesmos agentes (Faria Filho, 2000).Postados no interior de um campo que ganhava cada vezmais especificidade e legitimidade, os professores e ou-tros agentes da educação passam a reclamar do desinte-resse dos pais, principalmente das camadas populares, paracom a educação dos filhos. A partir de diagnósticos osmais variados, baseados na premissa de que, embora sejafundamental a participação das famílias na educação dosfilhos, estas demonstravam, naquele momento, um pro-fundo desinteresse e despreparo para lidar com o assun-to, buscava-se projetar e desenvolver ações que visavamreaproximar a família da escola. No seu conjunto, em suasmais diversas elaborações, estas ações mostram uma in-tenção colonizadora da escola em relação à família, en-tendida esta tarefa como um momento fundamental daação reformista da escola em face da realidade social maisampla.Este trabalho trata de um período em que ocorre umaintensificação das discussões na área, procurando verifi-car como os escolanovistas mineiros enfocavam a ques-tão da relação entre escola e família. O interesse pordesenvolvê-lo deve-se, mais especificamente, ao fato deque em Minas Gerais, ao longo do primeiro quartel doséculo XX, ao fazerem referências à escola nova, algunsprofessores e intelectuais dão maior relevo a experiên-cias que exaltam a importância da instituição familiar naeducação moral, intelectual e física das crianças. 1 Para tanto, optou-se não por analisar toda a vasta pro-dução do que aqui está sendo chamado, de forma dema-siadamente elástica e imprecisa, de “movimento escola-novista mineiro”, mas tão-somente por enfocar o assuntoa partir do que foi posto em circulação no principal peri-ódico mineiro à época, a  Revista do Ensino , órgão oficialda Diretoria de Instrução Pública do Estado de MinasGerais, e principal divulgador das idéias escolanovistasno Estado, abrangendo o período que vai desde sua cria-ção (1925) até o momento em que o principal mentor dareforma de ensino que ocorre em Minas Gerais, em 1927,Francisco Campos, deixa o cargo de secretário do Inte-rior (1930). O período começa, portanto, antes de umagrande reforma de educação, tida pelos escolanovistas bra-sileiros como uma das principais do período, e terminaquando as referências da reforma estão plenamente pos-tas em circulação através da revista.A escolha por se trabalhar este periódico, no entanto,não se deve somente a estas razões. Por um lado, está seassumindo aqui a posição, de forma exemplar explicitadae trabalhada por Marta Carvalho (1994), quanto à impor-tância de se estudar os impressos pedagógicos para o en-tendimento das diversas dimensões do fazer pedagógicoe da atuação dos agentes no campo educativo. Por outrolado, no projeto pesquisa está sendo desenvolvido naUniversidade Federal de Minas Gerais, 2 duas pesquisa-doras estão trabalhando com esta revista: Maurilane Biccas(1999), que trata do lugar ocupado pela revista na “for-mação de professores e na conformação do campo peda-gógico em Minas Gerais”, compreendendo o período de1925 a 1940; e Rita de Cássia de Souza (1999), que estáestudando as representações e as práticas a respeito dadisciplina escolar dos alunos, postas em circulação e le-gitimadas pelo periódico. De forma direta, este trabalhobeneficia-se de ambos, assim como das produções recen-tes sobre a escola nova no Brasil e na América Latina(Carvalho, 1998; Nunes, 1993; Gvirts, s.d.), principalmen-te nas discussões sobre as propostas e estratégias de re-forma social postas em ação pelos movimentos escolano-vistas. ESCOLA E FAMÍLIA NA  REVISTA DO ENSINO Em trabalho recente, Marcus Vinicius da Cunha(1996:318) “analisa o discurso educacional renovador vei-culado no Brasil, entre 1944 e 1960, com vistas a discutiros referenciais utilizados para compreender as relaçõesentre escola e família”, tomando como base de sua pes-quisa os artigos veiculados pela  Revista Brasileira deEstudos Pedagógicos , no período em questão. Cunhaobserva que há uma predominância do enfoque de cunhohistórico-sociológico no início do período analisado, oqual dá lugar a um claro psicologismo ao final.Entretanto, em outra pesquisa (Faria Filho, 1999), quetrata de um período anterior ao analisado por Cunha, nãose observou tal movimento, nem a presença de refinadasdiscussões como aquelas encontradas por ele nos artigos  S ÃO P AULO   EM P ERSPECTIVA , 14(2) 2000 46 analisados. 3 Percebeu-se, inicialmente, que para os auto-res, dentre eles professores, dos textos publicados pela  Revista do Ensino – e, portanto, para os próprios respon-sáveis pela mesma –, há uma clara consciência da impor-tância da família na educação, que aparece das mais di-versas formas e no interior de textos que tratam de assuntosvariados. Há, no entanto, uma constante: a relação entreescola e família é, sempre, relacionada às mudanças so-ciais em curso, à vida na cidade e à necessidade do con-curso de ambas para a formação do cidadão-trabalhador,higiênico e ordeiro.Num artigo sobre o “Calendário Escolar”, o professorFirmino Costa, diretor técnico do Curso de Aplicação, afir-ma:“A vida social completa está na cidade. A família e aescola são suas partes mais importantes. A cidade há deinteressar-se por elas, cooperando em seu desenvolvimen-to, pois que de outra forma não podem progredir. Ondenão houver famílias bem constituídas, onde não existirescolas bem organizadas, aí não se encontrará a civiliza-ção. (...)A família, a escola e a cidade hão de ver no meninouma esperança da pátria, donde deve brotar um cidadãodigno e prestante. Elas têm de oferecer para esse fim umambiente favorável, cuja formação compete aos profes-sores e a todos aqueles que forem modelos da vida so-cial” (Ano IV, 35, 1929, p.57-58).No número posterior da revista, a publicação de umatradução de um capítulo do livro Vers l’école de demain ,de Angelo Patri, é ocasião para se retomar a questão dacidade, da rua, da violência nos processos de socializa-ção. Na parte traduzida, referente ao capítulo III do livrode Patri, e publicada sob o título de “Fora da Escola”, trazuma reflexão do autor sobre as dificuldades enfrentadasno trato com a violência do “em torno” à sua escola. Di-zia, finalmente, desanimado:“Então, pensava – será que minha escola é de fato di-ferente das outras? Não, por certo, continua a ser semprea velha escola. Professores e meninos, ruas e desordens,têm aqui outros nomes, mas sãos os mesmos em toda par-te. A família fecha-se em casa e ao mesmo tempo se se-para do mundo. A escola fecha-se sobre si mesma, e nãose incomoda pelo que vai fora. Mas a rua continua a agi-tar a multidão estrepitosa de sua vida, arrastando nossosfilhos diante de nossas portas fechadas” (Ano IV, 36, 1929,p.19).Também o tradutor, o assistente técnico de ensinoLevindo Furquim Lambert, aproveita essa oportunidadepara, ao comentar o texto traduzido, externar seu pontode vista sobre o assunto:“O lar forma, no estreito âmbito da casa, um mundo àparte, independente, regido talvez por leis reacionárias edispersivas. E é bem por isso que a rua impressiona An-gelo Patri. A escola deve completar a tarefa do lar, o aper-feiçoamento do caráter, encaminhando as tendências in-dividuais para a harmonia e a estabilidade sociais” (AnoIV, 36, 1929, p.22).A ação da família é, no entanto, uma ação complemen-tar à da escola e a ela subordinada, porque se desconfiada competência da família para bem educar; na verdade,no mais das vezes, afirma-se que a família não conseguemais educar os seus filhos. A esse respeito, o grande pro-blema, detectado nas páginas da revista, é que os pais nãose interessam em participar da escola, pois dela estão afas-tados.Como fazer, então, para interessar ou envolver a famí-lia na escola? Várias ações são propostas, as quais estãoarticuladas pela idéia de que cabe à escola um papel pre-ponderante na reforma social visada. Essa perspectivaaparece em artigos como o intitulado “A missão da esco-la é criar valores socialmente utilizáveis – Vigorosos tra-ços de ensino moderno – ‘Método de problemas e méto-dos de projeto’”(grifos no srcinal), em que se afirma que“à escola moderna cabe a obra de assistência social, noponto de vista econômico, higiênico, cívico, moral” (AnoII, n.15, 1926, p.238-239), em que se alude ao comentá-rio do prof. José Escobar referente ao inquérito sobre ins-trução realizado em São Paulo.Porém, é sobretudo quando se trata da “reforma” dascamadas mais pobres da sociedade, particularmente no quese refere à higiene e à alimentação, que a dimensãoreformadora da escola adquire maior consistência. No ar-tigo “Escola Nova – problemas a resolver”, o assistentetécnico do Ensino, Oscar Arthur Guimarães, depois dediscorrer longamente sobre a importância de a escola con-tribuir para a garantia de um corpo saudável para seusalunos, dizendo ser este o grande problema a ser resolvi-do pela escola nova, conclui afirmando:“A escola não poderá ir diretamente auxiliar as classespobres, facilitando-lhes meios de vida e provendo-as dealimentos. Mas poderá suavizar o mal, fornecendo regrasde economia e de rendimento maior no trabalho” (AnoIV, 35, 1929, p.45).Nessa cruzada reformista dos costumes e das pessoas,a mulher é identificada como a grande responsável porgarantir a boa ordem no lar e, sobretudo, por possibilitar  47 P ARA E NTENDER   A R ELAÇÃO E SCOLA -F AMÍLIA : UMA   CONTRIBUIÇÃO ... que a família passe a incorporar, cada vez mais, referên-cias escolares/escolarizadas de gerir o mundo domésticoe a educação dos filhos. Para isso, também, e principal-mente, as mulheres precisam ser reeducadas, pois, parabem educar, não basta amar, é preciso conhecer e com-preender as necessidades infantis.Assim, ao comentar uma conferência realizada na Ale-manha, com o objetivo de interessar os pais pela educa-ção dos filhos (no lar e junto aos professores), a revista,pondo em circulação o artigo “A cooperação das famíliasna educação”, ao mesmo tempo em que reafirma que, paraorientar e conduzir a criança, é preciso ter-lhe amor e sa-ber compreendê-la, explicita o grande problema detecta-do nas relações com os pais:“É impossível educar nas escolas quando os pais denossas alunas são eles próprios mal educados; por conse-guinte, qualquer tentativa nossa para educar estas crian-ças as poriam em atrito com os pais e parente, e, por meiodestes, conosco educadores” (Ano II, n.15, 1926, p.207).Visando superar o problema, os legisladores e a pró-pria revista serão pródigos na proposição de instituiçõesescolares que incentivem e permitam as famílias aproxi-marem ou participarem da escola, as quais possibilitariama educação dos pais (principalmente, das mulheres).Previstas já no Regulamento do Ensino Primário, de1925, às Associação de Mães e organizações congêneresserá dada grande atenção. Nas matérias que versam sobreo assunto, será reafirmado, sempre, o lugar sagrado damulher/mãe na educação da criança. Sobre isso, seria in-teressante citar uma conclamação do próprio presidentedo Estado, Melo Viana, às mães mineiras, publicada nonúmero 02 da revista. Dizia ele:“O governo ouvirá, sempre, sobre a eficiência e mora-lidade da família (...) para promover ou inspecionar oensino, enfatizando a ‘missão educador’ e o importantepapel desempenhado pelas mães, nas ‘democracias’, ‘deformadoras do caráter dos cidadãos’, ressaltando que omanancial mais puro das energias cívicas e das virtudesmorais – é hoje verdade universal proclamada – brota daeducação do lar pela palavra materna. (...) é na obediên-cia à doce autoridade das mães e nos conselhos constan-temente derramados do seu coração que os homens apro-fundam o culto da lei, para respeitar e obedecer aos seusverdadeiros representantes”(apud Borges, 1993:62-3).Com este espírito, no ano seguinte, por ocasião da pre-paração e realização do Congresso de Instrução Primá-ria, a revista publica as teses discutidas, sendo que umadelas levanta a seguinte questão: “10 a ) Haverá vantagemem que nos grupos escolares se organize conferências devulgarização pedagógica, a fim de esclarecer os pais so-bre os problemas da psicologia infantil, o papel da escolae a colaboração necessárias entre a família e o mestre?”(Ano II, 22, 1927:480).A resposta foi, evidentemente, afirmativa, reforçando-se a perspectiva da educação dos pais pela escola. Noentanto, no decorrer da propaganda da reforma, que tevena revista e no órgão oficial do Estado, o jornal  MinasGerais , seus principais meios, alguns professores obser-vam a necessidade de explicá-la às próprias famílias, enão apenas aos professores. É com este intuito que na seção“Daqui e dali”, do número 35 da revista (1929), apareceum artigo com o significativo título de “A reforma doensino primário revelada aos leigos”, que tem como epí-grafe o seguinte enunciado, debitado a Camões: “Quemnão conhece a arte, não n’a estima.” No texto, fruto deuma Conferência realizada pelo professor Waldemar deAlmeira Barbosa, da escola Normal de Dores do Indaiá,o autor principia por dizer que não tem “a pretensão detrazer luzes ao professorado primário”, pois este já esta-va sendo alvo de outras ações, e continua:“Mas os senhores pais de família, que não estão naobrigação de a examinar a fundo, mas que se não furtama julgamentos muitas vezes falsos e errôneos sobre ela,merecem que se lhes dêem algumas explicações, que selhes esclareçam as dúvidas.Já ouvi de pais e mães de família esta queixa: ‘No meutempo ensinavam isso no 2 o ano’; ou então: ‘No primeiroano eu já sabia aquilo’.E com toda sua lógica vão deduzindo: o ensino antigoera melhor.Não! Julguemos com mais prudência.”Depois de explicitar as complexas mudanças pelasquais passava a educação mineira, o professor concluique “esta queixa dos pais se justifica pela ignorânciados métodos atuais do ensino”. Em seguida, o profes-sor Waldemar expõe ser natural tais incompreensões,citando Decroly como exemplo de quem, também, foiincompreendido em suas propostas por reformar a es-cola.Em outra parte do texto, o autor chama a atenção parao processo de formação de professores, instaurado prin-cipalmente pela Escola de Aperfeiçoamento de professo-res, organizada no bojo da reforma, dizendo o quanto elairá incidir sobre a melhoria da ação docente junto aos alu-nos. No entanto, como que dialogando com os pais, eleadianta:
Search
Tags
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks