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A LINGUAGEM E A FORMAÇÃO DE CONCEITOS NA PERSPECTIVA DO MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO

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A LINGUAGEM E A FORMAÇÃO DE CONCEITOS NA PERSPECTIVA DO MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO OLIVEIRA, Rosangela Miola Galvão 1 FRANCO, Sandra Aparecida Pires 2 Agência financiadora: OBEDUC/CAPES INTRODUÇÃO
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A LINGUAGEM E A FORMAÇÃO DE CONCEITOS NA PERSPECTIVA DO MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO OLIVEIRA, Rosangela Miola Galvão 1 FRANCO, Sandra Aparecida Pires 2 Agência financiadora: OBEDUC/CAPES INTRODUÇÃO Compreender o processo de desenvolvimento da linguagem no homem, faz-se necessário ao docente que trabalha sob a perspectiva da formação humana, já que se pode observar que a linguagem está relacionada a apropriação dos conceitos, que é primordial ao processo de ensino e aprendizagem. Para os materialistas históricos e dialéticos a partir da apropriação de conceitos advindos das relações sociais, o homem se desenvolve enquanto ser humano, sendo este processo de caráter dinâmico, pois os conceitos são aprimorados pelos sujeitos historicamente. Neste contexto, a linguagem possui participação fundamental, pois mediante a aquisição dos signos os homens desenvolvem as funções psíquicas superiores que contribuem para que o sujeito se aproprie dos conhecimentos científicos necessários ao saber. No intuito de entender a contribuição da linguagem na formação dos conceitos, a investigação foi dividida em duas partes. Na primeira parte do artigo, o objetivo é expor como ocorre o processo de linguagem no homem e como este contribui para a formação dos conceitos na perspectiva do Materialismo Histórico e Dialético. Na segunda parte, é exposta à pesquisa realizada com 105 alunos do 8º ano e 9º ano escolar do Ensino Fundamental Fase II, com o intuito de perceber qual o conceito dos alunos sobre o 1 Graduada em Letras e em Ciências Econômicas pela UEL. Aluna do programa de Pós-graduação: Mestrado em Educação da Universidade Estadual de Londrina. 2 Graduada em Letras e em Pedagogia pela UEM. Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Maringá (2003). Doutora em Letras na UEL (2008). Professora Adjunta do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina - UEL, na área de Didática e professora do Programa de Pós- Graduação - Mestrado em Educação UEL. 1 assunto trabalhado em sala de aula e se este conceito contempla o entendimento dos diferentes determinantes, tais como: sociais, econômicos, políticos, culturais, históricos. A Linguagem e a formação dos conceitos no Materialismo Histórico e Dialético A palavra é o modo mais puro e sensível de relação social. (BAKTHIN, 1988, p.36). Os estudos selecionados tiveram como critério de escolha a base teórica que fundamenta esta pesquisa, o Materialismo Histórico e Dialético, presentes em revistas eletrônicas da base de pesquisa Scielo (Scientific Electronic Library Online). Dentre os estudos sobre a linguagem embasados no materialismo estão os de Zandwais (2009) que demonstra o embate teórico dos componentes do Círculo de Bakhtin contra os posicionamentos de Nicolai Marr, sendo as críticas direcionadas a Marr por conceber a linguagem a partir de uma visão mecanicista, ou seja, de conhecimento da estrutura em rechaço à influência do social em sua composição. Este posicionamento diverge da concepção de linguagem dos materialistas históricos e dialéticos que consideram que o seu desenvolvimento se obtém a partir das relações sociais advindas da realização do trabalho. Os estudos de Souza (2003) envolvem a forma como é tratado o tema gêneros discursivos na obra Marxismo e Filosofia da Linguagem. A preocupação do estudioso advém de impressões sobre a falta de um enfoque sobre os gêneros discursivos, tema central do Círculo de Bakhtin. Para tanto, Souza (2003) busca dentro da obra os indícios sobre os estudos da linguagem e os gêneros discursivos em várias traduções. A primeira grande descoberta é que existe uma relação entre ideologia e a formação dos signos, sendo o signo considerado como de caráter puramente ideológico. O trabalho de Moreira (2003) teve como cunho investigativo a aprendizagem significativa e as contribuições da linguagem. Para isto, Moreira (2003) revisa os 2 conceitos de teóricos como Vigotski 3 sobre significado, interação e conhecimento. Ele finaliza a investigação reafirmando o fato da linguagem não ser neutra. Para Costa (2000), as contribuições da abordagem marxista nos estudos da linguagem se constituem do entendimento das várias dimensões que compõem as relações inter-humanas. Para este autor, a abordagem marxista pensa a sociedade como uma totalidade concreta, por isso a importância do saber como forma de integração dos conhecimentos e não como forma fragmentada como está posta na sociedade atual. A pesquisa de Costa (2000) parte da concepção de Marx e Engels de que a linguagem é um fenômeno social. Para Lampreia (1999) que analisa as noções de linguagem e atividade. Para ela, a linguagem é inseparável da atividade. Sendo atividade entendida como trabalho, ou seja, a ação humana em busca da realização de uma necessidade. Segundo a pesquisadora, linguagem é ação, atividade, pois tudo que realizamos é de alguma forma realizado com o uso da linguagem. No trabalho com a formação e organização da consciência está a linguagem, que para Luria (1987) seria a responsável por organizar as funções psicológicas superiores. Mediante o desenvolvimento da linguagem, o homem começa a apresentar em sua estrutura cognitiva características antes não apresentadas que colaboram para o aprimoramento de funções, tais como: memorização, percepção. Para Luria (1987, p. 25) a linguagem pode ser considerada como um conjunto de [...] códigos que designam objetos, características, ações ou relações; códigos que possuem a função de codificar e transmitir a informação, introduzi-la em determinados sistemas [...]. Na tentativa de entender a origem da linguagem Tuleski (2011, p.150) considera que [...] os signos, assim como os instrumentos foram criados por necessidades humanas concretas, vinculadas à sobrevivência social, em cada período histórico. Percebe-se neste contexto que a linguagem não é neutra e suas intencionalidades, pois diferem em conformidade com as necessidades históricas humanas. Desta forma, a linguagem pode ser considerada ideológica. Em relação ao caráter ideológico do signo, Bakhtin (1988, p.10) considera que [...] os signos são o alimento da consciência 3 Optou-se por esta grafia no nome de Vigotski, mas nas referências a grafia segue a opção de grafia dos autores de outras obras (Vigotsky; Vygotsky). 3 individual, a matéria de seu desenvolvimento, e ela reflete sua lógica e suas leis. Observa-se desta forma que a linguagem reflete as relações coletivas do homem, ao mesmo tempo que busca cumprir com a realização de suas necessidades, para isto utiliza um discurso intencional. Assim como Vigotski (2010), Tuleski (2011, p. 203) considera a palavra o elemento fundamental da linguagem, pois ela [...] nomeia as coisas, individualizando suas características, designando as ações e relações, inserindo objetos em determinados sistemas, codificando a experiência, sendo a linguagem considerada símbolo de libertação por Vigotski (2010), pois por meio da linguagem o homem se apropria dos conhecimentos históricos das gerações anteriores, o que permite o desenvolvimento da raça humana. Observa-se, segundo Luria (1987), que a origem da palavra advém do trabalho, ou seja, das ações que o homem realiza mediante o trabalho e, neste contexto, o uso da palavra possuía ao princípio um caráter sinpráxico, ou seja, utilizada para situações específicas e entendida também somente nestas situações por seus interlocutores. Com o tempo, a palavra mudou para o sistema sinsemântico, que vai além do uso em situações pontuais, mas podem ser usadas e entendidas em diferentes contextos, pois os significados se ampliam e podem ser entendidos por diferentes interlocutores. No desenvolvimento da criança, a palavra, segundo Luria (1987) surge primeiro com a imitação que ela realiza da fala dos adultos, ou seja, está relacionada com a prática e a ação, sendo esta condição determinante para o desenvolvimento de novos significados, ou seja, a palavra é mutável neste processo, pois ganha novos significados mediante diferentes contextos. Para Tuleski (2011, p. 204), o desenvolvimento do uso da palavra pode ser observado quando a criança a utiliza fora do contexto prático, neste momento [...] registra-se um aumento significativo do vocabulário da criança e a palavra adquire um caráter substantivo, isto é, adquire um significado objetal preciso, podendo designar, também, uma ação ou qualidade (e mais tarde uma relação). Com o domínio da palavra, o homem amplia sua visão de mundo, pois pode transmitir suas experiências e assegurar que tenham continuidade ou que sejam entendidas e façam parte da história humana. As palavras para Luria (1987) estão envoltas por um campo semântico, pois cada palavra estabelece relações com outras de 4 mesmo sentido, uma cadeia de conexões, de sentidos que o homem utiliza para a comunicação. Eleger uma ou outra palavra é uma atividade que o homem realiza para dar sentido e significado a linguagem. Percebe-se que as palavras possuem várias funções, que vão além da função de representatividade do mundo; nomear as coisas; situações; experiências, ela também possui a função de conceituar, de formar categorias. As categorias de palavras (verbos, substantivos, numerais, pronomes, etc) estabelecidas pelo homem podem ser entendidas como conjuntos de palavras com partes em comum, ou seja, é uma organização realizada pelo homem no intuito de classificar por igualdades, similitudes, em busca do entendimento e da sistematização da linguagem. Para que ocorra esta classificação o homem abstrai, analisa e generaliza a palavra, ou seja, emite os pareceres que a inclui em determinada categoria (TULESKI, 2011). Para Luria (1987), as palavras possuem um sentido coletivo (compartilhado com a comunidade linguística a qual pertence) e um sentido individual que surge das relações da palavra com o próprio ser e de situações de vivências mais afetivas. Estas características percorrem todo o desenvolvimento humano sendo que, Em cada etapa do desenvolvimento infantil, a palavra embora conservando a mesma referência objetal, vai adquirindo novas estruturas semânticas, mudando e enriquecendo o sistema de enlaces e generalizações que a compõem. Essa mudança não significa somente a alteração da estrutura semântica da palavra, mas a alteração dos processos psíquicos que estão por detrás dela. (TULESKI, 2011, p ). Para Bakhtin (1988, p.12), [...] a palavra é o fenômeno ideológico por excelência, por considerar que a palavra possui a característica de ser neutra, podendo então representar as funções ideológicas que o interlocutor desejar, tais como: ideológica, política, cultural, psicológica, religiosa. Nestes contextos, a palavra assume a função de signo, e por isso, ideológico, no qual transmite as intencionalidades do autor do discurso. Para Marx (1990), as intencionalidades podem ser denominadas de determinantes, e para Gasparin (2012) recebem o nome de dimensões. Os determinantes podem indicar ao interlocutor os caminhos por quais o conhecimento necessita percorrer 5 para que haja o real entendimento de determinado assunto. A apropriação da linguagem propicia ao homem uma superação enquanto ser, pois revoluciona as funções psicológicas, que vão de primitivas a superiores, ou seja, de biológicas, ou também denominada de elementares que em geral servem para a sobrevivência sendo de caráter instintivo, como: comer, alimentar-se, vestir-se. O salto qualitativo ocorre quando as funções elementares passam a produzir conexões antes não existentes. O contato com a cultura, com as relações sociais que o homem desenvolve principalmente no trabalho, são as que fornecem subsídios para o desenvolvimento de funções antes não presentes no psiquismo e que colaboram para que o homem se aprimore enquanto ser humano. (MARTINS, 2011; VIGOTSKI, 1960b; LURIA, 1987). A aquisição da linguagem, que é cultural para os materialistas históricos e dialéticos, advém das relações humanas. Assim, a linguagem organiza o cérebro e promove o desenvolvimento do pensamento, que compreende uma das funções psíquicas superiores (VIGOTSKI, 1960b). Muitas das funções humanas classificadas como involuntárias, que são reflexo do desenvolvimento biológico, passam à condição de voluntárias após a aquisição da linguagem, sendo assim, ela contribui para esse passo emancipador. O homem então como condutor de suas ações, antes mais instintivas, quando isoladas do contato social, passa a apresentar funções mais racionais, mediadas pela consciência. A subordinação voluntária, o desenvolvimento da linguagem interior são exemplos de funções psíquicas que se desenvolvem com a apropriação da linguagem (VIGOTSKI, 1960b). A passagem no homem da fala para a escrita se dá no momento em que a criança percebe que além de desenhar coisas é possível também desenhar o que se fala. Para Luria (1987), na linguagem escrita existe o processo de ações conscientes e não conscientes que se desenvolvem à medida que o homem se aprimora neste tipo de linguagem. Percebe-se que a linguagem escrita torna-se uma ferramenta para a elaboração do processo do pensamento, ou seja, auxilia na melhoria das funções cognitivas. (TULESKI, 2011; LURIA, 1987). Na comunicação escrita, o leitor busca a compreensão do que se lê mediante a leitura do todo. No texto, o leitor busca pistas para o entendimento do que se quer transmitir, as pistas não são lineares, mas esparsas e 6 mostram o sentido interno do que está escrito. Luria (1987) constata isto por meio de seus estudos nos quais os olhos percorrem o texto num sentido diagonal e não linear, na busca por campos semânticos e palavras significativas para o entendimento do motivo e do contexto do escrito, processo automatizado que procura a essência do que está escrito. Os estudos de Luria (1987) demonstram a preocupação deste cientista em fundamentar as bases de uma Psicologia marxista, com o foco na relação entre o social e o biológico para o desenvolvimento humano, sendo os dois fatores importantes para a emancipação humana. A abordagem luriana considera essencial o papel da linguagem, sendo ela um fator de mediação do sujeito com o mundo. Segundo Tuleski (2011), para Luria (1987) o contato social pela linguagem altera a configuração do cérebro e o torna mais complexo, como também contribui para o desenvolvimento e a inclusão cultural dos entes mais novos na sociedade. Para Tuleski (2008; Marx, 1990; Leontiev, 2001; Luria, 1987) a diferença entre o homem e os outros animais está no trabalho (uso dos instrumentos) e na linguagem (uso dos signos), sendo o pensamento verbal o que permite o desenvolvimento máximo das operações intelectuais, o que as tornam voluntárias. Para Vigotski (2010), a aquisição da fala é espontânea e depende do ambiente para que se desenvolva, já a escrita necessita de um ensino sistematizado e associado ao conhecimento científico. Vigotski (2010) considera que é pela apropriação da cultura historicamente elaborada pela humanidade que os indivíduos desenvolvem sua atividade psíquica complexa e sua personalidade. Sendo então o social o responsável pelo salto qualitativo do homem. Lembrando que não se trata de mera interação entre as funções biológicas e as funções sociais, ou seja, os princípios sociais possuem primazia em relação ao natural, biológico, eles os superam por incorporação (VIGOTSKI, 1960b; MARTINS, 2011). A importância do social, do contato com a cultura, no desenvolvimento humano pode ser historicamente observada pelo uso dos instrumentos que rompem com a fusão animal, dependência da natureza. Assim, pode-se considerar que [...] as aptidões e caracteres especificamente humanos não se transmite de modo algum por hereditariedade biológica, mas adquirem-se no decurso da vida por um processo de 7 apropriação da cultura criada por gerações precedentes (LEONTIEV, 2001, p.196). Para Leontiev (2001), a leitura é considerada instrumento cultural que modifica as funções psíquicas, transformando-as em funções superiores. As funções psíquicas superiores são conquistadas historicamente pelo gênero humano e não se desenvolvem de forma natural, mas dependem da apropriação da cultura. Na escola, o desenvolvimento das funções superiores é capaz de modificar as reações aos estímulos, no caso, a necessidade dos alunos diante das atividades organizadas pelo professor, fazendo com que o aluno se aproprie, ou seja, a atividade é educativa. Por isso, a linguagem para Vigotski (2010) é uma conquista social e na escola pode ser potencializada, quando o ensino da leitura e da escrita for significativa ao aluno, tornando-se uma necessidade ao discente. Para Vigotski (1960b), a leitura é capaz de dirigir a memória, a atenção, a percepção semântica. Com o aprimoramento do aprendizado da leitura, ou seja, com o domínio da atividade é possível conquistar a liberdade segundo Saviani (2009), pois o homem passa a exercer o papel de conhecedor da atividade que exerce. Por isso, não basta interagir com a objetivação da cultura, mas é preciso um mediador entre o aluno e o conhecimento, para que o discente tenha a oportunidade de aprofundar os conhecimentos científicos e, consequentemente, ter consciência e domínio sobre o aprendizado. Desta forma, cabe ao docente o trabalho sistematizado e organizado da leitura e da escrita para o domínio de ambas pelo aluno. Sendo assim, para Saviani (2009) educar é garantir ao outro o direito de humanizar-se, de apropriar-se da formação humana em sentido completo. Com relação à formação de conceitos, pode-se considerar que um conceito é capaz de representar um conjunto de objetos passíveis de identificação por uma palavra. No caso de um objeto, o conceito que o representa transmite os traços externos capazes de identificá-los. Para Peternella e Galuch (2012, p.65), o trabalho pedagógico com os conceitos deve ir além da [...] descrição de aspectos distintos dos fenômenos diretamente perceptíveis e observáveis, sem tomá-los em seu movimento histórico de constituição [...], ou seja, o conceito precisa se desvincular das experiências empíricas de objetos isolados. Para Luria (1987), a passagem do significado da palavra ao estágio dos conceitos proporciona a apropriação de uma informação mais completa, além de contribuir para 8 os processos cognitivos no que concerne ao processo de formação das categorias. Para que isto ocorra, faz-se necessário que ocorra a tomada de consciência da estrutura verbal da linguagem. A criança entra em contato com a linguagem de forma inconsciente, mas ao longo do tempo dá-se conta da composição verbal da linguagem e passa a categorizar as palavras, e formar conceitos destas, para depois dar a ela significados distintos. Vigotski (1960a) considera que na formação de conceitos, o homem categoriza o real, dando significado as atividades que realiza, sendo para ele este processo criativo e orientado a solução de problemas. Ainda segundo Vigotski (1960a), a formação de conceitos começa na infância, mas por volta do início da puberdade, em média aos 12 anos que o homem começa a realizar as abstrações, que superam os significados ligados as suas práticas imediatas. A idade não pode ser considerada fator predominante, as relações que o sujeito estabelece no meio cultural e histórico é que possibilitam o seu desenvolvimento. Vigotski (1960a) considera a existência de três fases no processo de formação de conceitos: conglomerado vago e sincrético de objetos isolados; pensamento por complexos e formação de conceitos. No contexto escolar a apropriação dos conceitos é dividida em: conceitos cotidianos (também denominados de conceitos espontâneos) e conceitos científicos. A análise do conceito espontâneo mostra que a criança tem mais consciência do objeto do que do conceito em si. Todavia, a análise do conceito científico demonstra que a criança, desde o início, tem melhor consciência do conceito em si do que do objeto que representa. (GASPARIN, 2012, p. 89). A apropriação dos conceitos difere da criança para o adulto, ou seja, qualitativamente cada um apresenta profundidades divergentes, pois
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