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A Politica Nacional de Informatica e Seus Reflexos Na Educacao

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  V Colóquio Nacional da AFIRSE com o tema: POLÍTICAS EDUCACIONAIS E PRÁTICAS EDUCATIVAS  –   João Pessoa-PB/Brasil, Centro de Educação, UFPB, Outubro de 2009.  GT 9 Políticas e Práticas de Comunicação, Tecnologias na Educação e Ensino `a Distância 19/10/2009 - 16h às 18hs - Sala 305 - CE Coordenadora: Profª. Apuena Vieira Santos (UFRN) Autor    Título GT   Md.     Antonia Lis de Maria Marins Torres A política nacional de informática e seus reflexos na educação. 9 CO Résumé  Certes, la capacité de transformer la technologie analogique en technologie numérique a changé nos façons de penser, d'agir, en créant de nouveaux langages dans le traitement de l'information qui se produit plus rapidement. Le Brésil, comme d'autres pays en développement, a été mis au défi d'établir des projets nationaux liés à la production des technologies de pointe, donc on peut considérer la contribution de l'industrie de l'électronique grâce à l'innovation constante dans le processus de diffusion de l'électronique des semi-conducteurs qui a déclenché un autre processus nommé numérisation. Dans cet article, nous présentons, historiquement, comme l'industrie informatique se développe au Brésil et son rapport avec le développement de  programmes d’informatique éducative orientés à l'utilisation pédagogique des ordinateurs dans l'enseignement. Au départ, nous abordons des questions liées à la réorganisation de l'industrie électronique comme une tentative de promouvoir l’industrie  brés ilienne d’informatique. Puis nous discutons un peu sur la politique nationale d’informatique éducative. Dans la troisième partie, nous parlons de la promotion de cette culture informatique à travers des projets éducatifs. Pour conclure, nous faisons quelqu es considérations concernant la structuration d’une politique nationale d’informatique éducative.   Mots-clés: Culture numérique, politique d’informatique, projets éducatifs.   Resumo Devemos admitir que a capacidade de transformar a tecnologia analógica em digital alterou nossas maneiras de pensar, de agir, gerando novas linguagens no tratamento com a informação que ocorre com mais brevidade. O Brasil, como demais países em desenvolvimento, fora desafiado a estabelecer projetos nacionais referentes à produção de tecnologia de ponta, desta forma pode-se considerar a contribuição da indústria eletrônica em virtude das constantes inovações no processo de difusão dos semicondutores eletrônicos, o que desencadeou um outro processo chamado de digitalização. No presente artigo, apresentamos, historicamente como vem se desenvolvendo a indústria de computadores no Brasil, bem como a relação desse desenvolvimento com programas de informática educativa voltados para utilização do computador no ensino. Inicialmente, abordamos questões relativas à reorganização do complexo eletrônico como tentativa de fomentar a indústria brasileira de informática. Em seguida, trabalhamos um pouco a política nacional de informática educativa. No terceiro item, discorremos sobre a promoção dessa cultura da informática através dos  projetos educativos. Por último, tecemos as algumas considerações no diz respeito à estruturação de uma política nacional de informática educativa. Palavras-chave: cultura digital, política de informática e projetos educativos  2 Introdução Devemos admitir que a capacidade de transformar a tecnologia analógica em digital alterou nossas maneiras de pensar, de agir, gerando novas linguagens no tratamento com a informação que ocorre com mais brevidade. O Brasil, como os demais países em desenvolvimento, fora desafiado a estabelecer projetos nacionais referentes à produção de tecnologia de ponta, desta forma  pode-se considerar a contribuição da indústria eletrônica em virtude das constantes inovações. Essas inovações referem-se ao processo de difusão dos semicondutores eletrônicos, o que desencadeou um outro processo chamado de digitalização,  basicamente aparado na eletrônica digital. Neste sentido, a crescente convergência tecnológica entre vários setores industriais e de serviços, que passam a ter uma dinâmica interdependente tendo como elementos comuns à eletrônica digital e o software, configuram o chamado complexo eletrônico  –   (Piragibe, 1998,pág.221) Esse processo desencadeou a chamada revolução microeletrônica que ocorreu em países com sistemas capitalistas mais avançados. Piragibe (1988) afirma que nos início dos anos 80, países como Estados Unidos, Japão, França, República Federativa da Alemanha, Reino Unido e Itália representavam 94% da produção mundial em computadores. Sendo que os dois primeiros dominavam a produção mundial desses equipamentos, considerando que eram raros países em desenvolvimento que  participavam da produção e geração dessa tecnologia. Neste sentido, é possível  percebermos que essa revolução microeletrônica  concentra-se nos países em desenvolvimento, especialmente nas economias mais avançadas, onde essa revolução modificou e aumentou a forma de produção. Entretanto, não podemos reduzir a importância da eletrônica aos efeitos meramente econômicos. Algumas outras instituições reconhecem algumas contribuições de forma bastante positiva, como, por exemplo, a área militar, onde foi possível, graças à velocidade na informação, garantir uma capacidade de defesa dos países. Por outro lado, a fixação de uma indústria eletrônica em um país, exige alguns desafios que devem ser enfrentados, um deles diz respeito ao investimento maciço em pesquisa e desenvolvimento. Desta forma, o setor de computadores, por sua vez, é alvo especial das políticas de informática nos vários países devido à sua importância com fator de  3 aumento de produtividade para as diversas atividades econômicas  –    (Piragibe,1988,pág.223). A Zona Franca de Manaus (ZFM), responsável pela concentração de bens eletrônicos no Brasil, modifica seu perfil no início da década de 80 aprovando projetos relacionados à Informática. Essas alterações da ZFM dar-se-ão em virtude de existência de outras empresas já instaladas na região, tais como: CCE, Gradiente. É também nessa época que o mercado brasileiro será invadido por outros produtos eletrônicos, dentre eles: videojogos e videocassetes. Moraes, R. (2000) atenta para o fato de que os anos 70 marcam a preocupação governamental juntamente com a comunidade técnico-científico, de forma a gerar maior autonomia para eletrônica digital brasileira, ampliando assim a maior participação do  país na produção da indústria nacional de Informática. Também, não podemos deixar de reconhecer a autonomia atribuída à Comissão de Atividade de Processamento Eletrônico  –   CAPRE - criada em 1972, tendo essa comissão o compromisso de estudar, elaborar e encaminhar propostas para política brasileira de informática. Um dos encaminhamentos realizado por essa comissão, foi realizar um diagnóstico dos recursos humanos na tentativa de averiguar a situação dos conhecimentos de informática por parte deste setor. Os resultados desse estudo não foram nada animadores, tendo em vista, que os resultados evidenciaram que a maioria dos funcionários daquele setor não dominavam habilidades relativas à informática. Este fato comprometeu a expansão do mercado de computadores  (Moraes, R. apud Tigre, 1998). Tais resultados, impulsionaram a CAPRE a elaborar o Programa Nacional de Treinamento em Computação  –   PNTC  –   bem como a implantação de cursos de formação em nível de graduação e pós-graduação, diretamente relacionados à utilização dos aplicativos da Informática. O período da segunda metade da década de 70 foi marcado por intensas disputas referente às questões da reserva de mercado, no que se refere à produção de computadores no país. Desses embates resultaram que a CAPRE veio a ser extinta, vindo a ser criada outra secretaria denominada SEI. A criação da Secretaria Especial de Informática (SEI), em 1979, permite a invenção do Estado no setor de Informática, mais especificamente a participação governamental em relação à autonomia da eletrônica digital. Tal órgão, encarregado de  4 executar a Política Nacional de Informática, estimulando a informatização da sociedade  brasileira (Moraes, 1997). Para que tais objetivos fossem alcançados, este órgão teria que ampliar as aplicações da informática aos demais setores da sociedade, tais como: educação, saúde, dentre outros. A partir desta Secretaria, os interesses pela política brasileira de informática foram reafirmados e institucionalizados, em outubro de 1984, com aprovação no Congresso Nacional da Lei nº 7.323, objetivando a capacitação nacional nas atividades de informática em proveito do desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico do Brasil (Piragibe,1998). Com o advento desta Lei, o Estado passa a intervir no setor de Informática, através da criação de Conselhos Nacionais de Informática, dos Fundos Especiais de Informática e dos Centros Tecnológicos para Informática, dentre outros. Estes Centros Tecnológicos para Informática objetivavam promover a execução de pesquisas, planos e  projetos, emitir laudos técnicos, acompanhar programas de nacionalização e exercer atividades de apoio às empresas nacionais do setor. Tais centros trabalhariam articulados com as empresas, um instituto estatal e estariam vinculados diretamente aos laboratórios universitários, com a responsabilidade de formar os recursos humanos e desenvolver atividades de pesquisas. Política Nacional de Informática: reflexos na Educação? Sabemos que, na área educacional, a discussão em torno da tecnologia foi iniciada no Brasil nos anos 60. Uma época em que a teoria pedagógica vigente fundamentava-se no tecnicismo que tinha como objetivo formar uma escola industrial organizada segundo o modelo taylorista, tendo como princípios básicos a racionalização, a divisão do trabalho e o controle de qualidade (Sampaio,1999), visando a preparação de mão-de-obra para o mercado de trabalho. Esse paradigma tecnicista é reafirmado em meados dos anos 70, dada à pressão do mercado por uma demanda de trabalhadores qualificados e reafirmando a necessidade da informática na escola (Belloni,1999). A justificativa de introdução da informática, não ocorreu de forma aleatória, ao contrário, a área educacional recebe reflexos dos movimentos que aconteceram nos mais variados setores da sociedade. A introdução da informática na educação, ocorre na

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Aug 3, 2017
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