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A Tendência Formativa e Sua Relação Com Outros Campos Do Saber

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Trabalho que descreve o conceito de tendência formativa, que faz parte da psicologia humanista, mais especificamente da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), relacionando-o com os conhecimentos da biologia, física e química.
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  Centro Universitário Salesiano de São Paulo Paulo Roberto Magalhães Junior A Tendência Formativa e sua relação com outros campos do saber Americana 2015  Centro Universitário Salesiano de São Paulo Paulo Roberto Magalhães Junior A Tendência Formativa e sua relação com outros campos do saber Atividade apresentada como parte da avaliação da disciplina Psicoterapia Humanista, do 8º Semestre de Psicologia, ministrada pela Prof.ª Dr.ª Ticiana Paiva de Vasconcelos. Americana 2015  A Tendência Formativa e sua relação com outros campos do saber “Em verdade, porém, todo o nosso agir e conhecer não é uma sequência de fatos e intervalos vazios, mas um fluxo constante” (NIETZSCHE, 1978, p. 141). Tendência formativa é um conceito desenvolvido por Rogers (1983), que é a compreensão do universo em processo, em constante mudança, em que tudo se encontra conectado e se influenciam mutuamente, numa relação dialética entre todas as coisas. Além disso, a tendência formativa é uma inclinação à complexidade, a uma maior organização e ordem no cosmos. Para perceber e afirmar a existência dessa tendência universal, Rogers (1983) descreve que estão ocorrendo diversas mudanças em várias áreas do conhecimento humano, fazendo com que paradigmas antigos sejam modificados por outros, o que altera nossa maneira de ver o mundo e as relações humanas. Ele cita como exemplo, a  busca por uma unidade básica que pudesse explicar a srcem e funcionamento de todas as coisas existentes no universo. A ciência descobriu a molécula, em seguida o átomo, o núcleo dos átomos, até chegar às partículas subatômicas, que respondem de maneira extremamente diferente do observado no macrocosmo, pois relações diretas de causa e efeito e qualquer outra perspectiva rígida se desfazem diante da análise dessas  partículas, assim como percebe-se a fluidez e maleabilidade das mesmas, sendo elas que constituem tudo o que existe em nosso universo. Outra descoberta relevante, levantada pelo autor (ROGERS, 1983), ocorreu no campo da química, em que se descobriu que um sistema complexo é instável e que, se há grandes flutuações ou perturbações nele, ocorre uma mudança de estado para algo novo, mais complexo, organizado e ordenado, tanto quando falamos de elementos químicos como em seres humanos. Além dessas teorias, há também a teoria sistêmica, que compreende o mundo como composto de elementos em interdependência, não podendo então o mesmo ser compreendido por meio da divisão de suas partes. Desse modo, há diversos níveis e  cada um deles está relacionado a outros sistemas, sejam maiores ou menores, estando todos interconectados. Como exemplo, o físico Fritjof Capra (2001) relata que as moléculas formam organelas, que se aglutinam para se tornarem células, e essas últimas combina-se em órgãos e tecidos e assim por diante, até todos esses sistemas, dos menores para os maiores, em estreita interdependência, constituírem cada ser vivo  presente em nossa biosfera. Há ainda, de acordo com o mesmo autor (CAPRA, 2001), duas tendências opostas em todos os sistemas, sendo uma integrativa e outra autoafirmativa. A integrativa visa à harmonia com o todo, enquanto a autoafirmativa busca manter a individualidade de cada sistema. Apesar de serem opostas, ao mesmo tempo são complementares, pois seja um indivíduo, uma sociedade ou um ecossistema, a maneira de serem saudáveis seria por meio de um equilíbrio entre essas duas tendências, o que ainda assim mantem uma interação dinâmica, proporcionando aos sistemas flexibilidade e possibilidade de mudança. De modo geral, nessa concepção sistêmica, o universo  passa a ser visto como um todo harmonioso e indivisível.  No campo da biologia, Darwin (2009), ao explicar a teoria da evolução por meio da seleção natural, nos proporciona potencialmente uma reflexão interessante, se observada de maneira detalhada, da tendência atualizante (que é a manifestação da tendência formativa nos seres vivos) e, consequentemente, da tendência formativa  presente nas variações e modificações das espécies. De acordo com o autor, podem-se observar adaptações mútuas entre espécies em um mesmo ambiente, o que indica o alto grau de relação entre todas as coisas presentes no planeta, já que as condições climáticas, a relação entre presa e predador, entre outras variáveis, alteram todo o sistema ao se modificarem. Assim, Darwin (2009) percebe que se não houvesse esse equilíbrio entre presas e  predadores, entre o clima, a vegetação e a fauna do ambiente, algumas espécies aumentariam seu número exponencialmente e inviabilizaria a existência da vida, já que não haveria condições de suprir a necessidade de todos os membros da espécie. Ou seja, o processo de reprodução, de vida, só é efetivamente viável a partir dos processos de destruição e de morte proporcionados por outras variáveis.
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