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AJES - INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL E ALFABETIZAÇÃO 8,5

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AJES - INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL E ALFABETIZAÇÃO 8,5 A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Andreia Cristina Pontaroulo Lindoino
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AJES - INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL E ALFABETIZAÇÃO 8,5 A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Andreia Cristina Pontaroulo Lindoino ORIENTADOR: Prof. Ilso Fernandes do Carmo ALTA FLORESTA/2012 AJES - INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO INFANTIL E ALFABETIZAÇÃO A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Andreia Cristina Pontaroulo Lindoino ORIENTADOR: Prof. Ilso Fernandes do Carmo Trabalho apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Especialização em Educação Infantil e Alfabetização. ALTA FLORESTA/2012 Dedico a Deus, que me deu força em mais uma batalha. AGRADECIMENTO Agradeço a todas as pessoas que participaram direta e indiretamente na conclusão deste trabalho. RESUMO Na presente pesquisa de cunho bibliográfico, tem-se como objetivo mostrar a importância da literatura infantil e conscientizar o professor do enorme compromisso que tem ao iniciar seus alunos na literatura. Através de autores como: COELHO, ZILBERMAN, FRANTZ, ABRAMOVICH e outros, percebeu-se que a literatura infantil nas práticas pedagógicas é um importante instrumento para se obter uma boa aprendizagem, sendo que o professor precisa sensibilizar o aluno para a literatura. Assim, não se pode negar que a literatura infantil, com seus contos clássicos, poesias e lendas, é uma grande aliada do educador no processo de socialização e aprendizagem do aluno, e que deve estar presente na rotina diária da escola, pois é um momento mágico, que permite não só à criança, mas também ao professor voar para longe nas páginas de um livro. Palavras Chave: Literatura Infantil, Contos, Poesias, Lendas. SUMÁRIO INTRODUÇÃO LITERATURA INFANTIL NO BRASIL HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL AS RELAÇÕES LEITOR, TEXTO E MUNDO A LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A NATUREZA DO TEXTO LITERÁRIO A LITERATURA INFANTIL CLÁSSICA: OS CONTOS DE FADAS POESIA PARA CRIANÇAS FOLCLORE: PRIMEIROS PASSOS LITERÁRIOS A LITERATURA INFANTIL DE MONTEIRO LOBATO A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA NA FORMAÇÃO DO SUJEITO A IMPORTÂNCIA DE OUVIR E CONTAR HISTÓRIAS O HUMOR NA LITERATURA INFANTIL SE INTEIRANDO DE VERDADES LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA HÁBITOS DE LEITURA E A BIBLIOTECA NA ESCOLA...27 CONCLUSÃO...29 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...31 INTRODUÇÃO A principal função da escola hoje é formar leitores. Todas as suas propostas pedagógicas são unânimes em afirmar que querem uma educação transformadora, criativa e libertadora. Assim, para abrir os caminhos que dão acesso ao mundo da literatura e tudo que ela pode proporcionar, a literatura infantil, é a chave mágica, pois apresenta um caráter lúdico, mágico, é o caminho natural. O presente trabalho foi desenvolvido através de fontes bibliográficas, com o objetivo de mostrar a importância da literatura infantil e conscientizar o professor do enorme compromisso que tem ao iniciar seus alunos na literatura. A apresentação do trabalho foi disposta em capítulos que explanam sobre a importância da literatura nas séries iniciais. No primeiro capítulo apresenta-se o histórico da literatura infantil discorrendo sobre os primórdios até os dias atuais. Apresenta também a literatura infantil no Brasil, bem como o primeiro autor da literatura infantil. No segundo capítulo apresenta-se a literatura nas séries inicias, a natureza do texto literário, a literatura infantil clássica: os contos de fadas, poesia para crianças e folclore: primeiros passos literários. No terceiro capítulo apresenta-se a importância da literatura na formação do sujeito explanando também sobre a importância de ouvir e contar histórias. No quarto capítulo discorre-se a literatura infantil na escola, como também, o hábito de leitura e a biblioteca na escola. Deseja-se que este trabalho aponte alguns enfoques que venham a contribuir para que educadores de uma forma geral reflitam sobre suas práticas, pois a Literatura Infantil só tem a acrescentar nas séries iniciais. É na escola que a literatura tem o poder de construir para a criança, um elo lúdico entre o mundo da imaginação, dos símbolos subjetivos e o mundo da escrita, dos signos convencionalizados e impostos pela cultura. A partir do momento em que a criança passa a ter acesso ao mundo da leitura, ela passa a buscar novos textos literários, novas descobertas, ampliação de compreensão de si e do mundo, do 07 desenvolvimento pessoal e do mundo que a cerca, pois o momento de ouvir ou inventar uma história representa um dos momentos mais significativos para a criança e para as atividades pedagógicas, porque proporciona um momento mágico para ela com um valor educativo sem igual. 1 LITERATURA INFANTIL NO BRASIL Somente no início do Século XX começa a reação a este estado de dominação cultural (a dominação da educação por estrangeiros, pelos educadores europeus). E cada vez mais autores passam a se dedicar a literatura infantil, dentre esses autores consagrados na literatura adulta como José de Alencar e Olavo Bilac. Este último enfocando principalmente as virtudes cívicas em seu papel de educador. Suas obras visavam em primeiro lugar informar, transmitir conhecimentos e comportamentos exemplares segundo os valores da ideologia dominante. (SANDRONI; MACHADO, 1987, p. 55) A primeira manifestação literária infantil no Brasil, segundo SANDRONI e MACHADO (1987), surgiu com o educador europeu, Carl Jansen, que atuando como mestre no colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, traduziu e adaptou clássicos para a juventude como: As mil e uma noites, Dom Quixote, Robson Crusoé, entre outros. O fato de a educação ser dominada por estrangeiros,, segundo SANDRONI e MACHADO (1987), contribuiu bastante para o atraso na produção de livros infantis brasileiros: a principal fonte de demanda, a educação via-se suprida por livros originários dos países dos mestres. O maior escritor de Literatura Infantil no Brasil, segundo, segundo SANDRONI e MACHADO (1987), foi Monteiro Lobato despertando o imaginário infantil com a criação de um mundo de fantasia que agradava até os adultos. Revoluciona a literatura infantil brasileira, introduzindo uma série de novos elementos, tanto formal quanto em conteúdo, é o precursor de uma literatura infantil crítica. Seu melhor trabalho foi no sítio do Pica-pau Amarelo. Para SANDRONI e MACHADO (1987), o diferencial de Monteiro Lobato foi a forma sutil de trabalhar o certo e o errado, por exemplo, a figura da Emília em Sítio do Pica-pau Amarelo, que desmistifica uma série de pseudoverdades, se procurando em debater temas públicos, normalmente circunscritos ao mundo adulto, de forma a serem facilmente apreendidos pelas crianças, ajudando na formação do caráter, sem deixar de incitar o imaginário, a curiosidade infantil e a delicadeza do sonho que toda criança adora. 09 Monteiro Lobato, segundo SANDRONI e MACHADO (1987), utiliza o humor e também o folclore brasileiro com um trabalho em, cima da relação fantasia e realidade utilizando uma linguagem coloquial bem característica da infância. 1.1 HISTÓRIA DA LITERATURA INFANTIL Ao iniciar o estudo da literatura infantil e sua prática na escola precisa-se buscar no passado subsídios que nos dão o entendimento do presente para projetarse o futuro. O que é ser criança hoje é diferente do passado. Tal compreensão possibilita ver como e onde podem ocorrer mudanças necessárias para o presente. O conceito de infância começa a surgir, na Europa entre os séculos XVII e XVIII, com ascensão da burguesia quando passa a ver a criança como o futuro da nação (ZILBERMANN, 1985). Antes, a criança era ignorada pela sociedade dos adultos, não havendo nenhuma atenção ou cuidados específicos para com ela, era visto como um adulto em miniatura, podendo desta maneira participar das atividades apropriadas aos adultos; eram elas: esportivas ou intelectuais, não existia leitura destinada somente a criança, já que, esta perante a sociedade não tinha características próprias da infância, a educação atribuída a criança era a mesma oferecida ao adulto. A única educação diferenciada, era a educação dos filhos da nobreza e os filhos da classe desprivilegiada, os pequenos nobres deliciavam-se na leitura em grande clássicos; já os filhos dos pobres, a esses lhe restavam ouvir histórias de cavalaria, heróis desconhecidos, lendas ou contos, que eram contadas e recontadas oralmente pelo povo, essas histórias tinham como características uma linguagem simples formando assim as primeiras literaturas de Cordel. Surge então uma nova noção de família, centrada não na relação de parentesco, mas no núcleo familiar preocupado em manter uma privacidade impedindo a intervenção de parentes em seu negócio interno e estimula o afeto entre os seus membros. (ZILBERMANN, 1985) Com o declínio do Feudalismo, segundo ZILBERMANN (1985), surge, na Europa, grandes transformações sociais e econômicas em que a classe burguesa buscava espaço social e estabilidade por meio da intelectualizarão. A educação é reorganizada, surge a concepção de infância baseado na ideia cristã de inocência e 10 a literatura infantil floresce, igualmente com a dominação do jovem e o controle do que aprender para formar o adulto que a sociedade almejava, assim a literatura infantil assume um caratê pedagógico, para transmitir normas que influenciam na formação moral dos futuros adultos. Com isso a pedagogia assume a criação da literatura infantil, e o desenvolvimento intelectual da criança e alimenta a ideologia da classe dominante. O livro passa a ser o elo da criança com o mundo, um espelho da realidade que não a reflete direito; antes disso, retrata a realidade de forma obtusa, superficial e maniqueísta. (GABRIEL, 2003, p. 45) 1.2 AS RELAÇÕES LEITOR, TEXTO E MUNDO A partir do que ensina FREIRE (1986), vê-se quê a leitura do mundo se faz na vivência, no dia a dia. Pode-se, porém, viver diferentes experiências sem que se consiga apreender seus diversos significados, a abrangência de suas implicações, ou seja, sem que se estabeleçam as relações entre as experiências de vida do leitor e o todo maior de que essas fazem parte. Dessa forma, a leitura de mundo de que fala FREIRE (1986), fica prejudicada. A limitação da visão de mundo do sujeito impede, também, um desempenho mais satisfatório nas suas relações interpessoais, bem como uma atuação mais significativa na transformação social. Por outro lado, aprende-se também que a partir da leitura da palavra podese ampliar e aprofundar a leitura de mundo. É essa dialética entre palavra e mundo que se deve preocupar enquanto educadores. Dentro dessa perspectiva, segundo FLORES (1988), a leitura assume um papel relevante à medida que pode se tomar a principal intermediária entre o leitor e o mundo. Todo texto possui uma intenção e através dele o autor busca atingir determinados objetivos, sendo esse o instrumento mediante o qual atua sobre a realidade, criando e modificando situações. (FLORES, 1988, p. 5) Ao dizer a sua palavra o escritor escolhe a forma que julga mais adequada para dizer o que quer e atingir o seu leitor de maneira mais eficaz. O tipo de interação estabelecida se traduz na seleção de um registro, com marcas típicas em todos os níveis estruturais de análise fonética, sintática, semântica e pragmática (FLORES,1988, p. 6). Consequentemente, a partir da determinação do seu autor tem-se diferentes tipos de textos, com diferentes intenções, e que precisam ser 11 conhecidos a fim de que fique mais clara a relação leitor, texto e mundo de que se fala. Assim, a partir do desvelamento das intenções escondidas (ou manifestas) nas diferentes formas de texto, estará proporcionando ao leitor um instrumento valioso para ampliar e aprofundar a sua leitura de mundo por meio da leitura da palavra. Os especialistas da língua, segundo FLORES (1988), têm se utilizado das mais variadas formas para classificar os diferentes tipos de texto. Bastante interessante é a tipologia apresentada por professores da Faculdade Porto Alegre, FAPA, que divide os textos em: informativos, persuasivos e literários. Essa tipologia tem como referência a relação autor, texto e leitor e se define a partir dos objetivos perseguidos pelo seu autor, objetivos esses que, por sua vez, irão definir a escolha de determinado tipo de texto. Acredita-se que é muito importante para o aluno a convivência com os mais variados tipos de texto, pois cada um revelará ao leitor uma faceta diferente da relação texto - mundo. Entretanto, para o aluno das séries iniciais é a leitura do texto literário a que deve predominar sobre as demais, por ser esse o texto que maiores afinidades tem com o leitor infantil, por ser um texto que envolve o leitor por inteiro, apelando para as suas emoções, a sua fantasia, o seu intelecto, e por apresentar o mundo a partir de uma perspectiva lúdico estética, aspecto esse que não se pode desconsiderar, principalmente se tratando do leitor criança. Isso é possível graças à natureza da literatura e de sua linguagem ambígua, simbólica, carregada de sentidos, aberta o suficiente para permitir ao seu leitor o máximo de liberdade para fazer a sua leitura. 2 A LITERATURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL A principal função da escola hoje é formar leitores. Todas as propostas pedagógicas das escolas são unânimes em afirmar que querem uma educação transformadora criativa e libertadora. A escola sabe que tipo de educação quer fazer, mas muitas vezes não sabe como fazer. A melhora na qualidade de ensino que tanto se busca só vai ser alcançada quando a escola formar de fato, leitores. A literatura infantil é também ludismo, é fantasia, é questionamento, e dessa forma consegue ajudar a encontrar respostas para as inúmeras indagações do mundo infantil, enriquecendo no leitor a capacidade de percepção das coisas (FRANTZ, 2001, p. 54). O professor deverá ter o cuidado de fazer das experiências de leitura algo que seja prazeroso para os alunos, gratificante. As crianças das fases iniciais vivem a fase do pensamento mágico e lúdico. Elas utilizam as brincadeiras, a fantasia para construir os seus conhecimentos, explorando e conhecendo assim sua realidade. 2.1 A NATUREZA DO TEXTO LITERÁRIO A obra literária, segundo FRANTZ (2001), é um objeto social, o que equivale dizer que sua existência supõe no mínimo um autor e um leitor, onde o processo de inteiração se constitui o sentido do texto, onde é de fundamental importância a participação do leitor. Por sua natureza, é a literatura que tem a mais rica, eficaz e gratificante contribuição a dar na busca do objetivo da formação do sujeito. Os textos, segundo FRANTZ (2001) adquirem uma função única, aliando-se à informação e ao prazer do jogo, envolvem a razão e emoções numa atividade integrativa, conquistando o leitor. O campo da literatura é o mais amplo possível, pois esta voltada para o conhecimento do mundo e do ser, por meio da ficção e da realidade. O que pode ser observado é que quanto maior for o valor literário de um texto, menores serão as delimitações de faixa etária. A literatura infantil é toda a literatura que pode ser lida também pelo adulto. Não se pode esquecer que, assim como a criança, a literatura é também um jogo, fantasia, beleza e emoção. Os interesses de leitura das crianças e dos jovens variam de acordo com a idade, sexo, escolaridade, elas se encontram em algumas fases: as idades dos livros de gravuras dos contos de fadas, histórias ambientais, histórias de aventura. O 13 interesse se modifica. O que se deve exigir na literatura infantil é que ela seja de fato literatura. Por ser infantil, não significa que deva ser uma produção menor, de qualidade inferior. [...] os critérios que permitem o discernimento entre o bom e o mal texto para crianças não destoam daqueles que distinguem a qualidade de qualquer outra modalidade de criação literária. Seu aspecto inovador merece destaque, na medida em que é o ponto de partida para a revelação de uma visão original da realidade, atraindo seu beneficiário para o mundo com o qual convivia diariamente, mas que desconhecia. Neste sentido, o índice de renovação de uma obra ficcional esta na ração direta de sua oferta de conhecimento de uma circunstância da qual de algum modo o leitor faz parte (FRANTZ, 2001, p. 58). A função do educador não é apenas a de ensinar a ler, mas a de dar condições para o aluno realizar a sua própria aprendizagem, conforme seus interesses, fantasias e dúvidas. O professor estimula seu aluno através de diversos recursos ou técnicas. 2.2 A LITERATURA INFANTIL CLÁSSICA: OS CONTOS DE FADAS Os contos não perdem a sua atualidade porque tratam da essência humana, que é a mesma desde que o homem existe. Falam de coisas profundas, essenciais, que habitam dentro de cada um, falam de medos, sonhos, desejos, esperanças, os mesmos sentimentos que inquietam as crianças e os jovens de hoje. É importante que o professor, ao selecionar esses contos, dê preferência ao texto integral, traduzido do original, sem adaptações. Quando as crianças já tiverem ouvido e lido vários desses contos tradicionais, o professor selecionará outros contos contemporâneos baseados naqueles antigos. Como exemplo pode-se citar A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho e Chapeuzinho Amarelo. Depois de ler essas histórias o professor chamará a atenção das crianças para as semelhanças e diferenças desses em relação às tradicionais, de maneira a fazê-las perceber que o autor serviu-se de texto antigo, porém introduzindo elementos novos característicos de nossa época e que atualizam o significado daqueles contos ou simplesmente mudam a proposta de leitura original. (FRANTZ, 2001, p.70). Ele deve estimular as crianças para que busquem e leiam também outros contos. A literatura infantil de hoje é muito rica, muito variada. A maior preocupação é no auxílio dos educadores para que saibam se orientar em meio a tantos livros. É preciso saber avaliar esse material para saber escolher uma boa literatura para oferecer aos alunos, esse passo é de grande importância para o sucesso do trabalho com a leitura. POESIA PARA CRIANÇAS A poesia é um gênero literário que sofre os maiores preconceitos editoriais. Tem quem ache que a poesia infantil tem que ser moralizada, falar de costumes, de como organizar o dia-a-dia, descrever bons hábitos; ou tem que ser pequenininha, bobinha, que deve contar como as plantinhas crescem como a chuvinha. Toda a poesia tem que ter uma surpresa, se não tiver não é poesia. Há poetas que brincam com s palavras de uma maneira que as crianças gostam de ouvir e ler. Há também outros, que sabem usar o anagrama (palavra ou frase obtida pela mudança de posição de letras de outras palavras ou frases). (ABRAMOVICH, 1989). As rimas são outros recursos da poesia, são muito gostosas de ler e ouvir quando bem escolhidas. Não podem ser regras postas sem nenhum critério, pois há regra dentro da poesia que as definem, podendo ser rimando, a primeira e a segunda linha, intercaladas, dependendo do tipo de versificação em cada poeta escolher para utilizar em cada poema que faz. O fato de a rima ser simpática e lúdica não significa que seja obrigatória e que não existem versos livres. É buscar o fácil, o rápido, o que resulta numa grande bobagem, sem significado algum. E isso não é trabalhar com as palavras, não é rabiscar mil vezes até conseguir, a surpresa nas rimas, o efeito mágico é belo (ABRAMOVICH, 1989, p. 47). O ritmo, segundo ABRAMOVICH (1989), é outra marca da poesia, é o que possibilita o acompanhamento musical ao que é lido ou ouvido. Um soneto ou uma trova podem ser tão válidos e belos quanto um poema concreto. O que vale é a boa escolha para serem lidos. Há também as poesias narrativas, contadas sob a forma de versos. Há uma variedade de poesias para adultos, onde se encontram muitos escritos bonitos e estimulantes que as crianças gostariam de ouvir. Se o professor for ler um poema para a classe ele deve conhecê-lo bem, que o tenha lido várias vezes antes, que o tenha sentido, percebido, saboreado, para que passe a emoção verdadeira, o ritmo, que faça pausas par
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