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UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina CFH - Centro de Filosofia e Ciências Humanas - Dept. de Antropologia ANT7019: Antropologia da Política Semestre: 2011/2 Créditos: 4 Professor: Rafael José de Menezes Bastos – rafael@cfh.ufsc.br 19 de setembro, 2011 Acadêmico: Jefferson Virgílio - jv@grad.ufsc.br Resenha: Algunos Aspectos de la Organización Política de los Aborígenes Americanos
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  UFSC  - Universidade Federal de Santa Catarina CFH  - Centro de Filosofia e Ciências Humanas - Dept. de Antropologia ANT7019 : Antropologia da Política Semestre : 2011/2 Professor:  Rafael José de Menezes Bastos  –   rafael@cfh.ufsc.br Acadêmico: Jefferson Virgílio - jv@grad.ufsc.br Créditos: 4 19 de setembro, 2011 Resenha: Algunos Aspectos de la Organización Política de los Aborígenes Americanos Robert H. Lowie O autor inicia seu argumento apresentando comunidades indígenas africanas sem chefes inicialmente ou com rara presença de chefes ou autoridades. Lowie defende que ocorre a organização de indígenas em grupos, normalmente de pequena proporção, salvo casos específicos, sempre citando variadas e ricas referências 1 . Lowie inicia seu trabalho questionando se é possível encontrar nos territórios da América algum tipo de organização política, similar ao encontrado no velho mundo. Busca encontrar nas organizações indígenas americanas alguma forma de organização política similar ao observado em outras partes do globo. Por fim, o autor sugere o questionamento sobre a presença (e de que tipo) de autoridade nessa organização política, se ela existir. O autor alega que com o passar do tempo é comum a observação da decadência na quantidade de membros em cada grupo familiar ou social de determinados grupos étnicos, demonstrando, segundo suas conclusões, baixa solidariedade, aplica seus argumentos  basicamente em comunidades africanas. Alega ainda que não é razoável a freqüência de observação de fenômeno similar (alta população) no chamado novo continente , conhecido  popularmente como América. As altas concentrações populacionais seriam raras no novo mundo. Lowie defende que os valores populacionais informados em diversas comunidades indígenas americanas são suspeitos e possivelmente não-confirmados ou não-fixos. Demonstra que os valores apresentados e conhecidos poderiam estar sendo considerados valores totais, mas que na realidade refletiriam uma variedade de grupos menores móveis, que deveriam ser considerados de modo separado e individual. 1  É desnecessário a repetição das dezenas de referências que o autor realiza durante o ensaio. Para maiores detalhes, consultar a obra srcinal.  O autor define tal situação como separatismo e o explica pela baixa solidariedade entre membros do mesmo grupo étnico. O separatismo seria tão perceptível que são conhecidos, e citados pelo autor, eventos onde grupos, de mesma 'srcem étnica ou cultural' teriam se confrontado militarmente com um dos lados em defesa de um terceiro grupo. O autor cita inúmeras demonstrações de exemplos de divisões de grupos étnicos em comunidades menores, normalmente formadas por relações de parentesco. Lowie coloca em dúvida a quantidade de pessoas que supostamente teriam vivido no império asteca em forma de unidade política, e na seqüência questiona a real população dos  povos maia de modo similar. A alegação do autor seria que na realidade seriam grupos distintos e considerados em determinados casos até temporalmente separados, porém considerados como unidade. Curiosamente o autor afirma a população na casa dos milhões de membros no grupo conhecido como Incas 2 . O autor sugere a necessidade de uma classe política de controle e dominação para permitir a existência de solidariedade em grandes grupos, evitando o desmanche em grupos menores. E considera que possivelmente a formação de tais unidades maiores foi realizada por indivíduos singulares, que teriam elevada capacidade de organização, tal situação permitiria as primeiras noções de imperialismo na América, por americanos. Lowie realiza algumas comparações entre 'imperadores' americanos e africanos, ficando claro neste ponto do trabalho o objetivo inicial do autor. Reduzem-se as citações a terceiros e inicia uma série de suposições. Termos como parece , provável e pode ser são utilizados durante estas reflexões. Por fim, considera possível uma 'srcem' comum para ambos os sistemas  políticos e segue na seqüência apresentando a raiz de sua teoria evolucionista para a formação de algo similar ao conhecido como estado. Lowie defende um evolucionismo na forma de apresentação das chefias dos povos, a hipótese é de que povos sem chefe, ou em teoria sem chefe, na verdade possuem um líder a seguir ou falsa autoridade, normalmente algum membro do grupo com notável característica, necessária à sobrevivência do grupo 3 . Grupos excepcionalmente numerosos poderiam apresentar 2  O fato do autor não considerar as mesmas indagações realizadas aos Maias e Astecas para os incas poderia ser considerado como fator altamente tendencioso. 3  No exemplo são considerados caçadores ou pescadores, mas não seria improvável adaptar as idéias para outras características pertinentes a sobrevivência do grupo, como capacidade de confecção de peças e armamentos ou construção de moradias e pontes, noções diferenciadas de agricultura, domesticação de animais, etc.  ainda sub-autoridades, responsáveis por manter o comportamento e funcionamento 'em ordem'. Os pseudo-chefes poderiam ser temporários (tempos de caça, períodos de guerra, época de seca, festividades religiosas, etc.), serem sucessivos (possivelmente por parentesco ou indicação), ou até mesmo eleitos. Lowie considera que é completamente possível a existência de 'chefes sem autoridade' e 'não-chefes com autoridade', o segundo grupo é comparado pelo autor à policiais. O autor afirma que apesar de oportunidades do surgimento de uma chefia ordenadora a mesma não teria sucesso  pois é cultural a questão do não aceite de ordens de superiores. Ocorre ainda a apresentação das possibilidade de desenvolvimento da chefia, primeiro por utilização e acordo com 'xamãs' e 'líderes religiosos', e como segunda opção atendendo aos desejos, anseios e necessidades dos membros da comunidade em troca de sua permanência 'na  posição'. Ao término ocorre uma comparação as demonstrações de poder, riqueza e status realizado por chefes em diferentes comunidades e épocas. O autor alega que seria possível, porém difícil e improvável, manter uma parceria enganadora e duradoura entre um chefe e um xamã 'aproveitadores de fé alheia'. Curiosamente Lowie defende que os profetas da salvação, que teriam surgido após o contato com o homem branco, são facilmente aceitos, por suas táticas de conversão. 4  A conclusão apresentada ao término do trabalho do autor remete a idéia de que não é fácil ou no momento possível definir o caminho de desenvolvimento realizado entre a anarquia indígena e o estado inca, afirmando claramente sua visão evolucionista. Finaliza sua teoria considerando que após a ocorrência de falhas na preservação do império inca e no modelo separatista se tornou possível a formação de algo parecido ao estado. REFERÊNCIAS LOWIE, Robert H. Algunos Aspectos de la Organización Política de los Aborígenes Americanos.  In:   Antropología Política , LLOBERA, Josep R. (org.), Barcelona, Anagrama, 1985, pp. 107-131. LOWIE, Robert H. Some Aspects of Political Organization Among the American Absrcines.  In: The Journal of the Royal Anthropological, Institute of Great Britain and Ireland, Vol.78, No. 1/2 (1948). Disponível em: <http://www.jstor.org/stable/2844522>. Acesso em 19 set. 2011. 4  Em meu entendimento as técnicas utilizadas pelos profetas possuem o mesmo tipo de argumentação social que as técnicas do líder religioso aproveitador. Não considero pertinente a diferenciação realizada pelo autor da sociedade ser suscetível ao aproveitamento de um e não ao outro.
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