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Análise de alguns aspectos da configuração textual de “Literatura Nunca é Apenas Literatura” de João Alexandre Barbosa.

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Análise de alguns aspectos da configuração textual de “Literatura Nunca é Apenas Literatura” de João Alexandre Barbosa. Heitor Messias Reimão de Melo Valdiléia Galceviche O que é a análise da configuração textual? De acordo com Maria do Rosário Longo Mortatti, esse método pretende ser uma análise integrada de determinados aspectos inter-relacionados que constituem o sentido de um texto, permitindo, assim, ao investigador, reconhecê-lo e interrogá-lo como “objeto singular” para “dele produzir uma
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  Análise de alguns aspectos da configuração textual de “Literatura Nunca é ApenasLiteratura” de João Alexandre Barbosa.   Heitor Messias Reimão de Melo   Valdiléia Galceviche O que é a análise da configuração textual?   De acordo com Maria do Rosário Longo Mortatti, esse método pretende ser umaanálise integrada de determinados aspectos inter  - relacionados que constituem o sentido de umtexto, permitindo, assim, ao investigador, reconhecê - lo e interrogá - lo como “objeto singular” para “dele produzir uma leitura possível e autorizada, a partir de seus próprios objetivos,necessidades e interesses” (MORTATTI, 2000, p. 31).   A expressão “configuração textual” refere - se ao   [...] conjunto de aspectos constitutivos de determinado texto, os quaisse referem: às opções temático - conteudísticas (o quê?) e estruturais - formais (como?), projetadas por um determinado sujeito (quem?), quese apresenta como autor de um discurso produzido de determinado ponto de vista e lugar social (de onde?) e momento histórico(quando?), movido por certas necessidades (por quê?) e propósitos(para quê?), visando a determinado efeito em determinado tipo deleitor (para quem?) [...] (MORTATTI, 2000, p. 31)   Livro onde o texto foi publicado:   BARBOSA, J.A. Linguagem e Linguagens. Série Ideias, n.17. São Paulo: FTD, 1994.   Quem foi João Alexandre Barbosa?      1937 – Nasce João Alexandre Barbosa, no Recife;      1955 – Ministra aulas de literatura francesa em curso da Faculdade de Direito doRecife;      1960 – Conclui o bacharelado em direito. Torna - se o editor  - chefe do SuplementoLiterário do Jornal do Comércio, do Recife;       1961 – Participa do 2º Congresso de Crítica e História Literária, realizado em Assis,São Paulo, e nessa ocasião conhece o crítico literário Atonio Candido (1918);      1963 – Inaugura o curso de teoria literária na Universidade do Recife, atualUniversidade Federal de Pernambuco – UFPE;      1964 – Depois de instaurado o governo militar, abandona o Suplemento Literário doJornal do Commercio;      1965 – Muda - se para Brasília, e ministra aulas de teoria literária na Universidade deBrasília – UnB, criada neste ano por Anísio Teixeira (1900 – 1971) e Darcy Ribeiro(1922 – 1997);      1966 – Retorna para o Recife depois do fechamento da UnB, invadida pelas tropas doexército. Muda - se para São Paulo e inicia o doutorado no Departamento de LetrasClássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo – USP;      1967 – Trabalha como professor auxiliar de teoria literária na Faculdade de Filosofia,Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP;      1968 – Indicado pelo professor Boris Schnaiderman (1917), coordena o curso deintrodução aos estudos literários da USP;      1970 – Conclui o doutorado;      1971/1972 – Realiza o pós - doutorado na Universidade de Yale, Estados Unidos, onde,como professor convidado, ministra aulas sobre a poesia moderna no Brasil;      1977 – Como bolsista da Fundação Guggenheim passa cerca de um ano naUniversidade de Harvard;      1980 – Assume a cadeira de teoria literária e literatura comparada da FFLCH/USP;      1980 – Novamente nos Estados Unidos, ministra curso de pós - graduação naUniversidade de Austin, Texas;      1988 – Assume a presidência da Editora da USP - Edusp, até 1993. Desenvolve projeto de reformulação da política editorial da instituição, transformando - a emmodelo de editora universitária;      1989 – É nomeado para o cargo de diretor da FFLCH/USP;      1990 – É pró - reitor de cultura e extensão da USP;      1993 – Aposenta - se como professor de teoria literária e literatura comparada e deixa a pró - reitoria de cultura e extensão;      1994 – Atua como colaborador, escrevendo resenhas literárias, no jornal Folha de S.Paulo;       1996 – Produz ensaio sobre a obra do poeta João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999), publicado no primeiro número da coleção Cadernos de Literatura, do Instituto MoreiraSalles;      1997/2000 – Escreve para coluna Biblioteca Imaginária, da revista Cult;      2000/2002 – Assina a coluna Entre Livros, da Cult;      2003 – Publica semanalmente na seção Leituras Arquivadas, no jornal GazetaMercantil;      2006 – Morre em 3 de agosto, na cidade de São Paulo.   Sobre o texto:      Este texto aborda os temas “produção literária” e “leitura”. O autor focaliza o papel daEscola em relação às obras de arte é a literatura.   A importância de João Alexandre Barbosa para o cenário educacional:      É o responsável pela criação do Projeto Nascente, para promoção das atividadesartísticas entre o público universitário; do Cinusp Paulo Emílio Salles Gomes, espaçodedicado à exibição cinematográfica; e da Comissão de Patrimônio Cultural daUniversidade, órgão vinculado à Pró - Reitoria de Cultura e Extensão;      Autor de importantes estudos sobre a obra de poetas e escritores nacionais, comoMurilo Mendes (1901 - 1975), Augusto Meyer (1902 - 1970) e João Cabral de Melo Neto (1920 - 1999).   Alguns livros publicados:      João Francisco Lisboa – 1967;      A Tradição do Impasse: Linguagem da Crítica e Crítica da Linguagem em JoséVeríssimo - 1974;      A Metáfora Crítica – 1974;      A Imitação da Forma: Uma Leitura de João Cabral de Melo Neto – 1975;      Teoria, Crítica e História Literária em José Veríssimo – 1978;      Opus 60 – 1980;      As Ilusões da Modernidade: Notas sobre a Historicidade da Lírica Moderna – 1986;       A Leitura do Intervalo – 1990;      A Biblioteca Imaginária – 1996;      Entre Livros – 1999;      Folha Explica João Cabral de Melo Neto – 2001;      Alguma Crítica – 2002;      Mistérios do Dicionário e Outras Crônicas Literárias – 2004.   Contexto de produção do Artigo: “Literatura nunca é apenas Literatura”:      Depoimento apresentado no Seminário Linguagem e Linguagens: a fala, a escrita, aimagem.   Público - alvo:      Congressistas e organizadores do evento: professores, intelectuais em geral, pesquisadores, bibliotecários e demais interessados nas reflexões sobre a literatura esobre o ensino da literatura.   Objetivo da palestra:      Discutir sobre a importância da literatura, e o ato de compreendê - la. Aspectos estruturais, formais e linguísticos:    É uma linguagem formal, onde para uma compreensão melhor textual o leitor deve ter uma bagagem de estudo sobre a literatura e suas vertentes;      Texto composto de 6 páginas, com linguagem pouco fácil de ser compreendida, poisele cita diversos autores e seu respectivos trabalho para uma exemplificação da teseque ele defende ;    Para defender-se , Barbosa usa de suas experiências de vida para compor e se basear em seu depoimento;    Já no final do texto, Barbosa nos mostra que a literatura esta presente em tudo, sendoela funcional, e de grande importância para nossas realizações. O que Barbosa diz em “ Literatura Nunca é Apenas Literatura ”?  

Petróleo

Aug 21, 2017
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