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Apontamentos sobre a obra “Reflexão sobre o Culto Moderno dos Deuses Fe(i)tiches”. de Bruno Latour.

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Neste pequeno artigo temos com objetivo analisar a obra “Reflexão sobre o Culto Moderno dos Deuses Fe(i)tiches”. de Bruno Latour, e buscar compreende-la. Fazemos possíveis apontamentos aproximando esta obra com a discussão acerca de cinema. Algo bem precário mais pra conseguir uma outra obra mesmo.
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  Relatório sobre o Latuor: “Reflexão sobre o Culto Moderno dos DeusesFe(i)tiches”. Latuor na ri!eira arte de seu li ro “Reflexão sobre o culto aos deusesfe(i)tiches” exlica co!o o ho!e! !oderno cria os seus fetiches nas rela#$esculturais. %x$e o ter!o cren#a sendo u! efeito das rela#$es entre o os& enão co!o resultados de estados !entais. %ste ho!e! !oderno 'caracteriado co!o auele ue “acredita ue os outros acredita!” (.*+)&or'! entende todos os o os ue encontra& adoradores de ob,etos ue nãouere! dier nada. -eundo o autor entende!os fetiche co!o a rele /ncia dada a ob,etosue ossue! ualidades sobrenaturais& ore! esta i!ort/ncia ' colocadaela essoa consciente!ente& ela entende a esecialidade exressada or ela&e cr0 nele co!o alo essencial ara a !anuten#ão da ida social& alo ueode1se co!reender co!o erdade. 2o!ens anti1fetichistas são aueles ue obser a! culturas fetichistas ediscorda!& tenta! areender !aneiras de de!onstrar e destru31las& co!oexe!lo ele cita os euroeus ue ao entrare! e! contato co! tribos ind3enasuestiona! sobre os totens e a!uletos deles& teria! os africanos constru3doseus s3!bolos e sua cren#a sobre os !es!os& relatando isto aos brancosercebe! ue os euroeus se erturba! e não co!reende! esta a#ão& u!ho!e! ue coloca sinificados e! edras ou e! outras coisas acredita entãoe! alo artificial& ore! os neros afir!a! ser real e feita or eles& loo duascoisas ao !es!o te!o& real ela i!ort/ncia e!reada a u! ob,eto tidoco!o sobrenatural e di ino& ore! fabricado or ho!ens. Desta for!a&!ane,ado elo !es!o& u!a es'cie de !arionete ordenado or seu criador.4u se,a& ' constru3do ara !aniular as cren#as oulares& isto nu!aersecti a do ho!e! !oderno anti1fetichista& ue entendo tudo da seuinte!aneira: “4u ' constru3do or oc0s ou ' erdade” (.55)& ' !aniulado ou oscrentes se deixa! enanar. 4s ho!ens !odernos tenta! recusar ou ir os 3dolos& ode1se enanar os outros& !as não a si rório& entende! a cren#a co!o !aneiras de seco!reender outras essoas. 6ão acredita e! fetiches& dos outros& afinalco!o ex$e Latuor at' o anti1fetichista ossui o seu fetiche ue ' constru3dode for!a at' se!elhante daueles ue ele ,ula in0nuo crente fetichista. 7uando u! ho!e! branco ,ula a reconceituosa!ente u! nerofetichista não le a a e! considera#ão as r8ticas do !es!o. %ste !es!o ser  ,ulador não ercebia seus rórios fetiches& afinal ta!b'! constru3a!i!aens ao seu deus& ou a !ãe dele& ou at' ara alu! l3der esiritualconhecido or sua santidade& ha ia ali u!a es'cie de reconceito sobre aloe! ue era! arecidos senão id0nticos& !udando so!ente o !erecedor detantos sinificados !3sticos.   %ste anti1fechista entende o fetiche co!o u! retroro,etor& estecoordenado or alu'!& co!o u! rofessor& reflete& de ido u!a estruturaconstru3da roria!ente ara isto& u!a i!ae! entendida co!o o ob,eto!3tico. 4 esectador fascinado obser a u!a i!ae! aut9no!a se! le ar e!considera#ão ne! o rofessor ne! a !8uina. %sta analoia reresenta oentendi!ento dauele ue ,ula o fetiche& ou se,a& o anti1fetichista denunciador da cren#a in0nua e re elador do trabalho do ator hu!ano ro,etado sobre3dolos.  s ci ilia#$es ocidentais& e suas culturas são caracteriadas co!odestruidoras e construtoras de fetiches& estabelece! 3dolos or todas asartes& e de!ole! aueles ue não são aceitos& ou caracteriados co!odesnecess8rios e falsos. ;sa! diferencia#$es ara estabelecere! o ue sãofatos e o ue são fetiches. o criar !'todos de ro ar o real e o não realtenta! !ostrar ara aueles ue acredita! ser !aniulados ue fora! elesue criara! os 3dolos co! suas rórias !ãos& e de exor aos ue acredita! e anloria!1se or isso ue eles são !aniulados or for#as oraniadas elasua rória re elia.  o exor o anti1fetichista& Latour usa o exe!lo de <aannath&destruidor de 3dolos& ue ao tocar o ob,eto intoc8 el& ercebe a “!entira”colocado sobre o !es!o& e nu!a exlosão de f=ria uer ue todos ense!co!o ele& ue auilo não assa de u!a ilusão exosta nu!a edra& !asninu'! uer faer o ue ele fe& todos estão aa orados e en eronhados. 4ersonae! acreditou ter destru3do o fetiche !as na realidade ro!eu orocesso de constru#ão& onde se fa o fetiche. % assi! destru3do& nãoconseue !anter auilo ue o torna a hu!ano& ois se não existisse orocesso conhecido co!o fe(i)tiche& a hu!anidade não assaria de “!auinas&coisas& ani!ais feroes& !ortos”. o denunciar auele ob,eto institu3do desinificados& o =nico ue não a 0 co!o u!a edra ' o denunciador& odestruidor& afinal todos concorda! ue auilo não assa de u!a edra. “não se trata de cren#a& !as de atitude& não se trata de edra1fetiche&!as de fe(i)tiches & esses seres deslocados& ue nos er!ite! i er &isto '& assar continua!ente da constru#ão > autono!ia se! ,a!aisacreditar e! u!a ou e! outra. ?ra#as aos fe(i)tiches& constru#ão e erdade er!anece! sin9ni!os. ;!a e uebrados& tornar1seant9ni!os. 6ão se ode !ais assar. 6ão se ode !ais criar. 6ão seode !ais i er. @ reciso& então restabelecer os fe(i)tiches.” (.++)   -abe1se ue os !odernos ta!b'! ossue! fe(i)tiches& ue sãoaaixonantes& sutis e astuciosos. “%! todo luar onde os !odernos t0! ue& ao !es!o te!o& construir e se deixar le ar or auilo ue os arrebata& nas ra#as =blicas& noslaboratórios& nas ire,as& nos tribunais& nos suer!ercados& nos asilos&nos ateli0s de artistas& nas fabricas& nos seus uartos& ' recisoi!ainar ue tais fe(i)tiches são eriidos co!o os crucifixos ou asest8tuas dos A!eradores de outrora.” (.+B)   odos os fetiches são destru3dos or u! ensa!ento cr3tico&recorde!os nos ,udeus ue destru3ra! as i!aens dos deuses e3cios& !asconstru3ra! u! te!lo.  uestão ' or ue destruir ara restaurar e!seuida “Eorue ra#as aos 3dolos destru3dos& ode1se faer ino a#$es se!risco& se! resonsabilidade& se! erio.” (.*) Da !es!a for!a u!esuisador e! seu laboratório ode re olucionar o !undo co! suasdescobertas& !odifica#$es !elhorias. “6ossos fe(i)tiches& ainda ue destru3dos& encontra!1se de tal for!are!endados& ue eles re!ete! > ratica o ue a teoria só odeareender sob a dula for!a da uebra e da restaura#ão. %ssa ' a tradição & a dos destruidores e dos restauradores de fetiche& estes sãonossos ancestrais, a sere! reseitados se! excessi o reseito& co!ose fa e! toda linhae!.” (.G)  6ão são os fetiches& sua resen#a ou aus0ncia ue irão deter!inar u!asociedade ser barbara ou não. %sta!os todos nu! !es!o barco& “liados or !il la#os aos fe(i)tiches articulares& nossos ancestrais& nossas tradi#$es&nossas linhaens& ue nos er!ite! i er e assar. “tal e& ossa!os utiliar a ala ra ci ilia#ão& se! ue este ter!oad!ir8 el se,a cinido or for#as obscuras ue só estaria! > esera deu!a ala ra de orde! ara transor os limes e de astar tudo. Eelari!eira e& tal e& ossa!os nos le!brar ue as ci ilia#$es não são !ortais” (.+)  Eode!os ensar os fil!es co!o fe(i)tiche& ob,etos institu3dos de alorese sinificados. 6o caso dauelas obras de fic#ão& e! esecial a do Elaneta dosMacacos (*BH) onde o laneta est8 destru3do de ido uerras e os ho!enssão ani!ais do!inados elos s3!ios co! intelectos sueriores& ore!arecidos aos daueles ue assiste! a el3cula. Fil!e denunciador dasatitudes hu!anas& re ela nos !acacos auilo ue fae!os de errado aos olhosde !uitos. Loo entende1se a obra co!o fetiche& u! ob,eto carreado desinificados& não assa de u! ob,eto& todos sabe! disso& !as aceita! ele co!todas as suas reresenta#$es& nos faendo refletir ue auilo ' alo !8ico&cheio de conceitos institu3dos or nós. Eor'!& u! fetiche co! u! aelantifetichista& ou se,a& tal fil!e ossui u! ob,eti o intencional de desconstruir e!ostrar o uanto a cultura ocidental a!ericana ' er!eada de fetiches& e decren#as in0nuas. 4ra& o fil!e ' u! constru#ão in ersa da realidade dad'cada de I do s'culo JJ.    
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