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Arteterapia e humanização em saúde: uma prática no tratamento de idosos com vestibulopatias

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45 Jane Ribeiro Barreto 1 Naira Dutra Lemos 2 Maria Rita Aprile 2 1 Pedagoga, Mestranda do Programa de Mestrado Profissional em Reabilitação do Equilíbrio Corporal e Inclusão Social da Universidade Bandeirante
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45 Jane Ribeiro Barreto 1 Naira Dutra Lemos 2 Maria Rita Aprile 2 1 Pedagoga, Mestranda do Programa de Mestrado Profissional em Reabilitação do Equilíbrio Corporal e Inclusão Social da Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN Brasil). 2 Assistente Social, Professora Mestre do Programa de Mestrado Profissional em Reabilitação do Equilíbrio Corporal e Inclusão Social da Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN - Brasil). 3 Educadora, Professora Doutora e Coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Reabilitação do Equilíbrio Corporal e Inclusão Social da Universidade Bandeirante de São Paulo (UNIBAN Brasil). Arteterapia e humanização em saúde: uma prática no tratamento de idosos com vestibulopatias Art Therapy and humanization in health care: a clinical practice in the treatment of elderly people with vestibular disorders Resumo Este artigo apresenta um exercício analítico sobre o tema Arteterapia e humanização em saúde enquanto uma prática efetiva no tratamento de idosos com vestibulopatias. Na Introdução , é destacado o conceito de arteterapia e suas possibilidades nos contextos terapêuticos. Em seguida, o artigo se estrutura em quatro itens. No primeiro, denominado Trajetória da Arteterapia , é feito um breve resgate do caminho percorrido pela relação entre arte e saúde, ao longo do tempo. Na sequência, o item Arteterapia no Brasil sistematiza as principais experiências desenvolvidas, no país, sob responsabilidade dos médicos psiquiatras Osório César e Nise da Silveira. Na continuidade, o item Arteterapia e Humanização em Saúde sintetiza um conjunto de reflexões realizadas sobre as novas proposições para efetivação de práticas de humanização em saúde e os possíveis vínculos com os objetivos da arteterapia. O item final Arteterapia no tratamento de idosos com vestibulopatias reflete sobre as possibilidades da utilização da arteterapia como uma das práticas a ser utilizada no tratamento desses pacientes. O artigo conclui que a arteterapia somada as demais práticas clínicas, de avaliação e de reabilitação, concorre para ampliar o diagnóstico do paciente e para a adoção de medidas mais adequadas de intervenção. Palavras-chave: Arteterapia. Humanização em Saúde. Saúde do Idoso. Vestibulopatias. Introdução Autor para correspondência: Jane Ribeiro Barreto Rua Maria Cândida, 1813 São Paulo, CEP: A expressão arteterapia vem sendo amplamente utilizada, tanto nos meios acadêmicos, quanto nos meios de comunicação. Contudo, o seu conteúdo nem sempre assume o mesmo significado, podendo, algumas vezes, gerar uma conotação diminutiva ou, até mesmo, uma visão preconceituosa. Essa situação nos leva a questionar: o que é arteterapia? 46 A American Art Therapy Association AATA (1993), instituição norteamericana fundada em finais da década de 1960, com a finalidade de nortear e regulamentar as atividades da arteterapia, assim a descreve: [...] oportunidade de exploração de problemas e de potencialidades pessoais por meio da expressão verbal e não verbal e do desenvolvimento dos recursos físicos, cognitivos e emocionais, bem como a aprendizagem de habilidades, por meio de experiências terapêuticas com linguagens artísticas variadas. Ainda que as formas visuais de expressão tenham sido básicas nas sociedades desde que existe história registrada, a Arteterapia por meio de expressões artísticas reconhece tanto os processos artísticos como as formas, os conteúdos e as associações, como reflexos de desenvolvimento, habilidades, personalidade, interesses e preocupações do paciente. O uso da arte como terapia implica que o processo criativo pode ser um meio tanto de reconciliar conflitos emocionais, como de facilitar a autopercepção e o desenvolvimento pessoal 1. Sob a perspectiva da AATA, a arteterapia utiliza diversos recursos e linguagens artísticas (música, pintura, escultura, dança, literatura etc.) como prática terapêutica. Por meio de experiências concretas, deve permitir ao sujeito participante entrar em contato com seu universo simbólico e imaginário e, a partir, desse contato, permitir-lhe elaborar e expressar o seu acervo interno de emoções. Na mesma direção da AATA, Barreto e Cunha (2009, p.23) consideram arteterapia: [...] uma prática terapêutica que se utiliza de diferentes recursos expressivos, presentes nas diversas linguagens da arte, facilitando aos participantes, um contato com seu próprio universo imaginário e simbólico, possibilitando, dessa forma, novas descobertas e o auto conhecimento 2. A utilização de diferentes recursos expressivos configura o produto artístico como um símbolo carregado de sentimentos, bem como a concretização de pensamentos e imagens internas 3 que podem se tornar conhecidas por meio de sua expressão. A utilização da arteterapia se verifica em diferentes contextos terapêuticos e em diferentes áreas do conhecimento, sendo mais comum na Psicologia e na Medicina, especialmente, no campo da Psiquiatria. Trata-se, portanto, de uma prática terapêutica que comporta diferentes linhas teóricas e áreas de atuação 4-6. A sua utilização tem possibilitado diferentes formas de acesso à saúde física e mental, ao bem estar, à reintegração e inclusão social dos pacientes e à melhoria de sua qualidade de vida. 47 As atividades desenvolvidas em oficinas arteterapêuticas constituem instrumentos que possibilitam a prevenção e o tratamento de doenças, a percepção de emoções, o resgate da autoestima, o estabelecimento de relações interpessoais e o amadurecimento harmônico e profundo de seus participantes 7. Nas oficinas arteterapêuticas, o pensamento criador ocorre sem discriminação de gênero, idade, escolaridade e histórico de vida. Considerase que todo participante é capaz de criar e reinventar o novo. É importante esclarecer que a novidade, por si só, não torna uma idéia criativa. Um ato pode ser considerado criativo sem ser totalmente novo, mas sim, porque responde adequadamente a uma nova situação, a um novo estímulo. Assim, desde que uma pessoa faz, inventa ou pensa algo que é novo para si, pode-se dizer que realizou um ato criador 8. O que qualifica um ato de novo e criativo é forma como o indivíduo utiliza aquilo que inventa 8. Utilizando as várias linguagens artísticas, os pacientes poderão expressar pensamentos, emoções e sentimentos que, por vezes, influenciam negativamente em seu tratamento, recuperação e conquista de bem estar e de melhoria da qualidade de vida. O exercício cerebral implícito à ação de criar, utilizando as várias possibilidades de linguagens, promove a melhoria das condições física, afetiva e mental do indivíduo, levando-o à obtenção da harmonia do todo 3,8. Trajetória da arteterapia As primeiras pesquisas sobre a relação entre saúde e arte ocorreram na área da Psiquiatria. Em 1876, estudos sobre o tema foram publicados pelo médico psiquiatra Max Simon. Suas pesquisas sobre expressões artísticas de pacientes com distúrbios mentais, levaram-no a classificar um conjunto de doenças 1. Em 1888, o advogado criminalista Lombroso analisou desenhos de doentes mentais e, a partir deles, classificou traços psicopatológicos de pacientes com distúrbios psicóticos. Outros autores europeus, como Morselli, em 1894, Júlio Dantas, em 1900, e Fursac, em 1906, também realizaram pesquisas sobre produções artísticas de doentes psiquiátricos 1. No final do século XIX e, início do século XX, Ferri, discípulo de Lombroso, Charcot e Richet, também se dedicou ao estudo da arte produzida por pacientes com doenças mentais 1. Em 1906, Mohr analisou e comparou trabalhos produzidos por indivíduos considerados normais ; por portadores de doenças psiquiátricas e por artistas, considerando nelas as manifestações de seus históricos de vida, de suas angústias e de seus conflitos pessoais 1. Mohr sugeriu a aplicação de desenhos como testes destinados a estudar diferentes aspectos da personalidade humana. Seus estudos influenciaram testes psicológicos como Murray - TAT, Szondi e Rorschach e testes motores e de inteligência, como Binet-Simon, Bender e Goodenough 1. 48 Em 1910, Phinzhon realizou e publicou estudo comparativo entre desenhos produzidos por doentes mentais e integrantes das escolas de arte: impressionista, expressionista, surrealista e primitivista. Anos mais tarde, em 1922, o autor analisou manifestações patológicas e patologias em expressões artísticas de indivíduos considerados normais 1. Entre as décadas de 1920 e 1930, a arte passou a ser cada vez mais utilizada como recurso no processo psicoterapêutico, predominando as explicações baseadas nas teorias de Freud ou Jung e se diversificando em relação às linguagens e técnicas por eles empregadas 1. Embora se considerasse leigo e limitado no entendimento da arte, Freud admitia sua admiração pela arte, especialmente, pelas esculturas. Sob a ótica da teoria psicanalítica, recém criada por ele, analisou as obras de alguns artistas, motivado a pesquisar a subjetividade tanto dos autores, quanto de seus apreciadores, com o propósito de entender a relação entre o efeito (a emoção) provocado pelas obras de arte sobre o sujeito 1. Mesmo nunca tendo usado a arte no processo terapêutico, os fundamentos da arteterapia já estavam definidos por Freud. Foi a partir de seus estudos, que a arte começa a ser utilizada como mediadora nos processos terapêuticos. O autor considerava a criação artística uma forma de comunicação do inconsciente que se manifestaria por meio de imagens que fugiriam do controle do superego (censura da mente), revelando-se com maior fluência e naturalidade que as palavras, além de assumirem uma função catártica e sublimadora de instintos sexuais, quando fossem liberadas 1,3. Se pela ótica psicanalítica, a arte é considerada uma linguagem simbólica, catártica e livre da censura do consciente o apreciador da obra de um artista, enquanto parte de um público, seria atingido por uma comunicação no plano da emoção 1,3. Em meados da década de 1920, Jung utiliza a linguagem artística ou expressiva em tratamentos psicoterápicos. Ao analisar diversas civilizações e culturas, o autor observou os seus símbolos culturais com o propósito de identificar os seus aspectos comuns. Acreditava que a criatividade era uma função psíquica natural e não contribuía para sublimação dos instintos sexuais, conforme pensava Freud 1. Nas sessões de análises, realizadas com os pacientes, Jung lhes propunha a realização de desenhos livres e espontâneos de imagens e de sonhos referentes aos seus sentimentos e conflitos. As imagens desenhadas pelos pacientes constituíam uma representação simbólica do inconsciente individual e subjetivo de cada um 1,3 e, ao mesmo tempo, complementavam a linguagem verbal e possibilitavam ao paciente reorganizar seus sentimentos mais profundos e seu caos interior 1,3. Assim, a atividade plástica - acompanhada pela interpretação e compreensão do trabalho emocional - se constituiria em uma função curadora para os pacientes 1,3. Nos anos de 1940, Margareth Naumburg sistematiza a arteterapia como processo terapêutico 1. Nas décadas seguintes, as linhas humanistas sistêmica e construtivista, as teorias da Psicologia, como o Psicodrama de Moreno e, a Gestalt, de Perls, tem direcionado e embasado teoricamente a arteterapia 1. Em 1973, Janie Rhyne utilizou recursos e materiais artísticos diversos para investigar sentimentos, muitas vezes obscuros, de seus pacientes 1. 49 Estabelece uma conexão entre a Psicologia e os pressupostos básicos da Gestalt - terapia para estudar as relações entre o objeto (sua forma) e a percepção do observador (seu insight), ou seja, o processo repentino em que ocorre a percepção entre a figura e o fundo em que se localiza. Ao estabelecer relações com o objeto observado, o indivíduo não se constituía em um mero receptor passivo das características de sua forma. Rhyne considerava o aumento da percepção um traço positivo no desenvolvimento das potencialidades humanas e da autonomia na vida. Em sua metodologia de investigação, promovia o desenvolvimento de trabalhos individuais e grupais em diferentes faixas etárias e etnias. A utilização desses materiais deveria possibilitar redescobertas e invocar o desenvolvimento de potencialidades e qualidades pessoais de cada indivíduo, que passa a se conhecer a partir de seus insigths, reconhecendo seu passado e o trazendo ao presente, integrando ambos na projeção de seu futuro 1. Ao longo do tempo, a aplicação individual e/ou coletiva da arteterapia se consolida como método terapêutico eficaz em instituições de saúde, consultórios e clínicas, bem como em terapias breves ou de longa duração destinadas ao atendimento de famílias, casais, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Arteterapia no Brasil Vários autores utilizaram a arte aliada à terapia, no Brasil. Entre eles, os médicos psiquiatras: Osório César, de abordagem freudiana e, Nise da Silveira, junguiana. Osório César ( ) iniciou seus estudos sobre alienação e arte, em 1925, ainda estudante interno do Hospital Juqueri, em Franco da Rocha, no estado de São Paulo, onde por 40 anos se dedicou a pesquisar e documentar a expressão artística de pacientes mentais 9. Criou a Escola Livre de Artes Plásticas, no Hospital, e publicou seu primeiro trabalho: A Arte primitiva nos alienados. Logo, após, publicou Contribuições para o estudo místico dos alienados e, mais dois casos de grafia com estereótipos gráficos de simbolismo, em Seu trabalho mais importante - A expressão artística dos alienados - foi publicado em Em 1948, organizou uma primeira exposição de trabalhos artísticos de pacientes mentais, no Museu de Arte do Hospital. No ano seguinte, foi premiado pelo trabalho Misticismo e Loucura e, em 1950, participou do Congresso Internacional de Psiquiatria, em Paris, apresentando obras de seus pacientes, que também incluíam o seu reconhecimento e contribuição ao estudo da arte. É considerado o precursor da análise da expressão artística psicopatológica dos pacientes com doenças mentais, no Brasil, tendo sido referenciado na obra L art psycopatologique, de Robert Volmat, em Em 1946, a psiquiatra Nise da Silveira apresentou um trabalho inovador no Brasil, em que demonstrou como a atividade artística pode ser terapêutica. A médica pesquisou formas de compreensão do universo mental de pacientes e criou oficinas de terapia do Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, no Rio de Janeiro. Considerava a arte um instrumento de exteriorização 50 de conteúdos inconscientes que iria colaborar no tratamento dos internos, oportunizando-lhes melhor qualidade de vida, respeito e dignidade 3, 10. A proposta de Nise da Silveira consistia na realização de trabalhos com desenho, pintura em argila, dança, música e dramatizações para dar forma plástica e expressiva às emoções contidas no psiquismo. Buscava identificar problemas existentes entre o psiquismo e a moral social introjetada pelos indivíduos, estabelecendo analogia entre as obras desses pacientes artistas e a mitologia, à luz da teoria junguiana 3, 10. Em 1981, a psiquiatra publicou a obra Imagens do Inconsciente em que descreve seu trabalho, participando ainda de um filme documentário em que explica a teoria, o método e a didática que embasavam o atendimento de seus pacientes, destacando a ética, o respeito e o cuidado com o ser humano e sua inserção nos aspectos social, cultural e econômico da sociedade 1. Fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, de reconhecimento internacional e único acervo no gênero existente, no Brasil. Arteterapia e humanização em saúde Muitas vezes, o termo humanização em saúde é empregado como se houvesse um único e claro significado 11. Trata-se na verdade de uma expressão polissêmica, posto que o seu conteúdo admite múltiplas interpretações, dando sustentação a diferentes práticas em saúde 12,13. Independente da conotação que se lhe atribua, a expressão se opõe à lógica cartesiana que admite a possibilidade do indivíduo ser dividido entre humano e não-humano, pressupondo uma nova abordagem do humano 14. O novo paradigma preconiza relações mais humanas no ambiente hospitalar, valorização da subjetividade do paciente, contato afetivo entre profissionais e pacientes e utilização de métodos e técnicas que permitam a ambos dar um novo significado à vida, ao adoecer e à morte, bem como priorizar o saudável em todo o contexto da hospitalização 3. Trata-se, na verdade, de uma abordagem que privilegia a ética entre profissionais e pacientes a partir do estabelecimento do contato, da abertura e do acolhimento ao outro 11. Uma ética ancorada no princípio da linguagem e da ação comunicativa 15. Esse contato estreito entre o profissional e os pacientes implica saber ouvir. Um ato que vai além do saber escutar. Pressupõe saber compartilhar emoções subjacentes ao que está sendo dito. Inclui a compreensão não apenas das frases, mas da entonação e velocidade das palavras; da mímica; dos gestos e do olhar 16. Inclui inclusive a compreensão do não verbal e dos silêncios presentes no processo de comunicação 16. Sob essa perspectiva, a arteterapia se articula aos princípios de humanização em saúde, ao considerar que a sua proposição maior é a promoção da saúde mediante o resgate do diálogo intersubjetivo e da interlocução entre profissional e paciente, revelados por meio de expressões artísticas. É importante destacar que esse diálogo que não se limita ao levantamento situacional, que constitui o primeiro e importante passo na relação entre profissional e paciente. Trata-se de um diálogo que não se reduz à fala ou conversação, mas em uma atitude para com o outro 11. Um diálogo que 51 exige, sobretudo, atitudes de abertura e receptividade do profissional em relação ao paciente, que deve ser considerado diferente, heterogêneo e singular 17. A viabilização dessa proximidade entre profissional e paciente supõe a democratização das relações sociais que envolvem o atendimento, a melhoria do processo de comunicação e o reconhecimento das expectativas de ambos, ou seja, princípios essenciais às políticas e práticas relacionadas à humanização em saúde 15. Arteterapia no tratamento de idosos com vestibulopatias Independente de seu histórico de vida, de sua situação econômica, credo, raça e cor, os pacientes idosos com vestibulopatias são seres humanos singulares e, portanto, devem ser tratados como seres únicos, dotados de anseios, necessidades, sonhos, dores, queixas e experiências de vida diferenciadas e, não, como meros números de um prontuário. Nesse sentido, as práticas de arteterapia, sob a égide das diretrizes da humanização em saúde, envolvem atitudes de acolhimento, respeito, envolvimento, ética e apoio social aos idosos vestibulopatas. A sua participação em oficinas de arteterapia permite aos profissionais estarem sensíveis e abertos para acolhê-los como indivíduos que possuem voz, fragilidades e vulnerabilidades manifestadas por meio dos trabalhos que desenvolvem nas oficinas. A arteterapia constitui uma possibilidade desses pacientes entrar em contato com inúmeras técnicas corporais, linguagens plásticas e artísticas que, ao descobri-las e experimentá-las, esses pacientes poderão identificar formas criativas de conviver com a sua condição biopsíquica e social. Além disso, poderão elevar sua autoestima; melhorar suas relações interpessoais e, em decorrência, sentir-se motivado para a busca da melhoria significativa de seu bem estar e sua qualidade de vida 18. Assim, a proposta de utilização da arteterapia como um recurso para a viabilização dos princípios da humanização em saúde propicia aos idosos vestibulopatas condições de expressar o seu acervo interno o qual, muitas vezes, não se manifesta pela linguagem verbal. Em decorrência, permiti-lhes vivenciar novas formas de ser e de estar diante de situações com que se deparam no cotidiano, ampliando o seu autoconhecimento e as possibilidades de lidar com as limitações impostas por sua condição de paciente. Permiti-lhes ainda assumir uma atitude proativa em relação à busca de um novo padrão de saúde, de bem estar e de qualidade de
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