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ATIVADOR DE RESISTÊNCIA ASM (Bion ) NO CONTROLE DA FERRUGEM (Hemileia vastatrix Berk & Br.) NA CULTURA DO CAFEEIRO (Coffea arabica L.

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VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil ATIVADOR DE RESISTÊNCIA ASM ( ) NO CONTROLE DA FERRUGEM (Hemilei vsttrix Berk & Br.) NA CULTURA DO CAFEEIRO (Coffe ric L.) EM CAMPO 1 Luiz Henrique Monteiro Fernndes
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VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil ATIVADOR DE RESISTÊNCIA ASM ( ) NO CONTROLE DA FERRUGEM (Hemilei vsttrix Berk & Br.) NA CULTURA DO CAFEEIRO (Coffe ric L.) EM CAMPO 1 Luiz Henrique Monteiro Fernndes 2 ; Mário Lúcio Vilel de Resende 3 ; Bruno Grci Cost 4 ; Henrique Césr Beluti Dis 5 ; Gláuci Mri Snt`An Villel 6 1 Trlho prcilmente finncido pel Syngent Proteção de Cultivos Ltd 2 Mestrndo, olsist CNPq, Deprtmento de Fitoptologi UFLA, Lvrs - MG, 3 Professor, PhD, Deprtmento de Fitoptologi UFLA, Lvrs MG, 4 Bolsist IC Fpemig, Deprtmento de Fitoptologi UFLA, Lvrs MG, 5 Aluno inicição científic, Deprtmento de Fitoptologi UFLA, Lvrs, MG, 6 Alun inicição científic, Deprtmento de Fitoptologi UFLA, Lvrs, MG, RESUMO: O cfé (Coffe ric L.) é um ds culturs mis importntes do pís e principlmente de Mins Geris, estdo que há vários nos detém cerc de 50 % d produção ncionl (Con, 2008). Porém, há um gm de doençs que tcm cultur, provocndo grndes perds em produtividde e qulidde, deprecindo considervelmente seu vlor de mercdo, determinndo permnênci ou não do cfeicultor n tividde, onde dentre s principis, temos ferrugem do cfeeiro (Hemilei vsttrix). O controle químico tem sido o mis eficiente e tmém o mis utilizdo. Porém existe necessidde de desenvolver produtos que venhm judr promover o controle stisftório desss doençs, onde os indutores de resistênci gnhm seu espço. Assim sendo, este trlho teve por ojetivo vlir o efeito do tivdor de resistênci no controle d ferrugem do cfeeiro, ssocido ou não o trtmento pdrão Priori Xtr. O ensio foi conduzido n Fzend Cscvel, município de Crmo d Cchoeir, Mins Geris. O Delinemento utilizdo foi o Blocos Csulizdos, com 4 repetições e 6 trtmentos: Priori Xtr (500 ml/h); Priori Xtr + 1 (500 ml + 25 g/h); Priori Xtr + 2 (500 ml + 25 g/h); Priori Xtr + 3 (500 ml + 25 g/h); 4 plicções de (25 g/h) e um testemunh (águ). Avliou-se incidênci e severidde d ferrugem, em como lnçmentos folires, enfolhmento e produção por trtmento. Verificou-se superioridde no controle d ferrugem proporciondo pelo trtmento Priori Xtr, porém o produto plicdo isoldmente mostrou certo controle d doenç, tornndo-se um lterntiv promissor pr o mnejo d doenç, desde que justd dose e époc idel de plicção, sendo que pr isso, novos ensios sejm relizdos. Plvrs-Chve: cfé, ferrugem, indução de resistênci, ASM. RESISTANCE ACTIVATOR ASM ( ) FOR THE CONTROL OF RUST (Hemilei vsttrix Berk & Br.) IN A COFFEE (Coffe ric L.) PLANTATION. ABSTRACT: Coffee (Coffe ric L.) is one of the most importnt crop in Brzil nd minly Mins Geris, where the Stte hs more thn 50 % of the ntionl production for mny yers (Con, 2008). However, there is numer of coffee diseses, tht cuses losses in productivity nd qulity, with huge deprecition on its mrketing vlue, which determines the permnence or not of the coffee producer in the ctivity, where the rust (Hemilei vsttrix) is one of the min diseses. The chemicl control hs een the most efficient nd used. However, there is necessity to develop products to help promote stisfctory control of these diseses, where the resistnce inducers win their spce. So, this work hd the ojective to evlute the effect of the resistnce ctivtor for the control of coffee rust, ssocited or no with the stndrd tretment Priori Xtr. The experiment ws conduced t Cscvel Frm, Crmo d Cchoeir municiplity, Mins Geris Stte. The experimentl design ws rndomly locks, with four replictes nd six tretments: : Priori Xtr (500 ml/h); Priori Xtr + 1 (500 ml + 25 g/h); Priori Xtr + 2 (500 ml + 25 g/h); Priori Xtr + 3 (500 ml + 25 g/h); 4 pplictions of (25 g/h) nd one control tretement (wter). The incidence nd severity of the rust ws evluted; the new lef lunching, the folige nd the production per tretment were lso ssessed. It verified the est control of the rust y the tretment Priori Xtr, however, when pplied lone showed some control of the disese, eing one promissory lterntive for the mngement of rust, since djusted its dose nd idel time of ppliction, where for this, it is necessry to mke new studies. Key words: coffee, rust, induced resistnce, ASM. INTRODUÇÃO O Brsil é o mior produtor e exportdor mundil de cfé, com produção estimd em 45,85 milhões de scs pr sfr 2007/2008 (Con, 2008), representndo um ds principis fontes de diviss pr o pís. O Estdo de Mins Geris destc se como o mior produtor ncionl com produção de 23,38 milhões de scs, correspondendo mis de 50% d produção ncionl de cfé. A produção de cfé ráic represent 76,92% (35,27 milhões de scs eneficids) d produção do pís, tendo como mior produtor o Estdo de Mins Geris com 66,20% dess produção VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil (Con, 2008). As doençs folires do cfeeiro cusds por Hemilei vsttrix e Cercospor coffeicol estão entre os principis prolems d cfeicultur e são fontes de perds n produção. A ferrugem lrnjd cusd por Hemilei vsttrix é principl doenç do cfeeiro. El foi consttd no Brsil em jneiro de 1970 e logo se disseminou pr tods s regiões cfeeirs do pís. Atulmente, é encontrd em tods s regiões produtors de cfé do mundo. Os principis dnos cusdos pel ferrugem são ocsiondos pel qued precoce ds folhs e sec dos rmos produtivos, que por conseqüênci não produzem no no seguinte, diminuindo produtividde e qulidde. Ess sec constnte dos rmos reduz longevidde dos cfeeiros, tornndo lvour grdtivmente nti-econômic (Godoy et l., 1997). Atulmente em todo o mundo onde se prtic um gricultur econômic, fz-se o uso de fungicids pr o controle de doençs de plnts (Kimti et l., 1997). O uso rcionl destes produtos tem efeito enéfico pr os produtores em curto przo, no entnto, em longo przo podem ocorrer à seleção de novs rçs resistentes dos ptógenos, lém de promover contminção do miente e à súde humn. Pr contornr esse prolem vários estudos estão sendo relizdos visndo desenvolver e descorir métodos lterntivos de controle de doençs de plnts. Como medids lterntivs de controle de doençs têm-se indução de resistênci em plnts, que envolve tivção de mecnismos de defes ltentes, existentes ns plnts, em respost de trtmentos com gentes ióticos e ióticos, representdos por rreirs ioquímics ou estruturis, que umentm resistênci gerl d plnt (Uknes et l., 1996). A utilizção de produtos contendo nutrientes, como fosfitos tem gnhdo importânci no controle de doençs, estndo estes entre os produtos citdos n litertur como indutores de resistênci. O Acideenzolr-S-metil (ASM), conhecido no mercdo pelo nome (Syngent Proteção de Cultivos) é tulmente o único produto registrdo como sendo um Indutor de Resistênci. Tendo como molécul do ingrediente tivo ASM derivd d molécul de Ácido Slicílico, o é um tivdor de plnts, e tem como função principl promover tivção de mecnismos de resistênci ntes ltentes ns plnts, induzindo su resistênci o ptógeno. Bsendo-se n premiss de crir novs lterntivs de controle ds doençs cfeeirs por meio de produtos que venhm induzir defes nturl ds plnts, relizou-se então este ensio que ind encontr-se em ndmento, com ojetivo de vlir o efeito do tivdor de resistênci no controle d ferrugem do cfeeiro, ssocido ou não o trtmento pdrão Priori Xtr. MATERIAL E MÉTODOS O ensio foi conduzido n Fzend Cscvel, município de Crmo d Cchoeir, Sul de Mins Geris, cfeeiro em produção, cultivr Mundo Novo (Sfr 07/08), espçdo em 3,5 x 0,80 m. O delinemento experimentl dotdo foi o de Blocos Csulisdos com 4 repetições, onde cd prcel foi compost por 10 plnts. Utilizou-se o progrm esttístico SISVAR pr fzer s nálises esttístics pelo Teste de Scott-Knot 5 % de significânci. A plicção dos trtmentos foi feito vi tomizdor, com um volume de cld de 230 l/h. Form feits 8 vlições de incidênci e severidde pr ferrugem cd 30 dis, ns seis plnts centris de cd prcel, seis rmos por plnt (três rmos de cd ldo, no terço médio ds plnts). Em cd rmo foi vlido o terceiro pr de folhs, quntificndo-se severidde d doenç de cordo com escls digrmátics (Oliveir, 2001) e foi então clculd áre ixo d curv de progresso d doenç (AACPD) de cd trtmento, seguindo seguinte fórmul (Cmpell & Mdden, 1990): n-1 AACPD = Σ[(X i + X i+1 ) /2](t i+1 t i ) i=1 Em que: X = intensidde d doenç t = tempo n = número de vlições no tempo Avliou-se tmém o número de novos lnçmentos folires por meio de mrcção feit prtir do primeiro pr de folhs completmente expndids em 20 rmos de cd prcel, contndo prtir deste, o número de novos pres folires lnçdos. Ess vlição foi feit n vésper d colheit (Julho/08). Produtividde e enfolhmento de cd trtmento tmém form vlidos, sendo que pr o segundo utilizou-se de escl propost por Boldini, A Tel 1 contém descrição dos trtmentos utilizdos e sus respectivs dts de plicção. VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil Tel 1. Descrição dos trtmentos utilizdos. Lvrs MG, DOSES Nº DE APLICAÇÕES TRATAMENTOS (ml e/ou APLICAÇÕES g/h) DE BION 16/01/ /03/ /04/ Priori Xtr Priori Xtr Priori Xtr Priori Xtr 2 Priori Xtr Priori Xtr + Priori Xtr Priori Xtr 3 Priori Xtr Priori Xtr + Priori Xtr + Priori Xtr 4 Priori Xtr Priori Xtr + Priori Xtr + Priori Xtr Testemunh RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi oservd diferenç significtiv (P 0,01) entre os trtmentos pr incidênci e severidde d ferrugem do cfeeiro. Segue-se ixo os vlores médios áre ixo d curv de progresso d doenç pr incidênci e severidde (Figurs 1 e 2). AACPI cpi c cpi Priori Xtr Priori Xtr + 1 Priori Xtr + 2 Priori Xtr + 3 Testesmunh Trtmentos Médis seguids d mesm letr não diferem esttisticmente entre si pelo teste de Scott-Knot 5 % de significânci Figur 1. Áre ixo d curv de progresso de incidênci d ferrugem do cfeeiro. Efeito do tivdor de resistênci ASM n cultur do cfeeiro em cmpo. Lvrs - MG, 2009. VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil AACPS cps c cps Priori Xtr Priori Xtr + 1 Priori Xtr + 2 Priori Xtr + 3 Testesmunh Trtmentos Médis seguids d mesm letr não diferem esttisticmente entre si pelo teste de Scott-Knot 5 % de significânci Figur 2. Áre ixo d curv de progresso de severidde d ferrugem do cfeeiro. Efeito do tivdor de resistênci ASM n cultur do cfeeiro em cmpo. Lvrs - MG, Tomndo por se s figurs 1 e 2, pode-se inferir que somente houve um controle stisftório d doenç nos trtmentos onde utilizou-se o fungicid Priori Xtr, em ssocição ou não o. O qundo plicdo sozinho, mostrou um pequeno controle d doenç, ms ind sim, esttisticmente superior à testemunh solut. A curv de progresso d ferrugem do cfeeiro em função do tempo é presentd n Figur 3. Progresso Ferrugem Incidênci Mrço Aril Mio Junho Julho Agosto Setemro Outuro Meses Priori Xtr Priori Xtr + 1 Priori Xtr + 2 Priori Xtr + 3 Testesmunh Figur 3. Curv de progresso d doenç. Efeito do tivdor de resistênci ASM n cultur do cfeeiro em cmpo. Lvrs - MG, No primeiro no do experimento, como já er esperdo, não foi oservd diferenç esttisticmente significtiv n produção por trtmento, como pode ser visto n Tel seguir: VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil Tel 3. Produção médi por trtmento. Efeito do tivdor de resistênci ASM n cultur do cfeeiro em cmpo. Lvrs - MG, Trtmento Kg/plnt Priori Xtr 5,87 Priori Xtr + 1 6,56 Priori Xtr + 2 6,69 Priori Xtr + 3 5,44 7,50 Testemunh 5,97 Médis seguids d mesm letr não diferem esttisticmente entre si pelo teste de Scott-Knot 5 % de significânci O número de novos lnçmentos folires e o gru de enfolhmento form significtivmente (P 0,05) influencidos pelos trtmentos, sendo que pr o 2º, o trtmento isoldo não diferiu d testemunh. Seguem-se s figurs correspondentes (Figur 4 e 5). Crescimento Vegettivo Pres de folhs 5,00 4,50 4,00 3,50 3,00 2,50 2,00 1,50 1,00 0,50 0,00 Priori Xtr Priori Xtr + 1 Priori Xtr + 2 Priori Xtr + 3 Testesmunh Trtmentos Médis seguids d mesm letr não diferem esttisticmente entre si pelo teste de Scott-Knot 5 % de significânci Figur 4. Número de novos lnçmentos de pres de folhs. Efeito do tivdor de resistênci ASM n cultur do cfeeiro em cmpo. Lvrs - MG, Enfolhmento % enfolhmento 100,00 90,00 80,00 70,00 60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 Priori Xtr Priori Xtr + 1 Priori Xtr + 2 Priori Xtr + 3 Testesmunh Trtmentos Médis seguids d mesm letr não diferem esttisticmente entre si pelo teste de Scott-Knot 5 % de significânci Figur 5. Porcentgem de enfolhmento ds plnts por trtmento. Efeito do tivdor de resistênci ASM n cultur do cfeeiro em cmpo. Lvrs - MG, 2009. VI Simpósio de Pesquis dos Cfés do Brsil CONCLUSÕES O trtmento pdrão Syngent pr o controle d ferrugem do cfeeiro, Priori Xtr, mostrou mis um vez excelente controle d ferrugem do cfeeiro. A ssocição entre e Priori Xtr não proporcionou mior controle d doenç, sendo que est já foi stisftorimente controld pelo fungicid. O trtmento isoldo, diferiu-se esttisticmente d testemunh pr incidênci e severidde d doenç, promovendo certo controle dest, ms longe de ser o trtmento idel. Tl evidenci foi nitidmente demonstrd n desfolh ds plnts do trtmento, equiprndo-se à testemunh solut. Os trtmentos não influencirm n produção (primeiro no do experimento), porém form significtivmente diferentes no crescimento vegettivo ds plnts, sendo que s plnts d testemunh tiverm menor crescimento vegettivo. O tivdor de resistênci, pode vir se tornr um eficiente lterntiv no controle d ferrugem do cfeeiro, desde que justdo n dose e époc idel de plicção, sendo que pr isso, novos estudos e ensios deverão ind ser relizdos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BOLDINI, J.M. Epidemiologi d ferrugem e d cercosporiose em cfeeiro irrigdo e fertirrigdo. Lvrs, 2002, 67 p. (Dissertção - Mestrdo em Fitoptologi) CAMPBELL, C. L.; MADDEN, L. V. Introduction to plnt disese epidemiology. New York: J p. CONAB - COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Aril de 2006: Sfr cfé 2006/ Previsão de Sfr 2006/2007. Disponível em: Acesso em: 10 junho GODOY, C. V.; BERGAMIN FILHO, A.; SALGADO, C. L. Doençs do cfeeiro. In: KIMATI, H.; AMORIM, L; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A.; REZENDE. J. A. M. Mnul de Fitoptologi Doençs ds plnts cultivds. São Pulo: Ed. Agronômic Ceres, v.2, cp.17, p KIMATI, H.; GIMENEZ-FERNANDES, N.; SOAVE, J.; KUROZAWA, C.; BRIGNANI NETO, F.; BETTIOL, W. Gui de Fungicids Agrícols Recomendções por Cultur, v.1. 2ºed. Joticl: Grupo Pulist de Fitoptologi, 225p UKNES, S.; VERNOOIJ, B.; MORRIS, S.; CHANDLER, D. et l. Reduction of risk for growers: methods for the development of disese-resistnt crops. New Phytologist, Cmridge, v. 133, n. 1, p.3-10, My 1996.
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