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Atividades Revisao Prova 3º Ano Fig e Intertexto

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Intertextualidade
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  1 - Eu nasci há dez mil anos atrásE não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais(...)Eu vi a arca de Noé cruzar os mares Vi Salomão cantar seus salmos pelos aresEu vi Zumbi fugir com os negros prá ?orestaPro Quilombo dos Palmares, eu vi(...)Eu fui testemunha do amor de RapunzelEu vi a estrela de Davi brilhar no céuE pr’aquele que provar que eu tô mentindoEu tiro o meu chapéu. (Eu nasci há dez mil anos atrás, Paulo Coelho e Raul Seixas. LP, Há dez mil anos atrás, Philips, 1976) É possível observar a seguinte figura de linguagem no fragmento da música de Raul Seixas e Paulo Coelho:a)Metonímia.b) Hipérbole.c) Catacrese.d) Ironia.e) Sinestesia.2 - (UFPE) DESCOBERTA DA LITERATURANo dia-a-dia do engenho/ toda a semana, durante/cochichavam-me em segredo: / saiu um novo romance./E da feira do domingo/ me traziam conspirantes/para que os lesse e explicasse/ um romance de barbante./Sentados na roda morta/ de um carro de boi, sem jante,/ouviam o folheto guenzo, / o seu leitor semelhante,/com as peripécias de espanto/ preditas pelos feirantes./Embora as coisas contadas/ e todo o mirabolante,/em nada ou pouco variassem/ nos crimes, no amor, nos lances,/e soassem como sabidas/ de outros folhetos migrantes,/a tensão era tão densa,/ subia tão alarmante,/que o leitor que lia aquilo/ como puro alto-falante,/e, sem querer, imantara/ todos ali, circunstantes,/receava que confundissem/ o de perto com o distante,/o ali com o espaço mágico,/ seu franzino com gigante,/e que o acabasse tomando/ pelo autor imaginante/ou tivesse que afrontar/ as brabezas do brigante./ (…) João Cabral de Melo Neto 1  Sobre as figuras de linguagem usadas no texto, relacione as duas colunas abaixo:1ª COLUNA(1) Romance de barbante(2) Roda morta; folheto guenzo(3) Como puro alto-falante(4) Perto/distante/mágico/Franzino/gigante(5) Cochichavam-me em segredo2ª COLUNA( ) Pleonasmo( ) Metáfora( ) Comparação( ) Metonímia( ) Antítese A ordem correta é:a) 1, 2, 3, 4, 5b) 5, 2, 3, 1, 4c) 3, 1, 4, 5, 2d) 2, 1, 3, 4, 5e) 2, 4, 5, 3, 13 - Leia a tirinha de “Calvin e Haroldo”, de Bill Watterson: As figuras de linguagem são importantes recursos expressivos da linguagem oral e escrita. Calvin e Haroldo de Bill Watterson.Qual figura de linguagem está presente na fala do garoto?a) Antítese.b) Prosopopeia.c) Pleonasmo.d) Anacoluto.e) Ironia.4 - (ANHEMBI) 2  “A novidade veio dar à praiana qualidade rara de sereiametade um busto de uma deusa maiametade um grande rabo de baleiaa novidade era o máximodo paradoxo estendido na areiaalguns a desejar seus beijos de deusaoutros a desejar seu rabo pra ceiaoh, mundo tão desigualtudo tão desigualde um lado este carnavaldo outro a fome totale a novidade que seria um sonhomilagre risonho da sereiavirava um pesadelo tão medonhoali naquela praia, ali na areiaa novidade era a guerraentre o feliz poeta e o esfomeadoestraçalhando uma sereia bonitadespedaçando o sonho pra cada lado”(Gilberto Gil – A Novidade) Assinale a alternativa que ilustra a figura de linguagem destacada no texto:a) “A novidade veio dar à praia/na qualidade rara de sereia”b) “A novidade que seria um sonho/o milagre risonho da sereia/virava um pesadelo tão medonho”c) “A novidade era a guerra/entre o feliz poeta e o esfomeado”d) “Metade o busto de uma deusa maia/metade um grande rabo de baleia”e) “A novidade era o máximo/do paradoxo estendido na areia” 5 – (ANHEMBI) Tenho fasesFases de andar escondida,fases de vir para a rua…Perdição da minha vida!Perdição da vida minha!Tenho fases de ser tua,tenho outras de ser sozinha.Fases que vão e que vêm,no secreto calendárioque um astrólogo arbitrárioinventou para meu uso.E roda a melancoliaseu interminável fuso!Não encontro com ninguém(tenho fases, como a lua…)No dia de alguém ser meunão é dia de eu ser sua…E, quando chega esse dia,outro desapareceu… (Lua Adversa – Cecília Meireles) Indique a alternativa que não contenha a mesma figura de linguagem presente nesseverso do poema:a) “O meu olhar é nítido como um girassol” (Alberto Caeiro)b) “Meu amor me ensinou a ser simples como um largo de igreja” (Oswald de Andrade)c) A casa dela é escura como a noite.d) Ele é lerdo como uma lesma. 3  e) A tristeza é um barco imenso, perdido no oceano. 6 – (UFPB) Um dia, o Simão me chamou: – “Vem ver. Olha ali”. Era umamulher, atarracada, descalçada, que subia o caminho do morro. (Diante doSanatorinho havia um morro. Os doentes em bom estado podiam ir até lá emcima, pela manhã e à tarde.) Lembro-me de que, de repente, a mulher parou eacenou para o Sanatorinho. Não sei quantas janelas retribuíram. E o curiosoé que, desde o primeiro momento, Simão saltou: – “É minha! Vi primeiro!”.Uns oitenta doentes tinham visto, ao mesmo tempo. Mas o Simão era umassassino. Como ele próprio dizia, sem ódio, quase com ternura, “matei um”.E o crime pretérito intimidava os demais. Constava que trouxera, na mala,com a escova de dentes, as chinelas, um revólver. Naquela mesma tarde, foipara a cerca, esperar a volta da fulana. E conversaram na porteira. Simãovoltou, desatinado. Conversara a fulana. Queria um encontro, na manhãseguinte, no alto do morro. A outra não prometera nada. Ia ver, ia ver. Simão estava possesso: – “Dezanos!”, e repetia, quase chorando: – “Dez anos não são dez dias!”. Campos doJordão estava cheio de casos parecidos. Nada mais cruel do que acronicidade de certas formas de tuberculose. Eu conheci vários que haviamcompletado, lá na montanha, um quarto de século. E o próprio Simão falavados dez anos como se fosse esta a idade do seu desejo.Na manhã seguinte, foi o primeiro a acordar. (…) Havia uma tosse damadrugada e uma tosse da manhã. Eu me lembro daquele dia. Nunca setossiu tanto. Sujeitos se torciam e retorciam asfixiados. E, súbito, a tosseparou. Todo o Sanatorinho sabia que, no alto do morro, o Simão ia ver a talmulher do riso desdentado. E justamente ela estava subindo a ladeira. Comona véspera, deu adeus; e todas as janelas e varandas retribuíram. Uma horadepois, volta o Simão. Foi cercado, envolvido: – “Que tal?”. Tinha uma luzforte no olhar: – “Tem amanhã outra vez”. Durante todo o dia, ele quase nãosaiu da cama: – sonhava. Às seis, seis e pouco, um médico entra naenfermaria. Falou pra todos: – “Vocês não se metam com essa mulher queanda por aí, uma baixa. Passou, hoje de manhã, subiu a ladeira. É leprosa”.Ninguém disse nada. O próprio Simão ficou, no seu canto, uns dez minutos,quieto. Depois, levantou-se. No meio da enfermaria, como se desafiasse osoutros, disse duas vezes: – “Eu não me arrependo, eu não me arrependo”. (RODRIGUES, Nelson. A menina sem estrela. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 132-3.)  A partir da convenção seguinte: 4
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