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B131-Lou Carrigan-Um Pouco de Vodka

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VOAR É PRÓPRIO DOS ANJOS Charles Pitzer, chefe do Setor Nova Iorque da CIA, consultou mais uma vez seu relógio, com visível impaciência. Havia mais de dez minutos que chegara o avião procedente de Washington, de modo que... — Aí vem ela — murmurou Johnny. Acompanhou o aviso com uma cotovelada, que esta vez seu chefe não considerou impertinente, limitando-se a recomendar: — As rosas. Johnny levantou o ramo de esplêndidas rosas vermelhas: duas dúzias, exatamente. Como sempre. Ambos desceram dos b
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  VOAR É PRÓPRIO DOS ANJOSCharles Pitzer, chefe do Setor Nova Iorque da CIA,consultou mais uma vez seu relógio, com visívelimpaciência. Havia mais de dez minutos que chegara oavião procedente de Washington, de modo que... — Aí vem ela — murmurou Johnny. Acompanhou oaviso com uma cotovelada, que esta vez seu chefe nãoconsiderou impertinente, limitando-se a recomendar: — As rosas.Johnny levantou o ramo de esplêndidas rosas vermelhas:duas dúzias, exatamente. Como sempre. Ambos desceramdos banquinhos que ocupavam junto ao balcão do bar dasala de espera dos vôos internacionais, dirigindo-se para a pessoa que tinham estado aguardando.Pessoa pela qual, certamente, valia muitíssimo a penaesperar. Jovem, elegante, formosa, cabelos louros,estupendos olhos azuis... Trazia uma pequena maletavermelha na mão esquerda; na direita, o talão para a retiradada bagagem. Olhava ao redor de si com um doce sorriso,como se estivesse encantada com a vida. Afinal de contas,voltava para casa mais uma vez. E voltar mais uma vez paracasa, tendo em conta sua profissão, era-lhe motivosuficiente para sorrir.Viu-os de imediato, claro. Parecia ver tudo, na verdade.Seus belos olhos moviam-se para todos os lados, sem pressa, mas... Sim: eram capazes de ver tudo. E quando osdois homens já quase a alcançavam, arqueou assobrancelhas, entreabriu os róseos lábios numa expressão de  surpresa e, finalmente, sorriu-lhes como o poderia fazer umanjo. — Tio Charlie! — exclamou, quando os teve à suafrente. — Como foi gentil vindo receber-me! E com rosasvermelhas...! Alô, Johnny. — Alô — limitou-se a dizer o normalmente risonhoespião. — Que há? — ela entrecerrou as pálpebras. — Não estácontente por ver-me? — Bem... — Já sei! O nosso odioso chefe fez você passar algummau pedaço. Não foi isso, tio Charlie? — Eu, não — resmungou Pitzer. — Ah... Bom, suponho que tenham trazido um carro.Vejamos se consigo retirar logo minha bagagem e... — Poderíamos tomar alguma coisa, antes — propôsPitzer. — Ha? Agradeço-lhe, tio Charlie, mas estou querendochegar em casa para lavar a cabeça. Esta tintura loura é umaafronta aos meus cabelos negros tão bonitos. Imagino queda Central lhes tenham avisado que eu chegaria nesteavião... — Claro, fomos avisados. Sabemos que você terminoutão eficazmente como sempre uma difícil missão emGutemágua. — Oh, até que não foi difícil... Mas que lindas rosas!Vou colocá-las imediatamente naquele Jarrão que... — Está, recusando nosso convite? — cortou Pitzer.  Brigitte Montfort olhou-o, depois olhou para omacambúzio Johnny... Por suas pupilas azuis passou umclarão de inteligência. — Creio que a hora é boa para um martini — disse.Dirigiram-se para o bar, ocupando uma mesinhaafastada. O relógio que estava mais perto marcavaexatamente meio-dia e seis minutos. Pediram um martini,água mineral e suco de tomate. Johnny ofereceu-lhe umcigarro, que ela aceitou de boa vontade. Pitzer olhou para océu, através das amplas janelas e pigarreou. Brigitte tomouum pequeno gole do seu martini e mordeu a azeitonafincada no palito. Johnny, que parecia não fazer caso do seusuco de tomate, olhava com obstinação a brasa do cigarroque tinha entre os dedos.Pitzer tornou a pigarrear. — Bem... Na verdade, Brigitte, não viemos esperá-la... — Oh, que tremenda desilusão! Mas por que as rosasvermelhas? Vão me dizer que têm outra espiã à qualcostumam dá-las de presente?Os dois homens se entreolharam. — Claro que não é isso! — exclamou vivamenteJohnny. — Para nós, você é única, Baby . — Obrigada, querido. — O fato — esclareceu Pitzer — é que viemos esperar outra pessoa aqui mas sabíamos que você chegava nesteavião e nos adiantamos um pouco... E por isso trouxemosas rosas. — Que são sempre bem recebidas — sorriu Baby . — Vai demorar muito essa pessoa que estão esperando?
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