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Baphomet - A Grande Farsa da Vinculação do Diabo com a Maçonaria

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Estudo do Grau I
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  1  2 Baphomet: a Grande Farsa daVinculação do Diabo com aMaçonaria Roberto Aguilar M. S. SilvaA ∴ R ∴ L ∴ S ∴ Sentinela da FronteiraCorumbá, MS, BrasilMembro Vitalício da Academia Maçônica de Letrasde Mato Grosso do Sul, Brasil Diabo (do latim diabolus  , por sua vez do grego διάβολος , transl. diábolos  , caluniador , ou acusador ) é o título mais comum atribuído à entidadesobrenatural maligna da tradição judaico-cristã. Tratado como a representaçãodo mal, em sua forma srcinal de um anjo querubim, responsável pela guardacelestial, que foi expulso dos Céus por ter criado uma rebelião de anjos contraDeus com o intuito de tomar-lhe o trono. Com seu parecer ainda desconhecido,muitas são as tentativas de reproduzi-lo. O mais popular o levaria a ter uma corvermelha, com feições humanas, mas com chifres, rabo pontiagudo e um   tridente na mão, para remeter a um cetro. Alguns acreditam que este parecerfoi criado, sobretudo, pela Igreja Católica. Tal opinião alega que, como elapoderia perder seus fiéis para o paganismo 1 , apropriou-se de um elemento decada deus pagão e reuniu-os, para que toda vez que um de seus fiéis olhassepara uma divindade sentisse medo, associando-a a Lúcifer 2 . Assim a perda de 1 Paganismo, é um termo usado para se referir a várias religiões não Judaico-cristãs, no entanto, existemvárias definições entre diferentes religiões entre o que pode realmente ser definido como sendopaganismo, sem consenso quanto ao que é correto. Um grupo mantém o paganismo como um termo queinclui todas as religiões não-abraâmicas. Outros sustentam que o catolicismo romano tem suas raízes nopaganismo, enquanto outros sustentam que o paganismo deve referir-se exclusivamente às religiõespoliteístas, incluindo a maioria das religiões orientais, as religiões e mitologias do povos nativosamericanos, assim como as não-abraâmicas religiões folk em geral. Outras definições mais estreitas nãoincluem nenhuma das religiões mundiais e restringem o termo às correntes locais ou rurais nãoorganizadas em religiões civis. Característico de tradições Pagãs é a ausência de proselitismo e apresença de uma mitologia de vida que explica a prática religiosa. O termo pagão é uma adaptaçãocristã do gentio do judaísmo, e como tal tem um viés abraâmico inerente, com todas as conotaçõespejorativas entre monoteístas ocidentais, comparáveis aos pagãos e infiéis também conhecidos comokafir e mushrik no Islã. Por esta razão, etnólogos evitam o termo paganismo , por seus significadosincertos e variados, referindo-se à fé tradicional ou histórica, preferindo categorias mais precisos, taiscomo o politeísmo, xamanismo, panteísmo ou o animismo.  3 fiéis teria diminuído notavelmente. Outra forma também comum quanto aoparecer corresponde à de um ser metade humano, metade bode, com opentagrama invertido inscritos no corpo (imagem de Baphomet, embora nãotenha ligação com ele), que foi a imagem iniciada pela Igreja Católica.o Diabo aparece como adversário de Deus no âmbito do cristianismo. Esseconflito assumiu a forma de uma batalha cósmica entre o Bem (cristãos) e oMal (judeus, romanos) sendo que tanto o conflito doutrinário como o bélico sãoutilizados para o combate desses últimos. Ao contrário do Novo Testamento(NT), no Antigo Testamento (AT) o conceito do mal não existe de formapersonificada e autônoma em relação a Deus. Na visão monista, característicado AT, a soberania absoluta de Deus não é ofuscada por nada. Deus é o autorde todas as coisas, sejam elas compreendidas como boas ou más pelo serhumano. No AT existem apenas quatro referências ao Diabo como sendo umser sobrenatural devido ao fato de que a figura de Satã é desnecessária, afinal,Javé é responsável pelo mal. A falta de um dualismo radical entre o bem e omal explica-se pela exclusividade de Javé. Nos três séculos anteriores à eracristã houve a predominância da tendência de considerar os demônios comoseres predominantemente nocivos. O mal é conseqüência da desobediência dohomem, logo, não há necessidade de Satã. O Antigo Testamento é permeadopor uma visão monista 3 , onde Deus é que garante a ordem cósmica e qualquerser ou pessoa que pretenda atrapalhar esta ordem, recebe a devida retribuiçãopor sua desobediência. Neste sentido, pode-se dizer que no Antigo Testamentoo mal praticado pelo ser humano traz embutido em si o castigo. Assim sendo,seria correto afirmar que o Deus Javé 4 é o srcinador de uma série de malesem retribuição ao mal praticado pelo ser humano, todavia ele não é o causadordo mal em um sentido moral. Apesar da grande produção literária (conhecida 2 Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shachar, ; em grego na Septuaginta, heosphoros) representaa estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva, o planeta Vênus, mas também foi o nome dadoao anjo caído, da ordem dos Querubins, como descrito no texto Bíblico do Livro de Ezequiel, no capítulo28. Nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ouSatã (cuja srcem é o hebraico Shai'tan, que significa simplesmente adversário). Atualmente discute-se aprobabilidade de Lúcifer ter sido um Rei Assírio da Babilônia. 3 Chama-se de monismo (do grego monis, um ) às teorias filosóficas que defendem a unidade darealidade como um todo (em metafísica) ou a identidade entre mente e corpo (em filosofia da mente) poroposição ao dualismo ou ao pluralismo, à afirmação de realidades separadas. 4 Os nomes YaHVeH (vertido em português para Javé), ou YeHoVaH (vertido em português para Jeová),são transliterações possíveis nas línguas portuguesas e espanholas , mas alguns eruditos preferem o usomais primitivo do nome das quatro consoantes YHVH, já outros eruditos favorecem o nome Javé (Yahvéhou JaHWeH).  4 como textos apócrifos), ocorrida no período compreendido entre o fim do AT eo início do NT, esta não foi incorporada ao cânon cristão e, por isso, pareceexistir uma grande lacuna entre ambos os testamentos. Assim sendo, asmudanças em relação ao mal não foram percebidas de forma gradativa. Ostextos apócrifos, são exatamente aqueles que preenchem a lacuna acimacitada, afinal, foram muito difundidos na época, inclusive, influenciando osdiscípulos de Jesus. Entre os séculos VI e IV a.C e IV e I a.C, períodos dehegemonia persa e grega respectivamente, tais culturas influenciaramprofundamente o judaísmo e consequentemente o cristianismo. Nessa época,teria ocorrido uma ruptura na personalidade de Deus, o qual tornou-seexclusivamente um autor benigno, deixando de agir de forma maléfica. No quese refere à cultura hebraica, houve uma quebra, um deslocamento da visãomonista para uma visão dualista 5 . Na concepção dualista, dos persas ouiranianos particularmente, havia um Deus benevolente e um malévolo sendoque o mal e o bem eram realidades diferentes de srcens distintas. Emaproximadamente 600 a.C Zaratustra 6 lançou as bases da primeira religiãototalmente dualista, revolucionando a história dos conceitos no Irã. Zaratustraafirmava que o mal srcinou-se de um princípio à parte do divino, sendo que aodeslocar-se do monismo para o dualismo, o politeísmo ficava distante e omonoteísmo aproximava-se. Os gregos foram influenciados pelo dualismopersa e quando em períodos mais recentes do AT, o dualismo tornou-semais presente na fé israelense e por motivos evidentes, hesitavam atribuir aJavé a srcem do mal, buscava-se um personagem para desempenhar doispapéis: evitar a atribuição do mal a Javé e, simultaneamente, confirmar ocontrole deste último sobre a história do universo. No campo da filosofia daGrécia Clássica, Platão é o pensador que mais influenciou o cristianismo. Paraele, o mundo das idéias é real, bom, perfeito. Se o mal consiste da falta de 5 Dualismo, ou dualidade foi uma doutrina estabelecida por René Descartes e Christian von Wolff quemprimeiro utilizou o conceito em sua concepção moderna, segundo o qual é o sistema filosófico oudoutrina que admite, como explicação primeira do mundo e da vida, a existência de dois princípios, deduas substâncias ou duas realidades irredutíveis entre si, inconciliáveis, incapazes de síntese final ou derecíproca subordinação. 6 Zaratustra, mais conhecido na versão grega de seu nome, Z ωροάστρης (Zoroastres, Zoroastro), foi umprofeta nascido na Pérsia (atual Irã), provavelmente em meados do século VII a.C. Ele foi o fundador doMasdeísmo ou Zoroastrismo, religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (558 – 330) a.C. Adenominação grega Ζωροάστρης significa contemplador de astros  . É uma corruptela do avésticoZarathustra (em persa moderno: Zartosht ou ). O significado do nome é obscuro, ainda que,certamente, contenha a palavra ushtra  (camelo).
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