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Barbara Weedwood tradução Marcos Bagno Resenha História Concisa da Linguistica

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RESENHAS WEEDWOOD, B. História Concisa da Lingüística. Tradução: Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, 2002. Ronaldo de Oliveira BATISTA Centro Universitário Nove de Julho Um número crescente de livros a respeito da história dos estudos sobre línguas e linguagem vem sendo publicado no Brasil, caracterizando um momento de maior interesse sobre o passado, o desenvolvimento e os estágios atuais da lingüística. Tal fato aparece em boa hora, uma vez que é necessário, sempre, recolocar a importância
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  RESENHAS  WEEDWOOD, B.  História Concisa da Lingüística .  Tradução: Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, 2002. Ronaldo de Oliveira BATISTACentro Universitário Nove de Julho Um número crescente de livros a respeito da história dos estudossobre línguas e linguagem vem sendo publicado no Brasil, caracteri-zando um momento de maior interesse sobre o passado, o desenvol- vimento e os estágios atuais da lingüística. Tal fato aparece em boahora, uma vez que é necessário, sempre, recolocar a importância,para o lingüista, do conhecimento dos períodos iniciais e do desen- volvimento, ao longo do tempo, de seu campo de estudos. A publicação da cuidadosa tradução do livro de Barbara Weedwood, professora e pesquisadora neozelandesa nas áreasda história da lingüística e da lingüística antropológica, insere-se nessa corrente de publicações. História Concisa da Lingüística  é um manual de introdução à histó-ria da lingüística, como o próprio título evidencia. No entanto, não sedeve pensar de antemão que a história proposta é realizada longe depesquisas e acuradas observações, as quais acabam por revelar o am-plo trabalho e a experiência da pesquisadora na área. Mesmo seguin-do o objetivo da concisão, o livro de Barbara Weedwood conseguetransmitir não só a segurança das afirmações precisas a respeito demomentos-chave nos estudos sobre línguas e linguagem, como tam-bém consegue incitar nossa curiosidade, abrindo um canal para queo leitor passe a se interessar mais pela história da lingüística, cum-prindo, dessa maneira, o que deve ser o papel dos manuais introdu-  Revista da ABRALIN, vol. 1, n o 1, p. 253-257, julho 2002.  R  ESENHA 254 tórios: incentivar pesquisas e leituras posteriores.Num estilo claro e preciso, conservado pela tradução (que teve ocuidado de adaptar exemplos para melhor compreensão do leitorbrasileiro), a autora nos leva a reflexões sobre os períodos conheci-dos como fundamentais no desenvolvimento de teorias lingüísticas.Mas, diferentemente de diversos manuais de história da lingüística, aautora não deixa de lado a reflexão sobre o trabalho historiográfico,com breves, mas precisas, considerações. Nesse sentido é que vemoscolocações a respeito do tratamento reduzido, nas pesquisas domundo ocidental, das tradições não-ocidentais nos estudos sobre ahistória da lingüística. Se a autora não aprofunda tal reflexão, ela nosdeixa a afirmativa certeira, mas incrivelmente ausente em muitosmanuais, de que a escassez de abordagens sobre essas tradições não-ocidentais é derivada do fato, simples mas nem sempre dito, de queestudos como os dos chineses, árabes e indianos (em períodos ante-riores à era cristã) tiveram influência quase nula sobre nossa tradi-ção lingüística.Nos comentários introdutórios, a autora nos indica sua maneirade fazer história da lingüística, situada num campo reconhecidamen-te dividido em três formas diversas de realização (complementares,na opinião de Barbara Weedwood): os estudos anglo-americanos(mais dedicados à relação entre estudos lingüísticos e os ambienteshistóricos e socioculturais); os estudos franceses (concentrados napesquisa das idéias lingüísticas inseridas na história cultural); os tra-balhos alemães (interessados numa aplicação dos instrumentais dafilosofia à história da lingüística). Após os comentários introdutórios (pp.9-20), a autora inicia suahistória da lingüística, dividindo-a pelos aspectos que considera maisimportantes em cada época.O início, como não podia deixar de ser para a tradição ocidentaldos estudos lingüísticos, é na Grécia e na Roma clássicas, na partechamada  A tradição ocidental até 1900 (pp.21-101). A autora tratada importância da linguagem para os filósofos gregos como meio de
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