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Berta Rojas

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Entrevista Berta Rojas - 20/06/2000 1 ) Você vivenciou grandes experiências academicas tanto no Paraguai ( para o professorado superior), no Uruguai ( para o bacharelado ) e nos EUA ( mestrado ) !uais s o os principais aspectos #ue diferenciam os estudos e a vida violonistica nesses paises $ % #ue uma experiência academica no exterior pode acrescentar ao estudante de viol o $ Certamente tem sido um longo caminho de aprendizado. A vida violonistica de qualquer pais esta ligada à vida cultural. M
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     Entrevista   Berta Rojas - 20/06/2000   1 ) Você vivenciou grandes experiências academicas tanto no Paraguai ( para o  professorado superior), no Uruguai ( para o bacharelado ) e nos EUA ( mestrado ) !uais s o os principais aspectos #ue diferenciam os estudos e a vida violonistica nesses  paises $ % #ue uma experiência academica no exterior pode acrescentar ao estudante de viol o $ Certamente tem sido um longo caminho de aprendizado. A vida violonistica de qualquer pais esta ligada à vida cultural. Maiores ofertas culturais, maior entendimento e apoio do público, maiores oportunidades de desenvolvimento para os artistas. O Paraguai  um pais precioso, que sofreu uma longa ditadura que isolou o pais culturalmente. !omos um povo musical por e cel#ncia, e o viol$o  parte de tudo isso. Por essa raz$o esse povo lutou tanto para manter viva sua cultura e sua tradi%$o, para crescer e para situar&se perante às tranforma%'es do mundo. Porm temos vivido em uma (ilha rodeada de terra(, como disse )oa *astos, por muito tempo. +oe, com figuras ovens, que seguem o caminho de !ila -odo, /elipe !osa e 0ioleta de Mestral, que s$o nossos Mestres, o Paraguai tem se aberto ao mundo, come%ando a gerar oportunidades de mostrar seus artistas e e pandir a arte paraguaia. Agustin *arrios Mangor  nossa grande figura e principal inspir%$o. O 1ruguai tem e sempre teve grandes figuras que estiveram em permanente contato com o mundo musical europeu e com o melhor de nossa Amrica. 2maginem que !eg3via e *arrios viveram no 1ruguai, e 0illa&4obos visitava esse pais com frequ#ncia. /oi no 1ruguai a estria do (Concierto del !ul(, de Ponce, com !eg3via como solista. 5odas estas e peri#ncias fortaleceram o 1ruguai, tornado&o uma espcie de (Meca violonistica(. Muitos violonistas foram meus mestres e s$o meus amigos, como Carlevaro, 6./ernandez, Pierri, *enitez, Passe, Agriel, 7ose /ernandez *ardesio 8que ganhou 9 concursos internacionais:, 7uan Carlos Amesto... ;uantos grandes violonistas tem gerado este  pequeno pais< A vida violonistica no 1ruguai  intensa, rica em personagens, em hist3ria, e com o orgulho de ter uma 1niversidade que segue sendo absolutamente gratuita e de  primeiro n=vel.  >os 6stados 1nidos o panorama  amplo,  o pais das oportunidades no que se refere às atividades artisticas. 6studar nos 61A ainda e ige enormes quantidades de dinheiro para os  bolsistas latinoamericanos. Porm e istem numerosas oportunidades que permitem o acesso a educa%$o norteamricana,  uma e peri#ncia que eu recomendo à todos.  >o Peabod 2nsitute, na escola de Música 7ohns +op?ins 1niversit  onde eu tenho tido o  prazer de estudar. 2maginem que temos *arrueco ensinando a um seleto grupo de alunos e )a Chaster e 7ulian -ra como (professores dem tempo integral(. 5odos eles grandiosos conhecedores do viol$o, grandes mestres. 5emos Master&Class com Manuel, com ilustres  como os 2rm$os Assad, @avid 5aneubaum, Oscar -iglia e tantos outros que nos visitam regularmente. 5rata&se de uam das melhores escolas dos 6stados 1nidos, sem dúvidas. &) 'om excess o dos #uatro ega *its ( +a 'atedral, ulia -lorida, .ue/o en la -loresta e Una lemosna por amor de 0ios ), grande parte da obra de A arrios foi deixada de lado, #uase es#uecida por muito tempo 0e repente surgem grava23es como a sua e a do 0avid 4ussel, tra5endo o compositor de volta com uma for2a incr6vel 'omo  foi o processo de redescoberta e relan2amento desse compositor $ Creio que tem sido vital o trabalho de tantos pesquisadores e artistas que v#m editando suas partituras e gravando a obra de *arrios. !em desmerecer o trabalho de todos que tomaram *arrios como (causa( devo mencionar )ichard !tover e 7ohn illiams. !tover, atravs da edi%$o completa da obra de *arrios na *elmin Mills, seu trabalho srio e constante coletando material, publicando artigos e etc tem contribuido enormemente para que a obra de *arrios estea ao alcance de todos. 6scutar ao grande mestre 7ohn illiams tocando *arrios, em sua grava%$o de BB, tem sido uma grande inspira%$o para os violonistas. A associa%$o da bel=ssima música de *arrios com a alta qualidade interpretativa de illiams, untando com a e celente distribui%$o da gravadora, foi a (e plosa%$o inicial( que inspirou outros trabalhos que vieram a seguir. Agora todos que amamos a música de *arrios tratamos de buscar um atrativo dentro deste vasto repert3rio. @ar nossas pr3prias vers'es destes (mega&hits( e tambm trazer ao conhecimento do público outras obras menos conhecidas, que s$o igualmente belas  algo muito valioso. + uma grande euforia em rela%$o à música de *arrios em todo o mundo, e isso me dei a muito feliz< )ussel  um grande mestre e gosto muito de sua vis$o de *arrios. Com certeza trata&se de uma outra grande inspira%$o para muitos ovens violonistas. D importante que os violonistas latinos mostrem suas vis'es particulares de nossos compositores. Por essa raz$o insisto em tocar *arrios e por isso gravei um cd interpretando suas músicas. Porque a música tradicional paraguaia como a (@anza Paraguaia( ou (CaEazapa(, definitivamente soam distintas en m$os paraguaias, como a música brasileira em m$os brasileiras. D a idia de refletirmos sobre o entendimento de uma música que crescemos ouvindo e que est em nossas raizes, em nosso sangue. Porm, n$o basta ter nascido no Paraguai para tocar bem música paraguaia, e istem elementos como a tcnica, sonoridade e os padr'es interpretativos universais da música que sempre t#m de estar  presentes. 1nindo todos esses fatores estamos pr3 imos de uma interpreta%$o ideal. 7) A grande maioria dos violonistas reconhecidos internacionalmente atrav8s de concertos, festivais e grava23es 8 composta por homens % fato de ser mulher influencia em alguma coisa na sua carreira $ .e influencia, acarreta facilidades ou dificulades $    >o momento em que algum compra um cd e senta para ouvi&lo, ou quando assiste a um concerto, creio que pouca diferen%a faz se trata&se de um homem ou de uma mulher, o ouviente espera uma qualidade interpretativa que nada tem a ver com o se o, mas sim com o entendimento da música e com nossa sensibilidade particular. +oe vemos mulheres tocando viol$o como vemos em todas as outras reas e profiss'es das mais diversas. 6stamos fazendo ouvir nossas vozes com mais for%a. 2sso  muito bom, pois temos muito  pra dizer e pra contribuir. /oram&se os tempos em que n3s mulheres eramos limitadas aos afazeres domsticos, marido e filhos. +oe somos esposas, m$es e seres produtivos do  ponto de vista artistico, criativo e social. 9) %s dois '0s #ue você gravou apresentam apenas compositores latino:americanos 'omo o p;blico estrangeiro (europeus, norte:americanos, etc) recebe esse repert<rio $ )ecebem com muito entusiasmo. A Amrica 4atina  uma grande fonte de cria%'es  para o mundo. @aqui vieram os ritmos que contagiam e o entusiasmo que renova a sonoridade da música. Por isso a euforia despertada no mercado norte&americano 8por e emplo: em rela%$o à música latina. 6 istem estudos que demonstram que o mercado latino gastou F bilh'es de d3lares em música no ano passado. !omos um grande mercado musical que se abre ao resto do mundo, e isso reflete tambm sobre a música erudita. A música latino&americana contagia, entusiasma, entretene, d outro vigor à música em geral e à música erudita em particular. = ) *> algum tempo você vem desenvolvendo uma destacada carreira internacional !uais s o os principais passos #ue o violonista latino:americano deve dar para desenvolver uma carreira como a sua$ !uais os principais pontos a serem considerados, as maiores preocupa23es$ @epois que iniciei minha carreira de concertos, decidi que deveria haver um tempo de  parada para refle $o, aproveitando o momento em que sou ovem e posso faze&lo. /oi ai que fui à Peabod estudar com *arrueco. >$o fiz outra coisa nesses quatro anos a n$o ser estudar intensamente. /oi um tempo de muita introspec%$o e auto&anlise. >o ano passado voltei aos concertos e me senti muito contente com os resultadosG hoe estou tocando definitivamente melhor que a quatro anos atrs. Me sinto mais segura tcnica e musicalmente. Creio ter sido a melhor decis$o. 5enho as dificuldades e espectativas de qualquer ovem artista, ou sea, (todas as perguntas do mundo e poucas respostas(. 6stou  buscando uma forma de fazer&se ouvir minha voz no mundo dos concertos e tratar de levar  minha produ%$o à tantos mercados que seam poss=veis. Para isso estou fazendo contato com empresrios, e estou ainda por decidir se vou continuar nos 6stados 1nidos ou se vou  para a 6uropa. 6nfim, trata&se de um momento de muitas decis'es, espero tomar as atitudes corretas. Para os ovens violonistas que venham a ler esta entrevista, vou citar uma frase de meu mestre 6duardo /ernandezG ( *uscar oportunidades, enviar material à todos os lugares que seam poss=veis e, quando surgir a oportunidade, tocar de maneira inesquec=vel<( ? ) -inali5ando, como est o suas atividades atuais $ Existem planos de novas  grava23es $ 6stou trabalhando o repert3rio do pr3 imo disco, buscando obras que me motivem e que ainda n$o foram gravadas, para que a proposta sea mais interessante. 6ste material ser editado no final desse ano. 6stou preparando uma srie de concertos que me levar$o ao /estival de Música 4atino Americana em )avello, 2tlia, e logo depois )oma. Me convidaram para participar do /estival de Caracas e do (/estival -uitarra del Mundo( em *uenos Aires ,alm de outras cidades argentinas. 5ambm estarei em Asun%$o, Montevideo, +anover&Alemanha e darei ainda vrios concertos em cidades dos 6stados 1nidos. 6ntre elas destaco o convite para (Houng Master !eries( no /estival de Artes de Columbia. 6starei viaando ao *rasil em Agosto, à convite da 1fr, para dar Master Class e alguns concertos 8B, F, I e JK de Agosto:. 6spero com ansiedade a oportunidade de tocar no )io e entrar em contato com os amantes do viol$o no *rasil. 5ambm vou aproveitar a oportunidade para ter algumas aulas de viol$o popular brasileiro,  que minha grande  pai $o  a música popular do *rasil. Algum dia quero gravar um disco com arranos de música popular brasileira<
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