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Bodies that matter, introdução: citações traduzidas e fichamento

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Judith Butler, bodies that matter, introdução
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  BUTLER, J. Corpos que pesam. Introdução, In: O corpo educado: Pedagogias da sexualidade. LOURO, Guacira Lopes “Consideremos, primeiramente, que a diferença sexual é frequentemente evocada como uma questão referente a diferenças materiais. A diferença sexual, entretanto, não é, nunca, simplesmente uma função de diferenças materiais que não sejam, de alguma forma, simultaneamente marcadas e formadas por práticas discursivas.”   Do srcinal: “Consider first that sexual difference is often invoked as an issu e of material differences. Sexual difference, however, is never simply a function of material differences which are not in some way both marked and formed by discursive practices. Further, to claim that sexual differences are indissociable from discursive demarcations is not the same as claiming that discourse causes sexual difference.” (p. 1) “(…) o ‘sexo’ não apenas funciona como uma norma, mas é parte de uma pr ática regulatória que produz os corpos que governa” Original: “(…) sex not only functions as  a norm, but is part of a regulatory practice that produces the bodies it governs” (p. 1)   “(…) a performatividade deve ser compreendida não como um ‘ato’ singular ou deliberado, mas, ao invés disso, como a prática reiterativa e citacional pela qual o discurso produz os efeitos que ele nomeia.”   Original: “performativity must be understood not as a singular or deliberate act, but, rather, as the reiterative and citational practice by which discourse produces the effects that it names.” (p. 2) “Não se pode, de forma alguma, conceber o gênero como um constructo cultural que é simplesmente imposto sobre a superfície da matéria (...) Ao invés disso, uma vez que o próprio ‘sexo’ seja compreendido em sua normatividade, a materialidade do corpo não pode ser pensada separadamente da materialização daquela normal regulatória.” O riginal: “And there will be no way to understand gender as a cultural construct which is imposed upon the surface of matter, understood either as the body or its given sex. Rather, once sex itself is understood in its normativity, the materiality of the body will not be thinkable apart from the materialization of that regulatory norm.” (p. 2) O corpo físico torna-se indissociável das normas e da significação, como efeito da produção do poder. “De fato, embora a radical distinção entre sexo e gênero tenha sido crucial à versão beauvoiriana do feminismo, ela tem sido criticada, mais recentemente, por degradar o natural como aquilo que existe “antes” da inteligibilidade, como aquilo que preci sa da marca do social, quando não da sua ferida, para significar, para ser conhecido, para adquirir valor. Essa forma de ver a questão deixa de compreender não apenas que a natureza tem uma história (e não meramente uma história social) mas também, que o sexo está posicionado de forma ambígua em relação àquele conceito e à sua história.”   Original: “Indeed, as much as the radical distinction between sex and gender has been crucial to the de Beauvoirian version of feminism, it has come under criticism in more recent years for  degrading the natural as that which is before intelligibility, in need of the mark, if not the mar, of the social to signify, to be known, to acquire value This misses the point that nature has a history, and not merely a social one, but, also, that sex is positioned ambiguously in relation to that concept and its history.” (p. 5) “Se o gênero consiste dos significados sociais que o sexo assume, ent ão o sexo não adquire significados sociais como propriedades aditivas, mas, ao invés disso, é substituído pelos significados sociais que adota”   Original: “If gender consists of the social meanings that sex assumes, then sex does not accrue social meanings as additive properties but, rather, is replaced by the social meanings it takes on.” (p. 5) “(…) o significado da construção torna -se o significado de um monismo linguístico, pelo qual tudo é, apenas e sempre, linguagem.”  Monismo: a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade.  Original: “(...)the meaning of construction becomes that of linguistic monism, whereby everything is only and always language.” (p. 6) “Mas se essa ‘assunção’ é imposta por um aparato regulat ório de heterossexualidade, um aparato que reitera a si mesmo através da produção forçosa do ‘sexo’, então a ‘assunção’ do sexo é constrangida desde o início.” Original: “But if this assumption* is compelled by a regulatory apparatus of heterosexuality, one which reiterates itself through the forcible production of sex, then the assumption of sex is constrained from the start.” (p. 12) “A performatividade não é, assim, um ‘ato’ singular, pois ela é sempre uma reiteração de uma norma ou conjunto de normas.”   Original: “Performativ ity is thus not a singular act, for it is always a reiteration of a norm or set of norms” (p. 12)   “(a) a performatividade de gênero n ão pode ser teorizada separadamente da prática forçosa e reiterativa dos regimes sexuais regulatórios; (b) a explicação da agência condicionada por aquele próprios regimes de discurso/poder não pode ser confundida com o voluntarismo ou o individualismo, muito menos com o consumismo, e não pressupõe, de forma alguma, um sujeito que possa escolher.”   Original: “(a) gender perfo rma- tivity cannot be theorized apart from the forcible and reiterative practice of regulatory sexual regimes; (b) the account of agency conditioned by those very regimes of discourse/power cannot be conflated with voluntarism or individualism, much less w ith consumerism, and in no way presupposes a choosing subject;” (p. 15)   “Como essa materialização da norma na formaç ão corporal produz um domínio de corpos abjetos, um campo de deformação, o qual, ao deixar de ser considerado como plenamente humano, reforça aquelas normas regulatórias?”   Original: “How does that materialization of the norm in bodily formation produce a domain of abjected bodies, a field of deformation, which, in failing to qualify as the fully human, fortifies those regulatory norms?” (p. 16)  Fichamento a partir do texto srcinal
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