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Boletim Agrometeorológico

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Boletim Agrometeorológico Vol. 1 - N 2 Dezembro de 2014 BOLETIM AGROMETEOROLÓGICO é uma publicação do Grupo de Estudos em Biometeorologia (GEBIOMET), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Câmpus
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Boletim Agrometeorológico Vol. 1 - N 2 Dezembro de 2014 BOLETIM AGROMETEOROLÓGICO é uma publicação do Grupo de Estudos em Biometeorologia (GEBIOMET), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná - Câmpus Dois Vizinhos - UTFPR-DV, com o intuito de divulgar dados e informações meteorológicas e climáticas e interpretá-los sob o enfoque agrícola, cuja elaboração é realizada por professores e alunos ligados ao GEBIOMET. Diretor Geral - Câmpus Dois Vizinhos Alfredo de Gouvêa Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação Luis Fernando Glasenapp de Menezes Diretor de Graduação e Educação Profissional Marcelo Marcos Montagner Diretor de Relações Empresarial e Comunitárias Almir Antonio Gnoatto Coordenador do Curso de Agronomia Laércio Ricardo Sartor Comitê Científico Fabiana Rankrape - Acadêmica do curso de Zootecnia - UTFPR-DV Sérgio Miguel Mazaro - Dr. - UTFPR-DV Paulo Fernando Adami - Dr. - UTFPR-DV Frederico Márcio Corrêa Vieira - Dr. - UTFPR-DV Comitê Editorial Prof. Frederico Márcio Corrêa Vieira - Dr. - UTFPR-DV Prof. Álvaro Boson de Castro Faria - Dr. - UTFPR-DV Prof. Américo Wagner Júnior - Dr. - UTFPR-DV Prof. Edgar de Souza Vismara - Dr. - UTFPR-DV Prof. Lilian Regina Rothe Mayer - MSc. - UTFPR-DV Grupo de Estudos em Biometeorologia - GEBIOMET Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Estrada para Boa Esperança, km 04, Comunidade São Cristóvão Dois Vizinhos - PR - CEP: Tel: +55 (46) Editorial O Boletim Agrometeorológico do Grupo de Estudos em Biometeorologia (GEBIOMET) foi desenvolvido para informar sobre o tempo e clima, auxiliando na interpretação desses dados para fins agrícolas, científicos e também para estudos do clima e sua influência no meio social. No geral, todos se interessam em compreender o clima e saber sobre o tempo, se está chovendo ou ensolarado, se está frio ou quente em um dado dia e região. Todavia, o clima e o tempo são agentes muito dinâmicos da natureza. Entender e caracterizar o clima exige observação de muitos anos de dados (próximo de 30 anos). O tempo consiste no estado atual da atmosfera, altamente dinâmico, com previsibilidade ótima entre 3 dias e 24 horas antes do dia de interesse. Ambos possuem forte influência na agricultura, desde a implantação e adaptação de uma cultura na região até a melhor época de plantio e cultivo. Desta forma, é de extrema importância que o produtor se mantenha informado das tendências climáticas para obter a melhor produtividade das principais culturas agrícolas da nossa região. Pensando nisso, o GEBIOMET iniciou este trabalho, com o intuito de registrar as variações dos dados climáticos e interpretá-los de forma fácil e acessível a todos. Esperamos que todos façam uma boa leitura das edições e que este se torne um meio de divulgação sobre tempo e clima que ajude a região na tomada de decisão em todos os setores. Informações Gerais As informações contidas neste boletim referentes ao tempo e clima são oriundas do banco de dados da estação meteorológica do INMET instalada na UTFPR - Câmpus Dois Vizinhos (8 Distrito Meteorológico - DISME).O município está localizado em uma região subtropical úmida cujo clima, segundo a classificação de Köppen, é o Cfa (C - subtropical úmido, com mês mais frio entre 18 e -3 ºC; f = sempre úmido, com chuva em todos os meses do ano; a = verão quente, com temperatura do mês mais quente superior a 22 ºC) (ALVARES et al., 2013). A precipitação do mês mais seco é acima de 40 mm. Sobre o GEBIOMET O GEBIOMET - Grupo de Estudos em Biometeorologia foi criado em 4 de junho de 2013, na UTFPR - Câmpus Dois Vizinhos, com o propósito de auxiliar o produtor rural com informações agrometeorológicas para tomada de decisão desde o plantio até a venda de seus produtos. Análise do tempo e do clima e previsões climáticas será destaque em nosso boletim. Estarão contidas nas edições subsequentes as principais informações sobre as culturas da época, possíveis tempestades, alerta de geadas, entrevistas de personalidades e estudiosos de destaque na área. O grupo é orientado pelo Prof. Dr. Frederico Márcio Corrêa Vieira. A equipe de redatores do boletim é liderada pela acadêmica de Zootecnia, Fabiana Rankrape, com a colaboração do técnico da SEAB Dois Vizinhos Salatiel Turra. 3 Resumo Agrometeorológico Mensal (Nov./2014) Para o mês de novembro/2014, a temperatura média (22,8 C) ficou igual a média climatológica. Sendo que a temperatura máxima ficou acima da média (+3,6 C), e mínima ficou abaixo da média climatológica dos últimos 7 anos (- 4,3 C). Elementos Novembro/2014 Média de 7 anos Variação Temperatura Média ( C) 22,8 22,8 0 Temperatura Máxima ( C) 32,8 29,2 + 3,6 Temperatura Mínima ( C) 13,2 17,5-4,3 Precipitação Acumulada (mm) 122,4 125,1-2,7 Precipitação Máxima em 24h (mm) 47,4 45,7 + 1,7 Número de dias com Precipitação Umidade Relativa do ar (%) Número de dias com Geada Número de dias com Granizo Datas com ocorrência de Geada Datas com ocorrência de Granizo Vento (km/h) 3,4 8,9-5,5 4 Temperatura C Novembro foi um mês com total de chuva abaixo da média climatológica, ou seja, o total de precipitação foi de 122,4 mm e a média dos últimos sete anos foi de 125,1 mm. A precipitação máxima em 24 horas ficou acima da média. O número de dias com chuva ficou acima da média (13 dias e a média climatológica é de 10 dias), resultando no aumento da umidade relativa do ar, que está acima da média de dos últimos sete anos. Não foi observada precipitação na forma de granizo. A velocidade do vento foi menor que a média dos últimos sete anos, sendo de 3,4 km/h. Temperatura (Nov./2014) A temperatura média registrada foi de 22,8 ºC. A temperatura máxima registrada foi de 32,8 ºC, no dia 27/11 às 16 horas da tarde. A temperatura mínima registrada foi de 13,2 C no dia 15/11 às seis horas da manhã. A figura abaixo apresenta a temperatura média diária ao longo do mês de novembro Dias Figura 1 - Temperatura média ao longo do mês de Novembro/2014 5 Precipitação (mm) Chuvas (Nov./2014) O mês de novembro apresentou 13 dias com chuva, sendo que a precipitação máxima registrada em 24 horas foi de 47,4 mm (dia 07/11). A Figura 2 mostra a distribuição de chuvas ao longo do mês de novembro ,4 8,6 4,8 0,2 47,4 0,2 0,4 2 Figura 2 - Distribuição de chuvas no mês de Novembro Previsão Climatológica - Dezembro/ ,6 0,4 0,2 23,6 23, Dias A previsão elaborada pelo INPE/CPTEC para o trimestre dezembro de 2014, janeiro e fevereiro de 2015 (DJF/2015) indicou para o sudoeste do Paraná a mesma probabilidade de chuvas para as três categorias dentro do normal, acima e abaixo da faixa normal entre 400 mm e 600 mm no trimestre. No decorrer do trimestre DJF/2015, por consenso a previsão climática prevê a persistência de condições típicas do fenômeno El Niño no decorrer dos próximos meses.as temperaturas podem variar entre valores normais e acima da normal climatológica na maior parte do país. Horta Caseira O que semear: abóbora, abobrinha, berinjela, beterraba, brócolis, cebolinha, cenoura, coentro, couve-flor de verão, feijão-vagem, melancia, milho-doce, moranga, pepino. O que plantar: alface, batata, batata-doce, gengibre, jiló, pimenta, pimentão, repolho, tomate. O que colher: alho, cebola, espinafre, salsa, agrião. Fonte: EMBRAPA. Frutas da Época Abacaxi, acerola, ameixa, amora, banana, figo, jabuticaba, laranja, kiwi, maçã, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, morango, nectarina, pêssego, uva. Fonte: IAC. 6 Tabela 1 Tabela de zoneamento agroclimático, sendo linhas sombreadas as espécies aptas para o período em questão Cultura Eucalyptus grandis Ciclo Apto ou Inapto para plantio/semeadura Época recomendada Perene Apto 01/set. a 30/dez. Eucalyptus saligna Perene Apto 01/set. a 30/jan. Feijão Primeira Safra Anual Inapto 01/ago. a 10/set. Feijão Segunda Safra Anual Inapto 01/jan. a 10/fev. Feijão Terceira Safra Anual Inapto 01/fev. a 20/fev. Laranja Anual Apto 01/out. a 31/mar. Milheto Anual Apto 01/out. a 20/mar. Milho Anual Apto 01/set. a 31/dez. Milho Safrinha Anual Inapto 01/jan. a 20/fev. Pinus caribaea Perene Apto 01/set. a 31/mai. 7 Cultura Ciclo Apto ou Inapto para plantio/semeadura Época recomendada Pinus oocarpa Perene Apto 01/set. a 31/mai. Soja Anual Apto 01/out. a 31/dez. Trigo Anual Inapto 21/mai. a 30/jun. Uva Perene Apto 01/jul. a 31/dez. Fonte: AGRITEMPO e MAPA. O período indicado é calculado de maneira que o plantio ou a semeadura feito naquela data tenha 80% de chance de ter sucesso, evitando perdas por eventos climáticos extremos (seca, geada, chuva na colheita), em função da estação do ano (verão, outono, inverno, primavera). Pescaria para o mês de Dezembro/2014 Dia Lua Pesca 1 a 5 Crescente Regular 6 a 13 Cheia Ótima 14 a 20 Minguante Boa 21 a 27 Nova Neutra 28 a 31 Crescente Regular Fonte: Calendário de Pesca 2014 ATENÇÃO: Período de Defeso - (Piracema) - Estado do Paraná 01 de novembro a 28 de fevereiro. Fonte: IBAMA e MMA 8 Cotações Agrícolas Média de Novembro/2014 Produtos Preço Boi gordo 136,42 - R$/arroba Frango vivo 2,31 - R$/kg Suíno Raça/Comum 3,91/3,69 R$/kg Milho 20,01 - R$/60kg Soja 58,27 - R$/60kg Trigo 29,10- R$/60kg Eucalipto (toras*) 90,00 - R$/ m 3 Pinus (toras*) 110,00 - R$/m 3 Leite 0,97 R$/litro Fonte: CEPEA e Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná; *Diâmetro maior que 35 cm; 9 Opinião Técnica Autor: Prof. Dr. Sérgio Miguel Mazaro (UTFPR - DV) Eng. Agrônomo, Mestrado (UFSM) e Doutorado (UFPR). Professor do Curso de Agronomia da UTFPR de Dois Vizinhos. Com relação a implantação e desenvolvimento de sistemas de monitoramento e divulgação de alertas agrometeorológicos: Qual a importância destes alertas para o manejo integrado de doenças e para o produtor rural do sudoeste do Paraná? O sistema de monitoramento e divulgação de alertas agrometeorológicos é de fundamental importância na tomada de decisões no manejo integrado de doenças e vêm contribuir com a possibilidade de implantação de sistemas de alertas fitopatológicos. Tal sistema, já consagrado em diversas culturas como macieira, videira, citrus e soja, consiste no monitoramento das condições favoráveis ao surgimento da doença. Ou seja, a presença de estruturas de reprodução do patógeno (esporos), as condições ambientais (temperatura e umidade) e o tempo de molhamento foliar. Considerando que para existir a doença a planta deve ser susceptível, deve haver o patógeno e condições ambientais favoráveis para o estabelecimento do mesmo. No Sudoeste do Paraná, o sistema de monitoramento e alertas agrometeorológicos, vem a contribuir com o sistema de alerta fitopatológico, realizado de forma pioneira pela EMATER regional, no patossistema ferrugem da soja. Com tal medida, o produtor poderá protelar o inicio da primeira aplicação ou até mesmo reduzir o número de aplicações de fungicidas na cultura. 10 Análise do especialista Convidado do mês: Prof. Dr. Paulo Fernando Adami (UTFPR - DV) Eng. Agrônomo, Mestrado (UTFPR-PB) e Doutorado (UFPR). Professor do Curso de Agronomia da UTFPR-DV. TEMA: USO DA CAMA DE AVIÁRIO COMO FERTILIZANTE AGRÍCOLA Associado ao rápido e concentrado crescimento da indústria avícola, cresce também a produção de resíduos e seus problemas decorrentes. O uso agrícola da cama de aviário permite, além de uma forma ambientalmente correta de descarte destes resíduos, fertilizar o solo com uma importante fonte de nutrientes, capaz de manter ou restaurar a sua fertilidade. No entanto, o uso sem critério (falta de análise química e determinação da concentração de nutrientes da cama e do solo), o armazenamento a céu aberto (perda de nitrogênio pela volatilização da amonia), as condições ambientais pós-aplicação a campo (alta temperatura e falta de precipitação podem representar perdas de 25 a 30% de N por volatilização) uso excessivo da cama e situações de reaplicação, podem levar a excessos de nutrientes (especialmente P 2 O 5 ) resultando em um potencial de contaminação ambiental, se estes resíduos não forem devidamente geridos. Considerando uma aplicação de 10 t ha -1 de MS de cama e uma concentração de 2,5% de N; 1,7% de P e 3,7% de K (valores podem variar conforme numero de lotes, manejo da cama, etc.), estima-se uma aplicação de 250 kg de N (+11 sc de uréia), 390 kg de P 2 O 5 (+19 sc. de super triplo) e 445 kg de K 2 O (+15 sc. de cloreto de potássio. Ou seja, quantidades de nutrientes, especialmente P e K bem acima da demanda das principais culturas. Importante considerar também o custo e a viabilidade econômica da cama. Considerando a tonelada da cama em R$ 100,00, o produtor teria um custo (10 t x R$ 100) total de R$ 1.000,00. Por outro lado, caso o produtor fosse adquirir estes nutrientes via fertilizantes minerais, considerando um preço médio de R$ 60,00 a saca, teria um custo de R$ 2.700,00 (45 sc x 60). Ainda, além de N, P e K, a cama possui outros nutrientes e atua como fonte de matéria orgânica do solo. Possui também efeito residual nutricional para a 2 e 3 cultura pós aplicação. Valores podem variar ao longo do ano. Alerta sobre o uso das previsões climáticas Os dados apresentados no Boletim Agrometeorológico são retirados da estação automática localizada na UTFPR Câmpus Dois Vizinhos e são de total responsabilidade do INMET. As previsões são retiradas do site do CPTEC/INPE (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto Nacional de Meteorologia) e são de sua total responsabilidade. O uso destas informações é de exclusividade agrícola, sendo de total responsabilidade do usuário qualquer tomada de decisão fora do escopo deste boletim. 11
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