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Boletim ANAI - n.º12 .outubro 2013

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EDITORIAL Cores e formas, traços e volumes de um ano Ano a ano, a ANAI desce as escadas da Casa Municipal da Cultura e faz a catábase ao seu andar inferior – de modo algum aos Inferi ou Infernos dos Antigos –, até à Sala Ferrer Correia, para realizar e observar a exposição que acolhe peças das suas oficinas de pintura e de cerâmica e obras das aulas de Pintura e de Conservação e Restauro da Universidade de Tempo Livre (UTL). E este ano temos a satisfação de ver aqui exposta a contribuição da ANAI para a Rota dos Castelos do Baixo Mondego. É também uma forma grata de os olhos repousarem por momentos nas cores, formas, traços, volumes que lentamente modelaram e fixaram mãos, não raras vezes cansadas e já com longos anos de labuta... Sempre porém prontas a captar e plasmar um pouco da esquiva beleza vislumbrada – ou, recorrendo ao mito de Orfeu dos Antigos, a esquiva Eurídice que, quase captada na luz do dia de obra concebida, logo de novo se escapa na tarefa de realização. São obras que, além de importância e merecimentos artísticos e estéticos próprios que possuem, acima de tudo representam e contêm o incomensurável valor dos afetos, do carinho e ternura com que foram vividas e executadas. E até concebemos e cometemos a ousadia – ai que os deuses não perdoam os atos de insolência! – de, lembrados da tradição dos ateliês dos artistas parisienses, colocar a Aula de Pintura da UTL nas Águas Furtadas, conscientes embora do peso que já marcava o corpo e as pernas das pessoas inscritas nessa Aula. Daí também que nos invada acariciador júbilo em contemplar esta exposição e, ao mesmo tempo, sintamos ou pressintamos a ansiosa e tensa solicitude dos autores em perscrutar a reação dos visitantes. Quem não gosta que vejam e apreciem o seu trabalho? Daí que agradeça a todos os que colaboraram e trabalharam nesta singela abertura da Exposição ANAI – Associação Nacional de Apoio ao Idoso 2013, quantos, dentro e fora da ANAI, contribuíram e deram o seu esforço e saber para a pôr em prática: professores, autores dos quadros e das peças de cerâmica, quantos meticulosamente recuperaram as peças expostas nas vitrinas; funcionários, que vivem sempre com carinho e alegria estas iniciativas. E não podemos deixar de expressar a nossa gratidão, de forma muito especial, à Senhora Vice-Presidente da Câmara Municipal e Vereadora da Cultura, Prof. Doutora Maria José Azevedo Santos – e na sua pessoa faço-o também ao Município e à sua Casa da Cultura que nos vem proporcionando o espaço para a exposição, com a cedência da Sala Ferrer Correia. E assim criadores ou executores, patrocinadores, apoiantes e visitantes procuram, uns não estagnar, aprender sempre ao longo da vida, manter o espírito ativo, em busca e fixação de cores e formas, traços e volumes, ano a ano; outros possibilitar meios e oportunidades para que tal não aconteça. Daí o carinho que, sempre e todos os anos, pomos nesta exposição... E a gratidão que a todos não deixamos e queremos manifestar. ANAI | ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE APOIO AO IDOSO 1 de Outubro de 2013 Numero 12 BOLETIM DA ANAI Nesta edição: Editorial 1 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Croché Social OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Viagem ao Porto 2 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Viagem às Caldas da Rainha 3 Contactos OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Campanha “papel por Alimentos” Agenda 4 Página 2 BOLETIM DA ANAI Pela 3ª vez a CMC proporcionou a várias instituições de Coimbra um passeio convívio... No dia 19 de setembro, fomos até à cidade do Porto passando por Santa Maria Adelaide (Capela e Museu). Seguimos depois até Miramar, para visitar a Capela do Sr. da Pedra, que foi erguida sobre um rochedo junto ao mar em 1686. Acredita-se que a origem do culto na Capela do Senhor da Pedra possa ter origem em um antigo culto pagão, de carácter naturalista, dos povos pré-cristãos, cujas divindades eram veneradas em plena natureza, tendo posteriormente sido convertido ao Cristianismo. A romaria, é uma das mais tradicionais tanto de Vila Nova de Gaia como da freguesia de Gulpilhares, realiza-se anualmente nas praias do Senhor da Pedra, no domingo da Santíssima Trindade, e prolonga-se até à terça-feira seguinte. Seguimos para o “Monte da Virgem” para em picnic, deglutirmos o que levámos para o almoço. Havia de tudo “ou quase”…! Depois do almoço e de um pequeno acidente com uma das participantes que caiu, felizmente nada de muito grave…, seguimos em direção à Foz, onde demos um pequeno passeio panorâmico em direção ao forte de São Francisco Xavier, vulgarmente chamado de “Castelo do Queijo”. Não se sabe ao certo quando é que começou a ser erigido, havendo as datas de 1651 e 1662 a ele associadas. Foi D. João IV que ordenou a sua construção, em 1643. O Forte tem a denominação popular de Castelo do Queijo, porque assenta numa pedra enorme de forma arredondada (em forma de queijo), local sagrado para os Celtas, que aí realizavam o seu culto. A existência do Forte ou Castelo do Queijo nunca foi pacífica., justificando-se a sua construção inicialmente pelo facto de a Armada da Galiza constituir uma ameaça. Depois de uma breve visita regressámos a Coimbra. Ai, que saudade!... Arménio Teixeira OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: CROCHÉ SOCIAL CROCHÉ SOCIAL Este foi o desafio lançado pela autarquia às associações de apoio social da sua área de influência: fazer croché e expô-lo ao ar livre algures na cidade. Confesso que não nos entusiasmou muito e ofereci mesmo alguma resistência ao apelo da equipa, mas … há sempre um mas e, após alguma reflexão, decidimos meter mãos e agulhas à obra. Discutimos o tema e o local onde expor a obra que na nossa imaginação começava já a tecer-se: a obra chamar-se-ia “As Teias da Vida” e seria colocada num cotovelo da Rua Direita, local sombrio a pedir embelezamento! Havia agora que reunir matériaprima e mão-de-obra, o que não foi difícil; dos nossos amigos e sócios veio uma quantidade de fios das mais diferentes qualidades e nas mais diversas quantidades, dos nossos voluntários e dos nossos utentes da Oficina do Idoso veio a mão-deobra. E, qual aranhas, com pressa de tecer armadilhas para apanhar as presas, o grupo esmerou-se em disputar com elas a capacidade de ligar fios de lã, seda e algodão como se de fios de vida se tratasse. E, a 4 de Julho de 2013, o nosso cotovelo da Rua Direita amanheceu mais colorido, lembrando a quem por ali passava e erguia a cabeça para observar aquela estranha instalação que é possível estabelecer e reforçar o combate ao isolamento social, promover o bem-estar, estimular competências manuais, fortalecer afetividades entre quem reside, passa ou trabalha em qualquer local por mais inóspito que ele seja, simplesmente fazendo como as aranhas: tecer fios e ligá-los ou simplesmente tecê-los e soltá-los… Outros virão e, à semelhança do vento, uni-los-ão e a teia ganhará forma. Foi o que sucedeu, o grupo teceu e instalou, os passantes admiraram e os residentes e trabalhadores locais preservaram (contra todas as expectativas) e, para nosso orgulho, mãos anónimas acrescentaram os seus crochés aos nossos, sinal de que a mensagem foi recebida: fio a fio se tece a SOLIDARIEDADE. A todos os que nos ajudaram a por de pé o projeto, agradecemos e convidamos a visitarnos; a Oficina do Idoso é um lugar de afetos recebidos e distribuídos em todos os momentos. Normélia OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: VIAGEM AO PORTO Página 3 BOLETIM DA ANAI OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: VIAGEM ÀS CALDAS DA RAINHA A manhã estava fresca mas convidativa, por isso rumámos às Caldas. - Vamos às “Cavacas”… diziam umas. – Eu prefiro os “Beijinhos”… diziam outras. - Estão todos?... Então partamos!... E lá seguimos viagem para as terras de D. Leonor… Chegados, fomos visitar o Museu do Hospital, onde, com simpatia nos guiaram pelo seu interior, enquanto contavam a sua história: - A história do Hospital Termal liga-se à história da povoação. Segundo a lenda, quando em trânsito de Óbidos para a Batalha, em 1484, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua comitiva, passaram por um local onde várias pessoas se banhavam em águas quentes, de cheiro forte. A rainha perguntou-lhes porque o faziam, uma vez que o hábito de tomar banho era incomum à época, responderam-lhe que eram doentes e que aquelas águas possuíam poderes curativos. A rainha quis comprová-lo e, como também tinha uma doença (1) , banhou-se naquelas águas, logrando a cura. Por essa razão, no ano seguinte (1485) mandou erguer no lugar um hospital para todos aqueles que nele se quisessem tratar. (não existe unanimidade entre os autores em relação à natureza do mal: alguns afirmam que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros, problemas de pele, e outros, que tinha apenas uma ferida no braço). Descemos às antigas Pias de água onde se banhavam os doentes, vimos a varanda de inalação… etc. Nos nossos dias O hospital termal continua a desempenhar as funções para as quais foi criado, mas de forma limitada. Após um período em que esteve encerrado para obras, e devido a uma bactéria que ali se instalou, apenas oferece duas modalidades de banhos de imersão (simples ou "bolha de ar", sendo que, neste último, um tapete depositado na banheira cria um efeito semelhante ao de uma jacuzzi) aos pacientes que o procuram para tratamento das doenças reumáticas e músculoesqueléticas e doenças das vias respiratórias. A instituição dispõe de serviços de Hidrologia e Medicina Física e Reabilitação, bem como um serviço de internamento. Acabada a visita, seguimos para a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo… onde esperámos que acabasse a celebração da missa. Mais um pouco de história: A capela do estabelecimento foi consagrada a Nossa Senhora do Pópulo, curiosa invocação que permite mais de uma interpretação; Pópulo significa povo, e era ao povo que a Rainha destinava o hospital. Também é certo, porém, que Santa Maria do Pópulo era a invocação de uma igreja romana muito da predileção do cardeal de Alpedrinha, D. Jorge da Costa, que nela mandou construir o seu túmulo. D. Jorge devia a sua formação aos frades Loios, e protegeu-os muito. Ora, a Rainha D. Leonor manteve sempre relações muito cordiais com o cardeal, e entregou a administração do hospital das Caldas precisamente aos Loios. Depois de tão elucidativa preleção é melhor ir dar ao dente… Fomos deglutir um cozido à portuguesa, tão bem servido, que nenhum defeito se lhe pode apontar, nem à qualidade nem à quantidade… Gostei! De papo cheio… rumámos a outras paragens e fomos visitar o Museu de Cerâmica, mas, primeiro, demos uma vista de olhos prolongada, na Loja da Fábrica de Cerâmica Bordalo Pinheiro. O Museu da Cerâmica localiza-se na Quinta Visconde de Sacavém. Criado oficialmente em 1983, o imóvel onde se encontra instalado foi mandado construir na década de 1890 pelo 2º visconde de Sacavém, José Joaquim Pinto da Silva, colecionador, ceramista e mecenas dos ceramistas caldenses. No recinto da Quinta, funcionou entre 1892 e 1896, o Atelier Cerâmico, dirigido pelo escultor austríaco Josef Füller. O conjunto arquitetónico da Quinta, em estilo romântico revivalista, é constituído por um Palacete tardo-romântico, que abriga a exposição permanente, e por um edifício secundário onde se situam a sala de exposições temporárias, a loja, a olaria e o centro de documentação. As coleções do Museu são representativas de centros cerâmicos nacionais e estrangeiros, destacando-se na produção de Caldas da Rainha o núcleo de peças da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro, um dos conjuntos mais representativos da produção do grande mestre caldense e que documenta a laboração da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1905. Estão também integradas nestas coleções um núcleo de faianças da Fábrica do Rato (1767 - 1779), um núcleo de olaria tradicional, um núcleo de produção local de escultura e miniatura, e cerâmicas dos séculos XIX e XX, compreendendo um vasto conjunto de produções representativas dos principais centros cerâmicos portugueses e estrangeiros. O núcleo de cerâmica contemporânea de autor inclui, entre outros, peças de Artigas, Llorens Gardy, Júlio Pomar e painéis de azulejos e cerâmicas de Manuel Cargaleiro e de Cecília de Sousa. Arménio Teixeira Está a decorrer nos Bancos Alimentares a campanha “Papel Por Alimentos”, através da qual uma empresa de recolha de resíduos recolhe o papel depositado no BA e paga 100 € por cada tonelada de papel recolhido. Com esta verba, são comprados produtos alimentares que, posteriormente serão distribuídos pelas instituições. A Associação Nacional de Apoio ao Idoso aderiu a esta campanha: recolhe e entrega papel no BA, e recebe depois os produtos alimentares, proporcionalmente às quantidades de papel entregue. Até à presente data entregamos 636 Kg. A todos os que têm vindo a contribuir o NOSSO MUITO OBRIGADO! A campanha continua, pelo que vimos, mais uma vez, apelar à sua colaboração entregando o papel (jornais, revistas, folhetos, etc.) nas nossas instalações na Rua Pedro Monteiro, n.º 68 ou na Rua João Cabreira, n.º 18. OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: CAMPANHA “PAPEL POR ALIMENTOS” Www.anai.pt AGENDA OFICINA DO IDOSO Rua João Cabreira, n.º 18 3000-223 COIMBRA Telefone: 239852720 Telemóvel: 969831537 E-mail: anai.ofci@sapo.pt BOLETIM DA ANAI Página 4 Ficha Técnica Edição: Associação Nacional de Apoio ao Idoso Coordenação e Redação: Sónia Vinagre com o apoio de Normélia Dias Design Gráfico: Sónia Vinagre com o apoio de Clara Almeida Santos Supervisão: José Ribeiro Ferreira Impressão: ANAI Faça-nos chegar notícias das atividades em que participou que publicaremos na próxima edição. Data Limite: 1 de dezembro PARA RIR… Num Circo, diz o palhaço rico ao palhaço pobre: “Hoje vamos comer no restaurante regional uma língua de vaca estufada.” Diz o palhaço pobre: “Não, língua de vaca não quero, é uma porcaria, andou na boca da vaca.” Diz o palhaço rico: “Enão o que vamos comer?” Responde o palhaço pobre: “vamos comer uma omelete de ovos caseiros, há na cidade uma casa da especialidade.” Diz o palhaço rico: “Muito bem, tu não queres a língua que andava na boca da vaca, e então os ovos de onde saíram?” UTL Rua Pedro Monteiro, n.º 68 3000-329 COIMBRA Telefones: 239827412 I 239826030 Fax: 239826030 Telemóvel: 969831538 E-mail: anaigeral@sapo.pt “Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice” Platão OUTUBRO 1 a 12: UTL / OFCI | Sessão Solene de abertura das aulas: Exposição (Pintura e Museologia, Conservação e Restauro da UTL; e Pintura e Cerâmica da OFCI) na Casa da Cultura; 3: OFCI | Comemoração do Dia Internacional do Idoso 4: OFCI | Ida ao Circo 9: UTL | Tertúlia AEDO 14: UTL | Sessão solene de abertura das aulas: palestra e jantar, Hotel D. Inês 26: UTL | Viagem a Aljubarrota e Batalha: centro de Interpretação da batalha de Aljubarrota e Mosteiro da Batalha 31: UTL | Cátedra Sousa Fernandes: “Os Crúzios”, pelo Prof. Doutor Saul Gomes NOVEMBRO 11: UTL | Tertúlia AEDO 13: OFCI | Magusto 15: UTL | Viagem a Avanca: Monumentos com interesse, Casa Museu Egas Moniz e Fábrica de chocolate da Nestlé. 18: Assembleia Geral 20: UTL | Encontro com… “O Jornalismo no Séc. XXI” (Conferência), Salão Nobre UTL 28: UTL | Cátedra Sousa Fernandes: “Os Estudos Gerais”, pela Prof.ª Doutora Teresa Veloso 30: UTL | Fundação Calouste Gulbenkian: *Exposições: “Sob o signo de Amadeu –um séc. de arte” e “O brilho das cidades. A rota do azulejo DEZEMBRO 4: UTL | Encontro com… “O Património Cultural Popular” (Conferência), Salão Nobre UTL 11: UTL | Tertúlia AEDO 14: UTL | Viagem ao Porto: Fundação Eng. António de Almeida, Ribeira (almoço), Palácio da Bolsa, Casa da Música: “Oratória de Natal” Bach e Jantar 16: UTL | Festa de Natal com surpresa 17: OFCI | Festa de Natal 19: UTL | Cátedra Sousa Fernandes: “Rua da Sofia e os Colégios Universitários”, pelo Prof. Doutor Rui Lobo
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