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Boletim ANAI - n.º14 .abril 2014

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EDITORIAL Conviva e mantenha cada um a mente ativa A Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI) tenta ano a ano – mais do que uma vez o afirmei já, mas talvez…
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EDITORIAL Conviva e mantenha cada um a mente ativa A Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI) tenta ano a ano – mais do que uma vez o afirmei já, mas talvez não seja descabido sublinhá-lo de novo, em ano em que a Associação comemora o seu XX aniversário – que todos quan- tos deixaram as atividades profissionais, por imposição da idade ou por opção, possam permanecer intelectualmente ati- vos. Sintam sobretudo que continuam úteis. Para tal, tenta assegurar um leque significativo de disciplinas, de pequenos cursos e de oficinas que os possam interessar. Procura afinal oferecer meios para que todos possam pôr em prática a afirmação do grande pensador e orador romano Cícero (106-43 a.C.): «O idoso conserva as suas faculdades, se mantiver vivos os interesses», ou retardar o mais possível que renunciem ao entusiasmo, para não enrugar a alma, como aconse- lha Alber Schweitzer em máxima que temos em epígrafe no Portal. De acordo com o seu estatuto e objetivo de «proporcionar aprendizagens ao longo da vida, contribuindo para o bem-estar do público-alvo, nas esferas cognitiva, sócio-afectiva e emocional, gerando espaços de convívio que promovam a socialização, o saber e a cultura» e consciente da verdade da máxima «Envelheço, aprendendo sempre muita coisa», proposta e seguida por Sólon – um dos Sete Sábios da Grécia antiga e talvez o mais famoso deles –, a ANAI, através da sua Universidade do Tempo Livre, esforça-se por dar às pessoas que a procuram a possibilidade de preencherem o tempo a exercitar e desenvolver o espírito, a man- ter a mente ativa, a usufruir do prazer do convívio. E quase se poderia erigir como lema “Cada um conviva e mantenha a mente ativa”. E este convívio – possibilitado e proporcionado quer nas viagens, quer nas aulas e palestras, quer nas oficinas, quer nos encontros e festas, quer nas visitas ao domicílio – nos enche de orgulho, e também nos satisfaz. Como não sen- tir regozijo com afirmações como estas, feitas aos jornais, quer sejam as assistentes técnicas da ANAI, que diariamente percorrem a cidade para prestarem o Serviço de Apoio Domiciliário – e muitas vezes os únicos passos a quebrar as lon- gas horas de silêncio que pesa no soalho das casas e nos ombros e tempo de quem, isolado, as habita –, a confessarem que «os utentes acabam por ser para nós como pessoas de família», quer sejam as proferidas pelos utentes, como esta de oitenta e dois anos a referir que «a única coisa que tenho é a minha solidão» e a lamentar que a assistente técnica da ANAI não possa «ficar mais tempo», que «só meia hora não é nada, e eu só me sinto bem disposta quando ela cá está» (Diário de Coimbra de 14.8.1997, p. 5). Infelizmente o percurso diário que essas assistentes têm de fazer e as várias pessoas que as esperam e desejam a sua atenção e companhia não permitem possam dedicar tempo mais alon- gado de companhia e conversa. Estamos a chegar à época da Páscoa, tempo de férias, de viagens e de alegria para muitos e o tempo litúrgico mais importante para os Cristãos, porque nele se celebra a Ressurreição de Cristo. E, como refere Paulo, sem a Ressur- reição de Cristo toda a nossa fé seria vã. Muito gostaríamos que, passado tempo de tristeza e sofrimento da Quaresma, que sempre se tem ao longo da vida, cheguemos às alegrias da Páscoa e ao convívio e encontro amigo que também sempre traz. São estes os meus sinceros votos e os da ANAI, bem como os seus procurados objetivos. José Ribeiro Ferreira ANAI | ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE APOIO AO IDOSO 1 de abril de 2014 Numero 14 BOLETIM DA ANAI No dia 21 de fevereiro realizou-se o passeio a Vila Nova de Foz Côa. Tínhamos no itinerário, como atividade principal, uma visita guiada ao Museu Arqueológico da vila bem como a contemplação das lindas amendoeiras em flor. No Museu, entre outras coisas, pudemos apreciar algumas Réplicas de Pinturas Rupestres, muito bem concebidas, e perceber como, quando e de que forma elas foram feitas pelo Homem do Paleolítico. O almoço coroou esta nossa visita, pois foi muito gostoso e bem ser- vido no restaurante do próprio Museu, onde não faltou um delicioso pudim de amêndoas e nozes, frutos tão característicos daquela região. As amendoeiras em flor proliferavam à nossa volta e conferiam à paisagem um colorido misterioso, já com cheirinho a primavera. Um pequeno passeio a pé, já ao final da tarde, deixou-nos ver mais alguns encantos desta vila e apreciar trabalhos típicos e artesanais que se encontravam em exposição. Isabel Ribeiro de Almeida UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: VIAGEM A VILA NOVA DE FOZ CÔA Nesta edição: Editorial UTL | Universidade do Tempo Livre— Viagem a Vila Nova de Foz Coa 1 UTL | Universidade do Tempo Livre— Visita de estudo a Lisboa OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Dia Internacional da Mulher OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia— Workshop de Cozi- nha Italiana OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia - Dia dos Namorados 2 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia—Nós no Museu UTL | Universidade do Tempo Livre— Viagens na Minha Terra 3 UTL | Universidade do Tempo Livre— Viagens na Minha Terra UTL | Universidade do Tempo Livre— Inauguração da Oficina de Encadernação e Restauro de Livros 4 UTL | Universidade do Tempo Livre— Visita à Figueira da Foz UTL | Universidade do Tempo Livre— Dia Mundial da Poesia UTL | Universidade do Tempo Livre— Encontros com... OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Viagem a Vila do Conde 5 Contactos Protocolos / Parceria: Idealmed Agenda 6 Página 2 BOLETIM DA ANAI OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: WORKSHOP DE COZINHA ITALIANA NA OFICINA COM OS TACHOS" Se gosta de descobrir e preparar novos sabores venha à Oficina do Idoso, ao encontro das artes da mestre Marina, uma italiana apaixonada pela gastronomia da sua pátria. Iniciámos em janeiro e com periocidade mensal propomo-nos desenvolver experiências divertidas, modos simples de compartilhar saberes e sabores que terminarão sempre degustados pelo grupo interveniente. São pastas e tortas (que afinal são tartes) bem gostosas, tiramisus de chorar por mais, tudo com garantia de calorias anti-crise .b.! Maria Normélia Dias No Dia dos Namorados, a Oficina do Idoso contou com a presença dos Trovadores do Mon- dego. Foi no dia 14 de Fevereiro, por iniciativa das estagiárias e com a boa vontade dos Tro- vadores, que aconteceu uma serenata surpresa aos utentes da Oficina. Procurando promover o aumento da autoestima e bem-estar social dos idosos, esta ideia veio tornar o dia chuvoso e cinzento, num dia mais alegre e afetuoso e foi possível recordar músi- cas do passado que continuam a ser ouvidas e sentidas no presente. Um bem-haja aos Trovadores do Mondego pela sua disponibilidade, e alegria contagiante. As estagiárias, Ana, Diana e Marta. OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: DIA INTERNACIONAL DA MULHER Por ser sábado o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e a Oficina do Idoso estar encerrada, a comemoração foi adiada para 11 de março. E depois dum almoço convívio, assistimos à representação da peça de teatro, “A Estalajadeira e a Galanteria” levada à cena pela nossa Oficina de Teatro. Foram interpretes as nossas utentes Cristina Lobo e Laura Furtado que interagiram com a gravação da participação grava- da da nossa funcionária Manuela Ramos e Arménio Teixeira, autor, ensaiador e realizador… A peça consta duma conversa entre irmãs, a Cristina e a Laura presentes na casa desta última. A Manuela interagia com elas através do computador, via Skype, método atualmente tão na moda… o tema da conversa era o livro que a Laura andava a ler e que falava entre outras coisas, da MULHER E A GALANTERIA; e que a mesma misturava com a visualização de quatro ensaios da peça de tea- tro; “A ESTALAJADEIRA - de Carlo Goldoni”. (Carlo Goldoni, dramaturgo italiano considerado um dos maiores autores europeus de teatro e um dos escritores italianos mais conhecidos fora da Itália. - Nascimento: 25 de fevereiro de 1707 em Veneza, Itália Falecimento: 6 de fevereiro de 1793 em Paris, França). Depois da representação, foi servido um lanchinho a todos e claro que não puderam faltar as flores, que foram distribuídas a todas as mulheres presentes. Arménio Teixeira OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: DIA DOS NAMORADOS UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: VISITA DE ESTUDO A LISBOA NO ÂMBITO DA DISCIPLINA DE MUSEOLOGIA, CONSERVAÇÃO E RESTAURO No dia 28 de Fevereiro de 2014 deslocámo-nos a Lisboa com o objetivo de caminhar por entre memórias presentes de um qualquer passado que se pretende vivo e resistente, de acordo com as palavras do pro- fessor do curso, Miguel Vieira Duque. Começámos pelo Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros (NARC), um espaço do Millenium BCP onde pudemos observar vestígios de cerca de 2500 anos da história de Lisboa, postos a descoberto por ocasião das obras de remodelação do Banco. Dali seguimos para a modernidade, no Museu do Design e da Moda (MUDE), onde apreciámos mobiliário, objetos utilitários, peças de vestuário, calçado e acessórios que refletem os principais movimentos e tendências do design do século XX. A seguir a uma pausa para almoçar e desfrutar do sol na Praça do Comércio o autocarro levou-nos ao Museu de Arte Antiga onde nos esperavam duas exposições: Vita Christi – Marfins Luso Orientais e Rubens, Brueghel, Lorrain – A Paisagem Nórdica do Museu do Prado. Na primeira, a respetiva Comissária, Maria da Conceição Borges de Sousa contextualizou a expo- sição e as suas peças – imagens em marfim que demonstram a interpenetração cultural da icono- grafia da evangelização portuguesa com os símbolos e mitos das religiões orientais. Na segunda, maravilhámo-nos com os magníficos quadros daqueles pintores e de outros da mesma época, tendo o professor Vieira Duque chamado a atenção para diversos aspetos a ter em conta na sua observa- ção. Durante a viagem, pudemos visualizar ainda alguns excertos do filme “O Moinho e Cruz” em que são transpostas para o cinema algumas cenas do quadro “A Procissão para o Calvário” de Brueghel e fomos “embalados” por uma seleção musical organizada e publicada em CD pelo Museu do Prado. Luisa Tovar Página 3 BOLETIM DA ANAI O Museu Nacional Machado de Castro veio à Oficina do Idoso e, tal como os nossos utentes, os nossos leitores devem estar a interrogar-se como é possível o Museu vir à Oficina. A 7 de Janeiro, a Sr.ª Dr.ª Virgínia Gomes e a Maria Isabel, esta última estagiária do museu, entraram na Oficina do Idoso com o seu “museu portátil”, causando alguma curiosidade e expetativa. A integração do Projeto “NÓS no MusEU” surge da necessidade de promover um envelhecimento ativo e incluir os idosos na comunidade. Esta integração surge do conhecimento prévio do projeto e da necessidade de mostrar aos idosos que o Museu é muito mais do que “ver” apenas “peças”. O Museu é um espaço de muitas histórias, com que se podem identificar e trans- por para a sua vida pessoal, pois dentro de cada um de “Nós” existe um Museu. Após esta visita, fomos convidados a visitar o Museu Nacional Machado de Castro e interagir com as diversas obras de arte. Os utentes tiveram direito a receção, onde partilharam a história e a importância de um objeto pessoal, que representaria um pouco delas próprias, seguida duma visita guiada, onde os utentes tiveram a oportunidade de ver e rever diversas obras de arte e conhecer um pouco mais da sua história e contribuir igualmente com os seus comentários. A visita terminou onde começou: na Oficina do Idoso, onde a técnica Maria Isabel desafiou o grupo para criar um cartão-de-visita que o identificasse e que caraterizasse a visita feita, através de uma simples palavra, um desenho ou assinatura, que fará parte da “Teia dos Nós” que se encontra no Museu. Um sincero obrigado ao Museu Nacional Machado de Castro, nas pessoas da Sr.ª Dra. Vir- gínia Gomes, do Sr. Dr. Carlos e da Maria Isabel, pela disponibilidade e amabilidade com que nos receberam. A estagiária Diana Vieira OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: “NÓS NO MUSEU” Vou nada menos que a Santarém e protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há-de fazer crónica. Partida de Coimbra em direção a Vila Nova da Rainha. Aí, tentámos situar o triste desembarcadoiro, mas não encontrámos qualquer rasto que se pudesse ligar às Viagens na Minha Terra. Logo seguimos para o Vale de Santarém, passando pela Azambuja. Onde a estalagem? E o famoso pinhal? Nada nos falava de aquela antiga selva, temida quase religiosamente como um bosque druídico. Entre o Cartaxo e Santarém imaginando essa charneca que arrancara do escritor a entusiástica declaração eu amo a char- neca, entrámos no Vale de Santarém. Mas nem aí as nossas expectativas se concretizaram. Onde a janela larga e baixa da casa da Menina dos Rouxinóis? Da velha casa, só os escombros e apenas uma fonte com um painel de azulejos representando a Joaninha à janela. Mas tudo isto tinha um ar muito artificial e desajustado. Face à ausência de tudo o que nos fizesse lembrar os locais descritos nas Viagens na Minha Terra, - basta de Vale, que é tarde e rumámos a Santarém. Em Santarém esperava-nos um Guia que nos acompanhou na Visita, segundo um roteiro organizado pelos Serviços de Turismo da Câmara Municipal e do qual constou: - um pequeno percurso em autocarro para contextualização da Obra; - visita, a pé, do Centro Histórico da Cidade, passando pelo Convento de S. Francisco (agora transformado em espaço cultu- ral polivalente que, concretamente nesse dia, apresentava toda a preparação para uma sessão de lançamento de um livro): pela Sé (apreciação do seu exterior, e de um interior muito rico, com decoração bem típica de construções jesuíticas, e repli- cada em vários pontos do mundo, designadamente no Oriente. Nas Portas do Sol, desfrutámos da majestosa vista, admirá- mos o bem conservado torreão quadrado da muralha e visitámos o Centro de Interpretação da Cidade onde foi possível acompanhar de modo interativo o nascimento de Santarém e sua evolução até ao presente. Visitámos ainda a Igreja da Graça, com destaque especial para o túmulo de Pedro Álvares Cabral e de sua mulher, e por fim a Igreja do Santíssimo Milagre, igreja que até meados do Século XIII, data em que se acredita ter acontecido a situação milagrosa, era conhecida como Igreja de Santo Estevão. Além dos monumentos e locais atrás referidos visitámos mais alguns que a Guia gentilmente nos foi mostrando (e de que é exemplo a casa de Frei Luís de Sousa) pelo que, no final, muito lhe agradecemos. Regressámos a Coimbra, e assim terminou a nossa viagem a Santarém. Maria Lucília Mercês de Mello UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: VIAGENS NA MINHA TERRA Página 4 BOLETIM DA ANAI UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: VIAGENS NA MINHA TERRA Representa uma obra única do Romantismo português. Consta de duas partes narrativas distintas. A primeira compõe-se das impressões de viagem feito pelo autor/narrador. A segunda de uma história amorosa e trágica, entre dois primos, Carlos e Joaninha a que se junta Georgina, Francisca e Frei Dinis. Frei Dinis, homem "superior", de "erudição imensa", encarna o Portugal velho em vias de desaparecer; Carlos, que luta a favor dos liberais, é expoente do Portugal novo, e acaba candidato a deputado e barão. Francisca, a avó, com a sua ceguei- ra, indica a imprudência com a qual o liberalismo foi assumido em Portugal. Joaninha, “a menina dos rouxinóis”, simboliza um Portugal ingénuo. De referir o refúgio na morte e na religião, das duas amadas de Carlos: “— Joaninha enlouqueceu e morreu. Georgina é abadessa de um convento em Inglaterra.” A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra. Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente como o tipo perfeito do dândi, ou janota, tornando-se árbitro de elegâncias e príncipe dos salões mundanos. A nossa viagem começou em Vila Nova da Rainha mas não vimos o “desembarcadoiro” que o tempo fez desaparecer. Na passagem pela Azambuja não foi possível visitar a estalagem: “Santo Deus! Que bruxa que está à porta! Que antro lá den- tro! Cai-me a pena da mão” e no café do Cartaxo não nos pudemos sentar “nas duras e ásperas tábuas das esguias ban- quetas mal sarapintadas que ornam o magnífico estabelecimento bordalengo” porque “ a ASAE os mandara encerrar”. Atravessámos a ponte de Asseca para nos dirigirmos ao Vale de Santarém. Aqui chegados, fomos “procurar” a janela da Joaninha, a “menina dos rouxinóis”. Tecidas as devidas considerações, seguimos para Santarém. Descemos frente ao Mercado Municipal, que apresenta um notável conjunto de 55 painéis de azulejos figurativos e 8 decorativos provenientes da Fábrica de Sacavém. A visita continua. Convento de São Francisco. Iniciado cerca de 1242 em estilo gótico mendicante, sofreu várias alterações, com destaque para o Coro Alto mandado construir pelo Rei D. Fernando. Danificado pelo terramoto de 1755, pelas invasões francesas, pela guerra civil de 1832-34 e pela ocupação militar, o convento reabriu as suas portas como Centro Cultural, descaracteri- zado e empobrecido. Foi “seu último guardião o austero frei Dinis”. A Sé, construída nos séculos XVII/XVIII, sobre as ruínas do Paço Real foi entregue aos jesuítas. Apresenta fachada manei- rista seccionada em cinco corpos divididos por pilastras, com andares divididos por janelas e nichos que abrigam as ima- gens dos principais santos da congregação. Torre das Cabaças. Segundo a lenda, foi pedido ao rei D. Manuel que mandasse construir uma Torre de Relógio. O rei acedeu ao pedido e doou uma verba à edilidade para a sua construção, tendo sido designados como “administradores” da obra 8 vereadores. A obra fez-se e o rei ao ver a construção, mostrou-se desagradado com o resultado. Assim, no topo da Torre, mandou colocar 8 cabaças que simbolizam as 8 cabeças ocas dos responsáveis pela edificação… Portas do Sol. Considerado o mais belo miradouro da cidade, situa-se no local da antiga Alcáçova de Santarém. Daqui se entra para a Urbi Scallabis - Centro de Interpretação da Cidade. A sala de exposições dispõe de uma componente multi- média. Pode assim iniciar-se uma "viagem" pela cidade, explorando os referidos equipamentos, seguindo depois caminho para as Ruínas Romanas – onde se encontra uma montra interativa com algumas explicações. À entrada do jardim fica a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, “esse igrejório insignificante de capuchos?”, fundada pelos cavaleiros templários. Pare- des meias com esta Igreja e com o Jardim das Portas do Sol, situa-se a Casa de Passos Manuel, atual Fundação Pedro Passos Canavarro, onde Garrett pernoitou. ”Saltei da cama, fui à janela e dei com o mais belo, … mais ameno quadro em que ainda pus os meus olhos”. Igreja de Nossa Senhora da Graça que é porventura o mais belo exemplar do gótico em Santarém. Garrett apreciou o“ arrendado e elegante frontispício gótico da Graça” . Podem ser observados dois períodos distintos: o gótico mendicante, marcado pela planta e pela simplicidade decorativa do interior e a influência do gótico flamejante do Mosteiro da Batalha, evidente na fachada onde sobressaem o pórtico e a singular rosácea. Conserva no seu interior importantes túmulos, nomea- damente o de Pedro Álvares Cabral que jaz em campa rasa. A joia tumular é, no entanto, o artístico sarcófago de D. Pedro de Meneses (1º governador de Ceuta). Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, que possui um núcleo museológico composto por pintura, escultura, mobiliário, arte decorativa em louça e faiança, vidro, marfim, mármore e metais, bem como importantes exemplares de gravura. Igreja do Milagre, antiga igreja de St.º Estevão, está intimamente relacionada com a lenda do Milagre de Santarém, ocorri- da em meados do século XIII, que consiste na transubstanciação da Hóstia Consagrada. Nas paredes laterais, belos azule- jos dos séculos XVI e XVII além de quatro pinturas representativas do Sagrado Milagre. Na capela-mor, sobre o Altar, encontra-se o Sacrário onde se guarda a relíquia relativa ao Sagrado Milagre, objeto de culto
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