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Boletim ANAI - n.º18 .abril 2015

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EDITORIAL ANAI – 20 anos de missão Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI) comemora 20 anos de atividade, sempre a procurar que os idosos mantenham a mente…
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EDITORIAL ANAI – 20 anos de missão Associação Nacional de Apoio ao Idoso (ANAI) comemora 20 anos de atividade, sempre a procurar que os idosos mantenham a mente ativa e vivam o mais possível no seu meio social e familiar. Encerrou as comemorações com uma exposição no Espaço C do Coimbra Shoping e sessão solene no dia 27 de março. Criada em Junho de 1994 por um grupo de empresários de Coimbra, adquiriu em 1996 o reconhecimento de utilidade pública e o respetivo registo de Instituição Particular de Solidariedade Social sem fins lucrativos. Ao longo destes anos que já leva de existência, foi coligindo um património, sobretudo cultural, moral e social, graças ao esfor- ço das várias direções e seus presidentes, graças à dedicação dos professores, à assiduidade das pessoas inscritas nas diversas turmas, à confiança dos utentes, ao empenho dos funcionários, à doação dos voluntários. A ANAI sente grande satisfação, ao ver as pessoas – abandonadas que foram as atividades profissionais – participar nas aulas e comprovar que a UTL faz parte da sua vida, ver que procuram manter-se ativas, física e mentalmente, por não querer que o espírito se enrugue e definhe – ou pelo menos tudo isso se retarde o mais possível. Grato é verificar a afluência de alunos e associados a animar as instalações, tê-las cheias, vê-las sempre em movimento por quem frequenta as aulas ou participa nas atividades programadas. Consola escutar e reler, por outro lado, as palavras ditas, em agosto de 1997, por uma idosa ao repórter do Diário de Coimbra (14.8.1997, pp. 4-5) que acompanhou as técnicas do Serviço de Apoio Domiciliário: «agora a única coisa que tenho é a minha solidão, é pena que a senhoras da ANAI não possa ficar mais tempo, só meia hora não é nada, e eu só me sinto bem disposta quando elas cá estão». Assim se lamentava D. Efigénia, de oitenta e dois anos. Essas assistentes técnicas que diariamente percorrem a cidade para prestarem esse serviço de apoio domiciliário confessavam a esse repórter o carinho especial que com o tempo as liga às pessoas, aca- bam por ser para elas como pessoas de família. É natural que nem sempre os gestos, intenções, atitudes, palavras e atos agradem a todos, sempre assim foi e continuará a ser. Como humanos que somos, o erro e a falha faz parte da nossa natureza. Intimamente inquieta-me, porém, este arreigado, tão pouco solidário derrotis- mo, e uma ou duas interrogações não deixam de me acicatar: porque somos tão avaros em ver o lado positivo dos outros e só temos olhos para as sombras que os toldam? Por- que neles sublinhamos a cada passo apenas os aspetos negativos e as sombras, deixando no apagamento os pontos luminosos? E, no entanto, um olhar pelo passado da ANAI – e não necessita de grande apro- fundamento – permitirá responder com saldo bem positivo a perguntas várias, de que formulo apenas algumas: Quantos ocuparam e ocupam o tempo a ler e melhor conhecer os escritores portugueses? Quantos começaram a apreciar a arte, portuguesa ou estran- geira, de forma diferente e a vê-la com outros olhos? Quantos aprenderem a usar do pincel e da espátula, do escopro ou cinzel? Quantos comprovaram já que o computador e os caminhos da informática se tornaram menos confusos, labirínticos? Ou, em outro registo, o que dirão os que sentem as horas de solidão preenchidas e valorizadas pelo trabalho em oficinas? Ou que dirão os que têm em casa a visita das senhoras que diariamente percorrem várias ruas e casas de Coimbra? Vinte anos – quase vinte e um – a tratar os idosos como pessoas válidas e men- talmente capazes; vinte anos a lutar contra a ideia de que são um peso para a sociedade; vinte anos a alimentar-lhes o entusiasmo e interesse, como aconselha Albert Schweitzer, para que nunca a alma ganhe rugas, enrugue-se embora a pele. (José Ribeiro Ferreira) ANAI | ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE APOIO AO IDOSO 1 de Abril de 2015 Numero 18 BOLETIM DA ANAI Nesta edição: Editorial 1 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Via- gem a S. Paio de Oleiros 2 UTL | Universidade do Tempo Livre—Papel de Rascunho—Um homem desacautelado UTL | Universidade do Tempo Livre: Dia Mundial da Poesia—As Volucres Rosas 3 UTL | Universidade do Tempo Livre: Visita ao Museu da Farmácia 4 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia: Viagem a Sintra OFC e SADI |Oficina do Idoso / Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário—alterações de serviço 5 Contactos Aconteceu... Agenda 6 Página 2 BOLETIM DA ANAI OFCI /CD: OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: VIAGEM A S. PAIO DE OLEIROS No dia 18 de fevereiro, a Oficina do Idoso viajou até S. Paio de Oleiros para visitar “o maior presépio do mundo em movimento”, mas antes, passou por Avanca, para visitar a Casa Museu Egas Moniz, que apresenta no seu interior um belíssimo conjunto arquitetónico com os seus belos tetos em caixotão com apainelados, aliados ao bom gosto do seu mobiliário de estilo D. José, D. João V, D. Maria, Luís XVI, Império, Holandês e Charão. Exigente colecionador, com bom gosto e perspicácia, Egas Moniz conseguiu ao longo da sua vida adquirir belíssimas peças com que hoje nos podemos deleitar; é o caso de peças de Porcelana da Companhia das Índias, Cantão, Saxe, Sevres, Porcelanas e Faianças anti- gas portuguesas. Na pintura (com obras representativas da pintura portuguesa de Carlos Reis, João Reis, Falcão Trigo- so, Eduarda Lapa, Silva Porto, Henrique Medina, José Malhoa, Abel Salazar, entre outros), gravura, escultura, desenho, vidro (com espécies de vidro e cristais portugueses da fábrica da Vista Alegre e Marinha Grande e cristais de Bacará), na ourivesaria e tapeçaria conseguiu Egas Moniz peças de raridade e beleza, antiguidade e minucia que hoje se encontram na CASA MUSEU EGAS MONIZ e que nos permitem vislumbrar um pouco da sua vida pessoal, como que reencontran- do-nos espiritualmente com o eminente cientista, analisando-o, numa perspetiva um pouco diferente - na sua intimidade. Além da sua Secção Artística, a Casa Museu Egas Moniz possui a sua Secção Científica que nos apresenta os objetos referentes às suas descobertas científicas da Angiografia, até à pragnante exposição gráfica das etapas sucessivas das investigações que conduziram à primeira visualização radiológica das artérias cerebrais do Homem Vivo e da Leucotomia Pré-Frontal, no género de exposição que foi apresentada pelos seus colaboradores de Santa Maria e aquando do con- gresso de Neurocirurgia pelos seus colaboradores do Hospital Júlio de Matos. Em suma, poderíamos definir a Casa Museu Egas Moniz numa frase do seu patrono: "Os Museus por modestos que sejam são centros de educação e regalo espiritual, quisera um em cada cidade, em cada vila e em cada aldeia para que o povo se elevasse na comunhão espiri- tual do Belo". Depois destas visitas fomos degustar o almoço, pois a barriguita já dava sinais de inquietude… O restaurante, serviu uns deliciosos pratos de filetes com salada russa e/ou vitela com batatas assadas, que estavam uma delicia. Visitámos de seguida o Museu de Santa Maria de Lamas e seu esplendoroso acervo. Composto por 16 salas, este espaço que o seu fundador designara como a sua “Domus Áurea arquivos de fragmentos de Arte”, tem na essência des- tas palavras, todo o carácter de um local e de uma personalidade sensibilizados para a História, para a História da Arte e o desenvolvimento teórico e cientifico do ser Humano. Trata-se de facto de um espaço que absorve fragmentos de cultu- ras diversas, de expressões artísticas, culturais, económicas, políticas, religiosas e sociais, que marcam o desenvolvi- mento do homem e da sociedade, do conhecimento e comunicação desde a idade média até à contemporaneidade. Artis- tas, regiões, tipologias entre muitas outras áreas foram captadas pelo olhar atento de Henrique Amorim e colocadas nes- te espaço, a enaltecer claramente o contributo deste espaço para a perceção de grandes momentos da História e Histo- riografia da Arte e das civilizações nacionais e Internacionais. O museu foi fundado por Henrique Alves de Amorim (1902- 1977) na década de 50, que dedicou grande parte da sua vida, ao desenvolvimento de Santa Maria de Lamas, obra pela qual lhe foi atribuída a Comenda de Oficial da Ordem da Instrução Pública em 1953. Desenvolvem-se com grande destaque ao longo do perímetro expositivo deste espaço Museológico as seguintes coleções: Arte Sacra - Esta coleção surge de forma destacada no seio do espólio do MSML, não só pela dimensão, como também pela qualidade e pela variedade tipológica das peças que a incorporam; Pintura - Embora a coleção não apresente uma qualidade erudita, destaca-se pela sua grande variedade temática, atingindo mesmo, por vezes, um declarado carácter popular. Os exemplares de pintura encontram-se normalmente ao nível dos tetos das várias salas ou integrados nas predelas de alguns retábulos; Mobiliário Litúrgico - Con- centrados na mesma sala, encontramos no MSML uma coleção com cerca de 74 oratórios, cujas maquinetas nos dão a conhecer uma grande variedade de formas e de estilos. Completam esta coleção alguns Sacrários. – Medalhística - Assinala momentos da história social, política e artística Nacional e Internacional, persona- gens da História e sociedade política e artística Nacional e Internacional, bem como instituições e associa- ções Nacionais e Internacionais; - Papel-Moeda - Designação técnica para o que o senso comum conhece como Notas e neste caso específico a coleção exposta representa um simbolismo aos principais destinos e proveniências dos grandes fluxos migratórios nacionais entre o final do séc. XIX e primeira metade do séc. XX. Iconografia do Fundador - Coleção de retratos representativos da figura de Henrique Alves Amorim, fun- dador do Museu em idade adulta avançada. Um conjunto de retratos em pose e retratos de trabalho, assina- lando cada um deles o financiamento e ordem de construção de infraestruturas e espaços para a freguesia de Santa Maria de Lamas por parte deste Benemérito. Todos estes retratos são da autoria de um pintor de seu nome António Barbosa, pintor privado de Henrique Amorim, natural de Braga). Escultura de finais do séc. XIX e início do séc. XX - Coleção de estudos executados em gesso, como ensaio de formas e concei- tos, executados por escultores nacionais e um caso internacional entre finais do séc. XIX e início do séc. XX. Ainda coleções referentes a: Etnografia, Ciências Naturais, Elementos ligados à Industria de Transformação da Cortiça Não abalámos para casa sem que, num relance pelo Parque La Sallette em Oliveira de Azeméis, se aproveitasse para lanchar. Arménio Teixeira Página 3 BOLETIM DA ANAI A certa altura do ano, começa o mês de Agosto. A cidade, irritadiça durante onze meses, está agora engolfada pela canícula. Nas ruas, nem vivalma. Ecrãs nos cinemas, coretos nas praças e jardins, agrupados a outros bens que tinham sido motivo de inegável sintonia com a população, pareciam agora sem mercê. Secundino era o único a quem não se podia atribuir este sentimento prescindível dos granjeios da cidade; tão pouco se lhe lograria pedir opinião pela situação que nela todos os anos se vivia. E a razão era simples: apesar de telefonista, a sua comunicabilidade escasseava de tal forma que tudo ia desaguar no mesmo fio minguado de palavras. A população da cidade só via um caminho: encher com- boios, engarrafar estradas e auto-estradas e, quando o mês se partia pelo meio, já todos tinham ido. Todos é uma forma de contar, que Secundino ficava. Nesse dia, saiu. Ruas vazias de carros abriam-se, perdidas no langor; comércios de porta -das descidas, juntas a estores corridos, indicavam a ausência de proprietários. A caminho do tra- balho, Secundino acalentou, como em todos os anos, a esperança de poder usar passeios, atra- vessar praças, parar no meio delas, menosprezar até o vermelho dos semáforos. Saltava aos olhos a falta de qualquer coisa, que não era a fila de carros imobilizados junto aos passeios, os entupimentos na encruzilhada das ruas, o amontoado de pessoas a aguardar o elétrico. O que faltava era mesmo algo de inopinado: o rebentamento de uma conduta a esguichar água em al- tura, as raízes das árvores, que nem toupeiras, a solevar o asfalto como nos desenhos animados, uma invasão de gafanhotos a atravancar o sol como na Bíblia. O delírio de Secundino seguia na busca do insólito que ele não sabia o que era. Passava à beira de um edifício cabisbaixo e maltratado, enjaulado com tábuas de pinho, ali mesmo à saída da rua que dá para a praça da Fonte, quando um raio de sol o cegou: atirou-lhe pedras, insultou-o, soprou-lhe para que se apagasse e, como não conseguisse, virou-se para cima e tentou urinar-lhe. Esquecido da serventia dos passeios, ocupava-se com estas manobras no meio da rua. Um grunhir de pneus amedrontou-o e o radiador cro-mado de um topo de gama estancou colado à sua coxa. O susto fê-lo dar um salto. Estatelar-se. «Finalmente!» gritou um grupo de jovens, rodeando-o; «encontrámo-lo!». Vinham equipados com uma espécie de abas nas orelhas e um género de atavios pouco convencional: «Estou feito, vão encher- -me de porrada… quem me mandou a mim andar pelo meio da rua?», pensou. Viu-se cercado. Um deles, palavroso, atirou por fim para o microfone: «O único habitante que ficou na cidade no feriado de Agosto!» Apontou-lhe o micro: «Desculpe, diga aos nossos telespectadores as impressões que colhe um homem sozinho na cidade» Secundino, entontecido pelo caos que, de repente, se gerou à sua volta (carrinhas, atrelados, máquinas de filmar, lâmpadas de todos os tamanhos, refletores, microfones) ensaiou, por várias vezes, três palavras, não mais, e de todas aquele rapaz recuperava o microfone para si: «Quer então dizer com isso…». E vagueava durante minutos infindos. De repente, o matraquear de um helicóptero poisou na praça por entre uma chuva de folhas. Uma diva saltou dentro de um roupão e, a seu lado, alguém gritou: «Podem agora começar a filmar a fonte, a preparar o mergulho». Era a gravação da última cena da novela que agarrava multidões aos televisores. Mais tarde, num banco da praça, quando a solidão varrida pelo vento voltou a encher as ruas, Secundino cuidou então que nenhum horizonte está verdadeiramente vazio. O sol encontra sempre um pináculo, um outdoor, uma janela, um lago, um jardim, e até um homem desacautelado. Carlos M. Rodrigues UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: PAPEL DE RASCUNHO—UM HOMEM DESACAUTELADO No dia 25 do passado mês de março, realizou-se no Salão Nobre da UTL, um simpático convívio que con- tou com meia centena de participantes entre professores, alunos, sócios e amigos da ANAI, alguns dos quais integram a Tertúlia “Aedo”. Foi um tempo em que a poesia foi lida por todos os presentes que se dispuseram a escolher poemas do livri- nho «Volucres Rosas» compilado pelo nosso Presidente da Direção. Pelo eco que nos chegou... toda a gente viveu aquele momento de magia e de amizade com muito prazer. Pensamos que saímos todos com a alma mais cheia e mais rica porque a vida também se faz destes pedaços de sonho e de comunhão com os outros! UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: DIA MUNDIAL DA POESIA—AS VOLUCRES ROSAS Página 4 BOLETIM DA ANAI O Museu propriedade da Associação Nacional das Farmácias ocupa um palacete localizado em Santa Cata- rina. Dotado de um excelente espólio que nos leva a calcorrear vários espaços através dos tempos onde fer- vilham informações sobre técnicas e utensílios ao serviço da saúde, desde o Neolítico até ao Sec. XXI. O acervo do Museu são cinco mil anos de história da saúde. Iniciados no Neolítico que se faz representar por um pretenso almofariz constituído por duas pedras para triturar as substâncias medicamentosas. Da Antigui- dade Oriental, nomeadamente do Egito, existe uma múmia com vários canopos, onde se recolhiam as vísce- ras com a exceção do coração que seria pesado e julgado no Tribunal de Osíris, segundo a crença religiosa; referência à cosmética que surge na época, a tinta para pintar os olhos, a primeira pasta dentífrica e o uso do sabonete; referência às belas perucas com que se ornamentavam as cabeças egípcias masculinas e femini- nas, sendo a cabeleira um dos fetiches eróticos do homem egípcio. Na Suméria como em muitos povos da antiguidade havia uma ligação intima entre o profano e o religioso onde se inclui o fabrico da cerveja pela Deusa Ninkasi considerada a cervejeira dos Deuses. No mundo dos humanos quem fabricava a cerveja eram as mulheres que também cuidavam da casa e dos filhos. Os Saberes eram transmitidos pelos sacerdotes em folhas de ouro com letra cuneiforme– Passamos pela Grécia e a sua mentalidade inscreve-se na sua ação, assim a máxima “mente sã em corpo são” é tratada com os trabalhos farmacêuticos e exercícios físicos. Con- sideram que o corpo é regido por quatro humores e, a fragilidade de um compromete o desempenho dos outros; a cosmética continua a ser importante, de certo modo ligada a um conceito de saúde. A elegância das esculturas gregas também reflete essa procura. Os medicamentos eram guardados em recipientes que toma- vam a forma do corpo à qual o conteúdo se destinava, uma vez que nem todos os gregos eram letrados. Roma, no seculo II, descobre que há sangue nas veias e não ar, como se pensava e embora as profissões ligadas à saúde não fossem consideradas nobres, o farmacêutico era mais importante que o médico. As lágrimas eram guardadas em lacrimários, porque possuíam qualidades farmacológicas; Também em Roma os frascos tomavam a forma da substância que continham: se a essência era de tâmara, o frasco tomava a representação desse fruto. As Américas fazem-se representar pelos Maias, Aztecas e Incas e o modo como eram enterrados: de cóco- ras como no ventre materno, informação curiosa para a Antropologia…. seria o inicio de uma outra Caminha- da?... Nestes povos ameríndios, o curandeiro ocupava um lugar de relevo, conhecia todos os chás e ervas, execu- tava rituais para evocação dos deuses da floresta na ajuda da cura dos enfermos. Caminhando para Oriente deparamo-nos com o Islão, povos evoluídos onde a farmácia mais antiga surge em Damasco no seculo VIII. As peças de uso farmacológico, além de funcionais, eram verdadeiras obras de arte, merecendo destaque neste museu a faiança do seculo XVII de influência oriental: almofarizes de bronze e marfim, garrafas de remédios secretos, mostradores de botica, matrazes, retortas e farmacopeias, e diversas máquinas para pre- parar medicamentos e balanças para efetuar pesagens minunciosas. Dos Tibetanos foi recolhida uma Carta Anatómica dupla (com frente e costas) representando os chacras. Saliente-se, também, a reconstituição de uma antiga farmácia chinesa oriunda de Macau, do final do século XIX e daquirida pelo museu, evitando o seu desmantelamento e venda como “recuerdos”. E chegamos ao espaço europeu, em plena Idade Média: Encontramos legislação que expressa preocupação em promulgar leis para que os boticários enfrentem as calamidades da época, os mosteiros têm as suas pró- prias boticas, cultivam as suas plantas, prepaparam medicamentos e tratam os enfermos. Da Idade Moderna, seculo XVIII, destaca-se a presença de instrumentos sexuais, como um preservativo em pele de ovelha, que eventualmente pertenceu ao Marquês de Sade, um vibrador feminino para tratamento de casos de histeria; Presente, também, uma farmácia portátil do seculo XVIII, e várias referências à preservação de medicamen- tos e utilização da morfina no tratamento da dor. Referência à Água de Vidago, da Fonte n.º 1, que se vendia nas farmácias. Do seculo XX, existe um aparelho de desinfeção de campanha utilizado na primeira e segundas guerras mundiais. O roteiro termina com a exibição de farmácias portáteis usadas no “Space Shuttle Endeavour”, na missão STS-97, na sua última viagem do milénio. Expõem-se também medicamentos utilizados na Estação Orbital Mir, bem como as tabletes de comida e objetos de higiene, oferecidos pelas entidades Russas ao Museu, e para nosso orgulho é feita referência aos chás preto e verde dos Açores

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