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Boletim ANAI - n.º20 .outubro 2015

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EDITORIAL Encerram-se atividades, não se fecham portas Mais um ano letivo da Universidade de Tempo Livre chega ao termo – ou se aproxima dele. E hoje, pelo menos, como anualmente acontece, celebramos festivamente o seu encerramento, embora as atividades se prolonguem por mais uns dias. E é sempre grande a satisfação de vos ver a utilizar as instalações da ANAI – e neste caso particular da UTL –, ver-vos interessados nas suas atividades, a animar as suas festas e a nelas conviver; sentir que a instituição faz parte das vossas vidas. No fundo é para vós e por vós que ela existe. Esta festa de encerramento de atividades da UTL, prevista para o dia 13 deste mês, esteve para se centrar em Fernando de Bulhões (ou Fernando Martins, segundo outros) que, natural de Lisboa, abandonou as coisas do mundo, foi primeiro frade agostinho, passados poucos anos passou a estudar no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra e, seduzido pela pobreza de S. Francisco, acabou por abraçar o hábito franciscano com o nome de António – Santo António que é celebrado precisamente nesses dia. Programara-se uma palestra sobre o Santo que é reclamado por Lisboa e por Pádua, e não sei se por mais algumas terras, a que se juntaria, durante o jantar uma evocação de Eugénio de Andrade, cuja mor- te ocorreu também no dia 13 do mês de junho, em 2005, portanto perfez agora dez anos. A festa de encerramento mudou de dia, as várias pessoas consultadas para falar sobre Santo António alegaram indisponibilidade e outros compromissos... Ou haviam programado saltar as fogueiras e acompanhar as marchas? Fosse por que fosse, deu em resultado ter de avançar para primeiro plano a evocação de Eugénio de Andrade, com feitura de breve antologia, algumas notas sobre o autor e sua passagem por Coimbra e leitura de poemas pela Tertú- lia Aedo. Para que todavia não fique delido de todo o programa inicial sobre Santo António, permitam que vos leia o bem conhecido “Passeio de Santo António”, de Augusto Gil, publicado em Luar de janeiro. No que respeita ao domínio letivo, tivemos cerca de 220 alunos a frequentarem 32 disciplinas de línguas (várias), de história da arte; de conversas sobre filosofia e sobre as principais religiões; de música erudita e seus compositores; de literatura portuguesa; de pintura, de conservação e restauro; de informática; de História de Portugal; e tantas outras coisas e saberes, mais práticos uns e mais teóricos outros. No que concerne a outras atividades, que são complemento essencial à parte letiva, gostaria de sublinhar a sessão da Abertura Solene das Aulas e o Jantar de Natal; a Cátedra Sousa Fernandes (nas últimas quintas feiras de cada mês de outubro a junho) que este ano versou sobre o lema “Coimbra e o poder” e abordou pessoas e instituições que exerceram ou lidaram com o poder; continuamos com a rubrica com o título “Encontro com...” que teve sete sessões sobre assuntos variados. Mantivemos os encontros da Tertúlia Aedo, este ano mais espaçados; cele- brámos em 25 de Março, Dia Mundial da Poesia (festejado internacionalmente a 21 de março). E realizamos a comemoração dos 20 Anos da ANAI, cuja sessão de encerra- mento ocorreu em 27 de Março deste ano. A todos os que contribuíram para o bom funcionamento da UTL e para que a ANAI continue a exercer a missão que se propôs, quer a nível social, quer a nível aca- démico, quer a nível cultural – professores, alunos, voluntários, funcionários, membros da Direção, Autarquia – o meu profundo reconhecimento. A todos os presentes expresso a nossa gratidão. A ANAI é vossa... E é-o também, por inerência, a UTL da ANAI, com um leque significativo de disciplinas e cursos... Anualmente abre-os e mantém-nos em funciona- mento, porque entende e pretende que as pessoas devem e podem continuar intelec- tualmente ativas, a sentirem-se úteis. Procura afinal que o fluir dos anos seja visto como uma dignidade e que se não comprove o dito de Chateaubriand: «Outrora, a velhice era uma dignidade; hoje, ela é um peso». ANAI | ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE APOIO AO IDOSO 1 de Outubro de 2015 Numero 20 BOLETIM DA ANAI Nesta edição: Editorial 1 UTL | Universidade do Tempo Livre—Papel de Rascunho 2 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Viagem a Lisboa UTL | Universidade do Tempo Livre— Homenagem a um ami- go—Manuel Lapa 3 Contactos OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia — Crochet Social Agenda 4 Página 2 BOLETIM DA ANAI UTL| UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: PAPEL DE RASCUNHO Dias de Outono Está assente. Este ano não espero, vou eu ao encontro do Outono. Sigo a estrada que julgo ser-lhe a habitual e, assim que o vir ao longe, sento-me e aguardo que ele logo, logo, chegará, decidiu Secundino. Acordou esmorecido – e a manhã friorenta, com nuvens pardas e sujas a que se juntou um ventinho perverso, também não ajudou muito. Na véspera, tivera um dia mau, um desses dias em que não apetece a ninguém fazer nada, sequer ter vontade de ir ao quiosque dos jornais a dois passos da casa, puxar do bolso cinco euros em moedas e batê-los sobre o balcão: "Dê-me daí uma raspadinha". A cidade estava abertamente ofensiva. Irrompiam mulheres feias e homens enfadonhos. Ao que parece, telefo- nam-se e combinam todos sair à rua, em caudal, no mesmo dia, ocupar os pontos estratégi- cos, patrulhar as calçadas, encher os transportes, abarrotar as tabernas, cortar toda a esperan- ça e estragar toda a paciência de um pobre homem distraído e de boa vontade, como é o Secundino. Fizeram isso. Vieram de todos os bairros e mal escondiam a sua execrável combi- nação: falavam entre si em voz alta, abraçavam-se nas portas dos elevadores diante da raiva impotente dos seguranças e dos passantes que tinham pressa, conversavam de boca cheia nos restaurantes e sibilavam nos cinemas. E onde estavam as outras pessoas? As mulheres suaves, os amigos estimulantes, as pessoas desconhecidas que, entretanto, praticam o bem, o cavalheiro bem-apessoado de quem nos sentimos irmãos quando os nossos olhos se encontram depois de verem a mesma mulher que passa, tentadora, num jeito polido? Ou aquele vende- dor ambulante e clandestino de cigarros estrangeiros a quem não quisemos comprar nada? Ou o sujeito chegado do inte- rior que numa intimidade súbita nos fala do filho que está a estudar para piloto de aviões? Onde estão as almas boas, as imprevistas mulheres lindas de vestidos simples, os loucos simpáticos, as caras amenas, as vozes estranhas que nos comovem pela sua entoação familiar, a gente humana da cidade? Acredito que foram todos avisados, era dia de se esconderem. Os amigos talvez estejam reunidos numa festa improvisa- da e, quando eu me queixar que ninguém me avisou, dirão: “- Bolas, mas toda a gente sabia, eu acreditei que aparece- rias". Descobrirei então que saí de um lugar cinco minutos antes de um amigo chegar, ou cheguei dez minutos depois, e telefonaram-me quando não estava ninguém em casa, – e assim fiquei recusado, entregue à população hostil a beber, de cara voltada para a parede, o vinho amargo da solidão. À espera do Outono. Carlos M. Rodrigues UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: ENCADERNAÇÃO E RESTAURO DE LIVROS Este é o terceiro ano que funciona na ANAI a oficina de Encadernação e Restauro de Livros. Veio ao encontro das aspirações daqueles que, por amor aos livros e curiosidade por esta arte tão nobre, quiseram, como eu, iniciar-se nos segredos da recuperação e tratamento dos efeitos da passagem do tempo sobre esses objectos tão preciosos que guar- dam a memória, o conhecimento, a evolução, a utopia das eras sociais e que continuam a conviver connosco como ami- gos a quem tantas vezes recorremos. Orientada por um dedicado profissional da encadernação, o Senhor Domingos Girão, esta oficina tem funcionado num ambiente de aprendizagem verdadeiramente produtivo. As três horas passam-se céleres por entre trabalhos de des- montagem das obras, recuperação de folhas sujas, vincadas, carcomidas, esburacadas, de capas danificadas em grande parte (ou ausência delas), de lombadas desfeitas a necessitarem de costura apropriada dos cadernos, de colagens de perícia com materiais específicos, de gravação e douramento artesanais. É um mundo surpreendente e aliciante perceber como se conseguem sanar feridas, e mesmo fracturas expostas, de livros antigos, sujeitos ao des- gaste do manuseio ou à arrumação menos cuidadosa. A este trabalho de técnicas singulares, em que o conhecimento, a minúcia, o rigor, a pre- cisão, a paciência e a dedicação são apanágio de quem o pretende executar, o Senhor Domingos Girão confere uma dignidade de excepção, transmitindo, sem reservas e num clima de franca generosidade, todo o seu saber feito de dons naturais, de longa e comprovada experiência, de exigência e procura da perfeição, sempre motivado pelos desafios que cada livro lhe oferece. E nós acompanhamos os seus ensinamentos, seguimos expectantes as indicações práticas que ele nos dá, aprendendo paulatinamente a copar o livro, a bolear a lombada, a costurar os cadernos, a afinar as guardas, a chanfrar a pele, a colocar os caracteres no componedor, a proceder à gravação e à ornamentação das lombadas... porque a encadernação requer muito conhecimento e prática. As nossas bibliotecas agradecem e nós ficamos mais ricos e felizes, quando colocamos na estante um exemplar a parecer novo e com vitalidade para muitos mais anos. Leocádia Regalo Página 3 BOLETIM DA ANAI OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: VIAGEM A VILA NOVA DA BARQUINHA Mais uma viagem, mais um bom passeio! No passado dia 15 de setembro, lá fomos nós até ao Entroncamento, para visitar o Museu Ferroviário. Uma maravilha! Todos, mesmo todos, gostaram de ver aquelas velhas máquinas, carruagens e afins… É um museu português, apresentando em diversos núcleos, ao público, coleções de locomotivas tanto a vapor, como de outros tipos de tração. Modelos representativos de comboios famosos, a “carruagem real”; a “carruagem presidencial” e carruagens de vários tipos, bem como de equipamentos, utensílios, vestuário, entre outros elementos que ilustram, e nos ajudam a compreende- rem a história ferroviária. Depois, entre vários e cordiais comentários, seguimos viagem até a Vila Nova da Barquinha para, com mais ou menos receio de andar naquele pequeno barco que, sulcando as águas, nos levou até aquela pequena ilha de 310 m de compri- mento por 75 m de largura, no médio curso do rio Tejo, um pouco abaixo da sua confluência com o rio Zêzere, onde está erigido o castelo de Almourol, que constitui um dos exemplos mais representa- tivos da arquitetura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de mistério e romantismo… “Lembram-se da lenda que nos foi contada, lá no alto do afloramento de granito a mais de 18 m acima do nível das águas? * Nos primeiros tempos da Reconquista, D. Ramiro, um cavaleiro cristão, regressava orgulhoso de combates contra os muçulmanos quando encontrou duas mouras, mãe e filha. Trazia a jovem uma bilha de água, que, assustada, deixou cair quando lhe pediu de beber rudemente o cavaleiro. Enfurecido, aca- bava de tirar a vida às duas mulheres quando surgiu um jovem mouro, filho e irmão das vítimas, logo aprisionado. D. Ramiro levou o cativo para o seu caste- lo, onde vivia com a própria esposa e filha, as quais o prisioneiro mouro logo planeou assassinar em represália. Entretanto, se à mãe passou a ministrar um veneno de ação lenta, acabou por se apaixonar pela filha, a quem o pai planeava casar com um cavaleiro de sua fé. Correspondido pela jovem, que entretanto tomara conhecimento dos planos do pai, os apaixonados deixaram o castelo e desapareceram para sempre. Reza a lenda que, nas noites de São João, o casal pode ser visto abraçado no alto da torre de menagem e, a seus pés, implorando perdão, o cruel D. Ramiro*… Que enigmática é a forma da muralha!”… Mas deixemo-nos de romantismos… que a fome já aperta! Vamos lá ao almoço. E que belo manjar; sopa da pedra e carne de porco à alentejana. Que desperdício… tanta, e tão boa comida, só numa refeição! «E depois dizem que isto está mau!...» A chuva quis fazer a sua homenagem aos nossos ilustres companheiros de viagem e assim, humedecidos, eis-nos chegados a Tomar, para visitar o Convento de Cristo, fundado em 1160 pelo Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros Tem- plários, D. Gualdim Pais, e ainda conserva memórias desses monges cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os quais fizeram deste edifício a sua sede. Sob Infante D. Henrique o Navegador, Mestre da ordem desde 1418, foram construídos claustros entre a Charola e a fortaleza dos Templários, mas as maiores modificações verificam-se no reinado de D. João III (1521-1557). Arquitetos como João de Castilho e Diogo de Arruda procuraram exprimir o poder da Ordem construindo a igreja e os claustros com ricos floreados manuelinos que atingiram o máximo esplendor na janela da fachada ocidental. Trata-se de uma construção periurbana, implantada no alto de uma elevação sobranceira à planície onde se estende a cidade. Está circundado pelas muralhas do Castelo de Tomar e pela mata da cerca. Atualmente é um espaço cultu- ral, turístico e ainda devocional. A arquitetura partilha traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e barrocos. Depois de tanta cultura, voltámos para casa satisfeitos! Arménio Teixeira OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: EXPOSIÇÃO DE PINTURA O Museu Municipal / Galeria Almedina acolheu entre 6 de agosto e 13 de setembro em exposição um conjunto de pinturas a óleo executadas na Oficina do Idoso—ANAI, pelo grupo de utentes, que agrupados e orientados pelo Professor Tiago Simões dão azo à imaginação e mestria, trans- formando isolamento e solidão em convívio, escuridão em luz e do nada fazem surgir cores que irradiam harmonia e beleza, que ultrapassaram a sala de aula e encheram as paredes da sala de exposição. Do processo e impacto junto dos visitantes dá-nos conta a opinião dalguns… “Sou estudante brasileiro e estou em Coimbra para um período de Mobilidade Académica. Hoje, eu e minha noiva - que também é estudante da UC - tivemos a felicidade de entrar na expo- sição dos 725 anos da UC e, por conseguinte, visitamos as obras da ANAI. Envio este email porque achamos que devemos elogiar muito o trabalho desses grandes artistas, que expressam na tela aquelas maravilhas que tornaram nosso dia muito mais rechea- do de emoções! Cumprimentos Matheus e Camilla” Maria Normélia Dias Na impossibilidade de cumprir prazos por diversos fato- res, este Boletim sai com um atraso indesejável. Pelo facto, as nossas sinceras desculpas. Aproveitamos para desejar a todos INFORMAÇÃO Www.anai.pt AGENDA OFICINA DO IDOSO Rua João Cabreira, n.º 18 3000-223 COIMBRA Telefone: 239852720 Telemóvel: 969831537 E-mail: anai.ofci@sapo.pt BOLETIM DA ANAI Página 4 Ficha Técnica Edição: Associação Nacional de Apoio ao Idoso Coordenação e Redação: Sónia Vinagre com o apoio de Normélia Dias Design Gráfico: Sónia Vinagre com o apoio de Clara Almeida Santos Supervisão: José Ribeiro Ferreira Impressão: ANAI Faça-nos chegar notícias das ativi- dades em que participou que publi- caremos na próxima edição. Data Limite: 1 de dezembro E-mail: anai.ofci@sapo.pt ou anai- geral@sapo.pt PARA RIR… UTL Rua Pedro Monteiro, n.º 68 3000-329 COIMBRA Telefones: 239827412 I 239826030 Fax: 239826030 Telemóvel: 969831538 E-mail: anaigeral@sapo.pt “Educai as crianças para que não seja preciso punir os adultos” Pitágoras OUTUBRO 12 OFCI | Circo 22: OFCI | Comemoração do Dia Internacional do Idoso: almoço conví- vio e tarde de teatro 26: UTL | Sessão solene de abertura das aulas. 29: UTL | Cátedra Sousa Fernandes: “Museu de Conimbriga”, Doutor Virgí- lio Correia NOVEMBRO 12: OFCI | Magusto 11: UTL | Encontro com… a felicidade e o bem estar na Idade avançada— Sr.ª Professora Doutora Albertina Oli- veira 18: UTL | Encontro com… “Camões Lírico”,- Professor Doutor José Augus- to Bernardes 21: UTL | Visita ao Museu da Marinha, Espetáculo “O Mandarim”, a partir da peça de Eça de Queirós 23: Assembleia Geral 26: UTL | Cátedra Sousa Fernandes: “Museu Machado de Castro: criptopór- tico e vestígios de Aeminium”,, Doutor Pedro carvalho, no Museu Machado de Castro 28: UTL | Visita ao Museu Nacional Ferroviário, Bairro dos Ferroviários e Capela de S. João Batista DEZEMBRO 05: UTL | Festa de natal 09: UTL | Encontro com… “A Pintura Poética e a Poesia Pintada”, com apresentação da Dr.ª Regina Rocha De 11 a 24: OFCI | Exposição de Natal no Metro Mondego 15: OFCI | Festa de Natal 17: UTL | Cátedra Sousa Fernandes: “Museu Machado de Castro— Escultura”, Dr.ª Ana Alcoforado, no Museu machado de Castro 18: UTL | Visita à Alfândega do Por- to: exposição “Guerreiros de Xian”; casa da Música: concerto com jantar O Um jovem advogado abre o seu consultório. Ao fim de três dias sem um único cliente, eis que finalmente um homem entra pela porta. Apressado, o advogado pega no telefone e simula uma conversa:  Ai sim? E o que lhe disseram? Que somos os melhores? Pois, é o costume, sabe como é… Olhe fico contente por termos resolvido o seu caso, ainda para mais tendo em conta que era um caso muito difícil,. Muito bem, com certeza, até breve e obrigada.  E, pousando o telefone, diz ao senhor que tinha entrado: Em que posso ser útil?  Eu sou da companhia de telecomunicações… vim ligar o telefone….
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