Magazine

Boletim ANAI - n.º5 .janeiro 2012

Description
EDITORIAL Alegria, paz, harmonia, ternos afetos para todos—Natal de 2011 O mês de Dezembro, mês do Natal, é dedicado à família. É certo que o Natal, como…
Categories
Published
of 4
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
EDITORIAL Alegria, paz, harmonia, ternos afetos para todos—Natal de 2011 O mês de Dezembro, mês do Natal, é dedicado à família. É certo que o Natal, como hoje o conhecemos, em certa medida nasceu da cristianização da festa pagã que celebrava o Dia Natalício do Sol Invicto – ou, nas palavras latinas, Dies Natalis Solis Invicti –, que os Romanos, muito por influência dos Mitraístas, fixaram no dia 25 de Dezembro, para comemorar a passagem do Solstício de Inverno que marca o início do inverno e, no hemisfério norte, se verifica entre 21 e 22 desse mês. Momento em que o Sol se encontra mais afastado da linha do Equador e a noite atinge a sua extensão máxima, a partir daí e após seis meses de declínio progressivo, o Sol começa a recuperar lentamente o seu vigor, como se todos os anos renascesse – o dia de Natal do Sol que ninguém vence. E foi esse culto ao Sol Invicto e a marcação do dia 25 de dezembro, como seu Dia de Natal, que motivou a adoção de tal dia para data oficial do nascimento temporal de Jesus Cristo que, para os Cristãos, é o verdadeiro Sol Invencível dos homens, o Sol da Justiça. De qualquer modo o Natal, devido a essa cristianização ficou muito associado ao Nascimento de Cristo, ao Menino Jesus e ao presépio, à família de Nazaré. E, como consequência, o mês de dezembro, mês do Natal, decorre muito sob o efeito do nimbo que parece emergir dos olhos sorridentes do Menino Jesus. São muitas as repercussões disso na literatura e na arte. Os poemas sobre o Natal formariam longas e volumosas antologias. Por sua vez, os presépios – com a adoração dos pastores e a chegada dos Reis Magos –, quer em pintura, quer em escultura, quer em peças de cerâmica, dariam exposições com inúmeros exemplares, para não dizer quase incontáveis (e a própria Oficina do Idoso tem muitos presépios expostos que podem ser adquiridos e constituírem simpática prenda). E assim dezembro é mês e época do ano em que, nas mentes, nos corações, nas palavras, pairam sensações e desejos de paz, de concórdia, de harmonia, de compreensão. Época em que a todos nós, mesmo os não crentes, parece envolver-nos os olhos ternos e encantados da Mãe e do Menino numa bênção de paz e de reconciliação. É essa paz e harmonia que para todos vós desejo e faço votos de que em todos se instale e viva. Mês da família, gostaríamos de alargar o espírito familiar de dezembro e de Natal também aos que, dia a dia, connosco convivem e labutam por determinados objectivos e princípios, de modo a englobar, além da família particular e consanguínea de cada um, as empresas ou as instituições ou as escolas em que trabalhamos e temos o dever de fazer progredir e de melhorar. E, no que respeita ao nosso caso particular, a família da ANAI: associados, alunos da UTL, Apoio Domiciliário, utentes do Centro de Dia e frequentadores das aulas e oficinas da Oficina do Idoso. Com esse espírito e tradição em mente, a ANAI organizou o Jantar de Natal, que decorreu no Hotel D. Inês, dia 12: uma festa bonita, cheia de calor humano, alegria, convívio franco, encontro solidário. E tudo terminou com a graça e brejeirice da comédia A Sogra de Terêncio, mas também com o sentir e a humanidade de certas personagens. Foi pena nem todos terem conseguido estar presentes. Sentimos a ausência, porque todos nos fazem falta: é retemperador o convívio humano; gostamos de escutar as vossas palavras, de olhar o vosso rosto, mais alegre, mais sério ou até preocupado; de ter os vossos conselhos, a vossa sensatez. Sei que a ausência se deveu não mais do que a impossibilidade. E por isso me dirijo a toda a família da ANAI, aos presentes e aos que não puderam vir, e vos desejo Felizes Festas de Natal e de Bom Ano, extensivas a todos os vossos familiares. José Ribeiro Ferreira ANAI | ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE APOIO AO IDOSO 1 de Janeiro de 2012 Numero 5 BOLETIM DA ANAI Nesta edição: Editorial 1 UTL | Papel de Rascunho: Tertúlia UTL | Abertura Solene das aulas 2 OFCI | Oficina do Idoso / Centro de Dia: Magusto UTL| História da Arte visitou excelentes exposições UTL| Tertúlia AEDO 3 Contactos Campanha de Angariação de Sócios Ficha Técnica Plano Trimestral de Actividades 4 Página 1 Página 2 A abertura solene das aulas teve inicio com um jantar de confraternização, no dia 19 de Outubro, no Hotel D. Inês, precedido de uma conferência proferida pelo Sr. Cor. Dr. Ferreira da Silva, cujo tema visou ―Mandela – O último herói do sec. XX‖. A seguir ao jantar, actuou o grupo ―Raízes de Coimbra‖, constituído por: Octávio Sérgio, Paulo Alexandre e Alcides Freixo nas guitarras; Rui Pato, Humberto Matias, Armando L Carvalho Homem nas violas e pelos cantores Rui Lucas, Heitor Lopes, Mário Rovira e João França. Como se pode constatar, deste grupo fazem parte – pela sua longa contribuição, pela sua criatividade e pela maestria técnica – alguns dos que são considerados, com justiça inteira, nomes maiores da história da Canção de Coimbra. Tivemos o privilégio de assistir à interpretação de alguns dos temas e géneros musicais marcantes da canção de Coimbra, do popular ao académico – Vira de Coimbra, Fado sobre a velha Alta, Cantar da Emigração (de Rosalia de Castro), etc. – tendo a sua magnifica actuação terminado com a tradicional Balada da Despedida. No dia 20, realizou-se a 2.ª parte da abertura solene das aulas, com o ínicio oficial da Cátedra Sousa Fernandes, na Casa Municipal da Cultura, às 18h, tendo sido conferencista a Professora Doutora Maria Helena Cruz Coelho que se debruçou sobre ―Concelho de Coimbra – marcos da sua génese‖. Maria Helena Carneiro Vitor Lamas UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: PAPEL DE RASCUNHO Carlos M. Rodrigues BOLETIM DA ANAI Tertúlia É sempre às quintas-feiras que as vejo, junto à loja dos telemóveis. São quatro mulheres a navegar no estuário da vida até que a maré do tempo, numa vazante poderosa, as arraste de vez para um horizonte distante donde não há retorno nem se vislumbra terra. Chegam à vez e, ao sentar-se, submetem-se à ergonomia incerta daquelas cadeiras desmaiadas de um amarelo duvidoso. Desenham os braços iguais de uma cruz, cada uma em frente da outra, como se acatassem o momento para iniciar uma partida de cartas que nunca terá desfecho porque jamais será começada. Atentei nelas, pela primeira vez, com um olhar de superfície a caminho da livraria que por hábito, talvez também por vício, nunca por rotina, ali frequento. Vejo-as, a partir de então sempre no mesmo lugar, a fiar a roca das palavras. Falam para o meio onde não é difícil pensar uma mesa redonda com camilha às flores. O rosto de duas não me é totalmente novo, descontados os anos em que o vento lhes comeu o viço, como a traça come os agasalhos de lã. Retirados os óculos a uma, escurecido o cabelo da outra, desengrossadas ambas de algum peso, não rejeito que uma seja filha da Isaura do pote e a outra, neta da mulher do lugar das hortaliças, casada com o sapateiro que era coxo e de quem vivia separada portas adentro. Das outras duas uma deixa-me conhecimento vazio e outra encontro-a por aí a pompear-se, sarapintada de exagero e mau gosto. No tempo recuado em que as vejo muito jovens, a Isaura justificava o epíteto pelo transporte que fazia de água ao domicílio, num tempo em que tê-la canalizada era luxo só ao alcance de alguns. Rua acima, rua abaixo, passo adiantado, um cântaro à cabeça e outro à ilharga, abastecia, a troco de um ajuste, as casas que com ela tinham trato. Em dia certo marcado na folha do destino, afogou--se num mar de sangue, ao cair sobre o flanco onde levava o pote. Valeu-lhe o garrote do ferrador no braço e a toalha branca da mulher do taberneiro, que depressa se tingiu de um vermelho vivo. Idalina é como se chama a sua filha, julgo. A neta do sapateiro ia jurar, responde pelo nome de Isilda. Nasceu já o pai mourejava na Venezuela, onde fez fortuna depois de abrir uma loja de pão. Veio de férias, passados anos, com os dedos e os pulsos inchados de tanto ouro. Logo as mulheres da rua fizeram das dúvidas crença e aferventaram, sem remorsos, o ruído de que deixara lá filhos e mulher por conta, que ninguém ficava rico com a venda de papos-secos e pães-de-forma. Outros negócios haveria a enredar a vida do homem. Verdade ou mentira nunca se soube, mas o certo é que o Idalécio não voltou mais, tão-pouco deu novas de si e a filha do sapateiro ficou para sempre viúva de um morto-vivo. Agora, é difícil saber do que falam as quatro porque são discretas nas conversas, mas não desacertarei muito se disser que vivem a semana aprisionadas dentro do corpo, com o pensamento confinado ao quadrado estreito das suas limitações. Aqui chegadas, são capazes de estar, horas a fio, a tecer a solidão que sentem, os sentimentos de perda que continuam a viver, os medos que as intimidam, as fantasias que se esqueceram de sonhar. Só que não o sabem dizer assim, e por isso, cochicham as vidas que habitam com as «estórias» dos outros, onde inscrevem fragmentos invisíveis de um passado que é o seu. Cedo também eu à melancolia de anos antigos. A rua onde nasci e brinquei, já me esqueceu. Não me conhece mais. Passei lá hoje. Sou eu quem revive os bancos de jardim da minha adolescência, os fins de tarde, a pele das raparigas reflectindo a luz do anoitecer. Entro na livraria. Regresso. Novembro de 2011 UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: Abertura solene das aulas Estavam presentes, todas aqueles que se sentem… a última folha da árvore… Sobre as mesas e em quantidade generosa, o arroz-doce, os bolos e as inevitáveis castanhas. Umas cozidas outras assadas. Enfim, pequenas delícias que uns mais que outros, devoravam com célere avidez… Não há frio, não há cansaço… nem dores ou maleitas que consigam derrotar a gulosice! As conversas amenas foram acompanhadas de trincadelas mais ou menos ruidosas, misturadas com o som do escorrer daquela bebida doce, mas bem mais alcoólica que o vinho… a Jeropiga. E assim, no dia 11 de Novembro, festejámos na Oficina do Idoso, o ―Dia de S. Martinho‖ com um tradicional ―Magusto‖. A celebração do magusto está associada a uma lenda, a qual dizia que um soldado romano, mais tarde conhecido por Martinho de Tours, ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a sua espada; estava um dia chuvoso e diz-se que, neste preciso momento, parou de chover, derivando daí a expressão: "Verão de São Martinho". Embora o magusto, segundo algumas opiniões, seja muito mais antigo que S. Martinho. Arménio Gomes Teixeira UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: História da Arte visitou Excelentes Exposições OFCI | OFICINA DO IDOSO / CENTRO DE DIA: Magusto UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE: Tertúlia AEDO Página 3 BOLETIM DA ANAI A turma de História da Arte da Universidade dos Tempos Livres deslocou-se, no passado dia 12, a Lisboa, para visitar excelentes exposições: A Perspectiva das Coisas. A Natureza Morta na Europa (1840 – 1955), na Fundação Calouste Gulbenkian; Glória do Passado na Tailândia, os 500 anos de Relações Luso-Tailandesas e Deuses da Ásia, no Museu do Oriente. Um excelente dia para quem gosta de arte pois todas as exposições apresentaram um nível elevado, em especial A Natureza Morta na Europa, sendo composta por um conjunto de noventa e três obras, de trinta e sete autores, sendo dedicada à modernidade dos séculos XIX e XX, especialmente com obras realizadas entre 1840 e 1955. Entre os artistas presentes, todos de grande valia, salientamos Picasso, Cézanne, Monet, Manet, Matisse, Léger, Duchamp, Magritte, Van Gogh, Nolde e os pintores portugueses Maria Helena Vieira da Silva, Amadeo de Sousa Cardoso e Eduardo Viana. Esta magnífica mostra deu continuidade à exposição realizada em 2010, também denominada ―Natureza Morta‖. A exposição Deuses da Ásia também estava muito bem organizada e as guias realizaram um bom trabalho na explicação das características dos deuses dos vários países asiáticos. Os 500 Anos de Relações Luso – Tailandesas não foram tratados com a profundidade que esperávamos até porque o Instituto do Oriente foi o principal impulsionador das comemorações e, como tal, poderia ter acontecido um maior desenvolvimento. Excelente a actuação do nosso professor Dr. Pedro Ferrão. Explicações da guia dos Deuses de Ásia Obra de Manet Apolino Teixeira A Tertúlia Aedo, criada pelo Prof. Ribeiro Ferreira e pelo Eng. Manuel Dias da Silva, funciona ligada à ANAI-UTL, com o objectivo de ler poesia e sobre ela falar, reúne-se, na segunda 4ª-feira de cada mês, às 21H00, em princípio, no Recordatório Rainha Santa Isabel / Alfredo Bastos, que fica no edifício da antiga Escola Primária do Rossio de Santa Clara, junto ao Portugal dos Pequenitos. No primeiro encontro, que se realizou em Setembro, foi explicado o porquê da escolha do nome. Aedo era uma figura que, na Grécia Antiga, cantava poemas, que ele próprio compunha. O que conhecemos desta figura é, fundamentalmente, através da Odisseia. Além desta explicação, foi demonstrado, através de poemas, que a poesia é "o antídoto para todos os males do mundo", como dizia Pablo Neruda. Em Outubro, o tema escolhido foi o Outono. Em Novembro, a Tertúlia colaborou com a Câmara, no Magusto realizado na Casa Miguel Torga, homenageando esta figura e dizendo poemas deste, sobre o vinho e as castanhas. Em Dezembro, os poemas que leremos falarão, atendendo à época em que estamos, sobre o Natal. Como a única condição para pertencer à Tertúlia é gostar de poesia e de partilhar este gosto com os outros, convidamos todos os sócios e amigos da ANAI, que saiam de casa e venham juntar-se a nós. Manuel Dias da Silva A ANAI continua a sua campanha de angariação de sócios. Faça-se sócio da ANAI e desfrute da nossa promoção! Até 30 de Abril de 2012, a ANAI (Associação Nacional de Apoio ao Idoso) isenta de pagamento de jóia todas as pessoas que se queiram associar a esta Instituição Particular de Solidariedade Social, a qual dispõe das seguintes valências: - UTL (Universidade do Tempo Livre) - OFCI (Oficina do Idoso e Centro de Dia) - SAD (Serviço de Apoio Domiciliário) - OSI (Observatório Social do Idoso) - BAT (Banco de Ajudas Técnicas) UTL | UNIVERSIDADE DO TEMPO LIVRE CHÁ RIMA COM.....PRIMAVERA Www.anai.pt Fevereiro 4: UTL | ―Na peugada dos Romanos‖, visita a Conimbriga, Rabaçal e Santiago da Guarda 8: UTL | Tertúlia AEDO, no Recordatório da Rainha Santa Isabel—Alfredo Bastos‖ 16: OFCI | Baile de Carnaval na Broadway 17: UTL | Carnaval: Almoço seguido de uma tarde de surpresas 23: UTL | Visita à Casa Museu Bissaya Barreto: Exposição de pintura de Sara Pereira 23: UTL | Cátedra Sousa Fernandes, na Casa da Cultura: ―Rede antiga de galerias subterrâneas de gestão de água na Cidade de Coimbra‖, por Paulo Morgado. AGENDA SEDE Ladeira do Carmo Casa da Cerca de São Bernardo 3000-097 COIMBRA Telefones: 239827412 239826030 Fax: 239826030 OFICINA DO IDOSO Rua João Cabreira, n.º 18 3000-223 COIMBRA Telefone: 239852720 Telemóvel: 969831537 E-mail: anai.ofci@sapo.pt A cultura é o melhor conforto para a velhice. Aristóteles (384-322 a.C.) Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons. Cícero (106-43 a.C.) Faça-nos chegar os seus textos, poemas, reflexões… que publicaremos na próxima edição. Data Limite: 1 de Março Março A definir: UTL | Visita ao Museu Machado de Castro 14: UTL | Tertúlia AEDO, no Recordatório da Rainha Santa Isabel— Alfredo Bastos‖ 21: UTL | Dia Mundial da Poesia, na Livraria Minerva 21: OFCI | Viagem ao Porto 25: UTL | Visita ao Museu do neoRealismo, Museu da Farmácia, em Lisboa e Ópera Mme Butterflay, no Teatro Nacional São Carlos (?) 29: UTL | Cátedra Sousa Fernandes, na Casa da Cultura: ―As pontes de Coimbra‖, por Rui Furtado BOLETIM DA ANAI Página 4 Nota: Esta edição utiliza as duas ortografias em vigor Ficha Técnica Edição: Associação Nacional de Apoio ao Idoso Coordenação e Redação: Sónia Vinagre com o apoio de Normélia Dias Design Gráfico: Sónia Vinagre com o apoio de Clara Almeida Santos Supervisão: José Ribeiro Ferreira Impressão: ANAI CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE SÓCIOS Janeiro 06: OFCI | Almoço de Reis 06: UTL | Tertúlia AEDO lê poemas sobre os Reis Magos, na Casa Miguel Torga (18h) 11: UTL | Tertúlia AEDO, no Recordatório da Rainha Santa Isabel— Alfredo Bastos‖ 24: UTL | Viagem ao Porto: Visita a uma exposição na Casa de Serralves e ao Museu Romântico. Visita às Caves Ferreira 26: UTL | Cátedra Sousa Fernandes, na Casa da Cultura: ―As Histórias que os edifícios guardam‖, por Sónia Filipe 30: UTL | Visita a Santa Clara a Nova
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks
SAVE OUR EARTH

We need your sign to support Project to invent "SMART AND CONTROLLABLE REFLECTIVE BALLOONS" to cover the Sun and Save Our Earth.

More details...

Sign Now!

We are very appreciated for your Prompt Action!

x