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Boletim Ano 16 Curitiba / 2014 / 1º semestre Editorial

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Vida Sem Glúten Glúten proteína presente no trigo, centeio, cevada (malte) e aveia. Doença Celíaca doença autoimune sistêmica crônica consequente à intolerância permanente ao glúten, em pessoas geneticamente
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Vida Sem Glúten Glúten proteína presente no trigo, centeio, cevada (malte) e aveia. Doença Celíaca doença autoimune sistêmica crônica consequente à intolerância permanente ao glúten, em pessoas geneticamente predispostas. Boletim Ano 16 Curitiba / 2014 / 1º semestre Editorial R A Acelpar promove eventos anuais e reuniões mensais nos quais os celíacos, familiares e amigos podem trocar experiências, conhecer as novidades sobre a doença e aprender a culinária sem glúten. Convidamos todos a participar dos eventos e reuniões da Acelpar. Presidente Expediente Juliana Werneck Gomes Tel.: (41) Vice-Presidente Solange Cristina do Nascimento Tel.: (41) ª Secretária R Eventos R DIA DO CELÍACO No dia do celíaco, foi realizado um Café da Manhã no Supermercado Festval. O evento foi um sucesso. Contamos com a parceria da Schär, Tirolez, Beladri, Hatsue e Beer Maniacs. Gostaríamos de agradecer ao Festval pelo espaço e pela ajuda em tudo o que precisamos, às empresas participantes e aos celíacos que prestigiaram o evento. Também foi realizado um Curso de Culinária Sem Glúten, gratuito, com Sandra Maciel, no Mercado Municipal de Curitiba, com o apoio da Schär e da loja e site Dieta e Sabor. Evangeline Magnólia Cami Montardit 2ª Secretária Estela Scholze Tesoureira Solange Cristina do Nascimento Consultora Científica Dra. Lorete Kotze Fale com nossa OUVIDORIA Acesse o site: Curso de Culinária Sem Glúten ou fale com: Maria Salete Milanez (41) Estela Scholze (41) / Vida sem Glúten é uma produção da Acelpar, distribuição gratuita. Acelpar, uma associação filiada à FENACELBRA. Café da Manhã no Supermercado Festval A 3ª Expo Sem Glúten, realizada no mês de outubro de 2013, no Mercado Municipal de Curitiba, contou com a participação de mais de 500 pessoas, que tiveram a oportunidade de frequentar os cursos de culinária, palestras específicas para celíacos, além da exposição e degustação de produtos sem glúten. Com os patrocínios da Unimed Curitiba, Schär, Vila Verde Orgânicos e Beladri, divulgações através de rádio, jornal, internet, ônibus, postos de saúde e pontos de venda, a doença celíaca ganhou destaque no mês de outubro. Expressamos nosso agradecimento ao Mercado Municipal de Curitiba, à Prefeitura Municipal de Curitiba e a Secretaria de Abastecimento pela oportunidade de realização do evento. O sucesso de um evento é o resultado do trabalho em conjunto e da participação de todos. Dra. Lorete Kotze (fundadora da Acelpar) Solange Nascimento (vice-presidente) e Juliana Gomes (presidente) Culinária sem glúten Palestrantes da 3ª expo sem glúten (Dra.Lorete Kotze e Dinadéia Brandalizze) Exposição de produtos sem glúten Agenda As reuniões da ACELPAR ocorrem sempre na primeira terça-feira dos meses de março a junho e de agosto a novembro, quando não existe feriado, às 19h, na Sociedade Paranaense de Pediatria, localizada à Rua Des.Vieira Cavalcanti, 550, Mercês. No mês de dezembro é sempre realizada uma festa de encerramento. Linhas de ônibus até o local: Pç. Tiradentes: Sta Felicidade / Jd Itália / Jd Mercês / Guanabara desce depois da Telepar, em frente ao Posto Esso. A Des. Vieira Cavalcanti é a rua de trás, paralela à Manoel Ribas. Rodoviária / PUC / Centro Cívico e Batel Interbairros I desce na Manoel Ribas, próximo à Telepar. Terminal Campina do Siqueira - Inter II; Estação-tubo / Pç. das Mercês vai pela Manoel Ribas até a Droga Raia, vira à esquerda e a 1ª à direita. Artigos Equilíbrio alimentar na doença Celíaca Quando se obtém um diagnóstico da doença celíaca é comum as pessoas ficarem, no primeiro momento, sem opções e sentirem uma privação alimentar muito grande. Com o passar do tempo, devido à descoberta das opções existentes sem glúten à venda e a curiosidade em experimentar os novos sabores, a maioria dessas pessoas aumenta o consumo de alimentos ricos em carboidratos, especialmente feitos com farinhas sem glúten, açúcar, gordura e alto teor de sódio. Esse consumo de alimentos industrializados sem glúten, na maioria das vezes, torna-se muito maior do que o necessário e novos hábitos alimentares se consolidam apenas pela busca de sabor e pouco tem se avaliado em termos de qualidade nutricional do que se está ingerindo. Isso é muito importante ser revisado, pois a doença celíaca é uma doença que compromete diretamente a absorção de nutrientes, predispondo a diversas carências nutricionais e, se o celíaco não obtiver uma alimentação adequada, poderá desenvolver outras doenças decorrentes da má alimentação. Uma alimentação saudável para o celíaco não basta ser apenas sem glúten nos ingredientes, ela deve oferecer segurança alimentar e ser fabricada e/ou manipulada em ambiente seguro sem risco de contaminação cruzada. A escolha dos alimentos deve suprir a necessidade de todos os nutrientes, individualmente, com qualidade e sem exageros. As refeições devem ser feitas com a distribuição adequada de vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gorduras, para cada pessoa. A ingestão dos carboidratos simples deve ser feita em quantidade moderada e não devem ser consumidos a todo o momento. A base da culinária sem glúten normalmente é através de farinhas brancas e refinadas, como farinha de arroz, féculas de batata, polvilho, farinha de mandioca, entre outras, apresentando um alto índice glicêmico (alimentos capazes de elevar a glicose sanguínea rapidamente) e possuindo um baixo teor de fibras, o que não são os mais recomendados para uma boa alimentação. Para melhorar a qualidade da dieta devemos sempre buscar por alimentos que são naturalmente livres de glúten como frutas, vegetais, carnes, ovos e cereais permitidos ou com farinhas integrais ou que sejam enriquecidos com farinhas de menor índice glicêmico e ricos em fibras, com pouca gordura e sódio e, de preferência, livre de açúcar. Variar a alimentação, fazer escolhas certas, incluir quantidades adequadas de proteínas, que são os alimentos construtores do nosso corpo, além de frutas e vegetais que garantam toda a necessidade de vitaminas e minerais é um dos segredos para ter saúde e evitar outras doenças crônicas associadas com a doença celíaca. Mariane Rovedo Nutricionista - CRN:7536-PR Manifestações neurológicas e psiquiátricas da intolerância ao glúten Nas décadas de 70 e 80 diversos artigos acerca da possível influência de doenças clínicas como causadores de transtornos mentais foram publicados. Na década de 90 e início dos anos 2000 vivenciamos uma tendência ao diagnóstico funcional, com pouca ênfase na busca ativa de sintomas que poderiam sugerir uma etiologia específica para pacientes com queixas psiquiátricas. Talvez tal fenômeno tenha sido mais comum em países do oeste, que são muito influenciados pela literatura americana. Nessa localidade o diagnóstico baseado apenas em fenomenologia foi suportado por diversos anos através dos critérios diagnósticos do DSM. A sociedade psiquiátrica mundial teve um choque quando o National Institute for Mental Health (NIMH) declarou não mais apoiar pesquisas psiquiátricas baseadas em critérios diagnósticos estabelecidos por esse manual. Isso ocorreu semanas antes do lançamento de sua nova versão, o DSM-V. Segundo a entidade, a falta de integração de critérios de exames e outros relativos a novas descobertas da última década foram os fatores responsáveis por tal decisão. Hoje vivenciamos novamente um aumento no número de publicações sobre doenças clínicas como potenciais causadores de transtornos mentais. A Europa produz a maior parte dos artigos no tema. Desordens primariamente gastrointestinais são um exemplo clássico de tal relação. As doenças de Whipple, Lyme, Celíaca e anemia perniciosa (por deficiência nutricional) já foram assunto de diversas publicações como causas de demência com início precoce (abaixo dos 65 anos) ou muito precoce (abaixo dos 35 anos). Desordens relacionadas ao consumo de glúten (alergia, sensibilidade e doença celíaca) vêm ganhando espaço na literatura médica e mídia popular. Sabe-se hoje que não apenas demência mas transtornos de humor, de ansiedade, do pensamento (delírios e alucinações) podem ser originados como consequência do consumo de glúten em indivíduos doentes. Os mecanismos fisiopatológicos pelo qual isso ocorre ainda são motivos de especulação, porém a relação de causa e efeito parece ser irrefutável. Intervenções nutricionais passam a estabelecer um melhor prognóstico mental para aqueles pacientes com essas patologias. Torna-se, portanto, essencial que profissionais da área de saúde mental saibam como identificar tais patologias, evitando o atraso no diagnóstico e, portanto, o estabelecimento de danos cerebrais irreversíveis. Texto de Paulo Grabowski, psiquiatra, Coordenador dos DPMASP (Ambulatório para Investigação de Demência Precoce, Mania e Síndromes Psicóticas) e PEIMP (Programa de Erros Inatos do Metabolismo em Psiquiatria). Ambos fazem parte do programa de residência médica em psiquiatria do Município de São José dos Pinhais. Estudo foca nas manifestações neurológicas e psiquiátricas da intolerância ao glúten A relação da doença celíaca (DC) com complicações neurológicas e psiquiátricas tem sido observada há mais de 40 anos. Pacientes sensíveis ao glúten também têm uma série de complicações neurológicas e psiquiátricas. Os dados sugerem que até 22% dos pacientes com doença celíaca desenvolvem algum tipo de disfunção neurológica ou psiquiátrica, e o incrível número de 57% das pessoas com disfunção neurológica de origem desconhecida testa positivo para anticorpos anti-gliadina (AGA). Uma pesquisa bibliográfica na PubMed revelou 162 artigos originais associando doença celíaca ou sensibilidade ao glúten com distúrbios neurológicos que incluem: convulsões, ataxia (perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários), degeneração cerebelar, neuropatia, esquizofrenia, depressão, enxaqueca, distúrbios de ansiedade, TDAH, autismo, esclerose múltipla, miastenia gravis, miopatia e lesões da substância branca. A complicação neurológica mais reconhecida relacionada com sensibilidade ao glúten é a glúten-ataxia, caracterizada por anticorpos positivos anti-gliadina, mudanças no cerebelo, e os sintomas atáxicos incluindo membros superiores e inferiores, ataxia de marcha, e disartria. Um estudo mostrou que 41% dos 143 pacientes com ataxia esporádica idiopática foi positivo para a AGA, em comparação com apenas 12% do grupo de controle. Além disso, uma melhora significativa dos sintomas atáxicos tem sido demonstrada em ensaios clínicos controlados após a prática de uma dieta sem glúten. Vários estudos têm mostrado que o rastreio de doença celíaca e sensibilidade ao glúten é benéfico em pacientes com ataxias e neuropatias de origem desconhecida. Infelizmente, segundo a grande maioria das evidências nesta área, até a presente data, não se separou doença celíaca (DC) da sensibilidade ao glúten (SG), portanto a verdadeira prevalência dessas complicações neurológicas associadas com cada uma destas entidades é difícil de quantificar. Mais pesquisas são necessárias para separar DC da SG e compreender os mecanismos subjacentes a estas complicações. Ref: Jackson Jet al (2011). Manifestações neurológicas e psiquiátricas da intolerância ao glúten. Este texto foi gentilmente cedido pelo Instituto Dr. Schär, uma plataforma gratuita desenvolvida para compartilhar conhecimento, pesquisas científicas e demais informações sobre a doença celíaca, sensibilidade ao glúten e outras patologias associadas. Modo de fazer: Receitas Pãezinhos Fofinhos, sem glúten e sem leite (Sandra Pereira Da Silva) 3 ovos ¾ de xícara de água 1 colher de chá de CMC (carboxi Metil Celulose) 1 colher de chá de sal (rasa) 1 colher de sopa de açúcar (rasa) 1 colher de chá de fermento biológico seco (para pão) 1 colher de chá de fermento químico (para bolo) Dr. Oetker (faz diferença - ele só age no forno) 1 xícara de farinha de arroz 1 xícara de polvilho azedo ½ xícara de polvilho doce 2 colheres de chá de vinagre de maçã ou arroz 4 colheres de óleo de girassol Bater na batedeira ou na mão (com colher de pau) todos os ingredientes, inclusive o fermento para pão. Depois que a massa estiver lisa, acrescente o fermento químico e misture com a colher, distribua em forminhas de empadinhas. Pode colocar como recheio: linguiça triturada, geleia ou o que preferir. Para a massa crescer melhor, coloque dentro do forno desligado (aqueça-o antes e depois coloque o pão ali para crescer). Deixe crescer uns 20 minutos. Coloque para assar na temperatura mais baixa do forno, depois de 15 minutos, aumente a temperatura, aquela que geralmente usa para assar pão, e deixe terminar de assar por mais uns 30 minutos. Receitas Torta tipo Banoffi (Denise Werneck) 1 pacote de Biscoito Maria Schar 100 g de manteiga sem sal 1 pote de doce de leite 4 bananas caturra cortadas em rodelas 300 g de nata 3 colheres de sopa de açúcar Modo de fazer: Colocar os biscoitos no liquidificador aos poucos e triturar até obter uma farinha. Colocar numa tigela e misturar com a manteiga - fica como uma farofa. Colocar a farofa numa forma de aro removível, e levar ao forno preaquecido a 200º por aproximadamente 10 minutos (o tempo vai depender de cada forno). A massa deve ficar dourada, não deve passar muito, pois fica dura e pode queimar. Retirar do forno e deixar esfriar. Enquanto isso, faça a cobertura, colocando a nata na batedeira, bata até sentir que ela ficou consistente, coloque o açúcar e bata novamente. Montagem: Massa, depois doce de leite, as bananas cortadas em rodela, e por último o creme, levar à geladeira por mais ou menos 3 horas, desenforme e sirva. Pão Básico (Patrícia Barbosa Ferrari) 1/2 xícara de óleo 2 xícaras de leite quente (ou uma de leite e uma de iogurte) 2 colheres de sopa de açúcar 2 colheres de chá de sal 2 ovos 2 colheres de sopa de fermento em pó Modo de fazer: Bater tudo no liquidificador. Acrescentar: 2 xícaras da mistura de farinha* Misturar sabendo que a massa fica mole mesmo. Deixar crescer. Assar em forno a 180º por minutos. Deixar esfriar em superfície vazada, como o escorredor de louças. Dá pra acrescentar cebola, alho, parmesão, ervas finas e o que se desejar. Também dá pra colocar em formas pequenas e rechear com queijo, presunto, calabresa, cebola, palmito etc. Bolo de Chocolate (Patrícia Barbosa Ferrari) 1/2 xícara de óleo 1 xícara de suco de laranja 1 xícara de açúcar 1 xícara de chocolate em pó solúvel Nestlé 2 ovos 2 xícaras de Mistura sem glúten* 1 xícara de água fervendo 1 colher de fermento em pó Modo de Fazer: Misturar tudo, menos os dois últimos ingredientes. Colocar água fervendo e mexer bem. Depois é só acrescentar o fermento e assar em forno 180º por minutos. Este bolo pode ser feito sem ovos. E também é possível variar o sabor, colocando frutas no lugar do chocolate ou outro suco. * Mistura Farinha sem glúten: 1 xícara de farinha de arroz 2 colheres de fécula de mandioca ou polvilho doce 1 colher de CMC (Carboxi Metil Celulose - encontrado em casas de confeiteiro) Apoio:
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