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boletim Casa-Museu Abel Salazar outubro 2017 Universidade do Porto

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boletim Casa-Museu Abel Salazar outubro 2017 Universidade do Porto Liberdade Imprescindível [acção e pensamento] update Ana Allen André Alves Cláudia Lopes Claudia Tavares Filipe Rodrigues Pedro Cachapuz Pedro Mesquita Samuel Silva Susana Soares Pinto 14 out/25 nov LIBERDADE IMPRESCINDÍVEL [acção e pensamento] - update 14 de outubro a 25 de novembro Casa-Museu Abel Salazar Ana Allen, Claudia Tavares, Diana Trindade, Filipe Rodrigues, Flávia Costa, Pedro Cachapuz, Pedro Mesquita, Susana Soares Pinto; e André Alves, Cláudia Rocha, Samuel Silva (artistas convidados) As obras que agora se apresentam são o resultado do trabalho de investigação levado a cabo pelos estudantes do Doutoramento em Artes Plásticas. São fruto de uma negociação contínua determinada pela investigação em nome individual que cada um tem desenvolvido. Visível, desde logo, o campo expandido em que as obras se enquadram: pinturas, desenhos, técnicas de impressão, instalações, som, etc. encontram-se lado a lado numa posição de diálogo voluntário mas absolutamente necessário. Os tempos que correm trazem consigo ameaças várias, sobretudo, ao nível da atuação individual de cada um no seu dia a dia. Se a liberdade se afirma como imprescindível ao quotidiano, então, muito mais importante se torna a constatação, quando aplicada ao processo de investigação artística (chamemos-lhe assim) e que conduz, normalmente, às obras que os artistas produzem. Como no caso desta exposição. Ela é o resultado de uma intensa busca pela liberdade ao nível da ação e do pensamento que se materializa nas obras agora presentes e abertas à discussão. A liberdade como noção imprescindível é, assim, o ponto de contacto entre as investigações várias que aqui se apresentam e a realidade que as contextualiza. Como sempre, caberá a cada um de nós, enquanto espectadores (emancipados, como diria Rancière) refletir livremente sobre aquilo que nos afeta. Fruir e, se quisermos, contemplar como possibilidades em aberto para que a ação e o pensamento, transformados em forma pelos artistas, possam corporizar, também, essa dupla potência numa receção liberta mas imprescindível. Fernando José Pereira Curadoria Diretor de Curso, Doutoramento em Artes Plásticas Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto 2 Ana Allen, pinheiros, tinta metalizada s/tela 2 - André Alves, Double exposure, vídeo, Cláudia Lopes, porquês, instalação 4 - Claudia Tavares, Tranvio, vídeo, 05, áudio, Filipe Rodrigues, Suspenso, acrílico s/tela 6 - Pedro Mesquita, s/titulo, técnica mista s/madeira 7 - Pedro Cachapuz, B.A.C.T., instalação 8 - Samuel Silva, Working at work (on going process), 16 impressões digitais s/papel 9 - Susana Soares Pinto, [im]possibilidades de Nada poder, vídeo, 2, 2 27, 23 28, áudio 10 - Inauguração A Casa-Museu Abel Salazar vista por Luís Portela Lembro-me de em criança nos anos 50 visitar com minha mãe uma sua amiga de escola, que vivia em São Mamede de Infesta, junto à casa onde tinha vivido o Prof. Abel Salazar. Já naquela altura nesta se realizavam alguns atos culturais. A casa e a sua capela impressionavam-me, sobressaindo no meio dos imensos campos onde cheguei a brincar. Depois, durante muitos anos, aquela casa saiu dos meus horizontes, que não a figura de Abel Salazar, que me habituei a admirar como grande português da primeira metade do século passado. Luís Portela Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Presidente não executivo da BIAL A BIAL é associada colectiva da ADMAS desde 2001 Sempre me impressionou o seu enorme talento multidisciplinar, como médico e investigador, professor e pedagogo, artista plástico, pensador e militante pela liberdade. Mas também o ser humano inteligente, sensível, de grande caráter, determinado, culto, rigoroso e inovador. Minha mulher e eu gostamos muito da pintura de Abel Salazar. E, no final dos anos 90, tivemos a oportunidade de adquirir dois óleos, representando em ambos os casos mulheres trabalhadoras, de que muito gostamos, e que continuamos a ter na parede da sala de estar de nossa casa. Fui lendo alguns dos seus escritos, nos quais encontrei coisas muito interessantes e diversas. Em 2002, citei num artigo de opinião que escrevi para o Jornal de Notícias, com o título Ciência Cósmica, um seu bonito pensamento: Esse espectador misterioso assiste do seu trono oculto ao lampejar incessante do fluxo da mentalidade, à corrente ininterrupta das sensações, ideias e julgamentos: porque eu não sou a minha sensação, as minhas ideias e julgamentos, existe como uma diferença no espaço, que me faz desenrolar a meus olhos, como aos olhos do espectador, imóvel nas margens, se desenrola e corre a massa tranquila das águas de um rio. Em 2001, aceitei o desafio dos meus amigos Prof. Nuno Grande e Dr. Artur Santos Silva para inscrever Bial como sócio-coletivo da Associação Divulgadora da Casa-Museu Abel Salazar (ADMAS). Como associados, sigo, normalmente à distância, o rico programa de atividades que a associação organiza. Recentemente, visitei a Casa-Museu. Vale a pena fazê-lo. Ali se encontra o ambiente em que Abel Salazar viveu, trabalhou e criou, com muito mobiliário e objetos do seu quotidiano. Ali se encontra parte da sua obra plástica: desenhos, aguarelas, óleos, gravuras, cobres martelados e esculturas. Ali se encontram trabalhos de investigação científica, artigos publicados, livros e manuscritos. Está de parabéns a ADMAS, que gere a Casa-Museu. Está de parabéns a Fundação Calouste Gulbenkian, que adquiriu a casa, a restaurou e a doou. Está de parabéns a Universidade do Porto, donatária, que a tutela, integrando para a posteridade um dos seus mais ilustres membros, que soube superar as dificuldades que alguns académicos e políticos da época lhe criaram. Estamos de parabéns todos aqueles que admiramos e/ou que queremos conhecer melhor a obra de Abel Salazar, ao podermos visitar a sua casa, 70 anos depois da sua passagem. Conhecer melhor quem escreveu: O centro do universo, a única coisa axiomática e certa, não é o eu penso de Descartes, mas o eu tenho consciência de que penso. 4 4º Encontro da Associação Portuguesa de Casas-Museu Redes Culturais: projeção de futuro Na Casa do Brasil / Casa Pedro Álvares Cabral, em Santarém, realizou-se no passado dia 3 de novembro o 4º Encontro da Associação Portuguesa de Casas-Museu (APCM), sob o tema Redes Culturais: projeção de futuro. A abertura ficou a cargo de António Canavarro, o Presidente da APCM, onde frisou que o tema deste encontro implica a compreensão da realidade museológica na atualidade, ou seja, já que os conhecimentos museológicos clássicos não são suficientes, por outro lado, mostram também como a imaginação nestes museus é fundamental para o chamamento de novos públicos. Como é que as novas tecnologias poderão ser uteis, por exemplo, para recordar o legado dos nossos patronos? Acresce ainda que a APCM, como fórum de discussão e troca de ideias, tem a função de permitir o câmbio de experiências, uma vez que não há valia alguma se cada casa remar para o seu lado! Seguiram-se as seguintes conferências: Ligar pessoas - criar pontes: Desafios das Redes de Museus em Portugal por Pedro Pereira Leite; O projeto Artéria: uma proposta metodológica para o trabalho em rede no campo cultural por Cláudia Pato; Projetos culturais e financiamentos no contexto europeu de 2017 por Cidália Duarte; As minhas Redes. Uma visão pessoal e profissional por Miguel Crespo; O poder das redes informais por Fátima Alçada; Itinerários Culturais: memória histórica e dimensão contemporânea por Maria Marques Calado. Durante o encontro foram também realizadas visitas guiadas à Casa Anselmo Braancamp Freire e à Casa-Museu Passos Canavarro. A APCM é uma associação sem fins lucrativos, constituída em 2012, que pretende favorecer a cooperação entre as diversas casas museu nacionais através da promoção do conhecimento mútuo, da troca de informações e da partilha de experiência adquirida; reunir esforços para assegurar mais visibilidade e representação a nível nacional e internacional das Casas Museu nomeadamente perante a Administração Pública, instâncias da Comunidade Europeia e associações congéneres em todo o mundo. Presentemente fazem parte da APCM as seguintes instituições: Casa Museu Abel Salazar, Casa dos Patudos Museu de Alpiarça, Casa Museu Bissaya Barreto, Casa Museu Eça de Queirós, Casa Museu Egas Moniz, Casa Museu Fernando Namora, Casa Museu João de Deus, Casa Museu Medeiros e Almeida, Casa Museu Passos Canavarro, Casa Museu Guerra Junqueiro, Casa Museu Marta Ortigão Sampaio, Casa-Atelier António Carneiro e Museu Júlio Dinis. 5 Marcel Duchamp: Iconoclaste et Inoxydable é o documentário realizado por Fabrice Maze em 2009, que entre os dias 20 e 22 de setembro foi objeto de três secções cinematográficas em três instituições: Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Museu Nacional de Soares dos Reis e Casa-Museu Abel Salazar, numa iniciativa conjunta com a Escola do Silêncio. Dividido em três partes: , e , e inserido na coleção Phares dirigida por Aube Elléouët Breton - filha de André Breton - e Jacqueline Lamba, este registo biográfico proporcionou um espectro alargado da vida e obra de Marcel Duchamp, incluindo raras imagens de arquivo e intervenções de Arturo Schwarz, Beatrice Wood, Calvin Tomkins, Jackie Matisse Monnier, Jean-Jacques Lebel, Jean-Marie Drot, Michel Sanouillet, Paul Matisse, entre outros. 6 em papel... Newsletter Gulbenkian nº 191 outubro 2017 Neste número, conheça as novas exposições do Museu Gulbenkian: Do Outro Lado do Espelho, Ana Hatherly e o Barroco, e ainda Marie José Burki. Às vezes sombra, às vezes luz. Também em destaque este mês estão as novas Bolsas Gulbenkian Mais, e o programa do Encontro Mulheres nas Artes Percursos de Desobediência, entre outras notícias. A Página da Educação nº 209 A Página da Educação é uma revista trimestral, publicada pela Profedições Lda., especializada em educação, ensino, sociedade e culturas. Fédération nationale de maisons d écrivans Bulletin d informations nº 37 outubro os nossos sócios coletivos Colóquio Letras nº 196 setembro 2017 Se houve poetas que marcaram, logo a partir dos seus primeiros livros, a renovação da poesia portuguesa desde finais dos anos 50, eles foram António Ramos Rosa (O Grito Claro, 1958, e Viagem através duma Nebulosa, 1960) e Herberto Helder (O Amor em Visita, 1958 e A Colher na Boca, 1961). A força destas obras evidenciou-se em toda a década de 60, e nas seguintes, em que tanto Ramos Rosa como Herberto prosseguiram um trabalho de publicação de poesia e ensaio, o primeiro, e poesia e ficção, o segundo, com livros que os tornaram dois nomes centrais da literatura do século XX e da contemporaneidade. Norte Médico nº 72 julho / setembro 2017 Em destaque nesta edição: Editorial do Prof. Dr. António Araújo; Ciclo de Conferências «O Norte da Saúde»; Reunião Geral de Médicos; O Papel dos Centros de Responsabilidade Integrados no SNS. Casa-Museu Abel Salazar R. Dr. Abel Salazar, S. Mamede de Infesta telf A CMAS é tutelada pela Universidade do Porto e gerida com o apoio da Associação Divulgadora da Casa-Museu Abel Salazar, instituição considerada de Utilidade Pública desde 1996
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