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  BOLETIM DO LEITE Uma publicação do CEPEA - ESALQ/USPAno 23 nº 269 | Outubro - 2017Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP OUTUBRO 2017  2 BOLETIM DO LEITE | OUTUBRO DE 2017 - ANO 23 - Nº 269 CEPEA - CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA - ESALQ/USP O preço do leite entregue em agosto e recebido pelo produtor em setembro registrou a quarta queda consecutiva no campo, com recuo de 7 centavos/litro (ou de 6,16%) frente a agosto, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. O preço líquido, que não considera frete ou impostos, fechou a R$ 1,0843/litro na “média Brasil”, que inclui os estados de BA, GO, MG, SP, PR, SC, RS. Na comparação com setembro do ano passado, a diminuição é de 48 centavos/litro, ou de 30,7% (dados de󿬂acionados pelo IPCA de setembro/17). As sucessivas baixas no valor do leite se justi󿬁cam pela fraca demanda e pelo aumento da captação.O consumo de lácteos segue enfraquecido na ponta 󿬁nal da cadeia, em função do menor poder de compra do consumidor brasileiro. Dessa forma, os preços dos derivados têm diminuído signi󿬁cativamente, em uma tentativa de manter o 󿬂uxo de negociações. O valor do leite UHT, por exemplo, lácteo mais consumido no País, registrou queda de 7,8% em termos reais, entre agosto e setembro, no mercado atacadista do estado de São Paulo (IPCA de setembro/17). Mesmo assim, agentes de indústrias e atacados consultados pelo Cepea continuam reportando aumento de estoques, fator que pressiona as cotações no campo. A formação de estoques também esteve atrelada a maior captação de leite. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), de julho para agosto, a captação das indústrias se elevou 4,9% na “média Brasil”. Todos os estados, com exceção da Bahia, registraram altas no índice, mas o destaque foi para os estados do Sul do País. Em Santa Catarina, o aumento foi de 11,7%, no Rio Grande do Sul, de 6,8%, e no Paraná, de 4,7%. Segundo agentes, a maior oferta no Sul reduziu os preços também no Sudeste, região que é destino de parte da produção sulista por concentrar o maior mercado consumidor do Brasil. No comparativo entre a média de janeiro a agosto de 2016 com a do mesmo período deste ano, o ICAP-L na “média Brasil” registou alta de 14,9%. O atual cenário tem preocupado o setor. O consumo de lácteos só tem sido estimulado com preços baixos nas gôndolas. A queda na ponta 󿬁nal da cadeia, entretanto, não parece ocorrer na mesma intensidade que nos elos anteriores. Varejo e atacado pressionam a indústria para redução nos preços dos derivados e aumento do prazo de pagamento, uma vez que os estoques têm aumentado. As indústrias, por sua vez, têm que lidar com um difícil equilíbrio entre receber de seus clientes, manejar estoques, de󿬁nir estratégias de processamento que garantam vendas e pagar a matéria-prima. Por isso, também consideram reajustar os prazos de pagamento no campo, arriscando perder produtores no médio prazo. Pecuaristas, por 󿬁m, enfrentam o desa󿬁o de manter sua rentabilidade com a receita diminuindo, em um momento decisivo para o planejamento das atividades para o próximo ano: a reforma das pastagens. Somado a isso, a recente valorização do milho, atrelada ao aumento dos embarques do cereal, e o atraso do plantio da próxima safra (em função da falta de chuvas) indicam a possibilidade de continuidade de aumento nos preços do cereal e da ração. Assim, alguns produtores planejam aumentar as áreas de silagem para diminuir os custos com alimentação no ano que vem. Porém, essa tomada de decisão pode ser in󿬂uenciada pelo atual panorama. Aumento da captação e demanda fraca derrubam preços pelo 4º mês consecutivo   Equipe Leite:  Natália Salaro Grigol - Pesquisadora do Projeto Leite Equipe de Apoio: Wagner Hiroshi Yanaguizawa, Lucas Henrique Ribeiro, Maximilian Rizzardo, Aline Figueiró dos Santos, Aline Pires e Bianca Ferraz Teixeira Equipe Grãos:  Lucilio Alves - Pesquisador Projeto Grãos Equipe de Apoio:  André Sanches, Débora Kelen Pereira da Silva, Laís Rasera Ferreira, Ketlyn Accorsi, Isabela Rossi, Isabella Garcia e Beatriz Massola EXPEDIENTE Editora Executiva:   Natália Salaro Grigol Pesquisadora do Projeto Leite Jornalista Responsável:  Alessandra da Paz - Mtb: 49.148 Editores Cientí󿬁cos: Prof. Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros e Prof. Sergio De Zen Revisão: Bruna Sampaio - Mtb: 79.466Flávia Gutierrez - Mtb: 53.681Nádia Zanirato - Mtb: 81.086 Impressão:  Grá󿬁ca Riopedrense Editora Contato: (19) 3429-8834 | leicepea@usp.br Endereço para correspondência: Av. Centenário, 1080 | Cep: 13416-000 | Piracicaba/SPO Boletim do Leite pertence ao CEPEA - Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USPA reprodução de conteúdos publicados neste informativo é permitida desde que citados os nomes dos autores, a fonte Boletim do Leite/Cepea e a devida data de publicação.    L   E   I   T   E   A   O   P   R   O   D   U   T   O   R Por Natália S. Grigol  Fonte: Cepea-Esalq/USP Grá󿬁co 2 -  Série de preços médios recebidos pelo produtor - de󿬂acionada pelo IPCAFonte: Cepea-Esalq/USP Grá󿬁co 1 - ICAP-L/Cepea - Índice de Captação de Leite – AGOSTO/17 (Base 100=Junho/2004)                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           3 CEPEA - CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA - ESALQ/USP BOLETIM DO LEITE | OUTUBRO DE 2017 - ANO 23 - Nº 269 L  E  I  T  E  A  O P R  O D  U T   O R  Tabela 1 -  Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em SETEMBRO/17 referentes ao leite entregue em AGOSTO/17 Tabela 2 -  Preços em estados que não estão incluídos na “média Brasil” – RJ, MS, ES e CE Fonte: Cepea-Esalq/USP 1,46651,25041,29451,32581,23531,26551,15941,27781,41451,48831,35341,3237 1,3346 1,08351,19611,05520,89530,96510,93661,05430,99901,15351,17221,12171,1131 1,0042 1,30141,23691,20461,16841,09211,11521,11311,16511,30581,43821,21951,2316 1,1888 1,37771,02981,19901,12801,07691,09871,15291,18441,37081,39281,32231,2770 1,2257 1,00210,99480,96540,70710,81280,77721,04820,91141,11601,08391,09591,0665 0,9072 1,21611,00301,10550,97410,93690,95181,10661,07401,26451,34381,19151,1825 1,0845 -1,65%-3,02%-3,35%-3,60%-11,39%-5,55%-1,40%0,56%-1,83%0,66%-2,05%-1,64% -5,50% -2,02%-5,22%-4,13%-4,79%-12,68%-6,43%-1,40%-3,01%-1,84%0,87%-1,93%-1,39% -6,00% Fonte: Cepea-Esalq/USP 1,34261,28381,31611,25131,25881,24591,32531,26981,21601,30431,29061,46481,41081,43161,36761,36511,38441,28221,64311,18201,39591,27021,28871,30211,27101,48451,4624 1,3371 1,00810,99510,96980,91960,87620,91741,13641,08911,08491,04501,10680,99121,27861,35531,09930,99280,94330,94300,93690,93170,97141,02690,93540,97951,02220,85871,0236 1,0025 1,19321,19301,15921,11691,08271,11091,26411,19521,19781,13221,19901,33411,36631,38771,28351,19611,21481,16501,25421,10451,20801,11631,11941,13241,18211,12841,2411 1,1890 1,23541,19661,22391,15081,13291,14301,29341,17021,07881,18471,19231,34191,20781,36011,25811,22741,28381,14001,51601,11231,27671,14341,17261,17541,14471,36011,3185 1,2275 0,98340,91690,93810,82720,75890,82241,10890,99350,92590,93131,01110,87891,19121,28741,01200,87880,85140,80850,82570,86710,83710,90350,82990,86070,90150,74820,8895 0,9053 1,07201,10521,05801,01610,96081,00831,23361,09721,05991,01651,10281,23101,22391,32191,18851,08271,11701,02551,13581,05171,09980,99491,01261,01341,05781,01191,1021 1,0843 -5,02%-3,54%-5,93%-10,13%-6,85%-9,93%-3,68%-7,47%-7,02%-8,78%-6,60%-5,88%-0,66%-2,71%-4,51%-5,67%-6,96%-3,19%-4,86%-2,05%-4,67%-5,26%-6,21%-4,62%-3,12%-7,10%-4,16% -5,70% dez/jan dez/jan -5,12%-4,67%-6,15%-11,05%-6,49%-10,64%-3,70%-7,95%-7,32%-9,47%-6,88%-8,14%-1,84%-2,85%-5,62%-6,00%-7,64%-3,57%-5,27%1,12%-4,94%-6,01%-6,25%-5,32%-3,40%-7,79%-4,60% -6,16%MÉDIA GERAL  4 BOLETIM DO LEITE | OUTUBRO DE 2017 - ANO 23 - Nº 269 CEPEA - CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA - ESALQ/USP    C   U   S   T   O   S   E   R   E   C   E   I   T   A Apesar de queda no COE, recuo na receita desfavorece produtor Por Maximilian Rizzardo O s custos de produção da pecuária leiteira caíram novamente em setembro, seguindo a tendência de queda registrada desde fevereiro deste ano. Na “média Brasil” (BA, GO, MG, SP, PR, SC, RS), o Custo Operacional Efetivo (COE), que abrange os gastos correntes da propriedade, se reduziu em 0,97% frente a agosto, queda de 4,87% no acumulado de 2017 (até setembro). Isso se deve, sobretudo, à queda nas cotações do grupo de concentrados (composto principalmente por milho e farelo de soja), que chegou a 12,25% no acumulado do ano (Grá󿬁co 1), principal insumo da atividade leiteira, que representa 35,06% do COE em setembro, na “média Brasil”, cenário justi󿬁cado pela safra recorde de milho.A diminuição dos custos de produção, no entanto, não signi󿬁cou aumento das margens, uma vez que a queda na receita do produtor foi maior do que os gastos com a atividade. De agosto para setembro, o preço do leite recebido pelo produtor registrou sua quarta baixa consecutiva, de 6,31%, na “média Brasil” (valores de󿬂acionados pelo IPCA de set/17). No acumulado do ano, a queda foi de 10,63%, mas se considerarmos apenas o período de quedas, de junho a setembro, chega 15,96%. Neste cenário, a relação de troca do litro de leite por saco de 40 kg do concentrado 22% Proteína Bruta aumentou. Em setembro/17 foram necessários 41,41 litros de leite para comprar um saco de 40 kg de composto, alta de 3,46% frente a agosto/17, quando eram necessários 40,03 litros de leite para adquirir um saco de 40 kg do composto.Os preços do concentrado nas casas agropecuárias acompanhadas pelo Cepea ainda não re󿬂etiram os movimentos de alta observados no mercado de milho. Em setembro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho (base Campinas/SP), registrou alta de 10,1%. Desta maneira, o produtor deve 󿬁car em alerta nos próximos meses, pois o preço do concentrado pode subir, devido à seca que atinge grande parte do País – que deve atrasar o plantio do cereal no 󿬁nal do ano – e às previsões da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de redução de 6,1% a 10% na área plantada da primeira safra 2017/2018 frente à atual. Desse modo, muitos produtores de leite consideram aumentar a área de silagem de milho para o próximo ano, visando reduzir os gastos com compra de ração. Grá󿬁co 1.  Variações do Custo Operacional Efetivo (COE), Custo Operacional Total (COT) e Concentrado, na “média Brasil”. Nota: As relações de troca referem-se ao estado de São Paulo. Fonte: Cepea-Esalq/USP e CNA (2016) jul/17ago/17set/17jul/17ago/17set/17jul/17ago/17set/17564,9 litros/tonelada589,3 litros/tonelada588,0 litros/tonelada 845,6 litros/tonelada 882,1 litros/tonelada1083.0 litros/tonelada 9,7 litros/frasco 50 ml 10,2 litros/frasco 50 ml 10,6 litros/frasco 50 ml jul/17ago/17set/17jul/17ago/17set/17 Sal Mineral (130g de Fósforo) jul/17ago/17set/174,6 litros/frasco 10 ml 4,8 litros/frasco 10 ml5,1 litros/frasco 10 ml 63,1 litros/sc 25 kg 65,8 litros/sc 25 kg69,8 litros/sc 25 kg 34,0 litros/litro de herbicida35,5 litros/litro de herbicida38,8 litros/litro de herbicida
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