Magazine

Boletim Cientifico 1a Edicao

Description
Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 1 Delegação de Tete Editorial . O Ensino, a Pesquisa e a Extensão, são três inequívocas actividades inerentes às…
Categories
Published
of 7
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 1 Delegação de Tete Editorial . O Ensino, a Pesquisa e a Extensão, são três inequívocas actividades inerentes às instituições de ensino superior. E a Universidade Pedagógica, solícita às aludidas especificidades, compromete-se, como dívida de honra, em oferecer espaço de excelências científicas articulando uma equilibrada balança de promoção académica. Com efeito a ciência impõe-se como autêntica carga de incalculável grandeza só possível de alavancar com uma coerente força do zelo e entrega na pesquisa. À luz do matemático, físico, engenheiro, inventor, e astrónomo grego Arquimedes de Siracusa (287 a.C. – 212 a.C.) que, três séculos antes da nossa era, disse “Dêem-me um ponto de apoio: levantarei o mundo”, o presente BOLETIM CIENTÍFICO MULAMBE (ou simplesmente Mulambe) pretende ser ponto de apoio informativo, em formato digital e impresso, apropriado a qualquer projecto científico sob a orientação do Departamento de Pesquisa e Extensão, visando versar a dinâmica da comunidade académica em várias Secções: Editorial, Palestras, Mesas Redondas, Comunicações e Jornadas Cientificas, Eventos locais, nacionais e internacionais, Notícias e Reportagens sobre a academia e o desempenho dos Núcleos de Pesquisa na Delegação, exposição de boas práticas promovidas no âmbito da Pesquisa e Extensão Universitárias e da educação para a igualdade de género e do desenvolvimento sustentável do ambiente e da cidadania. Por: João Divala Director: Lourenço Mateus Lindonde / Coordenador: Pedro Júnior / Editor: DPE Abril/Julho-2015 - Edicção nº 1 Ficha Técnic a Director: Lourenço Mateus Lindonde; Editor: (DPE) Departamento de Pesquisa e Extensão; Redacção: André Vilanculo, João Divala, Luís Manhique e Pedro Júnior; Revisão: Narciso Montanha; Design Gráfico: André Vilanculo. Campus Universitário de Cambinde . EN7, telef: +252 2204211/2; +258823074748 telefax: 252 20422, wwwup.ac.mz/delegacaodetete Tete - Moçambique. Embondeiro"Mulambe" Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 1 Delegação de Tete Editorial . O Ensino, a Pesquisa e a Extensão, são três inequívocas actividades inerentes às instituições de ensino superior. E a Universidade Pedagógica, solícita às aludidas especificidades, compromete-se, como dívida de honra, em oferecer espaço de excelências científicas articulando uma equilibrada balança de promoção académica. Com efeito a ciência impõe-se como autêntica carga de incalculável grandeza só possível de alavancar com uma coerente força do zelo e entrega na pesquisa. À luz do matemático, físico, engenheiro, inventor, e astrónomo grego Arquimedes de Siracusa (287 a.C. – 212 a.C.) que, três séculos antes da nossa era, disse “Dêem-me um ponto de apoio: levantarei o mundo”, o presente BOLETIM CIENTÍFICO MULAMBE (ou simplesmente Mulambe) pretende ser ponto de apoio informativo, em formato digital e impresso, apropriado a qualquer projecto científico sob a orientação do Departamento de Pesquisa e Extensão, visando versar a dinâmica da comunidade académica em várias Secções: Editorial, Palestras, Mesas Redondas, Comunicações e Jornadas Cientificas, Eventos locais, nacionais e internacionais, Notícias e Reportagens sobre a academia e o desempenho dos Núcleos de Pesquisa na Delegação, exposição de boas práticas promovidas no âmbito da Pesquisa e Extensão Universitárias e da educação para a igualdade de género e do desenvolvimento sustentável do ambiente e da cidadania. Por: João Divala Director: Lourenço Mateus Lindonde / Coordenador: Pedro Júnior / Editor: DPE Abril/Julho-2015 - Edicção nº 1 Ficha Técnic a Director: Lourenço Mateus Lindonde; Editor: (DPE) Departamento de Pesquisa e Extensão; Redacção: André Vilanculo, João Divala, Luís Manhique e Pedro Júnior; Revisão: Narciso Montanha; Design Gráfico: André Vilanculo. Campus Universitário de Cambinde . EN7, telef: +252 2204211/2; +258823074748 telefax: 252 20422, wwwup.ac.mz/delegacaodetete Tete - Moçambique. Embondeiro"Mulambe" Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 1 Delegação de Tete Editorial . O Ensino, a Pesquisa e a Extensão, são três inequívocas actividades inerentes às instituições de ensino superior. E a Universidade Pedagógica, solícita às aludidas especificidades, compromete-se, como dívida de honra, em oferecer espaço de excelências científicas articulando uma equilibrada balança de promoção académica. Com efeito a ciência impõe-se como autêntica carga de incalculável grandeza só possível de alavancar com uma coerente força do zelo e entrega na pesquisa. À luz do matemático, físico, engenheiro, inventor, e astrónomo grego Arquimedes de Siracusa (287 a.C. – 212 a.C.) que, três séculos antes da nossa era, disse “Dêem-me um ponto de apoio: levantarei o mundo”, o presente BOLETIM CIENTÍFICO MULAMBE (ou simplesmente Mulambe) pretende ser ponto de apoio informativo, em formato digital e impresso, apropriado a qualquer projecto científico sob a orientação do Departamento de Pesquisa e Extensão, visando versar a dinâmica da comunidade académica em várias Secções: Editorial, Palestras, Mesas Redondas, Comunicações e Jornadas Cientificas, Eventos locais, nacionais e internacionais, Notícias e Reportagens sobre a academia e o desempenho dos Núcleos de Pesquisa na Delegação, exposição de boas práticas promovidas no âmbito da Pesquisa e Extensão Universitárias e da educação para a igualdade de género e do desenvolvimento sustentável do ambiente e da cidadania. Por: João Divala Director: Lourenço Mateus Lindonde / Coordenador: Pedro Júnior / Editor: DPE Abril/Julho-2015 - Edicção nº 1 Ficha Técnic a Director: Lourenço Mateus Lindonde; Editor: (DPE) Departamento de Pesquisa e Extensão; Redacção: André Vilanculo, João Divala, Luís Manhique e Pedro Júnior; Revisão: Narciso Montanha; Design Gráfico: André Vilanculo. Campus Universitário de Cambinde . EN7, telef: +252 2204211/2; +258823074748 telefax: 252 20422, wwwup.ac.mz/delegacaodetete Tete - Moçambique. Embondeiro"Mulambe" Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 2 Na sequência da comemoração do 6° aniversario da criação da UP-TETE, no dia 20 de Abril, a nossa Delegação organizou várias actividades dentre as quais uma palestra intitulada "Os valores da cultura tradicional e a modernidade: Desafios do futuro" O professor Manuel Gripa falando dos desafios que os valores da cultura tradicional moçambicana enfrentam na modernidade, explica que os desafios associados à actualidade não são novos, antes pelo contrário, são antigos, como antiga é a própria educação. Cada época traz consigo traços da modernidade e na qualidade de mestre, pedagogo, educador, etc., o professor Gripa sente ser tempo "proibido de lamentar, cruzar braços, assistindo aos alunos a praticarem imoralidades e outros actos impróprios aos princípios Didáctico – Pedagógicos, em nome da MODERNIDADE. Ela pode destruir o nosso tecido sócio - cultural quando nós permitimos, abrimos espaço e, deixamos que isso aconteça. É óbvio que a tarefa atravessa as paredes duma simples Escola. A sociedade, no seu todo, as várias Igrejas hoje espalhadas um pouco por todo o território nacional, a Sociedade Civil, os Políticos, a Juventude, as Organizações Sociais, o Governo, etc..., todos somos chamados a moderar o fenómeno “MODERNIDADE”. Ela existiu, existe, e constitui ainda uma realidade; contudo, cabem às forças vivas da sociedade, em conjunto, moderar, orientar, disciplinar este fenómeno para proveito harmonioso de todos. por: Luís Manhique UP-TETE ORGANIZA PALESTRA E MESA REDONDA NO ÂMBITO DO 6° ANIVERSARIO DA DELEGAÇÃO Professor: Manuel Gripa professor: Manuel Gripa, apresentando a palestra Parte do público presente na palestra Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 2 Na sequência da comemoração do 6° aniversario da criação da UP-TETE, no dia 20 de Abril, a nossa Delegação organizou várias actividades dentre as quais uma palestra intitulada "Os valores da cultura tradicional e a modernidade: Desafios do futuro" O professor Manuel Gripa falando dos desafios que os valores da cultura tradicional moçambicana enfrentam na modernidade, explica que os desafios associados à actualidade não são novos, antes pelo contrário, são antigos, como antiga é a própria educação. Cada época traz consigo traços da modernidade e na qualidade de mestre, pedagogo, educador, etc., o professor Gripa sente ser tempo "proibido de lamentar, cruzar braços, assistindo aos alunos a praticarem imoralidades e outros actos impróprios aos princípios Didáctico – Pedagógicos, em nome da MODERNIDADE. Ela pode destruir o nosso tecido sócio - cultural quando nós permitimos, abrimos espaço e, deixamos que isso aconteça. É óbvio que a tarefa atravessa as paredes duma simples Escola. A sociedade, no seu todo, as várias Igrejas hoje espalhadas um pouco por todo o território nacional, a Sociedade Civil, os Políticos, a Juventude, as Organizações Sociais, o Governo, etc..., todos somos chamados a moderar o fenómeno “MODERNIDADE”. Ela existiu, existe, e constitui ainda uma realidade; contudo, cabem às forças vivas da sociedade, em conjunto, moderar, orientar, disciplinar este fenómeno para proveito harmonioso de todos. por: Luís Manhique UP-TETE ORGANIZA PALESTRA E MESA REDONDA NO ÂMBITO DO 6° ANIVERSARIO DA DELEGAÇÃO Professor: Manuel Gripa professor: Manuel Gripa, apresentando a palestra Parte do público presente na palestra Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 2 Na sequência da comemoração do 6° aniversario da criação da UP-TETE, no dia 20 de Abril, a nossa Delegação organizou várias actividades dentre as quais uma palestra intitulada "Os valores da cultura tradicional e a modernidade: Desafios do futuro" O professor Manuel Gripa falando dos desafios que os valores da cultura tradicional moçambicana enfrentam na modernidade, explica que os desafios associados à actualidade não são novos, antes pelo contrário, são antigos, como antiga é a própria educação. Cada época traz consigo traços da modernidade e na qualidade de mestre, pedagogo, educador, etc., o professor Gripa sente ser tempo "proibido de lamentar, cruzar braços, assistindo aos alunos a praticarem imoralidades e outros actos impróprios aos princípios Didáctico – Pedagógicos, em nome da MODERNIDADE. Ela pode destruir o nosso tecido sócio - cultural quando nós permitimos, abrimos espaço e, deixamos que isso aconteça. É óbvio que a tarefa atravessa as paredes duma simples Escola. A sociedade, no seu todo, as várias Igrejas hoje espalhadas um pouco por todo o território nacional, a Sociedade Civil, os Políticos, a Juventude, as Organizações Sociais, o Governo, etc..., todos somos chamados a moderar o fenómeno “MODERNIDADE”. Ela existiu, existe, e constitui ainda uma realidade; contudo, cabem às forças vivas da sociedade, em conjunto, moderar, orientar, disciplinar este fenómeno para proveito harmonioso de todos. por: Luís Manhique UP-TETE ORGANIZA PALESTRA E MESA REDONDA NO ÂMBITO DO 6° ANIVERSARIO DA DELEGAÇÃO Professor: Manuel Gripa professor: Manuel Gripa, apresentando a palestra Parte do público presente na palestra Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 3 A Dança NYAU foi certificada pela Organização das Nações Unida para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro de 2005, como obra-prima do património oral e intangível da humanidade. Constitui cultura dos habitantes da província de Tete, que exige bastante agilidade por parte do seu dançarino, O NYAU envolve muito secretismo e tabús. É dançado mascarado. É tradicional usarem-se certos símbolos, segundo hábitos e costumes, como símbolos do manequim, que representam matéria-prima para fazer sumo, doces, bebidas alcoólicas e alimentação; e o de cabrito que representa fonte de riqueza na província para além do embondeiro, "Mulambe" termo local, que adoptamos para designar o nosso boletim cientifico. Segundo O professor Manuel Gripa, "NYAU é uma dança exótica praticada por homens da comunidade chewa ou nyanja. Ao ritmo de tambores e coro das mulheres, os dançarinos aparecem com vestes cheias de ornamentos produzidos de tiras de trapos, pedaços de sacos, fibras de árvores, penas de águia ou avestruz, entre outros materiais susceptíveis de produzir adereços típicos. A dança nyau, ou gulewankulu, como é também conhecida, pratica-se num ritmo rápido e estonteante de tambores acompanhados do coro das canções das mulheres. Os dançarinos usam máscaras e, tradicionalmente, se apresentam com o corpo nu besuntado de cinza, lama vermelha ou branca, cores que entre os praticantes, possuem significados tradicionais diferentes em função do contexto em que a dança é feita, se é nos ritos de iniciação, funerais ou entretenimento". NYAU, mais do que um simples conjunto de danças, é um estilo de vida. Estilo de vida que foi criado para desenvolver um grupo coeso de pessoas, disciplinadas e cooperativas entre si. Há muito segredos e muitas coisas ocultas ao grupo, graças à sua discrição e pouco acesso à pessoas de fora, a sua cultura e costumes. As máscaras representam animais ou sátiras de humanos, usadas também como uma forma de crítica social. Os gritos soam como os animais que representam, que podem ser os mais diversos e as danças também, além de muitas vezes utilizar gestos obscenos ou de crítica ao homem branco, os colonizadores. Um membro do NYAU, começa desde pequeno a ser educado para tal. A iniciação e grande parte de seu desenvolvimento começam no meio da floresta, onde ninguém tem acesso. Os de fora do grupo que tentarem acessar à cultura correm risco de morte. Há muitas histórias de pessoas que foram mortas ou machucadas seriamente por membros do NYAU por tentarem invadir seus encontros, ou tentarem violar seus valores e costumes. por: Pedro Júnior MESA REDONDA COM O PROFESSOR MANUEL GRIPA EM TORNO DA DANÇA NYAU Fotografia de um dançarino NYAU tirada em Moatize, 2010 Debate sobre o NYAU numa mesa redonda com o prof. Manuel Gripa Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 3 A Dança NYAU foi certificada pela Organização das Nações Unida para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro de 2005, como obra-prima do património oral e intangível da humanidade. Constitui cultura dos habitantes da província de Tete, que exige bastante agilidade por parte do seu dançarino, O NYAU envolve muito secretismo e tabús. É dançado mascarado. É tradicional usarem-se certos símbolos, segundo hábitos e costumes, como símbolos do manequim, que representam matéria-prima para fazer sumo, doces, bebidas alcoólicas e alimentação; e o de cabrito que representa fonte de riqueza na província para além do embondeiro, "Mulambe" termo local, que adoptamos para designar o nosso boletim cientifico. Segundo O professor Manuel Gripa, "NYAU é uma dança exótica praticada por homens da comunidade chewa ou nyanja. Ao ritmo de tambores e coro das mulheres, os dançarinos aparecem com vestes cheias de ornamentos produzidos de tiras de trapos, pedaços de sacos, fibras de árvores, penas de águia ou avestruz, entre outros materiais susceptíveis de produzir adereços típicos. A dança nyau, ou gulewankulu, como é também conhecida, pratica-se num ritmo rápido e estonteante de tambores acompanhados do coro das canções das mulheres. Os dançarinos usam máscaras e, tradicionalmente, se apresentam com o corpo nu besuntado de cinza, lama vermelha ou branca, cores que entre os praticantes, possuem significados tradicionais diferentes em função do contexto em que a dança é feita, se é nos ritos de iniciação, funerais ou entretenimento". NYAU, mais do que um simples conjunto de danças, é um estilo de vida. Estilo de vida que foi criado para desenvolver um grupo coeso de pessoas, disciplinadas e cooperativas entre si. Há muito segredos e muitas coisas ocultas ao grupo, graças à sua discrição e pouco acesso à pessoas de fora, a sua cultura e costumes. As máscaras representam animais ou sátiras de humanos, usadas também como uma forma de crítica social. Os gritos soam como os animais que representam, que podem ser os mais diversos e as danças também, além de muitas vezes utilizar gestos obscenos ou de crítica ao homem branco, os colonizadores. Um membro do NYAU, começa desde pequeno a ser educado para tal. A iniciação e grande parte de seu desenvolvimento começam no meio da floresta, onde ninguém tem acesso. Os de fora do grupo que tentarem acessar à cultura correm risco de morte. Há muitas histórias de pessoas que foram mortas ou machucadas seriamente por membros do NYAU por tentarem invadir seus encontros, ou tentarem violar seus valores e costumes. por: Pedro Júnior MESA REDONDA COM O PROFESSOR MANUEL GRIPA EM TORNO DA DANÇA NYAU Fotografia de um dançarino NYAU tirada em Moatize, 2010 Debate sobre o NYAU numa mesa redonda com o prof. Manuel Gripa Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 3 A Dança NYAU foi certificada pela Organização das Nações Unida para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) em Novembro de 2005, como obra-prima do património oral e intangível da humanidade. Constitui cultura dos habitantes da província de Tete, que exige bastante agilidade por parte do seu dançarino, O NYAU envolve muito secretismo e tabús. É dançado mascarado. É tradicional usarem-se certos símbolos, segundo hábitos e costumes, como símbolos do manequim, que representam matéria-prima para fazer sumo, doces, bebidas alcoólicas e alimentação; e o de cabrito que representa fonte de riqueza na província para além do embondeiro, "Mulambe" termo local, que adoptamos para designar o nosso boletim cientifico. Segundo O professor Manuel Gripa, "NYAU é uma dança exótica praticada por homens da comunidade chewa ou nyanja. Ao ritmo de tambores e coro das mulheres, os dançarinos aparecem com vestes cheias de ornamentos produzidos de tiras de trapos, pedaços de sacos, fibras de árvores, penas de águia ou avestruz, entre outros materiais susceptíveis de produzir adereços típicos. A dança nyau, ou gulewankulu, como é também conhecida, pratica-se num ritmo rápido e estonteante de tambores acompanhados do coro das canções das mulheres. Os dançarinos usam máscaras e, tradicionalmente, se apresentam com o corpo nu besuntado de cinza, lama vermelha ou branca, cores que entre os praticantes, possuem significados tradicionais diferentes em função do contexto em que a dança é feita, se é nos ritos de iniciação, funerais ou entretenimento". NYAU, mais do que um simples conjunto de danças, é um estilo de vida. Estilo de vida que foi criado para desenvolver um grupo coeso de pessoas, disciplinadas e cooperativas entre si. Há muito segredos e muitas coisas ocultas ao grupo, graças à sua discrição e pouco acesso à pessoas de fora, a sua cultura e costumes. As máscaras representam animais ou sátiras de humanos, usadas também como uma forma de crítica social. Os gritos soam como os animais que representam, que podem ser os mais diversos e as danças também, além de muitas vezes utilizar gestos obscenos ou de crítica ao homem branco, os colonizadores. Um membro do NYAU, começa desde pequeno a ser educado para tal. A iniciação e grande parte de seu desenvolvimento começam no meio da floresta, onde ninguém tem acesso. Os de fora do grupo que tentarem acessar à cultura correm risco de morte. Há muitas histórias de pessoas que foram mortas ou machucadas seriamente por membros do NYAU por tentarem invadir seus encontros, ou tentarem violar seus valores e costumes. por: Pedro Júnior MESA REDONDA COM O PROFESSOR MANUEL GRIPA EM TORNO DA DANÇA NYAU Fotografia de um dançarino NYAU tirada em Moatize, 2010 Debate sobre o NYAU numa mesa redonda com o prof. Manuel Gripa Mulambe UPTete | Boletim Cientifico 4 No âmbito das práticas pedagógicas e da pesquisa e extensão a UP - Tete representada pelos cursos de Educação Visual e Ensino Básico, desenvolveu, no dia 06 de Maio uma actividade de Desenho e Pintura com os alunos do CREI (Centro de Recursos de Educação Inclusiva). O objectivo primordial desta actividade foi de desenvolver nos alunos com ou sem necessidades educativas especiais habilidades de
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks