Self Improvement

BOLETIM CLIMÁTICO INVERNO (Início: 20/06/2016 às 19 h e 34 min; Término: 22/09/ h e 21 min)

Description
BOLETIM CLIMÁTICO INVERNO 2016 (Início: 20/06/2016 às 19 h e 34 min; Término: 22/09/ h e 21 min) Tipicamente o inverno no Paraná traz eventos frequentes de geadas e registro de temperaturas negativas
Published
of 7
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
BOLETIM CLIMÁTICO INVERNO 2016 (Início: 20/06/2016 às 19 h e 34 min; Término: 22/09/ h e 21 min) Tipicamente o inverno no Paraná traz eventos frequentes de geadas e registro de temperaturas negativas quando as massas de ar frio, ao se deslocarem pelo sul do País, adquirem uma trajetória continental. Estas massas de ar frio provocam uma estabilidade prolongada o que evidentemente afeta a distribuição das chuvas ao longo dos três meses, ou seja, é o período do ano onde o volume de chuvas é o menor. Resumo das chuvas e de alguns eventos meteorológicos significativos registrados em março-abril e maio MARÇO O mês de março foi marcado pelo ingresso de frentes frias que causaram um aumento significativo das precipitações entre os setores central em direção ao sul do estado. Os temporais foram frequentes. Destaque para uma linha de instabilidade que evoluiu na madrugada do dia 22 pelo oeste paranaense. Este temporal causou estragos em parte dos municípios de Capitão Leônidas Marques e no de Santa Lúcia onde os ventos máximos estimados pelo nosso radar meteorológico de Cascavel superaram os 100 km/h. No dia 23 com a evolução do eixo de uma frente fria pelo noroeste e o norte pioneiro novamente houve registros de temporais sobre Cianorte, São Carlos do Ivaí, Cornélio Procópio, Santa Mariana e em Londrina. Na Fig. 1_a está indicado o volume total das chuvas e na 1_b os desvios em relação à média. Fig.1_a Precipitação acumulada b Desvio em relação à média ABRIL O mês de abril foi de comportamento bastante heterogêneo quanto à distribuição espacial das temperaturas e da precipitação. A primeira quinzena registrou chuvas bastante irregulares e temperaturas elevadas. As frentes frias não avançaram e as precipitações registradas foram produzidas por sistemas convectivos que se organizaram entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul, os quais contribuíram para o aumento dos índices de instabilidade no Paraná. Já no final da segunda quinzena uma frente fria conseguiu evoluir e causar chuvas de forma mais generalizada. No dia 25 uma segunda frente fria antecedeu o primeiro resfriamento efetivo que se estabeleceu no dia 27. No sul e no centro-sul as temperaturas mínimas entre os dias 27 e 28 ficaram abaixo dos 8,0 ºC em média. Na Fig 2_a está indicado o volume total das chuvas e na 2_b o desvio em relação à média. Fig. 2_a Precipitação acumulada b Desvio em relação à média MAIO O início do mês de maio já foi uma amostra de que as temperaturas baixas progrediam sobre o continente de uma maneira diferente dos anos anteriores. Logo na primeira incursão do frio, primeiro dia do mês, as temperaturas mínimas no centrosul ficaram abaixo dos 6,0 ºC. As chuvas foram abundantes, particularmente sobre o setor norte conforme mostram os mapas da Fig. 3_ a e b. A frente fria do dia 15, que avançou sobre o sul do País, causou fortes estragos e causou a morte de uma pessoa em União da Vitória. Após o deslocamento desta frente fria mais uma onda de frio avançou sobre o Paraná. Na madrugada do dia 23 foram registradas geadas fracas no sul. Fig. 3_a Precipitação acumulada b Desvio em relação à média Monitoramento de El Niño Introdução A conexão entre os oceanos e a atmosfera trazem impactos diretos sobre o tempo e o clima em diferentes pontos do planeta. O El Niño Oscilação Sul, ENOS, é a projeção do conjunto El Niño ou La Niña a partir das Temperaturas da Superfície do Mar (TSM) observadas ao longo do Oceano Pacífico equatorial. O ENSO fornece então umidade em determinados setores ao mesmo tempo que diminui a quantidade em outras, ou seja, o que acontece num determinado setor do Oceano Pacífico Equatorial pode afetar o tempo ou clima em diferentes partes do Planeta. El Niño / La Niña O International Research Institute for Climate and Society IRI divulgou as últimas atualizações sobre as várias projeções de modelos numéricos, dinâmicos e estatísticos, para diferentes trimestres. Figuras 4 e 5 e tabela 1. Para a região do niño 3.4, Fig. 4, muitos modelos dinâmicos são favoráveis ao índice ENOS menor ou igual a 0,5 ºC para o inverno contrastando com as simulações/modelos estatísticos que retardam um pouco mais a La Niña para a metade da estação. De uma maneira geral as condições do ENOS no inverno podem começar com 75 % das hipóteses de La Niña. Fig. 4 Áreas de monitoramento do El Niño Durante o início de junho/2016, Fig. 5 e 6, a anomalia de TSM do Pacífico Equatorial passou a levemente negativo, indicando ENSO neutro-negativo. A maioria dos modelos de Previsão ENSO indicam condição de neutralidade em junho, com evolução provável para La Niña (provavelmente de fraca intensidade) para o final de julho ou agosto e que se estenderá até a primavera e o verão. Fig. 5 Diferentes Projeções dos modelos numéricos Fig. 6 Previsões climáticas modelos probabilísticos Estação La Niña Neutralidade El Niño MJJ % 68 % 15 % JJA % 47 % 4 % JAS % 34 % 2 % ASO % 28 % 2 % SON % 26 % 2 % OND % 24 % 2 % NDJ % 22 % 2 % DJF % 23 % 2 % JFM % 25 % 2 % Fonte: CPC/IRI Tab. 1 Porcentagens dos modelos probabilísticos Previsão para o trimestre Junho-julho-agosto de 2016 A previsão climática de consenso entre a maioria dos órgãos operacionais do País, divulgada pelo INPE em indica, para a precipitação, maior probabilidade na categoria da faixa da normal climatológica, porém a segunda maior probabilidade é de chuva na categoria acima da faixa normal, com distribuição de 35 %, 40 % e 25 % para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente, Fig. 7, (fonte: clima1.cptec.inpe.br) Fig 7 Previsão de Probabilidade (%) de consenso No início da estação, mês de junho, o Paraná ainda poderá registrar chuvas ligeiramente acima da média, no entanto, para agosto e setembro o volume de chuvas deverá ficar na faixa média, ou seja, devem diminuir. Quanto às temperaturas as projeções indicam um comportamento normal, diferentemente ao que foram registradas nos últimos anos no Paraná. As massas de ar frio previstas para esta época do ano devem provocar geadas frequentes principalmente entre o centro e o sul. Para as porções mais ao norte do estado o que se registra, em média, em condições de invernos normais, são 3 a 5 eventos. O serviço de alerta geadas que o SIMEPAR mantém em conjunto com o Instituto Agronômico do Paraná, IAPAR monitora as condições de resfriamento e emite alertas específicos para a formação de geadas com até 72 horas de antecedência. Nesta segunda quinzena de junho foi lançado um alerta de geadas para o setor norte, principal região produtora de café no Paraná, sendo que o último alerta tinha sido lançado há três anos.
Search
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks