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Boletim Climatológico Mensal dos Açores Março de 2010 CONTEÚDOS Observatório Príncipe Alberto de Mónaco (Horta) 01 Resumo Mensal 02 Resumo das Condições Meteorológicas 03 Caracterização Climática Mensal
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Boletim Climatológico Mensal dos Açores Março de 2010 CONTEÚDOS Observatório Príncipe Alberto de Mónaco (Horta) 01 Resumo Mensal 02 Resumo das Condições Meteorológicas 03 Caracterização Climática Mensal 03 Precipitação total 04 Temperatura do Ar 05 Outros elementos 05 Vento 06 Radiação global 07 Referências Figura 1. Anomalia do campo da pressão atmosférica à superfície para o mês de Março de 2010, relativamente ao período de referência ( ) (NCEP/NCAR). RESUMO MENSAL Anticiclone dos Açores recupera mas ainda fraco Boletim Climatológico Mensal de Março de 2010 Produzido por Instituto de Meteorologia, I.P. Delegação Regional dos Açores Também disponível em O mês de Março de 2010 foi caracterizado pelo enfraquecimento da anomalia negativa da pressão atmosférica à superfície, verificada nos meses anteriores. Contudo, a região anómala encontrava-se ainda centrada a norte do Grupo Oriental, atingindo um valor de -7 hpa. Nestas condições, verificou-se ainda uma predominância da frente polar sobre a região leste do arquipélago e consequentemente um aumento da quantidade de precipitação relativamente aos valores normais para o mês de Março, principalmente nas ilhas do Grupo Oriental. Por outro lado, as restantes ilhas registaram valores de quantidade de precipitação próximos dos respectivos valores de referência. Esta variação indica uma recuperação da intensidade do Anticiclone dos Açores relativamente ao mês de Fevereiro. Por outro lado, o Anticiclone encontrava-se ainda ligeiramente centrado a sul do arquipélago, dando origem a uma predominância de ventos do quadrante oeste. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 1/7 Resumo das Condições Meteorológicas A frequência de situações de mau tempo nos Açores deveu-se à acção de depressões formadas a oeste que, em movimento lento, atravessaram a região durante o mês de Março. Particularmente, refira-se a situação que na madrugada e manhã do dia 01 de Março originou vento muito forte e precipitação forte na ilha de São Miguel, provocando inundações em habitações e derrocadas em algumas vias. No dia 28 de Fevereiro e a sudoeste das Flores, formou-se um núcleo de baixas pressões com um sistema frontal associado, cujo posterior cavamento (-0,3 hpa/h em 18h) e deslocamento lento para leste durante os dias 01 e 02 de Março, foi responsável pelas condições de tempo severo observadas nos Grupos Central e Oriental. Coincidindo com a passagem do centro da depressão próximo da ilha de São Miguel (mínimo de pressão de cerca de 1003 hpa às 08:00 UTC observado na estação meteorológica da Nordela), registou-se a precipitação mais intensa (precipitação acumulada de cerca de 82 mm em 6 horas e 64 mm em 6 horas respectivamente, nas estações meteorológicas da Nordela e do Observatório Afonso Chaves). Destaca-se que, no mesmo período, registaram-se os valores máximos de intensidade do vento (vento médio máximo de 66 km/h e rajada máxima de 101 km/h) na estação da Nordela. Na estação meteorológica de Santa Maria/Aeroporto, após a passagem do centro da depressão, entre as 11h UTC e as 18h UTC, foram registados os valores máximos de intensidade do vento (vento médio máximo de 87 km/h e rajada máxima de 109 km/h do quadrante norte. Durante este mês de Março, salienta-se ainda a ocorrência de situações persistentes de má visibilidade atmosférica provocada por neblinas, nevoeiro, chuva fraca ou chuvisco de duração prolongada, associadas com ondulações frontais formadas a sudoeste, as quais afectaram todo o Arquipélago (dias 06 a 09, 13 a 14, 17 a 18, 21 a 22 e 27) com implicações nos transportes aéreos. Particularmente, no dia 14, em Santa Maria registou-se um total de cerca de 90 mm de precipitação acumulada em 24 horas. A agitação marítima média caracterizou-se por ondulação de 3 a 4 metros de oeste nos Grupos Ocidental e Central e 3 metros de oeste no Grupo Oriental. A temperatura média da água do mar observada às 09 UTC variou entre 15 ºC nos Grupos Ocidental e Central e 16 ºC no Grupo Oriental. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 2/7 Caracterização Climática Mensal 1. Precipitação total No gráfico da figura 2 representa-se para o mês de Março e no período , os desvios relativos das quantidades de precipitação em relação ao período de referência de % 200% 150% 100% 50% 0% -50% -100% -150% -200% -250% Flores Angra do Heroísmo (Obs.) Ponta Delgada (Obs.) Figura 2. Anomalia relativa da quantidade total de precipitação nas Flores (Estação Meteorológica/Aeroporto), em Angra do Heroísmo (Observatório José Agostinho) e em Ponta Delgada (Observatório Afonso Chaves) para o mês de Março relativamente ao período de Nesta figura, observa-se que o mês de Março registou uma anomalia positiva nas Flores e em Ponta Delgada. De notar que no caso de Ponta Delgada, o desvio positivo ultrapassou os 200%, correspondendo também ao maior desvio positivo registado nos últimos 11 anos. Estes resultados são consistentes com a anomalia negativa da pressão atmosférica à superfície referida anteriormente e que deverá ter afectado de forma mais significativa a região do Grupo Oriental. Considerando os primeiros seis meses (Outubro de 2009 a Março de 2010) do período correspondente ao ano hidrológico de Outubro de 2009 a Outubro de 2010, os valores observados acumulados superam os Normais em cerca de 80% na ilha de Santa Maria, 70% na ilha de S. Miguel, 45% na ilha de Flores e 20% nas ilhas Terceira e Graciosa. No entanto, em relação à precipitação acumulada nos últimos doze meses (Março de 2009 a Março de 2010), os valores acumulados Normais são superados em cerca de 35% na ilha do Faial, 30% na ilha de S Miguel, 25% nas ilhas Flores e Santa Maria e 10% na ilha Graciosa. Neste mesmo período, na ilha Terceira, os valores observados acumulados representam ainda cerca de 90% dos acumulados Normais para o mesmo período. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 3/7 O quadro 1 apresenta um resumo das observações da precipitação em todo o Arquipélago dos Açores para o mês de Março. Estação Quantidade de Precipitação (mm) N.º de dias Máx./Dia Total com prec. Corvo 23 13,8/3 88,0 Flores 27 17,3/19 167,4 Horta 23 42,9/22 138,9 Pico 25 31,0/22 174,9 S. Jorge 24 22,0/22 141,9 Graciosa 21 15,4/22 119,6 Terceira 20 25,2/23 81,2 S. Miguel 28 67,2/1 308,9 St. Maria 21 89,6/14 256,7 Quadro 1. Resultados das observações da precipitação referentes ao mês de Março de Esta informação provém dos sistemas clássicos e automáticos instalados na rede do Instituto de Meteorologia (IM). A quantidade de precipitação mensal variou entre um máximo de 256,7 mm em Santa Maria (Centro Meteorológico de Santa Maria/Aeroporto) e 81,2 mm na Terceira (Observatório José Agostinho, Angra do Heroísmo), sendo o total de Santa Maria superior ao total do período de referência para a mesma estação (78,6 mm), já o total da Terceira foi inferior ao mesmo período de referência (104,0 mm). 2. Temperatura do Ar De forma análoga, no gráfico da figura 3 representa-se para o mês de Março e no período , os desvios das temperaturas médias do ar em relação ao período de referência de ºC 0.0 Flores -1.0 Angra do Heroísmo (Obs.) -2.0 Ponta Delgada (Obs.) Figura 3. Anomalia da temperatura do ar nas Flores (Estação Meteorológica /Aeroporto), em Angra do Heroísmo (Observatório José Agostinho) e em Ponta Delgada (Observatório Afonso Chaves) para o mês de Março de 2010 relativamente ao período de Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 4/7 Verifica-se que o mês de Março de 2010 apresentou uma anomalia ligeiramente negativa nos três locais. Esta situação, quebra um período de seis anos consecutivos ( ) de anomalias positivas da temperatura média do ar. Este resultado resulta do efeito da predominância das massas de ar polar marítimo, associadas as depressões polares que invadiram a região com alguma frequência. Estação Temperatura Mensal ( o C) Máx./Dia Min./Dia Média Corvo 19,7/9 9,3/15 14,1 Flores 18,7/9 5,3/16 13,7 Horta 18,4/9 8,6/1 14,2 Pico 19,9/13 8,0/3 13,9 S. Jorge 18,1/9 6,0/1 13,0 Graciosa 18,3/19 5,9/30 13,0 Terceira 19,2/27 7,4/2 13,5 S. Miguel 19,2/27 7,3/2 14,3 St. Maria 18,2/26 8,1/1 14,6 Quadro 2. Resultados das observações da temperatura do ar referentes ao mês de Março de Esta informação provém dos sistemas clássicos e automáticos instalados na rede do Instituto de Meteorologia (IM). O quadro 2 apresenta um resumo das observações da temperatura em todo o Arquipélago dos Açores para o mês de Março. O valor médio da temperatura do ar variou entre 14,6 ºC em Santa Maria (Centro Meteorológico de Santa Maria/Aeroporto) e 13,0 ºC em S. Jorge e Graciosa (Estações Meteorológicas de S. Jorge/Aeroporto e Graciosa/Aeroporto). As temperaturas mínimas e máxima do ar foram, respectivamente, 5,3 ºC nas Flores (Centro Meteorológico das Flores/Aeroporto) e 19,9 ºC no Pico (Estação Meteorológica do Pico/Aeroporto). O valor médio da temperatura do ar observado em Santa Maria corresponde ao valor do período de referência, enquanto o valor, observado nas Flores, da temperatura mínima do ar é superior ao do mesmo período (4,0 ºC). 3. Outros elementos 3.1 Vento Relativamente ao vento, verificou-se uma predominância da componente de oeste, o que se ilustra com a rosa-dos-ventos da figura 4. Esta, apresenta a distribuição por rumos e por classes de intensidade do vento registado na estação da Nordela em Ponta Delgada. De facto, 67,7 % dos valores têm componente W, sendo que mais de um terço (36.5%) encontram-se no sector W-SW e o máximo de frequência corresponde ao rumo W, com 13,4 %. Por outro lado, o vento foi maioritariamente moderado a fresco (5,4-10,7 m/s). Este resultado é consistente com a circulação predominante à escala sinóptica, resultante da posição e orientação do Anticiclone centrado a sul do arquipélago. Em resumo, pode dizer-se que o vento foi predominantemente moderado a fresco do quadrante oeste. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 5/7 Figura 4. Rosa-dos-ventos para o mês de Março de 2010, correspondente aos valores registados na Estação Meteorológica Automática da Nordela em Ponta Delgada. A separação entre os círculos concêntricos é de 5%. 3.2 Radiação Global Quanto a irradiação global mensal (figura 5), o valor mais elevado foi registado como habitualmente em S. Maria. No entanto, verifica-se uma diferença significativa nas estações das ilhas com menor topografia (S. Maria e Graciosa) relativamente às restantes, sugerindo assim uma maior influência da nebulosidade de origem orográfica. De facto, este resultado é consistente com o menor número de dias com precipitação registados nestas estações (quadro 1). Em resumo, as ilhas com menor topografia (S. Maria e Graciosa) registaram os maiores valores de irradiância em resultado da menor nebulosidade de origem orográfica. Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 6/7 Flores Graciosa Pico Horta Nordeste S.Maria kj/m2 Figura 5. Irradiação global mensal para o mês de Março de 2010 para várias estações dos Açores. Referências Kalnay, E. and Coauthors, 1996: The NCEP/NCAR Reanalysis 40-year Project. Bull. Amer. Meteor. Soc., 77, Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior 7/7
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