Magazine

Boletim das BE - Ano V, N.º 3 - Maio de 2014

Description
Este Boletim pretende ser um contributo para as comemorações do 40.º aniversário da Revolução dos Cravos no Agrupamento de Escola de Ourém. Apresentamos…
Categories
Published
of 4
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
Este Boletim pretende ser um contributo para as comemorações do 40.º aniversário da Revolução dos Cravos no Agrupamento de Escola de Ourém. Apresentamos algumas das atividades que foram organizadas na última semana de abril e primeira semana de maio, assim como fotos de trabalhos realizados pelos alunos, cujos professores amavelmente nos disponibilizaram. Em “Fora do tema”, e pela importância de que se revestem estas notícias, damos conta do prémio literário alcançado por uma aluna da EB1 do Bairro, da participação dos alunos do CCA da BE da EBSO na CENOUREM e da sessão literária que os mesmos realizaram para os alunos do 6.º ano de escolaridade. Agradecemos a todos os colegas e alunos que contribuíram para o enriquecimento deste Boletim tão especial para nós e também a todos os convidados que participaram nas comemorações no Agrupamento. Da nossa parte, é com muita honra e muito carinho que fazemos um agradecimento especial ao nosso amigo Doutor Sérgio Ribeiro, que desde há largos anos vem colaborando com as equipa das Bibliotecas Escolares nas diversas iniciativas que temos levado a cabo para comemorar a Revolução de 25 de Abril, sempre com uma simpatia e disponibilidade incondicional. Bem haja! A Equipa das BE do AEO No dia 24 de abril realizou-se uma palestra com o objetivo de comemorar os 40 anos da Revolução de Abril. Iniciou-se com a declamação do poema "As Portas que Abril Abriu" de José Carlos Ary dos Santos., pela aluna Maria José Pereira, do 12.º ano. Foram palestrantes convidados o Professor Doutor Sérgio Ribeiro, que nos falou sobre o antes do 25 de Abril e, principalmente, sobre a sua experiência como preso político, o Sr. Manuel Brás Branco, participante no Movimento das Caldas da Rainha de 16 de março de 1974, que nos elucidou sobre o que se passou naquele dia e, por último, o Sr. Júlio Folia, ex-operário e sindicalista da indústria vidreira da Marinha Grande, com grande experiência de luta antifascista. Falou-nos sobre a luta operária antes do 25 de Abril e as conquistas de Abril. A sessão terminou com a entoação do " Grândola Vila Morena" pelo aluno João Maria Reis, do 8º ano, ao qual se juntou a assistência. O nosso muito obrigado aos palestrantes e a todos os que participaram, assim como aos colegas que colaboraram na preparação dos alunos Maria José (professora Fernanda Mateus) e João Maria (professora Manuela Neto) e aos que proporcionaram o contacto com os nossos ilustres convidados, Professores Teresa Duarte e António Fazendeiro. Aos colegas que registaram este momento para mais tarde recordar e agora divulgar (Rosário Duarte, António Fazendeiro e Eunice Neves), fazendo chegar a outros o testemunho de quem viveu a Revolução mais de perto e continua, juntamente com outros, a lutar por uma democracia madura e uma verdadeira liberdade em Portugal, o nosso reconhecimento também. Há a acrescentar que durante todo o dia se ouviram, na Sala do Aluno, canções da resistência, ilustradas por um conjunto de diapositivos. Por toda a escola estiveram expostos trabalhos realizados pelos alunos, que muito contribuíram para moldar o ambiente que se viveu nesta 1.ª semana do 3.º período. Professores Gracelinda Marques, Isabel Reis e António Fazendeiro EditorialD E S T A Q U E S D E S T A E D I Ç Ã O : “40 anos / 25 de Abril “ Sessão Comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril na EBSO 1 Ilustrações alusivas às comemorações do 25 de Abril neste Boletim 2 25 de Abril: breve introdução histórica apresentada pela professora Isabel Reis na sessão comemorativa da EBSO 2 Sessões comemorativas na EB 2/3 de Freixianda e no Centro Escolar de Olival 3 “… Porque vivi e quero contar”: pequeno excerto do livro do Doutor Sérgio Ribeiro 3 “Fora de Tema” Aluna da EB1 do Bairro alcança 3.º lugar no concurso “Uma Aventura Literária” 4 Sessão literária para os alunos do 6.º ano pelo CCA Metas curriculares de Português 4 CCA na CENOUREM 2014 4 Sessão Comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril na EBSO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE OURÉM Boletim das BE M A I O D E 2 0 1 4A N O V , B O L E T I M N . º 3 P Á G I N A 2 Ilustrações alusivas às comemorações do 25 de Abril neste Boletim B O L E T I M D A S B E As ilustrações que enriquecem o grafismo deste Boletim das BE foram realizadas pelos alunos do AEO, sob orientação dos respetivos professores titulares de turma (1.º Ciclo - Centro Escolar Beato Nuno) - junto ao artigo que se segue nesta página, da professora Ana Coelho (História - EBSO) e de Artes - junto ao artigo “...Porque vivi e quero contar”. A turma do Curso de Educação e Formação Técnico de Comércio adornou a sua montra/vitrine pedagógica também de forma alusiva a esta efeméride (Imagem ao lado). O nosso agradecimento a todos os colegas do 1.º ciclo que nos fizeram chegar os trabalhos dos seus alunos e da escola sede que promoveram a produção e afixação de materiais tão interessantes! 25 de Abril: breve introdução histórica apresentada pela professora Isabel Reis na sessão comemorativa da EBSO Para melhor se compreender o significado histórico do “ dia da liberdade” basta recuarmos a 1910, data em que Portugal passa a ser politicamente um regime republicano. Apesar da importância desta mudança convém, porém não esquecer que o período compreendido entre 1910-26 (então designada por 1ªrepública) foi um período em que em Portugal se acentuou a crise política económica e financeira, agravada ainda pela participação de Portugal na primeira guerra mundial. Tal situação leva a que o descontentamento para com a situação de crise se acentue a ponto de se ter verificado um Golpe militar (1926). É então e após uma primeira recusa, por não terem sido concedidas condições de governação pretendidas, é endereçado um novo convite a António de Oliveira Salazar, então professor universitário em Coimbra, para ocupar a pasta das finanças e resolveu o acentuado défice financeiro com que o país se confrontava. Eis-nos chegados a 1932 e, face ao trabalho desenvolvido, Salazar é nomeado para a chefia do governo (então presidente do conselho) e na sua tomada de posse proferiu “ sei muito bem o que quero e para onde vou” estava assim dado de forma muito clara o sinal da nova ordem politica que pretendia instaurar em Portugal, um estado autoritário baseado, para além de outros aspetos, no condicionamento das liberdades individuais. Alicerçava-se assim um nova ordem politica baseada, entre outros princípios, na união nacional, no ato colonial e na instauração de meios repressivos de entre os quais se destaca a Censura Prévia, sobre a produção intelectual e a Pide que perseguia, prendia, torturava e matava quem manifestasse o mínimo sinal de oposição ao poder instituído, num total desrespeito pelos direitos do Homem. Verifica-se então em 1945 o término da 2.ª guerra mundial, a maioria dos regimes ditatoriais caíram, dá-se inicio a duas vagas de descolonização e Portugal? Como age nesta nova conjuntura? Continua não só a manter o seu regime autoritário como teimava, apesar de várias alterações jurídicas ao ato colonial, a manter as suas colónias, não obstante o inicio da então guerra colonial. A pouco e pouco a radicalização política ao regime começa a manifestar-se, a formação do MUD; as eleições presidenciais de 58; o desvio do avião da TAP; o assalto ao Stª Maria são alguns dos muitos exemplos que se podia destacar, no entanto, e não obstante, de por motivo de doença Salazar ter sido substituído por Marcelo Caetano o regime dava sinais de perpetuar a continuidade. Eis-nos então chagados a 1974 e Portugal é então confrontado com dois grandes problemas, a existência de um regime autoritário em agonia e a guerra colonial que continuava por resolver. È então que no seio das forças armadas o descontentamento aumenta (não devemos esquecer a publicação do livro de Spínola Portugal e o Futuro), quando o governo recusa, mais uma vez, uma solução política para as colónias, os militares entenderam que se tornava urgente pôr fim à ditadura e abrir caminho para a democratização do país. A partir de 1973 o movimento clandestino de militares começa a organizar-se liderado por oficiais de baixa patente, a maioria capitães, para na madrugada de 24 para 25 de Abril de 1974 levarem a cabo aquela ação revolucionária que poria fim ao regime da ditadura. Da sua preparação destaca-se a coordenação entre o major Otelo Saraiva de Carvalho e do capitão Salgueiro Maia, este último liderando o destacamento da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, ao colocarem a revolução na rua após emissão, daquelas que chegaram, até aos nossos dias como as senhas mais emblemáticas: “ E depois do adeus” emitida cerca das vinte e três horas do dia vinte e quatro de Abril, dando a noção que as operações decorriam normalmente e “ Grândola Vila Morena” dando o sinal que a revolução estava na rua e tudo de dirigia para a ocupação dos pontos estratégicos. Consomada a rendição pacífica de Marcelo Caetano, então refugiado no quartel do Carmo, terminava com êxito aquela que foi denominada “ operação fim de regime”. Eis então que o golpe militar era aclamado nas ruas de Lisboa por uma população cansada de guerra e de ditadura, transformava-se assim, a pouco e pouco numa autêntica revolução nacional que pelo seu carácter pacífico ficou conhecida como “ Revolução dos Cravos” Prof. Isabel Reis Sessões comemorativas na EB 2/3 de Freixianda e no Centro Escolar de Olival P Á G I N A 3 B O L E T I M D A S B E "Não, o 25 de Abril de 1974 não me apanhou como à grande maioria dos portugueses. Não foi a rádio surpreendentemente transformada em Rádio Liberdade, depois de ter sido Grândola o pontapé de saída; não foi o telefonema incrédulo de um amigo recebido reticentemente e terminado com risos ou lágrimas ou abraços que o telefone pode trocar; não foi o tropeçar, a caminho do trabalho, com a nova a correr de mão em mão, com gente a sair para as ruas diferentes, transmutadas, a começarem o parto de um país novo tendo a gravidez sido escondida ou disfarçada. Na manhã do 25 de Abril de 1974 acordei na cela 44 de Caxias-Norte. Comecei nesse acordar mais um dia de prisão, naquela fase em que parece que nos puseram de salmoura, preparando-nos para interrogatórios, torturas e duras provas. Como nas poucas manhãs anteriores, mas cada vez com maior economia de tempo e esforço, reencontrei-me e localizei-me. Sentia-me bem instalado, naquela cela com casa de banho acopulada, com duche e tudo, uma mesa de pedra, um armário, uma bela vista sobre o Jamor e uma réstia de Tejo. Que diferença relativamente a 1963 e 1964! Todas as manhãs me recordava dos "curros" do Aljube e das "casamatas" que, ali perto, deviam ser um amontoado de pedras húmidas, ratos e aranhas. E recordava também como. em Novembro de 1963 carregara os colchões dessas "casamatas" até estas celas, assim precariamente inauguradas, para depois nos transferirem rapidamente para o reduto Sul." Sérgio Ribeiro "... porque vivi e quero contar" “...Porque vivi e quero contar” No dia 5 de maio, tivemos a honra e o privilégio de receber de novo o Doutor Sérgio Ribeiro no nosso Agrupamento, desta feita para dinamizar duas sessões comemorativas do 40.º aniversário da Revolução dos Cravos - uma na EB 2/3 de Freixianda, com os alunos dos 8.º e 9.º anos, outra no Centro Escolar de Olival, com os alunos dos 3.º e 4.º anos de escolaridade. Falou da sua vida na clandestinidade dos dias de luta antes do 25 de Abril, de acontecimentos que marcaram a sua vida, da coragem que todos quantos lutavam pela liberdade e democracia, por condições de vida dignas e pela igualdade de oportunidades tiveram que ter para resistir à tortura e à perseguição. Respondeu à questões dos participantes, satisfazendo a sua curiosidade e contagiando todos com a sua boa disposição. A Equipa das BE agradece ao Doutor Sérgio a sua constante disponibilidade para colaborar nas atividades que dinamiza - até uma próxima! P Á G I N A 4 Aluna da EB1 do Bairro alcança 3.º lugar no concurso “Uma Aventura Literária” B O L E T I M D A S B E É com muito orgulho que a Equipa das Bibliotecas Escolares do AEO divulga uma informação que a professora Paula, da EB1 do Bairro, nos fez chegar, por dois motivos: primeiro, porque ter uma aluna do nosso agrupamento classificada em terceiro lugar num concurso onde foram apresentados 10035 trabalhos é realmente impressionante e segundo porque a sua professora teve a amabilidade de nos fazer chegar esta informação para que pudéssemos divulgar. Passamos a transcrever: “Ex.mo(a) Sr.(a) Professor (a) Ana Paula Ferreira: Temos o prazer de informar que ao trabalho de Mariana Agostinho Silva foi atribuído o 3.º Prémio ex-aequo (3.º e 4.º Anos – modalidade Crítica) no Concurso Uma Aventura... Literária 2014. Muitos parabéns! Conforme o regulamento, o prémio consiste na publicação do trabalho num dos livros da coleção Uma Aventura, felicitamos vivamente o premiado pela estreia como autor com obra publicada. O autor receberá ainda como brinde um cheque-livro. Este ano recebemos 10035 trabalhos individuais e de grupo, de mais de quatrocentas escolas do ensino básico e secundário de todo o país. Felicitamos o(s) aluno(s) e a escola pela qualidade do trabalho, que encantou o júri. Temos ainda o prazer de o(a) convidar os alunos, professores e familiares a estarem presentes na cerimónia pública de entrega dos prémios, que decorrerá no dia 2 de junho, às 14.30 horas, perto dos pavilhões da Editorial Caminho, junto ao espaço Leya, na Feira do Livro de Lisboa (Parque Eduardo VII). As escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada participam na festa destinada aos premiados, aos professores e aos colegas e familiares que os quiserem acompanhar. Os premiados podem trocar o cheque-livro pelas obras que escolherem nos pavilhões da Editorial Caminho, e levar como recordação um livro autografado das autoras.” Parabéns Mariana! Parabéns professora Paula! Parabéns também aos pais da Mariana que certamente a incentivaram e acompanharam no processo de concorrer! CCA na CENOUREM 2014 De todas as tarefas e atividades que o CAA da BE da EBSO prepara e realiza ao longo de cada ano letivo, a participação na CENOUREM é, sem dúvida, a que mais motiva os seus elementos. Amadores de teatro, preferindo comédias e teatro de revista, os membros do CCA são, acima de tudo, um grupo de amigos da Escola, que a sentem como sua, como um lugar onde nem tudo o que se aprende é a matéria lecionada nas aulas, como uma instituição onde cada um deve contribuir com a sua disponibilidade e os dons que tem para colaborar, inclusivamente, no apoio às aprendizagens do outro. Assim, e porque este está a ser um ano de muito trabalho (montagem de raiz de 5 sessões de poesia e de três novas peças de teatro, além das necessárias adaptações necessárias às outras duas peças), a escolha da peça a levar à CENOUREM ficou bastante condicionada. Foi, então, decisão do CCA levar a cena a peça “A Princesa e o Nabo”, adaptação da peça apresentada ao 5.º ano no âmbito das metas curriculares de Português (“O Príncipe Nabo”, de Ilse Losa). Todos tiveram um desempenho excelente, nomeadamente os nossos caloiros dos 5.º e 6.º ano! Esperamos, no próximo ano, poder sentir o apoio da comunidade educativa através da uma presença mais significativa, que revele a estes alunos extraordinários o reconhecimento dos colegas e suas famílias pelo trabalho que desenvolvem em prol da Escola! Sessão literária para os alunos do 6.º ano pelo CCA Metas curriculares de Português 5 de maio foi dia de trabalho para alguns alunos do Clube de Cultura e Artes da Biblioteca Escolar da EBSO: com apenas três ensaios, a Mafalda Antunes, o Diogo Duarte, a Jéssica Santos, o André Mendes e o Guilherme Silva, com o apoio da Ana Neves nas luzes, apresentaram aos alunos do 6.º ano do nosso agrupamento e da EB 2/3 de Caxarias, a peça “Os Piratas”, de Manuel António Pina. Finda a peça, juntaram-se-lhes os alunos do 6.º e 7.º anos do CCA para a leitura artística de uma seleção de 16 poemas das metas curriculares de Português. Esta foi a penúltima apresentação do CCA no âmbito do apoio à leitura das obras/ poemas das metas curriculares dos 2.º e 3.º ciclos. Este ciclo de apresentações terminará com a representação da adaptação do Auto da Barca do Inferno - “Infernal Auto da Escola” - para os alunos do 9.º ano das mesmas escolas, no próximo dia 26 de maio, pelas 10h30m, no cine-teatro municipal de Ourém.
Search
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks