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Bovinocultura de Corte e Leite

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  Bovinocultura de Corte e Leite O Brasil no cenário mundial é ainda um dos poucos países, aonde ainda se existem áreas aptas àexploração pecuária de maneira sustentável e ambientalmente correta. Além disso, nosso país contacom condições climáticas favoráveis a uma pecuária extensiva e de baixo custo, devido ao bom reimede c!uvas em sua maior parte, o ue proporciona o bom desenvolvimento de espécies forraeiras de ualidade ue são transformadas com efici#ncia em proteína animal.$o ano de %&'(, seundo dados do )B*+, o Brasil deteve o seundo maior efetivo de bovinos,sendo responsável por %%,( do reban!o mundial, atrás apenas da -ndia. O aís foi também o seundomaior produtor de carne bovina, participando com '/,0 da produção lobal. Os +stados 1nidos 2maiorprodutor mundial3, o Brasil e a 1nião +uropeia, 4untos, abarcaram cerca de 56,( da carne produ7idamundialmente. +m relação à exportação de carne bovina, o Brasil ocupou a terceira posição do ran8ininternacional em %&'(, sendo -ndia e Austrália, respectivamente, os maiores exportadores.A pecuária leiteira reistrou aumento dos custos de produção, bem como redução do n9mero devacas orden!adas e da produção de leite. A reião com o maior n9mero de vacas orden!adas foi a:udeste, com 05,0do total. A redução do n9mero de vacas orden!adas foi observada em todas as*randes ;eiões do aís, principalmente $ordeste 2<=,(3 e $orte 2</,>3. O aumento dos custos deprodução, associado ao baixo preço do leite pao ao produtor, desestimularam muitos produtores ainvestirem na produção, levando aluns deles a secarem suas vacas. $o entanto, o Brasil apresentou oterceiro maior efetivo de vacas leiteiras, atrás de -ndia e 1nião +uropeia e a sexta posição naprodução mundial de leite em %&'(, atrás de 1nião +uropeia, +stados 1nidos, -ndia, ?!ina e ;9ssia.O ?entro<Oeste apresentou o maior n9mero de bovinos entre as *randes ;eiões, com 00,6da participação nacional. @ uma reião com randes propriedades destinadas à criação de bovinos eprodutores especiali7ados, possuindo clima, relevo e solo favoráveis à atividade, como também randesplantas frioríficas ue t#m impulsionado o abate de bovinos em lara escala. $os 9ltimos anos, é possível observar um deslocamento da produção de bovinos para o $orte doaís, o ue se deve, em parte, aos baixos preços das terras, disponibilidade !ídrica, clima favorável,incentivos overnamentais e abertura de randes plantas frioríficas. +m contrapartida, tem<severificado estanação da bovinocultura de corte nas ;eiões :ul e :udeste, contribuindo para odeslocamento desta para as demais reiões.+xistem dois randes lados da criação de bovinos. O primeiro é a produção leiteira e o seundoé o corte. Os animais ue representam essas cateorias apresentam características anatmicas emorfolicas diferentes, os animais para a produção de carne apresentam uma boa conformação, t#m ocorpo cilíndrico, são precoces e de um bom desenvolvimento, tendo ainda um es ueleto fino eresistente. Cuanto aos animais do tipo leiteiro, possuem formas anulosas, peito mais estreito ecornel!a auda, pescoço fino, costelas bem ar ueadas, são pouco DbarriudosD e possuem o DtremtraseiroD mais desenvolvido do ue o dianteiro. ossuem, ainda, o ue se c!ama de corpo Dem forma decun!aD, o ue pode ser observado principalmente nas vacas uando estão dando leite. O ado leiteiro éainda mais exiente uanto à alimentação e o mane4o do ue o ado de corte. Além disso, é tambémmenos resistente às doenças.A bovinocultura de corte trata de uma atividade ue está dividida em duas lin!as, podendo serexecutadas 4untas ou não. 1ma é a criação de ado comercial e a outra de ado elite, sendo ue aprimeira tem com principal ob4etivo a produção de carne bovina de ualidade para a alimentação!umana, além de fornecer matéria<prima para a ind9stria farmac#utica, de cosmético, de calçado, de  roupas, de rações, entre outras. Eá a criação de ado elite tem como foco central à produção dematri7es e reprodutores para a criação de ado comercial e elite.A produção da pecuária de corte pode ser dividida em tr#s fases distintas, pelas uais passa oanimal ue se destina ao abateF ?ria < A atividade básica é a produção e venda de be7erros ue s serão vendidos aps odesmame, normalmente a matri7 2em época de boa fertilidade3 produ7 um be7erro por ano. ;ecria < A atividade básica é a partir do be7erro ad uirido, a produção e venda de novil!omaro para enorda.+nordaGterminação < A atividade básica é a partir do novil!o maro ad uirido da produçãopara enorda e venda do novil!o ordo, ue é a 9ltima fase, pode ser feita a pasto ou no confinamento.ode<se classificar as raças bovinas de interesse para produção de carne no Brasil comoF ;açasindianas da subespécie Bos taurus indicus e ;aças européias da subespécie Bos taurus taurus. As raçaseuropéias podem ser separadas assimF a3 raças européias adaptadas ao clima tropical, como a ?aracuHb3 raças européias britInicas, como a Anus e a Jereford, e c3 raças européias continentais, como asfrancesas ?!arol#s e Kimousin, as suíças :imental e ardo :uíço, ou as italianas Larc!iiana eiemont#s. As raças de oriem indiana, do rupo Mebu, bem con!ecidas no Brasil, ue tiveram ou estãotendo uma participação decisiva no desenvolvimento da pecuária tropical, são por ordem deimportIncia !istrica, a *ir, a *u7erá e a $elore. As raças )ndubrasil e Nabapuã, embora se4am dorupo Mebu, não são indianas por ue foram formadas no Brasil. Já pelo menos cinco décadas, diversos cru7amentos entre raças européias e indianas t#m sidofeitos nas reiões tropicais do continente americano, da Austrália e da frica, com relativo sucesso.Aluns desses cru7amentos, denominados PindustriaisQ, foram e ainda são feitos entre duas ou tr#sraças para aproveitamento comercial das vantaens da !eterose 2vior !íbrido3. Outros cru7amentosderam oriem a novas raças, como a :anta *ertrudis, a ?anc!im, a itanueiras, a Branus, a Braforde a :imbrasil para citar apenas as mais con!ecidas no Brasil. or 9ltimo, temos os cru7amentosmultirraciais ue ob4etivam formar Praças sintéticasQ, também con!ecidas como PcompostoQ, cu4omel!or exemplo para ns é o Lontana.Cuanto aos sistemas de produção 2mane4o3 do bovino podem ser divididos basicamente emF ã :istema extensivo < é um sistema muito empreado no Brasil, principalmente em propriedades derandes extensões de terra, nas uais os animais são criados tendo como base alimentar a forraemprodu7ida nas pastaens. *eralmente, os animais são mantidos em pastos nativos ou cultivados, nadepend#ncia exclusiva dos recursos naturais. +sse sistema caracteri7a<se por baixa lotação, variandoem áreas contíuas sem plane4amento ade uado de lotação e disponibilidade de forraens. O mane4osanitário baseia<se simplesmente em calendários oficiais de vacinação da reião em ue está inserida apropriedade. O mane4o 7ootécnico é ausente ou pouco presente, não se preocupando com o suprimentode forraem no período adverso do ano 2seca3. @ um sistema utili7ado ainda em áreas recém<desbravadas, onde a produção de forraeira exerce forte pressão sobre os recursos naturais. ã :istema semi<intensivo < ?om a inviabilidade técnicaGeconmica do sistema anterior devida àderadação das forraeiras ou pastaens, o pecuarista ue pretende manter<se na atividade temadotado esse método, em ue se fa7 necessária a implantação de forraeiras, as uais sofrem umpastoreio racional, através de alumas subdivisões das pastaens, o ue leva a uma maior capacidadede suporte por unidade de área. Já um mane4o mais ade uado do reban!oH além das vacinações  obriatrias, !á vermifuação, minerali7ação e um acompan!amento 7ootécnico do reban!o. Aspastaens G forraeiras recebem normalmente corretivos de solo 2calcário3 e adubação uímica, desdeníveis baixo até suprimento de nutrientes. ã :istema intensivo < ?om aumento da população e, conse Rentemente, com a redução da área 9til com odese4o de obter maior produtividade, aumentando a rentabilidade, com o desenvolvimento tecnolicoe da assist#ncia técnica, se atine paulatinamente o sistema intensivo ue, entre outras medidas,consisteF S'T na formação de pastaens artificiais ade uadamente adubadas e até irriadas, comforraeiras ade uadas à reião, propiciando a divisão dos pastos para o estabelecimento de rodí7io2permite repouso e recuperação das pastaens3. S%T Lel!oria tanto das condições de alimentação2arraçoamento, sal, minerais, entre outros3, associando pasto U suplementação, pasto U confinamento,ou confinamento, como da ordem !ii#nico sanitária, o ue s foi possível pela redução da distInciaentre o curral e o reban!o. S0T $a introdução de novas raças produtivas, ade uadas à reião, emsubstituição aos ados nativos.Vesta forma a alimentação do ado de corte, se a pasto, semiconfinamento ou em confinamentoé definida considerando o sistema de criação adotado, e as exi#ncias das várias cateorias deanimaisF cria, recria e enorda.As práticas nutricionais adotadas na bovinocultura de corte brasileira são bastante variáveis emfunção das condições especialmente de solo e clima dos biomas em ue a atividade é desenvolvida. O ue !á em comum entre as diversas reiões brasileiras é ue mais de =( do reban!o está emcondições de pastaens, sendo o confinamento utili7ado para a terminação de uma parcela menor doreban!o. Vesta forma, é importante explorar as práticas relativas tanto à suplementação a pasto, ueinclui o semiconfinamento, uanto o confinamento.A pecuária brasileira está fundamentada na exploração de %'& mil!ões de !ectares, ocupando aloem torno de >/ da superfície utili7ada pela aricultura e %& da área total do país. Veste total,cerca de '&& mil!ões de !ectares são de pastaens cultivadas, sendo ue os capins do #neroBrac!iaria, ocupam mais de 6& desta área, constituindo<se no #nero de capim de maior áreaocupada no país, seuido de anicum, Andropoon, emisetum, ?Wnodon, outros. O fornecimento de minerais para bovinos de corte, a pasto ou estabulados é uma das práticasnutricionais mais importantes na atividade. A importIncia desta prática se deve ao fato dos mineraisterem várias funções no oranismo e participarem diretamente no crescimento animal.A suplementação alimentar tem rande impacto na sustentabilidade de sistemas de produção debovinos de corte. )sto se deve a sa7onalidade na produção de forraem, com forte redução docrescimento das plantas na estação seca. Aravando o problema da menor disponibilidade depastaem, está o fato de ue as forraeiras apresentam ualidade nutricional mais baixa,especialmente pelo envel!ecimento dos tecidos veetais, conse u#ncia da redução de conte9do celulare linificação. Lesmo para baixas taxas de lotação, a combinação de menor oferta e ualidade daforraem resulta em perda de peso dos animais ou taxas de an!o muito baixas.A suplementação estratéica, principalmente na seca e uando corretamente reali7ada, fa7 com uea perda de peso se4a revertida para an!os moderados ou, pelo menos, ue !a4a a manutenção de pesodos animais. Cuando as condições estão favoráveis, especialmente as econmicas, o uso desuplementações mais intensas, visando maiores an!os de peso, pode ser interessante, dependendodos ob4etivos do produtor. Os fatores ue mais influenciam nesta decisão são, usualmente, o preço devenda dos animais, o preço dos rãos e a disponibilidade de forraem.  As principais formas de suplementação de bovinos na seca, ue sãoF o sal mineral com ureia, oproteinado ou mistura m9ltipla e a ração de semiconfinamento. Nodas elas podem ser usadas emsistemas de produção convencionais ou interados.A bovinocultura leiteira trata<se de uma exploração aropecuária com #nfase na produção de leitee seus derivados, porém explora a parte reprodutiva com animais para reposição ou comerciali7ação deado de elite em plantéis da raça.$o Brasil, a predominIncia é de reban!os de animais mestiços das raças Joland#s 2J3 e Mebu2M3. Nodavia, produtores mais especiali7ados utili7am animais puros de raças taurinas especiali7adaspara produção de leite 2Joland#s, EerseW, ardo :uíço3 ou 7ebuínas, principalmente *ir e *u7erá. Os sistemas de produção na bovinocultura leiteira são diferem uanto ao padrão racial, mane4oalimentar e forma de orden!a, são elesF ã  :istema extensivoO modelo extensivo de produção de leite apresenta uma produtividade média por vaca orden!adainferior a '.%&& litros de leite por ano e caracteri7a<se pela alimentação exclusivamente a pasto,suplementado apenas com sal comum. Os reban!os são constituídos de animais mestiços com alto raude sanue de raças 7ebuínas. As vacas são orden!adas uma ve7 ao dia, com o be7erro ao pé.O sistema de aleitamento adotado é o natural 2be7erro mamando na vaca durante toda a lactação3,com desaleitamento aos seisGoito meses de idade. Os mac!os são normalmente vendidos a desmamapara recriadores ou mantidos na propriedade até idade de abate. As novil!as e vacas descartes sãovendidas para corte. ?omo o controle sanitário é precário e eralmente inexistente, o risco dedisseminação de doenças contaiosas é elevado. As instalações limitam<se a um curral onde os animaissão orden!ados. A assist#ncia técnica é eventual, reali7ada principalmente por técnicos de oranismop9blico, alumas ve7es complementada por técnicos de empresas de insumos.+ste sistema de produção predomina nas ;eiões $orte, $ordeste e ?entro<Oeste, e com menorfre u#ncia nas ;eiões :udeste e :ul, compondo o rande universo dos vendedores de leite informal.ode<se en uadrar nessa cateoria os extratores de leite de ado de corte, 4á ue o modelo deprodução é semel!ante. *eralmente descon!ecem a leislação e dão pouca importIncia aos aspectos de ualidade do leite. O modelo é representativo de 6=,( das fa7endas produtoras de leite do país econtribui com 0%,6 da produção de leite nacional. ã  :istema semi<extensivo$esse sistema, a produtividade média por vaca orden!ada é de '.%&& a %.&&& litros de leite,caracteri7ando<se pela alimentação à base de pasto e suplementação com volumosos diversos noperíodo de menor crescimento das forraeiras tropicais. O uso de concentrado varia de acordo com onível de produção do reban!o, sendo mais comuns os concentrados comerciais ou inredientes simplescomo mil!o, caroço de alodão e farelo de trio, para vacas no primeiro terço da lactação. Ossuplementos alimentares são de volumosos de baixa ualidade, utili7ando<se, também, de resíduosarícolas e aroindustriais encontrados na reião. Os reban!os são constituídos principalmente poranimais mestiços Joland#s 2J3 e Mebu. As vacas são orden!adas duas ve7es ao dia.& aleitamento predominante é o natural com desaleitamento aos 6<'& meses de idade, mas alunsprodutores adotam o sistema de aleitamento artificial, com desaleitamento aos %<0 meses de idade.Os mac!os são normalmente vendidos ao desaleitamento e raramente sao mantidos na propriedade atéidade de abate. As novil!as e vacas descartes são vendidas para corte, mas !á comércio ativo deanimais produtivos entre produtores da mesma reião. & controle sanitário é mel!or, mas ainda podeser considerado precário, com alum risco de disseminação de doenças. As instalações são eralmentesimples, com maiores investimentos em salas de orden!a e resfriamento de leite. +ste sistema de
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