Sheet Music

CAMPOS DE EXPERIÊNCIA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA: DIÁLOGO COM WALTER BENJAMIN

Description
CAMPOS DE EXPERIÊNCIA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA: DIÁLOGO COM WALTER BENJAMIN Profa. Dra. Magali Reis Docente do PPGE PUC Minas RESUMO Este artigo concebido
Categories
Published
of 10
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Related Documents
Share
Transcript
CAMPOS DE EXPERIÊNCIA E A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO DA INFÂNCIA: DIÁLOGO COM WALTER BENJAMIN Profa. Dra. Magali Reis Docente do PPGE PUC Minas RESUMO Este artigo concebido por ocasião do XVII Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino. Decorre de análises realizadas nas atividades didáticas no ambito da disciplina Currículos e Programas na Educação Infantil, dos estudos e reflexões no campo da teoria crítica da educação, do trabalho com a formação de professores e exercício em diferentes localidades brasileiras em especial em Minas Gerais e São Paulo, e a atuação em projetos de extensão universitária realizados em escolas da infancia na região metropolitana de Belo Horizonte. Tomamos nestas reflexões os destacados estudos do filósofo alemão Walter Benjamin, suas contribuições para se pensar os conceitos de experiência e os fundamentos da educação de crianças pequenas. Decorrente da envergadura de sua obra seu trabalho continua a ser uma fonte permanente de produção intelectual e base para a elaboração de novos conhecimentos. Neste estudo, destacaremos as teorizações de Benjamin concernentes à infância, aos materiais e aos metodos de investigação por ele suscitados. Para tanto a noção de experiência é de suma importância para o entendimento do desenvolvimento de uma pedagogia que pretende formar um tipo específico de homem dinâmico, criativo e auto realizado, enfatizando em sua formação a experiência. Analisar o conceito benjaminiano de experiência (Erfahrung) pressupõe fazê-lo em oposição ao conceito de vivência (Erlebnis), neste sentido ambos são fundamentais para a compreensão da experiência contemporânea de educação de infância. Benjamin nos auxilia a reconduzir nosso olhar à experiência infantil ao colocar-nos diante da ideia de que a condução diretiva das vivencias infantis que situa o adulto como aquele que coloca à mera atividade operatória como cerne de seu trabalho com os mais novos, pode ser inadvertidamente, o adulto impedindo as crianças de usar suas formas inovadoras e originais de pensar e experimentar. Palavras-chave: Crianças Infancias - Teoria Crítica 01950 2 INTRODUÇÃO Este artigo foi concebido por ocasião do XVII Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, decorre de análises realizadas nas atividades didáticas no ambito da disciplina Currículos e Programas na Educação Infantil, dos estudos e reflexões no campo da teoria crítica da educação, do trabalho com a formação de professores e exercício em dieferentes localidades brasileiras em especial em Minas Gerais e São Paulo, e a atuação em projetos de extensão universitária realizados em escolas da infancia na região metropolitana de Belo Horizonte. Tomamos nestas reflexões os destacados estudos do filósofo alemão Wlater Benjamin, e suas contribuições para se pensar os conceitos de experiência e os fundamentos da educação de crianças pequenas. Sua importânica como filósofo e teórico crítico pode ser aferida pela diversidade de sua influência intelectual e a produtividade contínua de seu pensamento. Principalmente considerado como pensador crítico e ensaísta, o conteúdo filosófico de seus escritos é cada vez mais reconhecido, consistitundo uma influência decisiva sobre a concepção da realidade da filosofia e sua adequação ao presente, conform destacou Adorno (1983). Na década de 1930 os esforços de Benjamin para o desenvolvimento de uma teoria materialista dialética, orientada politicamente demonstrou ser um estímulo importante tanto para a chamada Escola de Frankfurt de Teoria Crítica. Benjamin influenciou sobre maneira as oreintações teóricas da Teoria Crítica, como inspirou a arte e mobilizou intelectuais, artistas, ensaistas e teatrologos. Originalmente recebidas no contexto de teoria literária e estética, a profundidade filosófica e amplitude cultural do pensamento de Benjamin só recentemente começaram a ser totalmente apreciados em diferentes campos do conhecimento, dentre eles a sociologia e os recentes estudos sociológicos a respeito da infância. Decorrente da envergadura de sua obra seu trabalho continua a ser uma fonte permanente de produção intelectual e base para a elaboração de novos conhecimentos. Neste estudo, destacaremos as teorizações de Benjamin concernentes a infância, aos materiais e aos metodos de investigação por ele suscitados, bem como as pistas que fornece para que pensemos as práticas pedagógicas desenvolvidas no âmbito da educação de infância tomando dela um aspecto a brincadeira como experiência e como prática cultural 3 A compreensão do contexto intelectual da obra de Benjamin tem contribuído para o reconhecimento filosófico de suas contribuições no campo da educação de modo geral, e em particular para pensarmos os caminhos sociais e filosóficos que a consolidação dos estudos no campo da educação infantil tem possibilitado. Seus ensaios e aforismos sobre a criança, a educação, a brincadeira e os brinquedos continuam sendo um siginificativo conjunto teórico cuja importancia para a teoria educacional é inquestonável. Do mesmo modo suas reflexões apresentadas na obra Rua de Mão Única fornecem um estímulo teórico para a teoria cultural e os conceitos filosóficos da modernidade e da percepção que construímos sobre as novas gerações (BENJAMIN, 1979). A compreensão de Benjamin sobre a educação tem sido uma fonte duradoura de reflexões teórico-metodológicas para uma variada gama de pensadores filosóficos recentes, no entanto, Jessop (2013) analisa que apesar do legado de Benjamin para a compreensão do universo infantil, ele tem recebido pouca atenção em trabalhos sobre a infância e, em estudos mais amplos de Benjamin, a infância recebe apenas um olhar difuso. BENJAMIN E A EXPERIÊNCIA A preocupação de Benjamin com o delineamento de uma experiência imediata é valiosa por fornnecer uma descrição temática e uma oposição conceitual aos modelos centrados no idealismo racionalista, cujas bases conceituis são trabalhadas ao longo de toda a sua produção intelectual. Compreendemos que os conceitos de Erleben (vivencia no sentido Freudiano), Erlebnis (vivência) e Erfarung (que designa experiência, em oposição a Erlebnis), são fundamentais para a compreensão da experiência contemporânea de educação de infância. Tal reflexão se faz urgente quando consideramos que essa relação atualmente é condicionada pelos imperativos decorrentes de um projeto político social ainda bastante importantes no campo da educação e que diz respeito à formação do homem neoliberal i. Analisadas neste estudo por meio dos ideais culturais do movimento da juventude ii, as elaborações teóricas de Benjamin contrastam com os vazios, sem espírito, isto é, Geistlosen das experiências apenas acumuladas ao longo de uma vida Erlebt e o tipo privilegiado da experiência que é preenchido com conteúdo significativo por meio do contato permanente com a 01952 4 imaginação pueril. A influência de Nietzsche, sobre Benajmim, em textos anteriores é perceptível, mais especificamente por destacar a importância dos jovens no que diz respeito à experiência estética na superação do niilismo amargurado dos valores prediominantes à época. De certo que Benjamin referia-se aos cânones da poesia alemã, e mais especificamente de Schiller iii, Goethe iv, Hölderlin v e Stefan George vi, Ainda assim encontramos um campo considerávemente fértil de teorizações capazes de fornecer pistas a compreensão do conceito de experiência e suas implicações para a educação das novas gerações. Para tanto a noção de experiência é de suma importância para o entendimento do desenvolvimento de uma pedagogia que pretende formar um tipo específico de homem dinâmico, criativo e auto realizado, enfatizando em sua formação a experiência. Analisar o conceito benjaminiano de experiência (Erfahrung) pressupõe fazê-lo em oposição ao conceito de vivência (Erlebnis). O termo vivência (Erlebnis), na acepção benjaminiana, origina-se do verbo alemão Erleben que significa estar vivo quando um fato acontece (BENJAMIN, 1979, 1996). Requer a presença viva e o testemunho ocular a um evento. A Erlebnis contém, por um lado, a provisoriedade do Erleben, do viver, do estar presente e, por outro, o devir que se produz. (KONDER, 1998) Reúne a fugacidade do evento e a duração do testemunho, a singularidade do ato de vida e a memória que o conserva e transmite. (MEINEZ, 2008) Erlebnis é a vivência do indivíduo isolado em sua história pessoal, apegado unicamente às exigências de sua existência prática, à sua cotidianidade, é a impressão forte que precisa ser assimilada às pressas, que produz efeitos imediatos. O homem moderno vive o presente sem laços com o passado, subjugado pelo excesso de apelos que a sociedade de consumo oferece. Tais características estão essencialmente presentes na atual sociedade da informação, na qual a velocidade induz ao esquecimento, não havendo espaço para a memória. Já a Erfahrung é o conhecimento obtido através de uma experiência que se acumula, que se prolonga, que se desdobra, como numa viagem, observamos que o sufixo fahren em alemão designa a ação de viajar, assim o sujeito integrado numa comunidade dispõe de critérios que lhe permitem ir sedimentando as coisas com o tempo. Significa o modo de vida que pressupõe o mesmo universo de linguagem e de prática, associando a vida particular à vida coletiva e estabelecendo um fluxo de correspondências alimentado pela memória 6 Na modernidade, no entanto, com o advento da técnica científica, experiência significa prova, demonstração, tentativa ou ensaio (KONDER, 1988). O que equivale ao processo de experimentação enquanto método científico que consiste em observar um fenômeno natural, sob condições determinadas, usando aparatos ou instrumentos que permitam aumentar o conhecimento que se tenha das manifestações ou leis que regem um fenômeno. O que nos remete à dimensão tecnicista similar ao funcionamento mecânico do relógio, no entanto, para Benjamin a experiência não se esgota na apreensão cognoscível do pensamento racional. Matos (1989, p. 53) reafirma esta noção ao defender que a tradição em Benjamin corresponde à unidade de um agora que contém o absolutamente presente como sendo unidade do presente, do futuro e do passado. Tomada de forma apressada pela Pedagogia contemporânea a experiência é tratada como episódica, e se assemelha a uma escada em que cada sujeito avança na aquisição de conhecimento, num processo crescente de acúmulo de conteúdos formais. Nesta perspectiva, a ideia de progressão e sedimentação está colocada, o que exclui em certa medida a possiblidade de vivencia (Erlebnis). No ensaio Sobre a Linguagem geral e a linguagem do homem, datado de 1916, Benjamin oferece uma concepção que define a experiência de modo amplo, incluindo a percepção, que segundo ele é essencialmente linguística, e que toda a linguagem humana, o que inclui a escrita que geralmente está associada a mera convenção é em verade essencialmente expressiva e criativa. Em seus primeiros ensaios, a linguagem é privilegiada como um modelo de experiência justamente porque mina e transgride as divisões e limitações que o modelo positivista impôs a mentalidade ocidental, incluindo aquele fundamental que distingue o sujeito do objeto de sensações. Se ambos são constitutivamente linguístico e linguagem, serve como um meio de experiência que liga o sujeito e objeto em uma relação mais profunda. Em certa medida Benjamin rejeita o sentido hipócrita da separação kantiana entre compreensão e sensibilidade com base em uma noção vazia e puramente formal da razão pura, o que pode apenas ser postulado de acordo com o concreto, isto é, com o conteúdo estético da linguagem 6 INFÂNCIA NO PENSAMENTO DE W. BENJAMIN Procuramos explorar neste estudo algumas ideias centrais nos escritos de Benjamin sobre experiência, em suas distintas acepções, a qual ele relaciona a ideia de infância. Ao fazê-lo, certas questões difíceis levantadas pela educação histórica de crianças podem ser ativadas por meio de uma crítica um pouco negligenciada pelos estudiosos de Benjamin. Embora ele não possa nos dizer como ensinar às crianças, as ideias de Benjamin afirmam o potencial emancipatório, no âmbito do desenvolvimento da consciência histórica, e nos levam a questionar como a compreensão dialética da infância pode promover este potencial. Benjamin não estava interessado em voltar-se para o projeto de uma dedução racionalista da experiência, nem a uma concepção diretamente religiosa do mundo, ele estava interessado em comrpeender como o conceito científico de experiência alimenta nossos ideais de uma infancia idílica. Neste sentido, sua epistemologia aborda não apenas a questão da certeza do conhecimento que é duradouro, mas também a questão negligenciada da legitimidade de uma experiência entendida como algo efêmero. O permanente interesse de Benjamin com o novo indica essa tentativa de integrar possibilidades fenomenológicas mais especulativas de experiência no ambito do conhecimento filosófico. Ele resiste a privilegiar qualquer disciplina única de conhecimento, e insiste na preservação de uma multiplicidade de possiblidades interprettivas que implica, em certa medida, no problema da experiencia estética. Isso levaria Benjamin a tentar uma reconsideração radical do conceito filosófico da experiencia, despojada de associações dualistas com uma essência atemporal e puramente racional das coisas. Benjamin também considera que uma metafísica mais especulativa, seria necessária a abolição da distinção nítida entre a natureza e a liberdade ou mecanismo causal e moral dispostos pelo racionalismo. Uma vez que é um entendimento específico da dialética , que faz a mediação entre essas duas esferas no sistema crítico, isso implica um repensar especulativo da dialética kantiana, de inspiração hegeliana (Benjamin,1989). Esta elaboração intelectual sugere novas possibilidades de relações lógicas silogísticas que podem ser abertas, incluindo o que Benjamin denomina de non synthesis entre dois conceitos. (p. 28) A relação de non synthesis sugerida em seus 01955 7 estudos sobre as passagens e dentre eles as análises sobre a criança, o brinquedo e a educação, podem informar a compreensão de Benjamin (1989) sobre a ideia como uma constelação de extremos. (p. 57) Neste sentido, a crítica ao pensamento racionalista de Benjamin representa uma tentativa de construir uma tradição pós-kantiana alternativa à da dialética hegeliana. Portanto, necessária uma nova filosofia da história. Tais análises nos auxiliam a compreender os conceitos basilares utilziados por Benjamin na análise dialética de infância, possibilitando-nos repensar as formas dadas de comrpeensão das experiências infantis. A GUISA DA CONCLUSÃO Tratamos até aqui de conceitos significativos para a compreensão do pensamento de Benjamin sobre a infância. A noção de experiência fundamenta este estudo e crítica à educação de infância, no entanto, dados os limites impostos a um artigo, nos detemos mais precisamente sobre um aspecto, qual seja, a brincadeira infantil, enquanto experiência e como prática cultural capaz de despertar na criança o espírito de solidariedade, fundamental para a luta contra a barbárie. O conceito de cultura entendido como os valores de uma herança é para Benjamin fetichista, uma vez que este aparece reificado. Porém Benajmin (1996b, 1996c) analisa que apenas por meio de uma compreensão da importância crucial da recepção, seria possível corrigir o processo de reificação que ocorre no ambito cultural, e cita como exemplo a obra de arte. À recepção ou o que Benjamin (1996a) chamou de vida após a morte do não - trabalho era apenas algo que aconteceu com o trabalho, externamente; era como constitutiva da obra em si como seu primeiro plano de vida (Vorlebe), ou das condições de produção, que são elas próprias tornadas invisíveis pela ideia da cultura como valor, e são elas próprias envolvidas em um constante processo de transformação, ou dito de outro modo, enseja as condicionantes de como o trabalho em si, modifica-se continuamente.(p.34) Benjamin prossegue afirmando que a história cultural materialista seria capaz de restaurar a experiência de obras por conseguinte da própria cultura. Com esses conceitos fundou uma nova problemática para o estudo cultural. Benjamin (1996a) estava interessado em cultura não como um reino autônomo de valores, isto é, - os valores independentes de conquistas estéticas, 01956 8 científicas, éticas e mesmo religiosas -, mas, pelo contrário, do mesmo modo que o sociólogo húngaro Georg Simmel a define como elemento de desenvolvimento da natureza humana. A partir desta prerrogativa o estudo cultural situa-se dentro do campo de uma filosofia materialista da história. Identificar as características do mundo da criança nos escritos de Walter Benjamin (1979, 1986) implica refletir sobre outros conceitos que os perpassam, como: a experiência moderna, a natureza e o uso da linguagem a partir de uma teoria mimética e das semelhanças, a reconstrução da história a partir de detalhes e ruínas, da temporalidade como repetição ou como criação, das noções que, no conjunto do seu pensamento, se entrelaçam. Ao apresentar a visão da criança e a sua sensibilidade ante o mundo, Benjamin manifesta a sua própria sensibilidade e imaginação criadora. Tomemos, nesta análise a brincadeira como elemento intrínseco à infância, e como elemento essencialmente cultural que é. Contudo, a observação direta na educação de infância nos conduz a antever uma obsessão diretiva no trabalho pedagógico com as crianças e uma compreensão distorcida de aprendizagem ativa, pelos adultos que controlam e perscrutam a infância. Benjamin (1986) nos auxilia a reconduzir nosso olhar à experiência infantil ao colocar-nos diante da ideia de que a condução diretiva das vivencias infantis que situa o adulto como aquele que coloca à mera atividade operatória como cerne de seu trabalho com os mais novos, pode ser inadvertidamente, o adulto impedindo as crianças de usar suas formas inovadoras e originais de pensar e experimentar Esta é uma questão que Benjamin nos provoca a considerar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADORNO, T. W. A Portrait of Walter Benjamin, Prisms, Cambridge, MA.: MIT., 1983, The Actuality of Philosophy, Telos 31, Spring 1977, AGAMBEN, G. State of Exception, trans. K. Attell, Chicago & London: University of Chicago Press, 9 BENJAMIN, W, Tradition and Experience: Walter Benjamin's Some Motifs in Baudelaire, in Benjamin, W. Selected Writings Vol. 1, Cambridge: Mass. Harvard University Press, 1996, p BENJAMIN, W. On Some Motifs in Baudelaire (H. Zorn, Trans.), in: H. ARENDT, (ed.) Illuminations. London: Pimlico, BENJAMIN, W. One Way Street and Other Writings. (trans. Edmund Jephcott & Kinsley Shorter). London: NLB, BENJAMIN, W. Reflections. Essays, aphorisms, autobiographical writings. P Demetz (ed). Tr by E Jephcott. New York: Schocken Books BENJAMIN, W. The Correspondence of Walter Benjamin: (M R.Jacobson & E. M. Jacobson, trans.) Chicago: University of Chicago Press, BENJAMIN, W. Selected Writings Vol. 1, Cambridge: Mass. Harvard University Press, BENJAMIN, W. The Arcades Project (R. Tiedemann, Trans.) Cambridge: Harvard University Press, 1996a. BENJAMIN, W. Selected Writings. Vol. 2, part 1, Cambridge: Mass., Harvard University Press, 1996b. BENJAMIN, W. Selected Writings. Vol. 2 part 2, Cambridge: Harvard University Press, 1996c. BENJAMIN, W & TARNOWSKI, K. Eduard Fuchs: Collector and Historian, New German Critique, 5(Spring), p.27-58, KONDER, Leandro. Walter Benjamin: o Marxismo da Melancolia. Rio de Janeiro: Campus, LÖWY, M, 2005, Fire Alarm: Reading Walter Benjamin's On the Concept of History, trans. Chris Turner, London & New York: Verso. MEINEZ, Andrea. A Experiência em Benjamin. Porto Alegre: UFRGS, 2008 (Tese de Doutorado) SCHOLEM, G. Walter Benjamin: história de uma amizade. São Paulo: Ed. Perspectiva, 10 WALTER BENJAMIN ARCHIV. Walter Benjamin s Archive. Bilder, Texte und Zeichen. Frankfurt am Main, Suhrkamp, i De acordo com Hartwitch (2009) Ne
Search
Similar documents
View more...
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks