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Câncer Da Pele
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  Câncer da pele O QUE É? O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, 135 mil novos casos e o câncer da pele responde por 25% detodos os diagnósticos de câncer no Brasil. O tipo mais comum, o não melanoma, tem letalidade baixa, mas os númerosalarmam os especialistas. A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença. Nos Estados Unidos, a AcademiaAmericana de Dermatologia estima que haja dois milhões de casos novos a cada ano.A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Estas células se dispõemformando camadas e, de acordo com a camada afetada, definimos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são oscarcinomas basocelulares e os espinocelulares. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo decâncer da pele.A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos estáassociada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento.Apesar da incidência elevada, o câncer da pele não-melanoma tem baixa letalidade e pode ser curado com facilidade sedetectado precocemente. Por isso, examine regularmente sua pele e procure imediatamente um dermatologista caso perceba pintas ou sinais suspeitos.  TIPOS DE CÂNCER DA PELE Carcinoma basocelular (CBC) É o mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. O CBC surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Tem baixa letalidade, e pode ser curado em caso de detecção precoce.Os CBCs surgem mais frequentemente em regiões mais expostas ao sol, como face,orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Podem se desenvolver também nas áreas não expostas, ainda que mais raramente. Em alguns casos, alémda exposição ao sol, há outros fatores que desencadeiam o surgimento da doença.Certas manifestações do CBC podem se assemelhar a lesões não cancerígenas, como eczema ou psoríase. Somente ummédico especializado pode diagnosticar e prescrever a opção de tratamento mais indicada.O tipo mais encontrado é o nódulo-ulcerativo, que se traduz como uma pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central,que pode sangrar com facilidade.  Carcinoma espinocelular (CEC) É o segundo mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. Manifesta-se nas células escamosas, que constituem a maior  parte das camadas superiores da pele. Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreasexpostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço etc. A pele nessas regiões normalmente apresenta sinais dedano solar, como enrugamento, mudanças na pigmentação e perda de elasticidade.O CEC é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Assim como outros tipos de câncer da pele, aexposição excessiva ao sol é a principal causa do CEC, mas não a única. Alguns casos da doença estão associados a feridascrônicas e cicatrizes na pele, uso de drogas antirrejeição de órgãos transplantados e exposição a certos agentes químicos ou àradiação. Normalmente, os CEC têm coloração avermelhada, e apresentam-se na forma de machucados ou feridas espessos edescamativos, que não cicatrizam e sangram ocasionalmente. Podem ter aparência similar a das verrugas também. Somenteum médico especializado pode fazer o diagnóstico correto.    Melanoma Tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, com 6.130 casos previstos no Brasil em 2013 segundo o INCA, omelanoma tem o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Embora o diagnóstico de melanoma normalmentetraga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90%, quando há deteção precoce da doença.O melanoma, em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém,quando se trata de melanoma, a “pinta” ou o “sinal” em geral mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento. Por isso, é importante observar a própria pele constantemente, e procurar imediatamente um dermatologistacaso detecte qualquer lesão suspeita.Aliás, mesmo sem nenhum sinal suspeito, uma visita ao dermatologista ao menos uma vez por ano deve ser feita. Essaslesões podem surgir em áreas difíceis de serem visualizadas pelo paciente. Além disso, uma lesão considerada “normal” para você, pode ser suspeita para o médico.Pessoas de pele clara, com fototipos I e II, têm mais risco de desenvolverem a doença, que também pode manifestar-se emindivíduos negros ou de fototipos mais altos, ainda que mais raramente. O melanoma tem srcem nos melanócitos, ascélulas que produzem melanina, o pigmento que dá cor à pele. Normalmente, surge nas áreas do corpo mais expostas àradiação solar.Em estágios iniciais, o melanoma se desenvolve apenas na camada mais superficial da pele, o que facilita a remoçãocirúrgica e a cura do tumor. Nos estágios mais avançados, a lesão é mais profunda e espessa, o que aumenta a chance demetástase para outros órgãos e diminui as possibilidades de cura. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental. Casos demelanoma metastático, em geral, apresentam pior prognóstico e dispõem de um número reduzido de opções terapêuticas.A hereditariedade desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientesdiagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casosregistrados em familiares de primeiro grau.  SINAIS E SINTOMAS O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber emquais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínicofeito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempreatento aos seguintes sintomas:Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, comcrosta central e que sangra facilmente;Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ousangramento. Aqui você encontrará a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos três tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCD. Mas, em caso de sinais suspeitos, procure sempre um dermatologista. Nenhum examecaseiro substitui a consulta e avaliação médica. REGRA DO ABCD ASSIMETRIA  Assimétrico: Maligno Simétrico: Benigno BORDA Borda irregular: maligno Borda regular: benigno COR  Dois tons ou mais: maligno Tom único: Benigno DIMENSÃO Superior a 6mm: provavelmente maligno   Inferior a 6mm: provavelmente benigno TRATAMENTO Todos os casos de câncer de pele devem ser diagnosticados e tratados precocemente, inclusive os de baixa letalidade, que podem provocar lesões mutilantes ou desfigurantes em áreas expostas do corpo, causando sofrimento aos pacientes.Felizmente, há diversas opções terapêuticas para o tratamento do câncer da pele não-melanoma. A modalidade escolhidavaria conforme o tipo e a extensão da doença, mas, normalmente, a maior parte dos carcinomas basocelulares ouespinocelulares pode ser tratada com procedimentos simples. Conheça os mais comuns: Cirurgia excisional Remoção do tumor com um bisturi, e também de uma borda adicional de pele sadia, como margem de segurança. Ostecidos removidos são examinados ao microscópio, para aferir se foram removidas todas as células cancerosas. A técnica possui altos índices de cura,e pode ser empregada no caso de tumores recorrentes. Curetagem e eletrodissecção Usadas em tumores menores, promovem a raspagem da lesão com uma cureta, enquanto um bisturi eletrônico destrói ascélulas cancerígenas. Para não deixar vestígios de células tumorais, repete-se o procedimento algumas vezes. Nãorecomendáveis para tumores mais invasivos. Criocirurgia Promove a destruição do tumor por meio do congelamento com nitrogênio líquido, a -50 graus. A técnica tem taxa de curamenor do que a cirurgia excisional, mas pode ser uma boa opção em casos de tumores pequenos ou recorrentes. Não hácortes ou sangramentos. Também não é recomendável para tumores mais invasivos. Cirurgia a laser Remove as células tumorais usando o laser de dióxido de carbono ou erbium YAG laser. Por não causar sangramentos, éuma opção eficiente para aqueles que têm desordens sanguíneas. Cirurgia Micrográfica de Mohs O cirurgião retira o tumor e um fragmento de pele ao redor com uma cureta. Em seguida, esse material é analisado aomicroscópio. Tal procedimento é repetido sucessivamente, até não restarem vestígios de células tumorais. A técnica preserva boa parte dos tecidos sadios, e é indicada para casos de tumores mal delimitados ou em áreas críticas. Terapia Fotodinâmica (PDT) O médico aplica   um agente fotossensibilizante, como o ácido 5-aminolevulínico (5-ALA) nas células anormais. No diaseguinte,as áreas tratadas são expostas a uma luz intensa que ativa o 5-ALA e destrói as células tumorais, com mínimosdanos aos tecidos sadios. 
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