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Controle de fluxo e drenagem subsuperficial nas laterais da pista do Aeroporto Plácido de Castro em Rio Branco/AC

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Controle de fluxo e drenagem subsuperficial nas laterais da pista do Aeroporto Plácido de Castro em Rio Branco/AC Paulo Eduardo Oliveira da Rocha Maccaferri do Brasil, Jundiaí SP,
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Controle de fluxo e drenagem subsuperficial nas laterais da pista do Aeroporto Plácido de Castro em Rio Branco/AC Paulo Eduardo Oliveira da Rocha Maccaferri do Brasil, Jundiaí SP, (11) Everson Galvão Batista Maccaferri do Brasil, Goiânia GO, (65) Itamar de Souza Bezerra Maccaferri do Brasil, Goiânia GO, (62) Matheus Camargo Garcia Maccaferri do Brasil, Jundiaí SP, (11) Local da obra: Rio Branco/AC Brasil Período: maio de 2015 a julho de m² Geomembrana 1,5mm m² Geocomposto Drenante 2L 7350m Geotubo m² Geotêxtil RT 07 Resumo Este case técnico aborda a importância da utilização e as vantagens de aplicação de geossintéticos tipo geomembrana, geocomposto drenante, geotêxtil e geotubo em obras para proteção e controle de fluxo (impermeabilização) e drenagem subsuperficial em drenos longitudinais. A pista do aeroporto Plácido de Castro em Rio Branco/AC passou seus últimos anos sofrendo ataque das águas infiltradas no solo e percoladas para a base do pavimento. Com esse ataque surgiam trincas, depressões e o acúmulo de água na pista devido à baixa capacidade de permeabilidade do material característico na região, a argila (tabatinga). Para combater tais efeitos foi avaliado a possibilidade da drenagem e encaminhamento das águas para aquém da pista. 1. INTRODUÇÃO As geomembranas são conhecidas por sua baixíssima permeabilidade (cerca de cm/s), e por esse motivo são normalmente aplicadas em sistemas de barreira e desvio de fluxo. Podem ser produzidas em polietileno de alta densidade (PEAD ou HDPE) mais a adição de aditivos. Sendo o PEAD um termoplástico derivado do eteno, sabe-se que esta resina é inerte por possuir hidrogênio e carbono em sua estrutura química, o que agrega ao material uma alta resistência ao impacto, inclusive em baixas temperaturas, e boa resistência contra agentes químicos. A resistência aos agentes químicos satisfaz o uso deste geossintético em sistemas de impermeabilização, ficando exposto aos mais diversos tipos de contaminantes e ácidos, sem comprometer suas propriedades funcionais. Durante os projetos de construção das obras, cujo lençol freático encontra-se elevado ou em condição quase aflorante, ou seja, subsuperficial, fazem-se necessários o seu rebaixamento e a condução de suas águas a pontos específicos. Uma das técnicas empregadas para solucionar tal problema é a utilização de trincheiras como elementos de drenagem subsuperficial, instaladas a intervalos e em profundidades especificas, definindo o rebaixamento do nível freático em níveis previamente determinados. Neste caso especificamente foi utilizada como solução drenante um geocomposto formado pela associação de um núcleo em geomanta a dois geotêxteis nãotecidos, especialmente desenvolvido para obras de drenagem. 2. DESCRIÇÃO Em função da infiltração das águas pluviais ao redor da pista do aeroporto e posterior percolação para a base do pavimento vinham causando sérios problemas na infraestrutura da pista. Nesta situação fez-se necessário a adoção do geossintético tipo geomembrana para impermeabilização das laterais da pista e também do geocomposto drenante para captação e encaminhamento das águas para as trincheiras longitudinais profundas com o sistema convencional geotêxtil e geotubo. Devido às características do solo presente na região ser uma argila pura mais conhecida como tabatinga, isto é, argilas que, quando em contato com a umidade, incorporam moléculas de água na sua estrutura cristalina, o que tem como consequência um aumento de volume. Quando secam dá-se o processo inverso, com libertação das moléculas de água e redução de volume. Nesses solos verificam-se, por consequência, variações volumétricas que interferem de forma muito significativa na estabilidade das vertentes. Com a captação e encaminhamento das águas pluviais através do geocomposto drenante 2L, obtêm-se um sistema de drenagem híbrido que agrega o melhor de cada um de seus componentes, pois enquanto a geomanta atua como núcleo drenante, conduzindo o fluido a ser drenado, o geotêxtil trabalha como filtro, impedindo que as partículas de solos sejam carreadas (transportadas) para o interior da geomanta, o que pode causar a sua colmatação (obstrução). 3. METODOLOGIA DE EXECUÇÃO A solução adotada foi impermeabilizar 20 metros dos dois lados da pista com a geomembrana e sobre ela a aplicação do geocomposto drenante, este com a função de captar e encaminhar as águas pluviais para a canaleta de ancoragem da geomembrana e encaminhamento das águas. A canaleta possui 1,5m de profundidade e foi dotada com o dreno convencional (brita+geotêxtil). Pode ser observado na figura 1 a seção tipo do projeto. Figura 1 Seção tipo do projeto. Para a aplicação da geomembrana a superfície de apoio deve estar limpa, seca, regularizada e livre de quaisquer objetos que possam ferir o material. Pode ser observado na figura 2 alguns painéis já aplicados e como é desenrolada a bobina com o auxílio de uma retroescavadeira. Figura 2 Limpeza e regularização do terreno e posterior aplicação da geomembrana. Os painéis já devem ser posicionados com os trespasses entre as bobinas de no mínimo 10 cm para se efetuar a solda e posicionados de forma que o painel superior não fique contra o fluxo percolado. Conforme figura 3. Figura 3 Trespasse e solda da geomembrana Com os painéis devidamente posicionados e o trespasse regularizado inicia-se a solda entre eles. Na figura 4 pode ser observado o tipo de solda utilizado por termofusão com cunha quente. Figura 4 Solda da geomembrana por termofusão. Com o intuito de manter a geomembrana bem estacionada e para que não se desloque por acomodações sofridas pelo solo, vento ou na própria operação, é necessário prever a ancoragem prévia da geomembrana, garantindo que não haja infiltrações no terreno devido a descontinuidades. Na figura 5 pode ser observado a vala de ancoragem com a geomembrana já instalada e também o geotubo para compor o sistema de encaminhamento das águas drenadas para uma posterior estrutura de lançamento. Figura 5 Vala de ancoragem e geotubo. A figura 6 mostra o aterro já finalizado e o início do plantio da grama. Figura 6 Fase final da obra e plantio da grama 4. CONCLUSÃO Com a utilização do mix de geossintéticos para controle de fluxo e drenagem das águas pluviais, várias foram as vantagens obtidas sendo elas: Controle do fluxo com a impermeabilização das laterais da pista; Drenagem e encaminhamento das águas pluviais; Melhoria na estrutura do pavimento; Aumento da vida útil da pista; 5. REFERÊNCIAS Manual Técnico de Geossintéticos Departamento técnico da Maccaferri Maccaferri América Latina Manual Brasileiro de Geossintéticos ABINT Associação Brasileira das Indústrias de Não Tecidos e Tecidos Técnicos (José Carlos Vertematti) IGS Brasil folheto Funções dos Geossintéticos, disponível no site
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