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Controle de Pragas Na Cultura Do Milho

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Piracicaba - SP (19) 3434-0149 www.projepec.com.br Campo Grande - MS (67) 3025-1231 www.projepec.com.br CONTROLE DE PRAGAS NA CULTURA DO MILHO Henágio Luiz Venâncio PROJEPEC® Paulo José Araripe Costa Engenheiro Agrônomo PROJEPEC® A utilização de monoculturas, principalmente em extensas áreas favorece, dentre outros, o aparecimento de pragas na lavoura, fato este que traz a necessidade de se controlar ou tentar impedir sua ocorrência a fim de se evitar perdas na produtividade e conseqüentes pr
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    Piracicaba - SP (19) 3434-0149www.projepec.com.br  Campo Grande - MS (67) 3025-1231www.projepec.com.br   1 CONTROLE DE PRAGAS NA CULTURA DO MILHO Henágio Luiz Venâncio PROJEPEC  ®    Paulo José Araripe Costa Engenheiro AgrônomoPROJEPEC  ®    A utilização de monoculturas, principalmente em extensas áreas favorece, dentre outros, oaparecimento de pragas na lavoura, fato este que traz a necessidade de se controlar ou tentar impedirsua ocorrência a fim de se evitar perdas na produtividade e conseqüentes prejuízos ao produtor. Aspragas do milho podem ser subdivididas em quatro grupos: pragas iniciais, pragas da parte áerea,pragas do colmo e pragas das espigas. Abaixo encontram-se algumas informações sobre as principaispragas do milho: PRAGAS INICIAIS    Pragas subterrâneas: Atacam as sementes ou as raízes, e quando não destroem por completo assementes, as enfraquecem, sendo que no segundo caso, as plantas não resistem às condições do meiocomo competição com outras plantas e acabam por morrer posteriormente. São identificadas por danosou falhas na plantação (não confundir com falhas devido a problemas no plantio). No início dagerminação é possível encontrar a semente danificada e/ou a praga caso se cave o solo no local dasfalhas. Exemplos de pragas iniciais são larva alfinete ( Diabrotica speciosa  ), larva-arame ( Melanotus sp. ), larva-angorá ( Astylus spp. ), percevejo-castanho ( Scaptocoris castaneum  ), bicho-bolo ou coró( Phlyllophaga sp., Cyclocephala sp  .), algumas espécies de cupins , dentre outros. O uso de rotação deculturas, controle de plantas daninhas, aração após a colheita e uso preventivo de agrotóxicos sãoalguns métodos para tentar controlar essas pragas.    Lagarta-elasmo ( Elasmopalpus lignosellus  ): É uma das principais pragas da cultura do milho. Aslagartas se alimentam primeiramente das folhas e depois vão para o solo, penetrando na planta na alturado colo, a partir daí vão fazendo galerias até atingir o ápice da planta. A identificação da lagarta-elasmodeve ser feita nos primeiros 30 dias pós-germinação, que corresponde ao período onde ocorrem osmaiores prejuízos à cultura. Primeiramente ocorre o “coração morto”, que é a morte das folhas centrais(essas folhas se destacam com facilidade), e depois ocorre a morte da planta ou ainda pode ocorrerperfilhamento. Pode-se encontrar a lagarta abrigada na base da planta, dentro de uma galeria com terrae detritos, sendo uma característica dessa lagarta saltar quando tocada. Recomenda-se o uso preventivode inseticidas sistêmicos aplicados nas sementes.    Lagarta-rosca ( Agrotis ipsilon  ): As lagartas se escondem no solo, em torno das plantas, durante odia e saem à noite para se alimentar da haste destas, provocando cortes nas mesmas, de modo que se    Piracicaba - SP (19) 3434-0149www.projepec.com.br  Campo Grande - MS (67) 3025-1231www.projepec.com.br   2 as plantas atacadas forem pequenas, o corte na haste pode ser total. As plantas atacadas geralmentetornam-se improdutivas, o ataque geralmente só ocorre em plantas com até cerca de 50 centímetros dealtura. A identificação é feita através de plantas que apresentam cortes na haste, causando morte dasplantas quando esse corte for grande. Pode ocorrer ainda perfilhamento, gerando touceiras improdutivas.Quando tocada, a lagarta enrola-se, lembrando a forma de uma rosca. A praga conhecida como lagarta-rosca envolve várias espécies de lagartas, dessa forma, o controle através de agrotóxicos se torna difícil,a espécie mais comum é a Agrotis ipsilon  . O método de controle indicado é o mesmo que o da lagarta-elasmo. PRAGAS DA PARTE AÉREA    Lagarta-do-cartucho ( Spodoptera frugiperda  ): Juntamente com a lagarta-elasmo, é uma dasprincipais pragas do milho. Inicialmente as lagartas se alimentam das folhas mais novas, raspando-as,sintoma este denominado “folhas raspadas”, e posteriormente realizam furos no cartucho, até danificá-los por completo. Devido ao canibalismo, geralmente encontra-se apenas uma lagarta no cartucho, suapresença é indicada pela presença de excrementos na planta. Quanto maior a produtividade esperada,mais rápido deve-se iniciar as medidas de controle. Algumas medidas indicadas são controle de plantasdaninhas hospedeiras da lagarta, aração após a colheita (para matar as pupas existentes no solo), usode Baculovirus (que possui eficiência comparável à de agrotóxicos, com a vantagem de não prejudicarinimigos naturais e nem poluir o meio ambiente), e uso de agrotóxicos.    Curuquerê-dos-capinzais ( Mocis latipes  ): Atacam as folhas a partir das bordas, deixando apenasas nervuras centrais. Como métodos de controle cita-se a eliminação de daninhas que possam servir dehospedeiras e o controle químico, realizado assim que for constatada a presença do inseto.    Cigarrinha-das-pastagens ( Deois flavopicta  ): A forma adulta causa danos ao milho ao sugar aseiva das plantas e injetar toxinas que impedem a circulação da seiva. Plantas até cerca de dez dias deidade são muito sensíveis ao ataque dessas cigarrinhas, porém acima de 17 dias as plantas já são bemtolerantes. As cigarrinhas podem migrar das pastagens para a cultura do milho. Pode-se utilizar otratamento de sementes como método de controle ou ainda o uso de agrotóxicos caso ocorra ainfestação em plantas maiores.    Cigarrinhas ( Peregrinus maidis  e Dalbulus maidis  ): Se encontram dentro do cartucho e sugam aseiva da planta, podendo transmitir doenças como o enfezamento do milho. O controle pode ser feitoutilizando-se cultivares resistentes às doenças.    Pulgão-do-milho ( Rhopalosiphum maidis  ): Se alimentam da seiva da planta, e são vetores deviroses como o mosaico, além de permitir que se desenvolva nas folhas um tipo de fungo (fumagina) queprejudica a realização da fotossíntese pela planta. Podem ser identificados verificando-se a presença de    Piracicaba - SP (19) 3434-0149www.projepec.com.br  Campo Grande - MS (67) 3025-1231www.projepec.com.br   3 colônias de pequenos insetos esverdeados geralmente dentro do cartucho. Pode-se utilizar o controlebiológico ou ainda o uso de agrotóxicos em casos de alta taxa de infestação. PRAGAS DO COLMO    Broca da cana-de-açúcar ( Diatraea saccharalis  ): As lagartas penetram no colmo e fazem galerias.A planta atacada pode produzir normalmente, porém a planta torna-se bastante suscetível à queda poração do vento. A praga pode ser identificada abrindo-se o colmo da planta, onde se encontrará a lagartaou sua galeria. O método de controle indicado é o biológico. PRAGAS DA ESPIGA    Lagarta-da-espiga ( Helicoverpa zea  ) e Lagarta-do-cartucho ( Spodoptera frugiperda  ): A lagartada espiga se alimenta dos grãos em formação na espiga, além de favorecer o aparecimento de carunchoe da traça. Na fase de milho verde pode-se encontrar uma lagarta no interior da espiga infestada,localizada na ponta da espiga. A lagarta do cartucho ocorre mais comumente no cartucho da planta,porém pode ocorrer também nas espigas. Se a lagarta não for controlada após a postura dos ovos, seucontrole após entrar na espiga torna-se difícil. Caso o objetivo seja a produção de milho verde pode-seutilizar o controle mecânico, cortando a ponta da espiga com um facão. O uso de cultivares queapresentem bom empalhamento ajuda a diminuir a incidência dessas pragas. Além disso, também há apossibilidade de uso de controle biológico. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE Observa-se que um método bastante utilizado no controle de pragas é o uso de agrotóxicos,porém esses produtos quando utilizados de maneira incorreta, seja no tipo de produto, no modo deaplicação ou na dose (super ou sub-dosagem), podem ocasionar problemas como a eliminação deinimigos naturais das pragas, eliminação de insetos benéficos como polinizadores, deixar resíduos nosprodutos, causar o aparecimento de pragas secundárias ou ainda proporcionar o aparecimento deresistência nos insetos alvo. Um dos fatores a ser observado ao se utilizar o controle químico é aseletividade do produto, ou seja, o produto deve atuar na praga (alvo), porém deve ser inofensivo aosinsetos predadores e parasitas dessa praga, ou seja, deve-se preferir produtos seletivos ao invés deprodutos de amplo espectro.O uso de tratamento de sementes através de inseticidas sistêmicos é bastante recomendado,mesmo sendo considerado um método preventivo, principalmente para o combate às pragas iniciais domilho, que se escondem no solo ou dentro dos colmos das plantas, onde o uso de pulverizações deagrotóxicos acaba sendo pouco eficiente. Esse método tem as vantagens de apresentar boa eficiência,de não utilizar água, além do fato de ser uma aplicação localizada e com isso, não afeta diretamente os    Piracicaba - SP (19) 3434-0149www.projepec.com.br  Campo Grande - MS (67) 3025-1231www.projepec.com.br   4 inimigos naturais, porém deve-se evitar que as sementes fiquem descobertas no sulco de plantio, já quesão tóxicas a pássaros e outros animais.Um método de controle que vem se mostrando bastante eficiente e menos prejudicial aoambiente é o controle biológico. Ele pode ser utilizado de dois modos: pela importação de inimigosnaturais ou ainda pela manipulação daqueles já existentes no local. Este método tem se mostradointeressante principalmente para pragas como Spodoptera frugiperda  , Diatraea saccharalis  e Helicoverpa zea  , que se localizam no colmo ou na espiga, tornando o controle químico de baixaeficiência.Deve-se salientar também que plantas daninhas podem servir como hospedeiras para as pragas,sendo que a eliminação dessas plantas auxilia bastante o combate a esses insetos. Porém,independente do método de controle escolhido, seja ele químico, biológico, cultural ou a junção de váriosmétodos, o combate às pragas deve visar a eficiência agronômica aliada à baixa toxicidade ao homem eao meio ambiente.Para saber quando iniciar o combate a uma determinada praga, é essencial realizar omonitoramento constante da lavoura, desse modo, tem-se conhecimento de quando a praga chegou naárea e também pode-se estimar qual a sua densidade populacional. Esse tipo de monitoramento éimportante pois ao se atingir o nível de controle, ou seja, o tamanho da população de insetos-praga é talque pode prejudicar a produtividade da cultura, o agricultor deve dar início ao combate aos insetos. Omonitoramento pode ser feito de diversas formas como através de armadilhas luminosas, uso dearmadilhas contendo feromônios, uso de peneiras, redes entomológicas dentre outros.O nível de controle a ser adotado para se iniciar o combate a uma determinada praga dependede alguns fatores tais como produtividade esperada, tipo de praga, ocorrência de inimigos naturais naárea e idade da planta sendo que, para sua determinação, é indispensável o auxílio de um profissionalhabilitado para indicar qual o nível de controle indicado para a praga e qual o melhor método a serutilizado.
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