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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO – UFRRJ GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DISCIPLINA: FORMAÇÃO HISTÓRICA DO MUNDO CONTEMPORÂNEO PROFESSOR: MUNIZ FERREIRA ALUNO: LEONARDO FONSECA MATRÍCULA: 201549024-6 FICHAMENTO CHOMSKY, Noam “Verdades e Mitos sobre a invasão do Iraque”. In: PANITCH, Leo & LEYS, Colin. O Novo Desafio Imperial. Buenos Aires: Clacso, 2006. Em seu breve texto o autor Noam Chomsky busca desmitificar os motivos da invasão nort
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  1 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO  –  UFRRJ GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DISCIPLINA : FORMAÇÃO HISTÓRICA DO MUNDO CONTEMPORÂNEO PROFESSOR:  MUNIZ FERREIRA ALUNO:  LEONARDO FONSECA MATRÍCULA:  201549024-6 FICHAMENTO CHOMSKY, Noam “Verdades e Mitos sobre a invasão do Iraque ” . In: PANITCH, Leo & LEYS, Colin. O Novo Desafio Imperial. Buenos Aires: Clacso, 2006. Em seu breve texto o autor Noam Chomsky busca desmitificar os motivos da invasão norte-americana ao Iraque, evidenciar a nova doutrina dos Estados Unidos e mostrar como a mídia contribuiu para a imposição dessa nova política externa. O texto inicia-se com a apresentação das razões oficiais, evidenciando como o verdadeiro motivo estava escondido por camadas enganosas. A primeira era de que o Iraque possuía armas de destruição em massa, que logo foi sobrepujada pela afirmação de Bush que a invasão aconteceria de qualquer forma, uma vez que estavam comprometidos com a mudança de regime. Logo ficou claro também que o motivo de mudança de regime também não era o suficiente, que uma “fachada árabe” era o verdadeiro interesse norte -americano, isto é, um governo que fosse de acordo com as políticas de Washington. Outras vezes também era usado o argumento da “democracia” , no qual Chomsky descreve como uma piada. “ Os EUA se opuseram consistentemente à democracia no interior do Iraque, e se oporiam em qualquer outro lugar, a menos que esta estivesse dentro de limites bem estabelecidos .” (p. 162).  O líder do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, Sayed Muhamed Hakim, reafirmou à imprensa a imposição hegemônica estadunidense, ressaltando que os EUA eram mais uma força de ocupação do que de libertação. Uma “verdadeira” democracia na reg ião não seria compatível com os objetivos hegemônicos norte-americanos. Um regime de marionetes era o ideal.  2 Em 2002, o Governo Brush lançava sua estratégia de segurança nacional, que provocou uma agitação no mundo, pois no mundo pós-guerra era a primeira vez que um país anunciava de maneira firme que pretendia governar o mundo. Podendo ser chamada de uma doutrina de guerra antecipatória (  pre-emptive ) ou doutrina de guerra preventiva (  preventive ), a verdade é que nenhuma ameaça militar necessita ser prevenida, os desafios podem ser fabricados e a ameaça ser o pr  óprio “desafio” dessa estratégia.   Ações precisavam ser realizadas para demonstrarem a seriedade da nova doutrina , para que esta pudesse se tornar uma “norma em matéria de relações internacionais”. A invasão ao Iraque servia como ação exemplificativa, que ensinaria uma lição que outros deveriam aprender. “ O alvo deve ter certas qualidades cruciais: deve ser importante [...] e deve estar indefeso. O Iraque cumpria perfeitamente com ambas as condições. Sua importância é óbvia, como também a fraqueza necessária. Era então uma escolha perfeita para uma ação exemplar que estabelecesse a doutrina do domínio global pela força como uma nova “norma”.”  (p. 167).  Além disso, o ataque ao Iraque também serviu para campanha eleitoral norte-americana, ambas no ano de 2002. Uma vez que o Governo Bush não teria chance nos temas econômicos e sociais, a saída era apelar ao tema da segurança nacional, sendo necessária a invenção de ameaça aos EUA para que o presidente a superasse de modo brilhante. O plano deu certo, porém não era a primeira vez na história que o governo norte-americano recorria ao botão do pânico para realizar suas políticas externas, tendo como exemplo o governo de Reagan e o caso dos líbios. “  A mídia transmitiu a propaganda do governo sobre a ameaça à segurança dos EUA oferecida pelo Iraque, sua participação no 11 de setembro e nos demais atos de terrorismo, etc., às vezes enfeitando-a por sua própria conta. A maioria da população rapidamente se convenceu de que o Iraque era uma ameaça iminente para a segurança dos EUA. ” (p. 169).    3  A opinião mundial divergia da opinião da população estadunidense, tendo em vista que os EUA eram o único país no mundo em que 60% da população adulta acreditava que o Iraque era uma ameaça iminente.  A d eclarada vitória de Bush na “guerra ao terror” na verdade marcava um retrocesso, já que a única relação conhecida entre o Iraque e o terror ao estilo da Al- Qaeda era que a invasão levou a um “aumento do recrutamento”  da mesma. “  A CIA e outras agências de inteligência, assim como muitos especialistas em assuntos internacionais e terrorismo, alertaram sobre os riscos que acompanham a nova doutrina de “guerra preventiva” dos EUA, e  alguns advertiram especificamente sobre os possíveis estímulos ao terrorismo e à proliferação de armas de destruição em massa .” (p. 171).   No entanto, o ataque e a nova “norma” sofreram forte oposição mundial. Houve muitos protestos antes que o ataque começasse, assim como no dia que este foi lançado. Se não fosse a propaganda midiática do governo, a oposição teria sido muito mais importante. O autor ressalta a importância dessas atitudes públicas, tendo como referência a adoção do Governo Reagan ao modelo de “guerra contra o terror” declarada na América Central, mas que retrocedeu após protestos populares.  As razões reais tiveram que ser ocultadas através de uma “síndrome de Vietnam”, baseado no medo de baixas, uma vez que tais atos tornaram -se doutrinariamente inaceitáveis, pois há uma menor tolerância pública para a agressão e a violência. “  A agenda do movimento contra a Guerra deve agora orientar-se no sentido de assegurar que o Iraque seja governado pelos iraquianos genuinamente representativos e independentes, e para que os EUA e o Reino Unido forneçam reparações em massa pelo que fizeram no Iraque durante 20 anos [...].” (p. 173).  Por fim, Chromsky ressalta que o movimento contra a guerra tem conexão aos movimentos pela justiça global que possuem objetivos muito mais ambiciosos.
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