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Fichamento_ Hall Stuart_ A Identidade Cultural Da Pós-Modernidade_ Patricia Porto

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Fichamento_ Hall Stuart_ A Identidade Cultural Da Pós-Modernidade_ Patricia Porto
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  FICHAMENTO: HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-mdernidade. !Trad. Tma Tadeu da Sil#a $ %uaciraLpes Lur&. '' ed. (i de )aneir: *+$A, .' / A I*ENTI*A*E EM 01EST2O “A questão da identidade está sendo extensamente discutida nateoria social. Em essência, o argumento é o seguinte: as velhasidentidades, que por tanto tempo estabiliaram o mundo social,estão em declino, !aendo surgir novas identidades e!ragmentando o indiv duo moderno, até aqui visto como umsu#eito uni$cado.% &p.'()apitulos *+: identidades culturais - comparar com E/)A0122 )A342.“4ara aqueles5as te6ricos5as que acreditam que as identidadesmodernas estão entrando em colapso, o argumento sedesenvolve da seguinte !orma. /m tipo di!erente de mudan7aestrutural está trans!ormando as sociedades modernas no $naldo século 88.% &p. 9( '.'Tr3s cncep45es de identidade a( su#eito do luminismo: “&...( concep7ão da pessoa humanacomo um indiv duo totalmente centrado, uni$cado, dotado dascapacidades de raão, de consciência e de a7ão &...( era umaconcep7ão muito ;individualista; do su#eito e de sua identidade&...(% &p. <=+<<(b( su#eito sociol6gico: “e acordo com essa visão, que se tornoua concep7ão sociol6gica clássica da questão, a identidade é!ormada na ;intera7ão; entre o eu e a sociedade. 2 su#eito aindatem um n>cleo ou essência interior que é o ;eu real;, mas este é!ormado e modi$cado num diálogo cont nuo com os mundosculturais ;exteriores; e as identidades que esses mundoso!erecem.% &p. <<(c( su#eito p6s+moderno: não tem identidade $xa, estável,permanente. “2 su#eito assume identidades di!erentes emdi!erentes momentos, identidades que não são uni$cadas aoredor de um ;eu; coerente. entro de n6s há identidadescontradit6rias, empurrando em di!erentes dire7?es, de tal modoque nossas identi$ca7?es estão sendo continuamentedeslocadas.% &p. <*(2s movimentos em torno da Educa7ão do )ampo surgiram #ustamente pelo !ato de que não se encaixam na identidade emvigência, métodos urbaniados os quais sempre são impostos.@ão há reexão diante do que é ensinado. '.. O car6ter da mudan4a na mdernidade tardia “/m outro aspecto desta questão da identidade está relacionadoao caráter da mudan7a na modernidade tardiaB em particular, aoprocesso de mudan7a conhecido como ;globalia7ão; e seuimpacto sobre a identidade cultural.% &p.<(4osicionamento de alguns autores:+ Ciddens: ;&...( D medida em que áreas di!erentes do globo sãopostas em interconexão umas com as outras, ondas detrans!orma7ão social atingem virtualmente toda a super! cie daterra;  e a naturea das institui7?es modernas &Ciddens, <99=,p. F(% &p. <G(+ avid HarveI: “ &...(!ala da modernidade como implicando nãoapenas ;um rompimento impiedoso com toda e qualquercondi7ão precedente;, mas como ;caracteriada por umprocesso sem+$m de rupturas e !ragmenta7?es internas no seupr6prio interior; &<9J9, p. <K(% &p.<F( + Ernest Laclau &<99=(: “As sociedades da modernidade tardia,argumenta ele, são caracteriadas pela ;di!eren7a;B elas sãoatravessadas por di!erentes divis?es e antagonismos sociais queproduem urna variedade de di!erentes ;posi7?es de su#eito; isto é, identidades  para os indiv duos.% &p.<'( '.7. O 8ue est6 em 9 na 8uest; das identidades< + Exempli$ca questão do #ogo das identidades e como elas nãosão uni$cadas a partir do #ui negro )larence Mhomas, o qual !oi  indicado D Nuprema )orte Americana por Ceorge Oush. lustra asconseqPências pol ticas da !ragmenta7ão ou ;pluralia7ão; deidentidades. Ele representava uma identidade de representantenegro e, ao mesmo tempo, o conservadorismo em termos delegisla7ão. &p. <J+<9( 2s pro!essores que atuam nas escolas do campo possuem umaidentidade de pedagogo ou militanteQ A questão das pol ticasp>blicas está acima das metodologias e o ensinocontextualiadoQ “e !orma crescente, as paisagens pol ticas do mundo modernosão !raturadas dessa !orma por identi$ca7?es rivais edeslocantes  advindas, especialmente, da erosão da;identidade mestra; da classe e da emergência de novasidentidades, pertencentes D nova base pol tica de$nida pelosnovos movimentos sociais: o !eminismo, as lutas negras, osmovimentos de liberta7ão nacional, os movimentosantinucleares e ecol6gicos &3ercer, <99=(.% &p.K<( / NASCIMENTO E MO(TE *O S1)EITO MO*E(NO “2 !oco principal deste cap tulo é conceitual, centrando+se emconcep7?es mutantes do su#eito humano, visto como uma $guradiscursiva, cu#a !orma uni$cada e identidade racional erampressupostas tanto pelos discursos do pensamento modernoquanto pelos processos que moldaram a modernidade, sendo+lhes essenciais.% &p.K*(2 su#eito coloca+se no centro, não aceita as a$rma7?es da gre#asobre eus estar no centro do universo. “As trans!orma7?esassociadas D modernidade libertaram o indiv duo de seus apoiosestáveis nas tradi7?es e nas estruturas. Antes se acreditava queessas eram divinamente estabelecidasB não estavam su#eitas,portanto, a mudan7as !undamentais. 2 status, a classi$ca7ão ea posi7ão de uma pessoa na ;grande cadeia do ser;  a ordemsecular e divina das coisas predominavam sobre qualquersentimento de que a pessoa !osse um indiv duo soberano.%&p.KG(Ralar em deslocamento de identidade não é algo simples.Há uma outra ruptura a partir do século 8S. “3as D medida emque as sociedades modernas se tornavam mais complexas, elasadquiriam uma !orma mais coletiva e social. As teorias clássicasliberais de governo, baseadas nos direitos e consentimentoindividuais, !oram obrigadas a dar conta das estruturas doestado+ na7ão e das grandes massas que !aem umademocracia moderna.% &p.K9( Nurge então concep7ão mais social do su#eito. ois importanteseventos contribu ram para isso: < - “&...(biologia darTiniana. 2su#eito humano !oi ;biologiado;  a raão tinha uma base na@aturea e a mente uni ;!undamento; no desenvolvimento ! sicodo cérebro humano.% &p.*=(B K - Nurgimento de novas ciênciassociais. “&...(modelo sociol6gico interativo, com suareciprocidade estável entre ;interior; e ;exterior;, é, em grandeparte, um produto da primeira metade do século 88, quando asciências sociais assumem sua !orma disciplinar atual. Entretanto,exatamente no mesmo per odo, um quadro mais perturbado eperturbador do su#eito e da identidade estava come7ando aemergir dos movimentos estéticos e intelectuais associado como surgimento do 3odernismo.% &p. *K( .'. *escentrand  su9eit “&...(A primeira descentra7ão importante re!ere+ se Ds tradi7?esdo pensamento marxista. 2s escritos de 3arx pertencem,naturalmente, ao século 88 e não ao século 88. 3as um dosmodos pelos quais seu trabalho !oi redescoberto ereinterpretado na década de sessenta !oi D lu da sua a$rma7ãode que os ;homens &sic( !aem a hist6ria, mas apenas sob ascondi7?es que lhes são dadas;.&p.*(“2 segundo dos grandes ;descentramentos; no pensamentoocidental do século 88 vem da descoberta do inconsciente porRreud.% &p.*F(. “4sicanaliticamente, n6s continuamos buscando a;identidade; e construindo biogra$as que tecem as di!erentespartes de nossos eus divididos numa unidade porqueprocuramos recapturar esse praer !antasiado da plenitude%  &p.*9(“2 terceiro descentramento que examinarei está associado como trabalho do lingPista estrutural, Rerdinand de Naussure.Naussure argumentava que n6s não somos, em nenhum sentido,os ;autores; das a$rma7?es que !aemos ou dos signi$cadosque expressamos na l ngua.% &p. =(“2 quarto descentramento principal da identidade vem deRoucault &...( destaca um novo tipo de poder, que ele chama de;poder disciplinar;, que se desdobra ao longo do século 88,chegando ao seu desenvolvimento máximo no in cio do presenteséculo &...(2 ob#etivo do ;poder disciplinar; consiste em manter;as vidas, as atividades, o trabalho, as in!elicidade e os praeresdo indiv duo;, assim como sua sa>de ! sica e moral, suaspráticas sexuais e sua vida !amiliar, sob estrito controle edisciplina, com base no poder dos regimes administrativos, doconhecimento especialiado dos pro$ssionais e no conhecimento!ornecido pelas ;disciplinas; das )iências Nociais. Neu ob#etivobásico consiste em produir ;um ser humano que possa sertratado como um corpo d6cil; &reI!us e UabinoT, <9JK, p.<*G(.% &p. K(“2 quinto descentramento que os proponentes dessa posi7ãocitam é o impacto do !eminismo, tanto como uma cr tica te6ricaquanto como um movimento social. 2 !eminismo !a partedaquele grupo de ;novos movimentos sociais; &...(% &p.( 7. AS C1LT1(AS NACIONAIS COMO COM1NI*A*ESIMA%INA*AS “&...( como este ;su#eito !ragmentado; é colocado em termos desuas identidades culturais.% &p. '(“2 argumento que estarei considerando aqui é que, na verdade,as identidades nacionais não são coisas com as quais n6snascemos, mas são !ormadas e trans!ormadas no interior da representação . @6s s6 sabemos o que signi$ca ser inglês;devido ao modo como a ;inglesidade; & Englishness ( veio a serrepresentada  como um con#unto de signi$cados  pelacultura nacional inglesa.% &p.J+9( Ser representa7?es sociais na Educa7ão do )ampo. Ler artigo.2s movimentos sociais são representa7?es sociaisQ 7.'. Narrand a na4;: uma cmunidade imainada “&...( uma cultura nacional atua como uma !onte de signi$cadosculturais, um !oco de identi$ca7ão e um sistema derepresenta7ão.% &p.G'(“As culturas nacionais, ao produir sentidos sobre ;a na7ão;,sentidos com os quais podemos nos identi$car, constroemidentidades. Esses sentidos estão contidos nas est6rias que sãocontadas sobre a na7ão, mem6rias que conectam seu presentecom seu passado e imagens que dela são constru das.% &p. G=+G<()omo a escola do campo é imaginada, representadaQ)omo é contada a narrativa da cultura nacionalQ < + narrativa dana7ão : “Ela dá signi$cado e importVncia D nossa mon6tonaexistência, conectando nossas vidas cotidianas com um destinonacional que preexiste a n6s e continua existindo ap6s nossamorte. &p. GK(B K - “&...(ên!ase nas srcens, na continuidade, natradi7ão e na intemporalidade.B * - inven7ão da tradi7ão:“&...(buscam inculcar certos valores e normas decomportamentos através da repeti7ão, a qual,automaticamente, implica continuidade com um passadohist6rico adequado.% &p. G(B  - 3ito !undacional: “&...(umaest6ria que localia a srcem da na7ão, do povo e de seu caráternacional num passado tão distante que eles se perdem nasbrumas do tempo, não do tempo ;real;, mas de um tempo;m tico; &p. G+GG(B G - “A identidade nacional é também muitasvees simbolicamente baseada na idéia de um  povo ou folk  puro,  srcinal &...(% &p.GG( 7.. *escnstruind a identidade nacinal: identidade edi=eren4a 2 autor questiona o !ato de que “&...(não importa quãodi!erentes seus membros possam ser em termos de classe,gênero ou ra7a, uma cultura nacional busca uni$cá+los numa  identidade cultural, para representá+los todos como pertencendoD mesma e grande !am lia nacional. 3as seria a identidadenacional uma identidade uni$cadora desse tipo, uma identidadeque anula e subordina a di!eren7a culturalQ% &p. G9(“/ma cultura nacional nunca !oi um simples ponto de lealdade,união e identi$ca7ão simb6lica. Ela é também unia estrutura depoder cultural.% &p.G9(B “&...(A maioria das na7?es consiste deculturas separadas que s6 !oram uni$cadas por um longoprocesso de conquista violenta &..(%B as na7?es são semprecompostas de di!erentes classes sociaisB “&...(as na7?esocidentais modernas !oram também os centros de impérios oude es!eras neoimperiais de inuência, exercendo umahegemonia cultural sobre as culturas dos coloniados% &p. F<(“Elas são atravessadas por pro!undas divis?es e di!eren7asinternas, sendo ;uni$cadas; apenas através do exerc cio dedi!erentes !ormas de poder cultural. “ &p. F*(As na7?es modernas são todas h bridas, culturais.“Assim, quando vamos discutir se as identidades nacionais estãosendo deslocadas, devemos ter em mente a !orma pela qual asculturas nacionais contribuem para ;costurar; as di!eren7asnuma >nica identidade.% &p. FG( >. %LO?ALI@A2O “&...(na hist6ria moderna, as culturas nacionais têm dominado a;modernidade; e as identidades nacionais tendem a se sobrepora outras !ontes, mais particularistas, de identi$ca7ão cultural.%&p. F'(“&...( conseqPências desses aspectos da globalia7ão sobre asidentidades culturais, examinando três poss veis consequências:As identidades nacionais estão se desintegrando , comoresultado do crescimento da homogeneia7ão cultural e do ;p6s+moderno global;.B As identidades nacionais e outras identidades;locais; ou particularistas estão sendo reforçadas  pelaresistência D globalia7ãoB As identidades nacionais estão emdecl nio, mas novas  identidades  h bridas  estão tomandoseu lugar.% &p. F9( >.'. Cmpress; espa4-temp e identidade “&...(o mundo é menor e as distVncias mais curtas, que oseventos em um determinado lugar têm um impacto imediatosobre pessoas e lugares situados a uma grande distVncia.% &p.F9( >.. Em dire4; a pós-mdern lBal< “A medida em que as culturas nacionais tornam+se maisexpostas a inuências externas, é di! cil conservar asidentidades culturais intactas ou impedir que elas se tornemen!raquecidas através do bombardeamento e da in$ltra7ãocultural.% &p. '(orta“@o interior do discurso do consumismo global, as di!eren7as eas distin7?es culturais, que até então de$niam a identidade,$cam reduidas a uma espécie de l ngua !ranca internacional oude moeda global, em termos das quais todas as tradi7?esespec $cas e todas as di!erentes identidades podem sertraduidas. Este !enWmeno é conhecido como ;homogeneia7ãocultural;.% &p.'G( . O %LO?AL, O LOCAL E O (ETO(NO NA ETNIA  Mrês quali$ca7?es ou contratendências principais: < - “&...( hátambém uma !ascina7ão com a di!eren7a e com amercantilia7ão da etnia e da ;alteridade;. Há, #untamente como impacto do ;global;, um novo interesse pelo ;local;.% &p. ''(B K- “&...( a globalia7ão é muito desigualmente distribu da ao redordo globo, entre regi?es e entre di!erentes estratos da popula7ãodentro das regi?es. sto é o que oreen 3asseI chama de;geometria do poder; da globalia7ão.% &p. 'J(B * - “&...( nacr tica da homogeneia7ão cultural é a questão de se saber oque é mais a!etado por ela.% &p. 'J( .'. TDe rest in tDe est Homogeneia7ão das identidades sociais: “a( globalia7ão
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