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      FATEC – Faculdade de Teologia e Ciências 2 SUMÁRIO PRIMEIROS SÉCULOS CRISTÃOS..............................................................................6 FILOSOFIA E EDUCAÇÃO CRISTÃ: UM CAMINHO AO DESESPERO OU À COMPREENSÃO? ...............................................................................................16 Livre-se dos mitos ....................................................................................................17 Entenda o que a filosofia faz ..................................................................................18 Desenvolva uma visão cristã de mundo ..............................................................19 Conclusão .................................................................................................................21 FILOSOFIA CRISTÃ....................................................................................................22 FILOSOFIA JUDAICA..................................................................................................25 Índice .........................................................................................................................25 Idade Média ..............................................................................................................26 Idade Moderna .........................................................................................................26 Idade Contemporânea ............................................................................................26 FILOSOFIA CRISTÃ ...............................................................................................61 As Características Filosóficas do Cristianismo ...................................................61 Características Gerais do Pensamento Cristão ..................................................61 A Filosofia Medieval e o Cristianismo ...................................................................62 Conflitos e Conciliação entre a Fé e Saber .........................................................62 Patrística ...................................................................................................................63 Escolástica ................................................................................................................63 A Questão dos Universais: .....................................................................................64 OS PRECEDENTES DO CRISTIANISMO ..........................................................65 Jesus Cristo ..............................................................................................................65 O Novo Testamento ................................................................................................66 A Solução do Problema do Mal .............................................................................67 O Pecado Original ...................................................................................................68 A Redenção pela Cruz ............................................................................................68 O CRISTIANISMO CONSEQÜENTE PRAXE ASCÉTICA.......................................70 Ascetismo e Cristianismo .......................................................................................71 Ascetismo e Caridade .............................................................................................71 CARACTERÍSTICAS GERAIS ..............................................................................74 O II Século ................................................................................................................74 O III Século: ..............................................................................................................75 O IV Século: ..............................................................................................................77 CARACTERÍSTICAS GERAIS ..............................................................................79 Educação e Cultura na Idade Média ....................................................................79 A Escolástica Pré-Tomista .....................................................................................80 O SÉCULO XIII: O TRIUNFO DE ARISTÓTELES .............................................84 Os Filósofos Franciscanos .....................................................................................85 A Escolástica Pós-Tomista .....................................................................................86 Rogério Bacon ..........................................................................................................86 João Duns Scoto ......................................................................................................86 Guilherme de Occam ..............................................................................................87 A VIDA E AS OBRAS ..............................................................................................89 O Pensamento: A Gnosiologia ..............................................................................89 A Metafísica ..............................................................................................................91 A MORAL ..................................................................................................................94 Filosofia e Teologia .................................................................................................94   FATEC – Faculdade de Teologia e Ciências 3 O Tomismo ...............................................................................................................95 A Existência de Deus é Evidente? ........................................................................96 A Vontade Quer Necessariamente Tudo o Que Deseja? .................................97 BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................99 Filosofia .....................................................................................................................99 Mitologia Greco-romana .........................................................................................99   FATEC – Faculdade de Teologia e Ciências 4 INTRODUÇÃO Segundo Kant (1983, p. 25), os “problemas inevitáveis da própria razão pura são Deus, liberdade e imortalidade”. Se não é contraditório dizer que tais temas, provindos do meio religioso, sejam tratados no âmbito da racionalidade humana, logo, estes pertencem ao horizonte filosófico. Contudo, não se restringem apenas ao “apriorismo” kantiano, mas também são objetos de outras ciências como a Teodicéia e a Filosofia da Religião, mesmo que, em perspectivas diferenciadas. Tomando como ponto de partida esta última, que tem por objeto o fenômeno religioso por completo nos alicerces ontológicos (ZILLES, 1991, p. 10), tem-se neste saber, a condição de possibilidade, de modo suficiente, para se abordar tais temáticas. A questão religiosa, abordada por tal área filosófica, encontra sua relevância e sua pertinência na atualidade – contrariando o projeto da modernidade que preconizava uma civilização racional livre dos ditames da religião – com o alvorecer da religiosidade popular da segunda metade do século XX. Isto tem como fator estrutural o fim da hegemonia da razão. A análise fenomenológica feita por Boff (1981, p.19) mostra que, hoje, mais do nunca, a maioria das sociedades vive uma crise marcada pelo “vazio, solidão, medo, ansiedade, agressividade, sem objetivos, numa palavra, insatisfação generalizada”. Estes sintomas têm como “raiz ontológica” o surgimento da burguesia, que na busca de manter sua hegemonia político-econômica, se proveu de uma razão “analítico-instrumental” que cortou as relações, como simpatia, como comunhão fraterna e a ternura. Nesta relação, o homem se tornou cada vez mais insatisfeito e infeliz, o que acarretou na percepção de uma “irracionalidade” da própria razão, como propôs Heidegger (1998), ao postular como um dos elementos da estrutura formal do discurso de “encobrimento” do ente. A isto se denota uma “insondável perversão do pensamento” (DELACAMPGNE, 1997, p. 11), a que se deduz o fracasso do projeto da modernidade. Agregado a este fator, está a fatídica morte da metafísica, anunciada por Nietzsche (1974) em sua obra: Assim Falava Zaratustra  . Com a “morte de Deus” e a propagação do niilismo, os últimos sustentáculos da verdade, como algo absoluto, caem como as colunas do Império Romano, aos ataques dos bárbaros, sobre os escombros de uma cultura em ruína. Para solucionar este impasse, o homem volta a se perguntar por um sentido, haja vista, as diversas propostas de “sentido da vida” como, por exemplo, Erich Fromm (1977). Esta busca faz com que este mesmo homem resgate no fundo de seu eu   a tradição religiosa do mistério e do sagrado, como alternativa à crise existencial da racionalidade e da moral. Assim, alçam vôos ciências como: sociologia da religião, ciências da religião, psicologia da religião, teologias (de todas as confessionalidades) e a Filosofia da Religião entre outras, como propostas de análise de tal fenômeno. Há de   ver, a temática da revista MicroMega na apresentação do número (2/2000): “ Filosofia e Religione – della centralità del discorso religioso anche in campo culturale e filosófico [...] la vera novità  ”5, comprova tal preocupação. No meio deste bojo todo, velhos problemas paradigmáticos são levantados, a luz de uma modernidade que ainda tenta se auto-sustentar. Estes se configuram como problemáticas do tipo: a existência ou não de Deus, a validade da fé, a existência ou não de milagres, a existência ou não da vida depois da morte, entre outros problemas outrora trabalhados. Dentro deste contexto, vê-se emergir a velha temática da Racionalidade da Fé, isto é, o embate entre Fé e Razão. Como prova desse interesse tem-se na primeira metade do século XX, entre os anos 20 e 30, a discussão pública da possibilidade de uma filosofia cristã na “ Societé Française de Philosophie  ”6 entre E. Bréhier e L. Brunschvicg (negativamente) e E. Gilson e J. Maritain (afirmativamente). No final deste mesmo século, a publicação da Carta Encíclica de João Paulo II: Fides et Ratio7 (1998), mostrava, mais uma vez que tal relação não estava suficientemente resolvida.
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