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Fotografia e animação em stop motion na escola: da condição de espectador a produtor de imagens e sentidos.

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Em um contexto cultural marcado por rápidas transformações e interações via tecnologias digitais de comunicação, troca e produção de imagens, educar passa a ter como desafio e objetivo preparar sujeitos que dominem e compreendam bem essas dinâmicas, podendo delas fazer uso na direção de seu pleno desenvolvimento, participação e colaboração social. Este artigo pretende refletir sobre a cultura contemporânea e seus impactos sobre a educação, a partir da apresentação de uma experiência com stop motion .
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  Título:  Fotografa e animação em stop motion na escola: da condição de espectador a produtor de imagens e sentidos. // Fotografa e animação emstop motion na escola como possibilidade do espectador passar a produtorde imagens e sentidos. Introdução: Em um contexto cultural marcado por rápidas transormações einterações via tecnologias digitais de comunicação, troca e produção deimagens, educar passa a ter como desafo e obetivo preparar sueitos !uedominem e compreendam bem essas din micas, podendo delas a#er usona direção de seu pleno desenvolvimento, participação e colaboraçãosocial. Este artigo pretende re$etir sobre a cultura contempor nea e seusimpactos sobre a educação, a partir da apresentação de uma experi%nciacom stop motion & . 'rata(se de tr%s atividades desenvolvidas atrav)s daanimação em stop motion. reali#adas   na orma de curso e ofcinas paraproessores ormados e em ormação, desenvolvidas em uma *niversidadeFederal, no +io de aneiro. -om estas experi%ncias pudemos re$etir eexplorar pot%ncias e possibilidades !ue a otografa, e sua utili#ação naanimação em stop motion , apresenta em din micas educacionais !ueavoreçam a participação, a expressão e a construção do conecimentopelos estudantes. uestões como capacidade de s0ntese, construçãonarrativa, planeamento, trabalo de grupo, organi#ação, viv%nciascomplementares entre produções e contextos anal1gicos e digitais sãoalguns dos elementos mobili#ados e experimentados pelo uso destat)cnica. Fundamentam teoricamente essas propostas e o artigo as ideiasde 2alter 3enamin sobre a arte e a otografa, estudos sobre aconstituição da modernidade, a partir do cinema e de outrasmaniestações art0sticas e culturais. & Esta experi%ncia a# parte do conunto de experi%ncias desenvolvidas pelo proeto depes!uisa e extensão Imagem, texto e educação contemporânea  45'E-6, ligado ao7aborat1rio do 5maginário 8ocial e Educação 4758E6, da Faculdade de Educação da *F+.   'al como o vivenciamos, o trabalo com o stop motion  demonstroupermitir uma inversão do lugar onde normalmente se situam os alunos 4etamb)m os proessores6 na relação com a imagem: o lugar de espectador.9 t)cnica parece avorecer o desenvolvimento, por parte de !uem a# aofcina, de uma consci%ncia do !ue ) a imagem e de suas caracter0sticasespec0fcas  de sua condição associada ; montagem, ligada tanto ;imagem parada !uanto ; imagem em movimento 4em uma certase!u%ncia encadeada para ormar um flme6. < trabalo com o stopmotion  tamb)m permite tanto uma educação para a imagem como umaeducação para o contempor neo. 2alter 3enamin contribui neste sentidona medida em !ue desenvolveu uma análise sobre a imagem e seuimpacto sobre as subetividades. Entre outros conceitos, 3enamin 4&=>?6explora o !ue sea a montagem, identifcando(a ao ato de isolar as partes,separando(as de seu contexto original e construindo novos. 9o nosapercebemos de tal din mica, tornamo(nos conscientes do !ue era at)então impercept0vel, entendendo a condição ragmentária e montada !ueconstituem as totalidades 4no flme, na novela, no teleornal, nas imagenspublicitárias, etc6 !ue cegam at) n1s como prontas e acabadas. @amedida em !ue identifcamos em parte os elementos constitutivos daimagem e da cultura contempor nea, o trabalo com o stop motion 4seaatrav)s de curso ou ofcina6 coloca os alunos na condição de sueito de umprocesso de construção de narrativa, atrav)s de uma se!u%ncia deimagens, visando contar uma ist1ria. Aara compor o !uadro sobre a import ncia e os obetivos do trabalocom o stop motion  no contexto da sociedade contempor nea, resgatamosalguns estudos sobre os prim1rdios de constituição da fgura doespectador em uma sociedade de massa. Em B< espectadorcinematográfco antes do aparato do cinema: o gosto do pCblico pelarealidade na Aaris fm de s)culoD, 8cart# 4G&G6   retoma o fm do s)culoH5H, em Aaris, mostrando o surgimento de uma nova cultura de massa,   SCHWARTZ, V. “O espectador cinematográfico antes do aparato do cinema: o gosto do pú!icope!a rea!idade na aris fim de s#c$!o%, CHAR&'(, )., SCHWARTZ, V. O  Cinema e a Invenção daVida Moderna. Cosac*&aif+, --  repleta de novos espetáculos !ue proporcionavam aos espectadoressituações distantes de sua realidade, por)m reais: o necrot)rio de Aaris, osmuseus de cera como o MuséeGrévin  e os panoramas eram algumas dasatividades re!uentes oerecidas ; população local, analisadas pela autora,permitindo a compreensão do processo de constituição da fgura doespectador. Em unção de tais espetáculos, surge um voyeurismo  !ue nãoestava mais restrito aos nobres e burgueses, mas tornara(se um voyeurismo  de massa. Ie posse dessa contextuali#ação, entendemosmelor a constituição da cultura contempor nea, ligada ; imagem emsuas dierentes plataormas tecnol1gicas, permitindo, a partir daexperi%ncia com o stop motion , uma virada a avor de um trabalopedag1gico !ue colo!ue os alunos não s1 como observadores, mas comoagentes da construção de imagens signifcativas. Modernidade, imagem e fotograa 9 passagem do s)culo H5H ao HH pode ser considerada como omomento em !ue as tecnologias de imagem e visualidade produ#iramuma din mica moderna !ue podemos acompanar e, de certa orma,construir uma lina de continuidades e rupturas com a culturacontempor nea, de modo a nos permitir entender e encontrar alternativaspara alguns dos desafos !ue nos são colocados na constituição de nossassubetividades no s)culo HH5. Ias linas de trem, passando por loas dedepartamento, catálogos de compra, carta#es, a pr1pria din mica econstituição da cidade moderna com grande centro urbano, aos museusde cera, cinema, temos a con$u%ncia de uma s)rie de novos modos demobili#ar os corpos e as sensibilidades, as percepções e as sensações,construindo um sueito moderno !ue oscila entre a atenção e a dispersãodentro de uma din mica econJmica capitalista !ue opera entre aprodução e o consumo. Esse sueito produtor/consumidor, ) tamb)ma!uele !ue se constitui como espectador dessa s)rie de est0mulosintensos e dispersos, precisando aprender a acompaná(los, apreciá(los,simultaneamente se integrando e não sucumbindo a eles. 7. -arneK e L.  8cart# entendem !ue essa modernidade oi sobretudo um movimentode mudança da experi%ncia subetiva !ue pode ser resumida como umaexperi%ncia cinematográfca. @as palavras dos autores, Ba culturamoderna oi McinematográfcaN antes do cinemaD, caracteri#ada por Bumavariedade de novas ormas de tecnologia, representação, espetáculo,distração, consumismo, eemeridade, mobilidade e entretenimentoD4&==O, p. &>6. 9 otografa ) um elemento importante nesta modernidade uma ve#!ue mobili#a aspectos relevante dessas caracter0sticas, !ue podemosdestacar: a representação e a eemeridade. 8ua captura direta daimagem, sem a presença de uma autor, e a !uestão do tempo !ue vaiganando import ncia cada ve# maior conorme as má!uinas vãoganando velocidade instant nea nessa captura. +oland 3artes explorabastante a !uestão da indicialidade !ue marca a otografa como sendouma representação !ue captura algo diretamente do real, distinguindo(asemiologicamente dos retratos pintados !ue são sempre signos icJnicos.Essa indicialidade desafa a morte e o tempo aprisionando um instantepara sempre. Esse desafo de captura do tempo ) trabalado por eanneneAr#KbKsPi em outra direção, !uando examina como a otografa oidesafada na unção de retratar a ist1ria e acontecimentos emmovimento durante o surgimento do ornalismo otográfco no evento da-omuna de Aaris de &>Q&. 8egunda a autora, os limites t)cnicos decaptura de imagens em movimento desafou a otografa a criarconvenções narrativas para poder representar as batalas e os atos da-omuna. 9 autora destaca duas convenções narrativas otográfcas aolongo desse processo. 9 primeira !ue consistia em desdobramentosnarrativos  se!u%ncias de otos !ue em seu conunto deveria poderrepresentar a passagem dos acontecimentos, produ#indo uma percepçãode movimento. 9 segunda, compressão narrativa( otos montadas,encenadas para serem otograadas  portanto, situações alsas !ue ustamente por serem alsas poderiam melor representar o sentido dosacontecimentos. @elas, eram reunidos os elementos ideais, nas posiçõesmais avoráveis, para !ue se pudesse transmitir a inormação deseada,

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Jul 31, 2017
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