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Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado - A ideologia é uma representação da relação imaginária dos indivíduos com as suas condições de existência

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Louis Althusser - trecho sobre a Ideologia
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  relaçãocomaeternidadedaideolo~iaemgeral. Ê assimquemejul~autorizado,pelomenospresuntivamente,aproporumateoriadaideologiaemgeral,nosentidoemqueFreudformulouumateoI iadoinconscienteemgeral.Parasimplificaraexpressão,etoodoemcontaoquesedissesobreasideologias,passamosaempregarotermoideologiapruradesignaraideologliaemgeral,dequedissequenãotemhistóriaou,oqueéequivalente,queéelerna,isto é omnipresente,sobasuaformaimutável,emtodaahistória   históriadasformaçõessociaiscompreendendoclassessociais .ProvisoI1iamente,limito-medefactoàs«sociedadesdeclasses»eàsuahistória. 76 AIDEOLOGIA É UMA REPRESENTAÇÃO DARELAÇÃOIMAGINARIADOSINDIVIDUOSCOMASSUASCONDIÇõESDEEXISTt:NCIA Paraabordaratesecentralsobreaestruturaeofuncionllimentodaideologia,proponhoduas<teses:umanegativaeoutraIpositiva.Aprimeirarefere-seaoobjectoqueé«representado»sobaformaimagináriadaideologia,asegundarefere-se à materialidadedaideologia.  s 1: Aideologiarepresentaarelaçãoimlligináriadosindivíduoscomassuascondiçõesreaisdeexistência.Deumamaneirageral,diz-sedaideologiareligiosa,daideologiamoral,daideologiajurídica,daideologiapolítica,etc.,quesão«concepçõesdomundo».E é claroqueseadmite,amooosquesevivaumadestasideologias77 asdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasd asdasdasdasdasdasdasdasdsadsadsadsad asdasdasdasdasdasdsadsadsadsadsadsad asdasdasdsadasdasdasdasdsdsadsadsads dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa asdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasd asdasdasdasdasdasdasdasdsadsadsadsad asdasdasdasdasdasdsadsadsadsadsadsad asdasdasdsadasdasdasdasdsdsadsadsads dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsaasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasd asdasdasdasdasdasdasdasdsadsadsadsad asdasdasdasdasdasdsadsadsadsadsadsad asdasdasdsadasdasdasdasdsdsadsadsads dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa dsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsadsa  camaaverdade ,parexemplO ,sese«acreditar~emDeus,naDeverO UnaJustiça,etc.),queaideologiadeque~falaentãO deumpontO devistacrítica, aO examiná-IacomaumetnólagO e~aminaasmitosdeuma«sociedooeprimitiva»,queestas« concepçõesdO mundO »sãO nasuagrandeparteimaginárias,,istO é, 1}ãa«carrespondentesàrealidade».ContudO ,embonadinütindO queelasnãO correspandemàrealidooe,portantO quecanstituemumailusão,admite-~quefazemalusãO àrealidade,equebasta«inte~retá-las»parareencontrar,sO basuarepresentaçãO imagináriadamundO ,aprópriarealidadedessemundO idealagia   ilusão/alusão . E~istemdiferentesüpasdeinte~retaçãa,dasquaisasmais,canhecidassãO O üpO meca- nicista correntenaséculO XVIII DeuséarepresentaçãO imagináriadaRei real),eainterpretaçãO «hermenêutica» inauguradapelosprimeirosPadresdaIgrejaevetamadaparFeuerbachepelaes,calateO lógi,ca-filO sóficaneleinspirada,pO re~emplO O teólogO Barth,etc. ParaFeuerbach,pare~empla,DeuséaessênciadaHomemreal).Afirma a essencialdi~endaque,sabacondiçãO deinterpretaratransposiçãO eainversãO )imagináviada   ideolog,ia,chega-seà,conclusãodequenaideolagia«oshomensserepresentamsobumafarmaimagináriaassuascondiçõesdee~istênciareais».Estainte11pretaçãadei~,infeli~menteemsuspelI1Saumpequenaprablema:parque«,precisam»ashomensdestatransp08 içãaimagináI liadassuascondições,reaisdee~istência,parase«representarem»assuascandiçõesdeexistênciareais?Aprimeiraresposta,adaséculO XVIII,propõeumasoluçãO simples:acu1paédasPadresedasDéspotas.Faramelesque«farjaram»asBelasMentirasparaque,julgandO abedeceraDeus,ashamensabedecessemdefactO aospadresauaasDéspatas,namaiar:partedasvezesaliadasnasuaimpostura,asPadresaoserviçO dosDéspatasauvice-versa,segundoaspasiçõespalíticasdosditas«teóricos».ExisteportantO umacausaparaatranspasiçãaimagináriadascandiçõesdeexistênciareal:estacausaéaexis,tênciadeumpequenogrupO dehamenscínicas,queassentamasuadaminaçãO easuaexplaraçãada«pava»numarepresentaçãO falseadadamundO queinventaramparasubjugarasespíritas,dominandoaima,ginaçãadestes. 79  AsegundareSlposta adeFeuerba,ch,reto-madaaparepassoporMarxnasObI1asdeJuventude)émais«profunda»,istoé,igual-mentefalsa.Tambémelaprocuraeencontraumacausaparaatransposiçãoeparaadefor-maçãoimagináriadascondiçõesdeexistênciareaisdoshomens,numapalavra,paraaaliena-çãonoimaginádodarepresentaçãodascondi-çõesdeexistênciadoshomens.EstacausajánãosãoosPadresouosDéspotas,nemaima-ginaçãoactivadesteseaimaginaçãopassivadassuasvít,imas.Estaeausaéaalienaçãomaterialquereinanascondiçõesdeexistênciadospróprioshomens. Ê assimque,na QuestãoJudaica enoutrosescritos,Marxdefendeaideiafeuerbachianasegundoaqualoshomenssefazemumarepresentaçãoalienada   ima-ginária)dassuascondiçõesdeexistênciapor-queestascondiçõesdeexistênciasãoemsialienantes nos Manuscritosde 44:porqueestascondiçÕ€ssãodominadaspelaessênciadasociedadealienada:o «trabalhoalienado» Todasestasinterpretaçõestomamportantoàletraatesequepressupõem,eemquerepou-sam,asaber,queoqueéreflectidonarepre-sentaçãoimagináriadomundo,presentenuma   ideologia,sãoascondiçõesdeexistênciadoshomens,,istoé,oseumundoreal.Ora,retomoaquúumatesequejáformu-lei:nãosãoas,condiçõesdeexistênciareais,oseumundoreal,que«oshomens»«serepresen-tam»naideologia,maséarelaçãodoshomenscomestascondiçõesdeexistênciaquelhesérepresentrudana ideologia. Ê estarelaçãoqueestánoc~mtrodetodaarepresentaçãoideoló-gica,porta:ntoimaginária,domundoreal. Ê nestarelaçãoqueestácontidaa«üausa»quedevedarcontadadeformaçãoimagináriadarepresentaçãoideológicadomundoreal.Oumelhor,rparadeixa:remsuspensoalinguagemdaica:usa,convémformularatesesegundoaqual éanaturezaimagináriadestarelação quefundamentatodaadeformaçãoimagináriaqueseipodeobservaremtodaaideologia semãosevivernaverdadedesta).FalandoumaLinguagemmarxista,seéverdadequea,representaçãodasIcondiçõesdeexistênciarealdosülJdividuosque OCUP3JID pos-tosdeagentesdaprodução,daexploração,darepressão,daideologização,dapráticacien-tifka,relevaemúltimainstânciadasrelaçõesdeproduçãoedasrelaçõesderivadasdasrela-çõesdeprodução,rpodemosdizer O seguinte:    todaaideO logiarepresenba,nasuadefO rmaçãonecess,ariamenteim~ginária,nãoasrelaçõesde[produçãoex:istentes(easO utrasrelaçõesquedelasderivam),masantesdemaisarelação(imaginária)dos,indivíduoscomasrelaçõesdeproduçãoe,comasreLaçõesquedelasderivam.Na ideologia,oqueérepresentadonãO € osi,stemadasrelaçõesreaisquegovel1namaexistênciadosindivíduos,masarelaçãO imagináriadestesindivíduos,comasrelaçõesreaisemquevivem.Se\lldoassim,aquestãoda«causa»dadeformaçãO imagináriadasrelaçõesreaisna,ideologia,caJi[lor,terra,edevesersubstituídaporumaoutraquestãO :ipO rqueéquearepresentaçãO dadaaosindivíduosdasuarelação(individual)comasrelaçõessociaisquegovernamassuas,condiçõesdeexistênciaeasuavida,coleertivaeindividual, é necessariamenteimaJginária?Equal é anaturezadesteimaginário?Assimcolocada,aquestãoeV3;0uaasoluçãopeLa«pandilha»  <<clique» 1 deum 1 11:propositadamentequeempregoestetermomuitomoderno,Porquemesmonosmeioscomunistas, 82 grupO deindivíduos(PadresouDéspotas)autO resdagrandemistificaçãoiÍdeológLca,asSiÍmcomO asoluçãO pelocarkterali€lIladO domundO real.NO prosseguimentO daiIlossaexpO siçãO vamosverpO l1quê.PO raJgüra,nãO ire~mosmaislonge. Tese Aideologiatemuma~istênciamaterial.JáaflO rámO sestatesequandO dissérrlosqueas«1dieias»üU«rCfPresentações»,etJc.,dequeparecesercO IllIpostaiÍdeologia,nãO tinhamexistênciaideal,CiSlPiritiUal,asmaterial.Sugerimosqueaexistênôiaideal,eS[lLritual,das«ideias»relevavaex:clusivamentedeumaideO logiada«ideia»edaideologiae,acrescentemos,deumaideolO giadO querpareee«fundamentar»estaiCollicerpçãO alartirdarupariçãO dasciências,asruber,O que   práticosdas,ciênciassere[lresentam,nasuaideolügiacS[lOlltânea,comO «ideias»,verdadeirasüUfalsas.ÉclarO que,rupresentaJdasO b afO rmadeumaafirmaçãO ,estatesenãO demOIlSitrada.Aipenaspedi- a«explicação»deumdesviopolítico(oportunismodedireitaoudeesquerda)pelaacçãodeuma«pandilha»  <<clique» éinfelizmentecorrente. 83
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