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INFLUÊNCIA DO MODELO DE GESTÃO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE GUANAMBI NO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA: O CASO DE UMA UNIDADE ESCOLAR

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1 INFLUÊNCIA DO MODELO DE GESTÃO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE GUANAMBI NO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA: O CASO DE UMA UNIDADE ESCOLAR RUI DANTAS ASSIS SANTOS 1
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1 INFLUÊNCIA DO MODELO DE GESTÃO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE GUANAMBI NO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA: O CASO DE UMA UNIDADE ESCOLAR RUI DANTAS ASSIS SANTOS 1 ALESSANDRA MARIA DE CARVALHO JOSIAS BENEVIDES DA SILVA 2 UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA UNEB. GRUPO DE ESTUDO: NÚCLEO DE ESTUDOS PESQUISA E EXTENSÃO EDUCACIONAL PAULO FREIRE NEPE. LINHA DE PESQUISA: AVALIAÇÃO, GESTÃO E POLÍTICAS EDUCACIONAIS. BAHIA. Resumo O presente texto é resultado de um relatório de pesquisa realizada em uma instituição de ensino público no município de Guanambi, por ocasião de atividade solicitada na disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica II. Tem como finalidade averiguar prováveis alcances que o modelo de gestão escolar desempenha no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, na rede municipal de ensino do município de Guanambi no Estado da Bahia. A metodologia utilizada neste estudo foi o modelo qualitativo de pesquisa, através de estudo de caso. Como resultados aponta que uma efetiva gestão para se alcançar os resultados propostos pelo Ministério da Educação, através do O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (MEC/INEP) no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, deve ser a tônica de todos os envolvidos, e que a cultura da exclusão é originária do ranqueamento das unidades avaliadas, entre outras. Palavras-chave: Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Gestão escolar. Ensino público. Pesquisa. INTRODUÇÃO Gestão escolar é tratar das atividades, não somente do diretor de uma unidade escolar, mas de todos os protagonistas a comunidade escolar com o que lhes é próprio em níveis de encargo e complexidade, e de fato na liderança do diretor do grupo escolar. Neste trabalho, o modelo de gerência escolar não se centra no ingresso do diretor, mas especificamente como a comunidade escolar analisa a participação dela própria e da direção em especial, se colaborativa ou ditatorial. Com a intenção de avaliar a real situação das escolas que alcançaram resultados diferenciados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica local, e também a 1 Graduandos do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia UNEB, DEDEC/Campus XII. 2 Orientador. Professor Assistente vinculado ao regime de Dedicação Exclusiva na Universidade do Estado da Bahia UNEB, DEDEC/Campus XII. 2 admissível extensão nesses resultados através da gerência escolar, procurar cooperar nas áreas social e científica com a matéria em análise, suscitamos questionamentos tais como: 1) Qual a influência que o modelo de gestão escolar na rede pública municipal de Guanambi desempenha nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica? 2) Quais aspectos da gestão escolar influem nos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica em uma escola da rede pública no município de Guanambi? Para responder a essas questões e tecer as reflexões necessárias à compreensão do objeto em questão, foram trabalhados os autores Silva e Silveira (2007); Yin (2005); Paro (2008); Ioschpe (2011) e informações veiculadas em meio eletrônico através da rede de internet. O presente trabalho possibilita a nós estudantes de graduação além de incrementar o aprendido em sala de aula, promove crescimento e amadurecimento na definição e vivência do que é a educação em sua prática. No âmbito social contribui na melhoria das práticas educacionais por aproximar os futuros docentes, daqueles que já vivem o dia a dia do ato educativo formal, trazendo à sociedade um profissional por mais que noviço na práxis pedagógica, mas com a ideia líquida e certa da realidade de um fato estudado. Nos motivou também a empreender a atividade em questão por entendermos que contribui para a área da ciência, já que tem se procurado seguir um caminho metodológico e sistemático, para apresentar os achados e trazer conclusões, considerações e indicações para futuros trabalhos. OBJETIVOS Geral: Averiguar prováveis alcances que o modelo de gestão escolar desempenha no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica na rede municipal de ensino do município de Guanambi no Estado da Bahia, em uma perspectiva cronológica, a partir do ano de 2005 até a presente data, em uma dada unidade escolar. Específicos: a) Levantar os dados históricos da participação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica da escola municipal em questão; b) Conferir o modelo de gerência que predomina na escola em questão; c) Compreender a influência desse modelo nos resultados da aprendizagem; d) Compreender qual a participação dos pais e responsáveis nos resultados da aprendizagem dos alunos. 3 METODOLOGIA No direcionamento da metodologia, tomamos o modelo qualitativo de pesquisa que, Em geral, (...) é caracterizada como compreensiva, holística, ecológica, humanística, bem adaptada para análise minuciosa da complexidade (...) (SILVA; SILVEIRA, 2007, p. 152). Quanto ao esboço de pesquisa optamos por utilizar o tipo Estudo de Caso, pois conforme Yin (2005, p. 32) (...) um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos. O universo deste estudo foi uma escola pública do município de Guanambi. O critério de escolha desta instituição foi fazer parte da comunidade onde os pesquisadores residem. No processo de coleta de dados fizemos a observação da estrutura arquitetônica e de seu funcionamento, análise documental dos livros de registros da mesma, conversa informal e aplicação de questionário a três docentes, um funcionário administrativo, um coordenador pedagógico e dois estagiários da UNEB campus XII. Ao participarmos da vida da unidade escolar escolhida através da observação vimos que, na parte interna da escola há um pequeno canteiro recepcionando os usuários e servidores; há dois bebedouros de água potável, um deles com água resfriada e outro água em temperatura ambiente; há sanitários para ambos os sexos, sendo que um deles utilizado pelos alunos do sexo masculino está com avarias na porta expondo os usuários de fato no momento da observação para recolhimento dos dados, havia um aluno usando este sanitário. Já em um dos sanitários utilizados pelas alunas estava sendo ocupada uma parte do mesmo por livros e os assentos quebrados; notou-se ser uma unidade bem salubre, pois tanto as partes internas quanto externas apresentam estar bem cuidadas; as salas de aula possuem assentos adequados e em quantidades suficiente; as salas de aulas tem a ocupação de em média 28 alunos/sala; no primeiro ambiente interno salão vê-se a presença de painéis comemorativos dia das mães; encontramos em atividade vários estagiários do curso de pedagogia da UNEB/Campus XII. Mesmo apresentando boa estrutura arquitetônica, a biblioteca está instalada em um cômodo com dimensões de aproximadamente 8m². No momento da observação não encontramos alunos utilizando o acervo que existe em quantidade razoável, pois os docentes é que se dirigem até à mesma, se apossam dos impressos e levam até os alunos dentro da sala de aula. Portanto, classificamos com o status da biblioteca como desativado para o acesso dos discentes, apresentando infiltração proveniente dos bebedouros de água potável. 4 Observamos ser suficiente a quantidade de servidores em relação à demanda, já que, o controle da rotina no expediente era normal, evidenciando quando presenciamos o encaminhamento de dois alunos do sexo masculino para orientação na diretoria da escola por motivo de indisciplina ; a área externa da unidade escolar é bem ampla; notamos a ausência de depósito, e existência de almoxarifado; existe uma quadra poliesportiva coberta; presenciamos a merenda escolar ser servida no interior das salas de aula; existe serviço de portaria. A atitude dos servidores que responderam ao questionário não apresentou boa disposição para o preenchimento diligente, ficando alguns questionários para serem recolhidos no dia seguinte. Constatamos que os registros em livros de atas e outros tem recebido atenção especial, pois se encontram devidamente preenchidos, organizados por período, e em bom estado de conservação, o que nos ofereceu certa facilidade no momento da pesquisa e exame documental, portanto, o tratamento dos dados foi feito por meio de análise de conteúdo (BARDIN, 1977). REFERENCIAL TEÓRICO ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA breve histórico e sua fórmula O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi uma criação do Instituto Nacional de Pesquisas Pedagógicas (INEP), procurando com essa iniciativa inédita verificar o andamento do fluxo escolar e médias de desempenho nas avaliações, numa só referência. Alcança-se o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, segundo o INEP, seguindo as seguintes orientações: O Ideb é calculado a partir de dois componentes: taxa de rendimento escolar (aprovação) e médias de desempenho nos exames padronizados aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente pelo Inep. As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil (para Idebs de escolas e municípios) e do Saeb (no caso dos Idebs dos estados e nacional). (INEP, 2011) Nota-se que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica baseia seu cálculo sobre o medianismo da competência em dois eixos disciplinares Matemática e Português, excluindo desse processo as outras matérias do currículo. 5 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA - Município de Guanambi no ano de 2013 O plano de metas do MEC/INEP para 2013 teve seus sabores e dessabores, o que deve levar não somente os órgãos avaliadores, mas também as instituições avaliadas, pois por mais que não se trate de uma avaliação mais geral da vivência e práticas escolares, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica deve ser uma ferramenta para se pensar não somente em números, mas motivar reflexões para outras áreas de que trata a gestão escolar e a práxis pedagógica, que não estão contempladas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Esses sabores e dessabores podem ser constatados a partir do que foi publicado logo após a publicação dos índices: O Brasil superou as metas na educação propostas pelo Ministério da Educação (MEC) para serem alcançadas em 2013 no ciclo inicial do ensino fundamental (de 1º ao 5º ano), mas ficou abaixo da meta projetada no ciclo final do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e no ensino médio, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta sexta-feira (5) pelo Ministério da Educação. Nos anos iniciais, o Ideb registrado em 2013 foi de 5,2 pontos, acima do índice de 2011 (5,0) e acima também da meta projetada pelo MEC (4,9). Já nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb foi de 4,2 pontos, um índice levemente superior do alcançado na edição anterior (4,1), mas abaixo da meta de 4,4 esperados pelo governo federal. (G1. GLOBO.COM, 2014) Mesmo que em relação a si próprio o Estado da Bahia constate que houve melhoras no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, no geral, a Bahia figura entre os derradeiros colocados, e nesta direção se encontra principalmente a rede de educação pública municipal, que comporta a maioria das unidades escolares com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica não chegando a três pontos de média, entre os municípios com índices tão baixos estão Almadina 1.5; Ouriçangas 1.6; Novo Triunfo 1.8; caraíbas 1.9. (INEP, 2014) O ano de 2013 no Município de Guanambi foi de um clima para festejar, pois ao ser disponibilizado os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, as metas projetadas pelo INEP foram alcançadas e com certo conforto, já que as médias do 5º ano e do 9º ano ficaram além da projeção. Entendendo esse clima positivo, podemos ver que na meta a ser alcançada no 5º ano em 2013 era de 4.2, e o município alcançou a média de 4.5, ultrapassando em 0.3 décimos. Ao se tratar do 9º ano, a meta a ser alcançada em 2013 era de 3.4, e o município alcançou a média de 4.1, ultrapassando em 0.7 décimos. Ao se analisar os índices e metas da escola objeto de pesquisa, a exemplo do esperado para o cenário nacional, alcançou as metas parcialmente. A escola pesquisada, em relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica no Ensino Fundamental nas séries iniciais 6 tinha diante de si a meta de aprendizagem projetada em 4.1, e alcançou a média de 4.2, 0.1 décimo além da meta. Nas séries finais do Ensino Fundamental tinha diante de si a meta de aprendizagem projetada em 3.0, e alcançou a média de 2.7, 0.3 décimos abaixo da meta. Portanto, a pesquisa que ora se empreende, busca analisar a influência do modelo de gerencia escolar pública do município de Guanambi, no índice de desenvolvimento da educação básica, em especial o caso da escola analisada. De fato, parcela da sociedade e também educadores por mais que bem-intencionados dizem não haver relação direta entre os modelos de gerência da escola e as decorrências do percurso ensino-aprendizagem, por crerem que tais decorrências ocorrem da atuação conduzida, especificamente, do educador sobre o educando no ambiente formal de aprendizagem a sala de aula. Porém, esta visão é um tanto que desprovida de veracidade, já que se tem demonstrado que a posição e ações dos gestores de quaisquer organizações certamente irão auxiliar no sucesso ou insucesso dos objetivos pretendidos. A propósito, pode parecer impróprio tratar as práticas de ensino-aprendizagem como práticas permeadas pela ação administrativa. Mas isso apenas se nos limitarmos à concepção do senso comum que, expressão da ideologia dominante em nossa sociedade, identifica administração apenas com o controle e a supervisão do trabalho alheio. [...] (PARO, 2008, p.75). Outra posição quanto à gerência escolar está no fato de que se pretendendo uma escola com gestão em viés democrático, o gestor pode deixar de tomar atitudes mais enérgicas para o direcionamento das atividades, é necessário olhar esse evento com certa dose de criticidade, pois, a atitude do gestor pode auxiliar no cumprimento das idealizações. [...] Nas escolas ruins, há uma certa frouxidão sobre aquilo que deve ser ensinado e como. Os diretores, invocando a democratização ou o processo coletivo da construção do saber, deixam os professores à vontade para que definam o que é melhor para seus alunos. Nas escolas boas há disciplina sem pressão, apenas ordenamento. Nas ruins, é uma balbúrdia. (IOSCHPE, 2011, p.88) Quando indagamos através do questionário a que fatores se atribuem tais resultados diante da sequência histórica do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica alcançado pela instituição, obtivemos as seguintes impressões: A primeira impressão diante da resposta de um docente foi a de que há existência de comprometimento dos envolvidos no processo ensino-aprendizagem (professores, alunos, gestores, família e comunidade); a segunda na visão da coordenadora pedagógica é de que há acompanhamento dos docentes por equipe de coordenadores mensalmente, que favorece a 7 planejamento e discussão das dificuldades em sala de aula, colaborando no desenvolvimento de projetos e atividades do cotidiano, bem como cursos de capacitação; a terceira impressão na ótica de outro docente vai contradizer as posições anteriores ao expor que, devido à falta de atenção, interesse, a maioria dos alunos não faz as tarefas, não estudando para realizar as atividades avaliativas e inexistência de acompanhamento dos pais. Quando questionamos sobre qual a influência do capital cultural (nível de escolarização/habilitação profissional, etc.) dos responsáveis pelos alunos nos resultados da aprendizagem, inferimos tais influências: A primeira inferência na participação de um docente é a de que desconhece o capital cultural dos pais. Porém, em se tratando de acompanhamento familiar existe de maneira mínima; a segunda inferência na visão de outros participantes, é que existem pais que cursaram apenas o ensino fundamental e outros não foram alfabetizados, desta forma diante do exposto; a terceira inferência na posição de um docente é a de que, quanto maior o capital cultural, maior o resultado na aprendizagem dos alunos. Ao se perguntar como se dá o empenho e desempenho dos docentes desta escola no sentido de alcançar melhoria no processo ensino aprendizagem, colhemos as seguintes impressões: A primeira resposta expõe a visão dos professores e coordenação pedagógica é de que todos os docentes são dedicados e responsáveis em relação ao ensino-aprendizagem - desempenho do papel de professor transmitindo o conteúdo de forma clara, desenvolve atividade de acordo teoria e prática na realidade dos alunos - demonstrado também pela participação em cursos de capacitação; a segunda resposta expõe a visão dos estagiários do curso de pedagogia, ao descreverem que é notório o empenho dos docentes em acompanhar os alunos no processo ensino-aprendizagem, porém por serem turmas de número elevado, há dificuldade na realização das atividades, e a falta de equipe estruturada para tanto. Em exposição de outro estagiário, nota-se uma contradição entre discurso e prática para a melhoria no atendimento aos educandos, mas ainda assim vê um olhar humanizado por parte dos docentes. Quando perguntamos se a equipe gestora trabalha de maneira organizada e articulada entre seus membros, e como isso era feito, obtivemos as seguintes impressões abaixo descritas: Uma das respostas por parte de um professor foi que, a equipe gestora se reúne mensalmente com toda equipe pedagógica para planejamento; um funcionário relatou que as atividades são realizadas conjuntamente, porém, há ocorrências de conflitos; a coordenadora 8 pedagógica respondeu que a gestão tem sido democrática, portanto, as decisões são tomadas pelo grupo, evidenciando uma boa comunicação. Perguntado se há apoio da gestão municipal (secretaria de educação), e se sim, como acontecia o apoio, os entrevistados responderam que: Existe apoio da gestão municipal de educação, ao oferecer cursos de capacitação educação continuada; um participante relatou que a gestão municipal de educação participa doando e impondo, não especificando em que questão. Diante da questão do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica no município de Guanambi, em visita à gestora municipal de educação, pedagoga de formação, ao ser questionada sobre a sua análise por ter o município alcançado as metas projetadas para o ano de 2013 pelo MEC/INEP, a mesma se posicionou de forma a questionar que, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica trata somente de quantitativo, não levando em conta as outras áreas de atuação da práxis educativa, portanto, demonstra uma profissional da educação preocupada com um viés mais humanístico. Mesmo assim, sente-se satisfeita com as conquistas do município. DISCUSÃO E RESULTADO Diante da pesquisa empreendida entendemos que não há nessa unidade escolar preocupação com as metas a serem alcançadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, haja vista na exposição por parte dos entrevistados docentes - não fazerem referência ou análise ao processo avaliativo, quer antes, quer após sua aplicação diante dos índices alcançados. Ainda que não possua conotação qualitativa, os números trazem uma possibilidade de reflexão sobre as práticas usuais nas disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa para se alcançar o desejado, mas também trazer certa ponderação sobre o trabalho que deve ser realizado nas demais disciplinas ainda que não estejam inclusas na busca do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Porém, tratar de números somente, pode trazer através do ranqueamento de unidades escolares, municípios, estados da federação e distrito federal, certa cultura da exclusão, dado que, as escolas com os maiores índices vão receber uma procura muito elevada em relação às matrículas, do que as escolas que não alcançaram índices tão elevados. Percebe-se então, que as escolas que alcançam um melhor posicionamento n
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