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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA - AJES ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL

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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA - AJES ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL O JOGO E A BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL (COGNITIVO, AFETIVO E MOTOR) DA CRIANÇA,
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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA - AJES ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL O JOGO E A BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL (COGNITIVO, AFETIVO E MOTOR) DA CRIANÇA, NA ESCOLA ESTADUAL RUI BARBOSA, SEGUNDO A VISÃO DOS PROFESSORES DO 1º CICLO. Heloísa Cristina Brunca Orientador: Profº Ilso Fernandes do Carmo ALTA FLORESTA/13 INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO VALE DO JURUENA - AJES ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL O JOGO E A BRINCADEIRA NO DESENVOLVIMENTO INTEGRAL (COGNITIVO, AFETIVO E MOTOR) DA CRIANÇA, NA ESCOLA ESTADUAL RUI BARBOSA, SEGUNDO A VISÃO DOS PROFESSORES DO 1º CICLO. Heloísa Cristina Brunca Orientador: Profº Ilso Fernandes do Carmo Trabalho apresentado como exigência parcial para a obtenção do Título de Especialização em Psicopedagogia e Educação Infantil. ALTA FLORESTA/13 RESUMO O jogo é uma atividade importante no processo de aprendizagem e torna a atividade mais interessante e rica, além de proporcionar prazer para as crianças, o jogo proporciona também muito aprendizado como valores, comportamentos, raciocínio lógico, inserção no meio social, cooperação, aprendizado com os erros, solução de problemas, entre outros. Assim, o presente estudo objetivou-se em verificar se os professores sabem da importância do jogo e a brincadeira no desenvolvimento integral (cognitivo, afetivo e motor) da criança. Para efetivação desta foi utilizado o método indutivo na coleta de dados bem como a técnica de observação direta extensiva, através de um questionário contendo 03 (quatro) perguntas de múltipla escolha e 16 (dezesseis) questões abertas com o intuito de averiguar a opinião dos professores do primeiro ciclo da Escola Estadual Rui Barbosa no município de Alta Floresta MT, tendo em vista o objetivo já descrito anteriormente. Ao final da pesquisa pode-se perceber que para os professores o jogo é uma ferramenta que contribui para o desenvolvimento e socialização dos alunos, auxiliando no desenvolvimento cognitivo e motor dos mesmos. Esta pesquisa permite que todos os envolvidos com a educação tenham uma visão mais abrangente e profunda sobre a importância do bom uso dos jogos dentro de nossas escolas. Os jogos lúdicos abordados nesta pesquisa desenvolvem o raciocínio lógico e aprimoram as competências e habilidades de cada um. Na realização da pesquisa serão utilizados os métodos e técnicas descritos a seguir: O método de abordagem utilizado nesta pesquisa será o hipotético dedutivo é um processo mental pelo qual partindo de dados particulares interfere-se uma verdade geral ou universal não contido nas partes examinadoras. O pesquisado terá sua identidade preservada para se obter êxito nos resultados. Os questionários serão tabulados através da regra de três simples e composta. Os dados colhidos depois de tabulados levarão a resultados percentuais, no que diz respeito aos mais citados na pesquisa. Depois serão demonstrados através de gráficos que facilitará a interpretação dos resultados obtidos. Palavras chaves: Jogos, Lúdico, Aprendizagem. SUMÁRIO Introdução...04 Referencial Teórico...08 Apresentação dos Dados...22 Análise e Interpretação dos Dados...39 Discussão dos Dados...40 Considerações Finais...40 Referências Bibliográficas...44 Bibliografia...45 INTRODUÇÃO Ao utilizar atividades com jogos dentro da prática educacional, obtém-se um resultado melhor em termos de desenvolvimento e, com isso, propicia também a criança à possibilidade de estar explorando os aspectos psicomotores, cognitivos e sociais. Os jogos são recursos instrucionais poderosos, pois ao mesmo tempo motivam e divertem os alunos, facilitando o aprendizado e elevando a possibilidade de fixação do que lhes foi ensinado estimulando o exercício das funções mentais do jogador. E se tratando do ensino-aprendizagem, as atividades lúdicas ajudam a construir uma práxis integrada e emancipada à medida que se evidenciam como ferramentas que favorecem a aquisição do conhecimento em proporções capazes de perpassar o desenvolvimento do aluno. Dentro do exposto, teve-se com objetivo principal a averiguação da prática consciente de atividades lúdicas e recreativas para desenvolvimento das competências e habilidades fundamentais para a construção do conhecimento e para o exercício pleno da cidadania. A escolha do tema é Jogos e Brincadeiras no 1º Ciclo. Delimitando como tema o jogo e a brincadeira no desenvolvimento integral (cognitivo, afetivo e motor) da criança, na Escola Estadual Rui Barbosa, segundo a visão dos professores do 1º Ciclo. Segue os objetivos promover e proporcionar a prática consciente de atividades lúdicas e recreativas para o desenvolvimento das competências e habilidades fundamentais ao exercício pleno da cidadania. Analisar as ações dos professores do 1º ciclo, com relação à prática e importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento integral das crianças. Verificar se os jogos e brincadeiras são aplicados adequadamente. Verificar se os jogos estão possibilitando aos alunos a construção do conhecimento, do raciocínio lógico matemático, pensamento reflexivo e a criatividade. Promover a socialização e o respeito mútuo entre as crianças. Proporcionar as crianças à oportunidade de ampliar seus conhecimentos através de atividades lúdicas interativas. 05 Esse estudo apresenta-se uma reflexão sobre a importância dos jogos e brincadeiras para o desenvolvimento integral das crianças do primeiro ciclo, que freqüentam a Escola Estadual Rui Barbosa de Alta Floresta MT. Este projeto tem a finalidade de observar a prática docente com relação aos jogos e brincadeiras no processo de ensino e aprendizagem, comprovando que os mesmos, contribuem muito para a formação de atitudes sociais, como o respeito mutuo, a cooperação, a relação social e a interação auxiliando na construção do conhecimento de cada indivíduo. Segundo alguns autores, os jogos e brincadeiras influenciam no processo de forma lúdica, pois o sistema funcional de aprendizado de uma criança não pode ser idêntico ao de outra, embora possa haver semelhanças no desempenho. O professor deve considerar a classe como um grupo unitário, porém heterogêneo observando os alunos individualmente, analisando os detalhes que possam servir de referencial para uma possível estratégia de intervenção. Essa forma de intervenção do professor é fundamental para o sucesso do ensino, embora muitas vezes ele não tenha uma compreensão abrangente dos processos subjacentes, nem o domínio dos métodos e das técnicas mais eficazes para promover o crescimento intelectual da criança. Os trabalhos com jogos e brincadeiras se assemelham ao dia-a-dia das crianças, levando-as a adquirirem conhecimento de forma lúdica e prazerosa sem forçar a natureza própria de cada indivíduo. Existem situações do cotidiano que podem e devem ser apresentadas à criança de forma lúdica pois a transmissão de conceitos próprios à fase, desenvolvese de maneira significativa, levando a criança a descobertas espetaculares. Desta forma, com as atividades diferenciadas, procura-se amenizar as causas da defasagem de aprendizagem, pois sabemos que tudo aquilo que envolve interesse tem mais aceitação e é estimulando os estudantes à canalizarem sua atenção de forma racional e com bom senso que eles estarão participando das atividades com prazer, aumentando assim o gosto em aprender. O jogo é uma atividade importante na educação de crianças, uma vez que permite o desenvolvimento afetivo, motor, cognitivo, social, moral e a aprendizagem de conceitos. O jogo não representa apenas as experiências vividas, mas prepara o 06 individuo para o que está por vir, pois, exercita habilidades e, principalmente, estimula o convívio social. Saber se os professores que atendem os alunos de seis a oito anos na Escola Estadual Rui Barbosa de Alta Floresta MT têm conhecimento e colocam em prática o ensino através de jogos e brincadeiras para alcançarem um melhor desenvolvimento da aprendizagem no 1º Ciclo. Todos os profissionais da educação sabem da importância de realizar jogos para que haja uma melhor aprendizagem das crianças. Os profissionais da educação conseguem fazer adaptações em jogos voltados ao ensino aprendizagem favorecendo o desenvolvimento do exercício da cidadania. Percebe-se a evolução das crianças pela participação ativa nas atividades, desenvolvimento da linguagem, raciocínio lógico-matemático e melhoria na convivência social. As dificuldades mais comuns estão relacionadas ao material didático e a resistência as regras durante a aplicação dos jogos. A maioria dos professores é a favor do uso dos jogos pedagógicos, pois os mesmos estimulam a criança a buscar novos conhecimentos de forma descontraída e participativa. O que levou os professores a buscarem o lúdico foi a necessidade de mudança na prática pedagógica, tornando a processo educacional mais dinâmico e criativo. Nos próximos capítulos será tratado sobre a importância dos jogos e brincadeiras no 1º Ciclo, onde alguns autores esclarecem para que sirva o jogo, de forma que estimula a percepção da criança no que acontece no seu dia-a-dia com a realidade, trazendo assim benefícios para uma melhor aprendizagem através dos jogos, pois aprender brincando é uma forma de crescer desenvolvendo-se afetivamente, socialmente e psicologicamente, pois o jogo é praticamente a vida de uma criança. Serão apresentadas também as perguntas com suas respostas tabuladas e com representação gráfica, dando uma visão mais ampla dos resultados obtidos. Tratando-se também da análise, interpretação e discussão dos dados e por 07 fim o que este estudo possibilitou a reflexão sobre a importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento integral das crianças. REFERENCIAL TEÓRICO Os jogos e brincadeiras no 1º ciclo são importantes para que o aluno desenvolva melhor as atividades escolares, pois o jogo estimula a percepção da criança às coisas que acontecem no seu dia-a-dia e no momento oportuno interfere na realidade. Dessa forma FARIA (1994), percebeu que o jogo leva o indivíduo a adotar regras ou adaptar-se cada vez mais a imaginação simbólica aos dados da realidade sob forma de construção ainda espontânea, mas imitando o real. Ao demonstrar estreita relação entre o jogo e os mecanismos envolvidos na construção da inteligência, destaca também a influência afetiva do jogo espontâneo como incentivador e motivador no processo de aprendizagem, já que este dá a criança uma razão própria que faz exercer de maneira significativa sua inteligência e sua necessidade de investigação. A concepção teórica de FARIA (1994) parte do principio de que o desenvolvimento humano é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio, as quais o homem recebe e responde aos estímulos externos agindo sobre eles para construir e organizar o seu próprio conhecimento de forma cada vez mais elaborada. Para FARIA (1994) a escola desempenha um importante papel no desenvolvimento da criança, visto que ao relacionar-se com outros indivíduos, as trocas de experiências proporcionadas pelo ambiente e pela interação com outros permitem a criança vivenciar outros modos e estilos de vida adquirindo o conhecimento a partir da sua realidade. Sabendo da complexidade que a língua portuguesa nos apresenta, busquei analisar a palavra jogo no contexto educacional. De acordo com DICIONÁRIO p. 14) Etimologicamente a palavra JOGO vem do latim LOCUS, que significa gracejo, zombaria e que foi empregada no lugar de ludus: brinquedo, jogo, divertimento, passatempo. Segundo a BARSA (1982, p.338), a denominação jogo é dada a diversas formas de atividades físicas ou mentais que têm por fim a recreação embora às vezes envolva também interesse financeiro. 09 Os jogos são praticados seguindo as regras estabelecidas para manter o espírito lúdico complementando a necessidade humana de comunicação, da qual as brincadeiras infantis são a primeira manifestação social. Segundo o Dicionário Brasileiro Globo (FERNANDES, LUFT e GUIMARÃES, 1992, 604), o jogo como ação de diversão; folguedo; exercício recreativo, com as cartas; brincadeira infantil; passatempo sujeito à regra em que segundo as quais se devem jogar. ALMEIDA (1978), afirma que os jogos não devem ser fins, mas meios para atingir objetivos, e estes devem ser aplicados para o benefício educativo, logo os professores têm uma gama de oportunidades diferenciadas para desenvolver estratégias de ensino adequadas à realidade de cada indivíduo. Deve-se aplicar os jogos de uma forma correta, planejada, de modo que leve realmente o aluno a aprender brincando. O bom êxito de toda atividade lúdica pedagógica depende exclusivamente do bom preparo e liderança do professor. Os jogos que por muito tempo fizeram parte da didática de grandes educadores do passado, hoje surgem como necessidade absoluta e indispensável no processo educativo. BRUNELLI (1996), afirma que o jogo é uma atividade poderosa que estimula a atividade construtiva da criança, criando assim, um espaço para pensar, abrindo lugar para a criatividade, a afirmação da personalidade e a valorização do eu. De acordo com GADOTTI: A infância é um conjunto de possibilidades criativas que não devem ser abafadas. Todo ser humano tem necessidade vital de saber, de pesquisar, de trabalhar. Essas necessidades se manifestam nas brincadeiras, que não são apenas uma diversão, mas um verdadeiro trabalho. (1994:p.53). A criança é um ser único, puro e inocente, logo suas brincadeiras expressam a realidade vivenciada, neste processo o brincar favorece o relacionamento do ser humano, sendo imprescindível que nesta fase seja respeitada a individualidade e liberdade de cada um. De acordo com PIAGET (1975), no primeiro período de desenvolvimento da criança, os jogos se caracterizam pelo jogo de exercícios, aparecendo em outras fases do desenvolvimento e também da vida adulta da criança. Outra característica dos jogos infantis são os jogos simbólicos que se originam da representação e imitação, sendo que neste jogo existe uma verdade subjetiva, que constitui uma transposição que submete a atividade própria sem limitação ou regra. 10 Os jogos e brincadeiras são usados nos mais diversos segmentos da convivência humana, para estimular a aprendizagem das crianças, a psicologia usa a ludoterapia; a psicopedagogia, utilizá-os como recurso terapêutico e em sala de aula na condição de estratégia de ensino favorece o trabalho docente. Segundo ANTUNES: Hoje, a maioria dos filósofos, sociólogos, etnólogos e antropólogos concordam em compreender o jogo como uma atividade que contém em si mesma o objetivo de desafiar os enigmas da vida e de construir um momento de entusiasmo e alegria na rigidez da aprendizagem e da caminhada humana pela evolução biológica. Assim, brincar significa extrair da vida nenhuma outra finalidade que não seja ela mesma. Em síntese, o jogo é o melhor caminho de iniciação ao prazer estético, à descoberta da individualidade e a meditação individual. (00, p 38). Percebemos que as crianças, com o passar dos tempos estão sendo deixadas ao esquecimento, pois tanto no passado como atualmente ainda estão sendo vistas como aprendizes para o exercício da vida adulta pulando a infância, uma fase importante do desenvolvimento infantil. Os jogos e as brincadeiras no processo de práticas diferenciadas em sala de aula proporcionam as crianças prazer em aprender, pois, os jogos aumentam a fonte de interesse da aprendizagem que acontece de forma lúdica. Os jogos podem exercer funções cognitivas, afetivas e sociais, acompanhando o desenvolvimento humano. Os jogos possuem três categorias primordiais ao desenvolvimento humano, são eles: os jogos lógicos que desenvolve o raciocínio lógico; os jogos afetivos que estimula a emoção e os jogos sociais que facilitam adquirir conhecimento e atitude no próprio meio em que vive. Segundo PIAGET (1978), os fatores do desenvolvimento cognitivo estão classificados da seguinte forma, o crescimento orgânico sendo o exercício e a experiência adquirida na ação sobre o objeto; a interação e as transmissões sociais e o equilíbrio que é o sentido retroativo e antecipatório. CUNHA (1988), reafirma que o brinquedo é oportunidade de desenvolvimento na aprendizagem, pois é um convite ao brincar, facilitando, enriquecendo e proporcionando a motivação necessária ao desenvolvimento da brincadeira, pois enquanto existir interesse existe a brincadeira, podemos afirmar que a fonte de interesse é fator primordial àquilo que se propõe a ser feito. Ele traduz o mundo real para a realidade infantil. 11 O brinquedo é um objeto que estimula a capacidade cognitiva abrindo espaço para o desenvolvimento da inteligência, pois faz com que a criança solte a imaginação e desenvolva a criatividade, favorecendo assim a concentração ao passo que desenvolve o exercício de atenção aos detalhes elaborados. Os benefícios dos jogos são inúmeros pois oferecem excelentes oportunidades para nutrir a linguagem da criança. Esse contato com diferentes objetos e situações estimula a linguagem, aumentando o repertório lingüístico. É por meio da brincadeira que a criança desenvolve o seu senso de companheirismo, fazendo o exercício simulado da cidadania, pois aprende a fazer fazendo; aprende a conviver convivendo; aprende a ganhar e saber perder; exercita a obediência às regras de convivência enfim interage satisfatoriamente. Brincar é fator indispensável à saúde física, emocional e intelectual do ser humano, pois podemos perceber que a partir do momento que fazemos dinâmicas e brincadeiras nossa mente descansa dos estresses diários e nos revigoramos, o mesmo acontece com as crianças, portanto é no ensinar brincando que podemos fazer a diferença. Brincar é coisa muito séria, logo toda criança deveria brincar, porque contribui para a socialização, possibilitando oportunidades para realizar atividades coletivas, além de proporcionar efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular desenvolvimento e novos conhecimentos. As brincadeiras aparentemente simples são fontes de estímulo ao desenvolvimento cognitivo, social e afetivo da criança, sendo também uma forma de auto-expressão, onde a criança usa o linguajar próprio e adaptado a cada situação. Para muitos educadores o ato de brincar ainda é simples passatempo sem funções, onde o mais importante é ocupar as crianças para não incomodar, sendo que o mais importante é que através da brincadeira a criança possa experienciar o dia-a-dia de forma mais tranqüila sem muitos traumas. Sobre a importância do brincar e da brincadeira no desenvolvimento da criança, verifica-se o papel da família no desempenho escolar, lembrando que a escola é responsável por inserir o processo de inclusão, estimular valores éticos e morais através do brincar pedagógico e as vantagens que as brincadeiras trazem para o desenvolvimento cognitivo da criança. 12 Para PIAGET (1978), a origem das manifestações lúdicas acompanha o desenvolvimento da inteligência vinculando-se aos estágios do desenvolvimento cognitivo. Cada etapa do desenvolvimento está relacionada a um tipo de atividade lúdica que se manifesta da mesma maneira para todos os indivíduos. Outro conceito essencial da teoria sobre o jogo é a relação deste com o processo de adaptação, que implica dois processos complementares: a assimilação e a acomodação. PIAGET afirma que: O jogo é, portanto, sob as suas duas formas essenciais de exercício sensório-motor e de simbolismo, uma assimilação da real à atividade própria, fornecendo a esta seu alimento necessário e transformando o real em função das necessidades múltiplas do eu. Por isso, os métodos ativos de educação das crianças exigem que todos forneça às crianças um material conveniente, a fim de que, jogando, elas cheguem a assimilar as realidades intelectuais que, sem isso, permanecem exteriores à inteligência infantil . (PIAGET 1976, p.160). Podemos considerar que é através do jogo e das brincadeiras que a assimilação acontece de forma natural, evidenciando-se na atividade lúdica infantil e à medida que as crianças jogam a
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