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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER NORMAL SUPERIOR ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER NORMAL SUPERIOR ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rio de Janeiro 2012 ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES
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INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO PRÓ-SABER NORMAL SUPERIOR ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rio de Janeiro 2012 ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Superior de Educação Pró-Saber como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciado em Normal Superior, com habilitação em Magistério da Educação Infantil. Orientadora: Profa. Maria Madalena Freire Rio de Janeiro 2012 G588i Gonsalves, Andreia Cristina de Jesus Gomes A importância do vínculo na educação infantil / Andreia Cristina de Jesus Gomes Gonsalves. Rio de Janeiro: ISEPS, p. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Superior de Educação Pró-Saber, Orientador: Profa. Maria Madalena Freire 1. Educação. 2. Normal Superior. 3. Educação Infantil. 4. Vínculo Educacional. 5. Desenvolvimento Cognitivo. I.Título. II. Orientador. III. ISEPS. IV. Instituto Superior de Educação Pró-Saber. CDD 372 Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca do Pró-Saber ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES A IMPORTÂNCIA DO VÍNCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Trab alho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Superior de Educação Pró- Saber como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciado em Normal Superior, com habilitação em Magistério da Educação Infantil. Defendido e aprovado em novembro de EXAMINADORES Profa. Maria Madalena Freire Orientadora Profa. Dra. Cristina Laclette Porto Profa. Esp. Maria Delcina Feitosa LICENÇAS Autorizo a publicação deste trabalho na página da Biblioteca do Instituto Superior de Educação Pró-Saber, tornando lícita sua cópia total ou parcial somente para fins de estudo e/ou pesquisa. Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons, maiores informações Rio de Janeiro, 5 de dezembro de ANDREIA CRISTINA DE JESUS GOMES GONSALVES Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas Graças a Deus, não sou o que era antes (Marthin Luther king) Dedico este trabalho a minha filha Kevellyn e aos meus alunos, minha grande fonte de inspiração. Especialmente ao meu esposo Washington, que suportou a minha ausência durante este período e apoiou minha escolha. As minhas filhas Gleicelane e Glaucia pelo incentivo. Aos meus colegas de equipe, do período em que estudei o caso norteador desse trabalho, especialmente a Felipe Sardinha, Mary Lucy Lopes, Valéria Gonçalves e Wanderléa Alves, que compartilharam comigo dos mesmos desafios da arte de educar e contribuíram com meu crescimento profissional. Posso todas as coisas Naquele que me fortalece. (Epístola aos filipenses 1:3) Agradeço a Deus que me deu forças e sabedoria para iniciar e concluir este trabalho. À turma 2009, pela parceria, apoio e incentivo, durante nossa trajetória no curso. À turma 2010, pela recepção e acolhimento nos períodos finais. A todos os professores do Iseps que contribuíram com o meu crescimento e acompanharam meu processo de aprendizagem. Especialmente à Madalena Freire, minha orientadora, que sempre me incentivou a transpor os inúmeros desafios durante o período de formação. Ao Pró-Saber por me oportunizar a realização de um sonho. A todos os funcionários do ISEPS, pela dedicação e respeito que me dispensaram ao longo desse período. E a todos aqueles que contribuíram de forma direta ou indireta para a realização deste trabalho. Só aprendemos e ensinamos por amor ou por ódio, nunca na indiferença. Madalena Freire RESUMO O presente trabalho traz uma discussão sobre o desenvolvimento cognitivo da criança através da afetividade estabelecida entre educador e educando. Considerando a educação infantil como primeira etapa da educação básica, busca compreender a visão do professor sobre a concepção de vínculo educacional, bem como seus efeitos causados ao longo do processo de aprendizagem do aluno. Para tanto foi realizado estudo de caso, observação e reflexão da prática enfocando os aspectos primordiais às necessidades da criança. Diante dessa perspectiva, o professor de educação infantil deve se conscientizar da responsabilidade em garantir à criança, tão logo ingresse na instituição educativa, condições que comtemplem seu desenvolvimento cognitivo afetivo e relacional, respeitando sua individualidade. Palavras-chave: Educação infantil. Vínculo Educacional. Desenvolvimento Cognitivo. SUMÁRIO 1 VÍNCULO: UMA NECESSIDADE HUMANA Henri Wallon Madalena Freire 18 2 A PROPOSTA DA CRECHE A Visão dos educadores 23 3 RECONHECENDO O DESAFIO Estabelecendo Vínculos Vínculo é uma Escolha O desenvolvimento Cognitivo 33 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 37 BIBLIOGRAFIA 39 12 INTRODUÇÃO Este trabalho monográfico visa discutir a importância do vínculo na educação infantil. São, também, objetivos deste trabalho: dialogar sobre os aspectos fundamentais que culminam para um bom desempenho da aprendizagem do educando e conscientizar os profissionais de educação infantil de sua responsabilidade em estabelecer um vínculo afetivo com seu aluno, para que este possa atingir o máximo de seu potencial durante o processo de seu desenvolvimento A importância do vínculo na educação infantil foi um tema que me fez refletir muito, tanto na minha trajetória pessoal, quanto na minha prática profissional, pois, ao observar o desenvolvimento das minhas filhas, passei a olhar com mais atenção o relacionamento com alguns alunos em particular. Fiquei mais instigada a me aprofundar nessa questão, por um desafio pessoal e profissional, ao receber, no ano de 2010, um aluno rotulado com adjetivos negativos e que utilizava como principal canal de comunicação a agressividade. Esta combinação de fatores me fez questionar se realmente deveria continuar nesta profissão, porém, ao conhecer sua história, percebi que sua leitura de afeto era permeada de rasuras afetivas. Ignorar seu histórico de vida dentro de um espaço que, entre outros, tem como objetivos educar e contribuir para o seu desenvolvimento relacional é adotar uma postura autoritária, que priva a criança de aprender a lidar com seus conflitos, inerentes ao processo de descoberta do mundo. As marcas de vivência dessa criança ditarão as regras do caminho que os educadores deverão seguir. Ao estabelecer um vínculo, esses caminhos passam a fazer sentido tanto na vida de quem educa como na da criança em questão. No meu caso, ao observar que minha colega de trabalho estabeleceu um vínculo com esse meu aluno, pude constatar que, no decorrer daquele ano, os resultados foram positivos para sua forma de se relacionar com as outras pessoas. Hoje, ela não trabalha mais conosco, então eu abracei a questão como desafio e passei a compreender melhor o sentido das minhas escolhas. Para reforçar a minha abordagem do tema, tive uma experiência, como mãe, que me surpreendeu muito. Minha filha mais jovem, Kevellyn, sempre demonstrou desinteresse sobre os assuntos relacionados à escola, para minha 13 grande frustração. Durante muito tempo, as atividades escolares eram praticamente uma tortura, para ela e para mim e, acredito, que para suas exprofessoras também. Ela acabou por repetir a série e atribuiu a culpa a tudo e a todos. Sua trajetória, na primeira etapa do ensino fundamental, foi sublinhada, por seus professores, por observações cristalizadas do seu comportamento. Os professores dos anos seguintes recebiam prontos os rótulos previamente estabelecidos do seu perfil relacional. Esse ciclo foi mantido durante os quatro primeiros anos consecutivos, o que lamentavelmente conduziu a atenção de todos, que estávamos envolvidos neste processo, para os pontos negativos e a negligenciar os positivos. Felizmente esse circuito foi quebrado, a partir da intervenção de uma professora do quinto ano, quando a Kevellyn já tinha 11 anos de idade. O comprometimento dessa professora com seu desenvolvimento relacional, estabelecendo a formação de um vínculo, contribuíram para um salto qualitativo em sua aprendizagem. A partir daí, Kevellyn aprendeu a lidar com sua baixo estima, a reconhecer suas limitações e a valorizar seu potencial. Hoje com 14 anos, minha filha é motivo de orgulho, até mesmo para a diretora. Relaciona-se muito bem com os colegas da atual escola em que estuda o que já reflete mudanças em outros domínios sociais. A professora da Kevellyn não desistiu dela, preparando o caminho para os profissionais que a sucederam. Eu também não desisti do meu aluno, pois atualmente outros educadores já conseguem trabalhar com ele. Seu desenvolvimento segue em um processo gradual, progressivo em alguns momentos, regressivo em outros, mas que nos permite uma reavaliação contínua de cada estratégia usada a cada nova situação. A mãe desse meu aluno também é uma profissional da educação, contudo ainda não tinha fornecido nenhuma informação sobre qualquer particularidade do menino, o que sabíamos era muito vago. A única certeza era a de que seu comportamento expressava suas vivências, gritando por socorro. Quando a mãe teve a iniciativa de nos agradecer pelo acolhimento dispensado ao seu filho, deixou escapar de forma implícita um pedido de ajuda, revelando o despreparo dos nossos colegas em lidar com a estruturação do vínculo tão importante na educação infantil. 14 Para aprender, o aluno precisa fazer um vínculo, este é um desafio para o professor e para o aluno, independente da idade, pois a aprendizagem está entrelaçada aos vínculos constituídos por ambas as partes. Portanto, tão logo o educador aprenda a utilizar a observação como instrumento metodológico fundamental para conduzir sua postura, maiores serão as possibilidades de favorecer o desejo de aprender do aluno. Durante o período de pesquisas e observações realizadas para este trabalho, pude constatar que uma das maiores dificuldades, que impedem o avanço de novas conquistas, é a divergência de mentalidades, que negligenciam a criança e suas necessidades básicas, de natureza física, emocional, social; restringindo o cuidar ao tomar conta e ignorando a responsabilidade diante desse desafio. Por outro lado, muitos educadores confundem o conceito de vínculo afetivo educacional e assumem uma postura paternalista, que induz a caminhos aleivosos comprometendo sua efetividade e limitando o desenvolvimento da aprendizagem. As contribuições teóricas apresentadas nos capítulos seguintes apontam a importância da dimensão relacional para o desenvolvimento cognitivo da criança; para a responsabilidade dos educadores em assumir uma concepção de educação que contemple o desenvolvimento integral da criança e para o estreitamento de parceria com as famílias. 15 1 VÍNCULO: UMA NECESSIDADE HUMANA O ser humano, em sua singularidade, desde sua vida intrauterina, demonstra a necessidade de constituir vínculos. Os indivíduos se formam e desenvolvem a construção do conhecimento pelas relações que estabelecem com outro sujeito. Por se tratar de um ser incompleto, não possui todos os seus comportamentos determinados biologicamente. É imprescindível para sua sobrevivência relacionar-se com sua cultura, desejar viver e aprender, interagir com o mundo. Essas necessidades inerentes ao ser humano contextualizam a dimensão relacional que interage junto às outras dimensões que constituem o ser cognoscente. O racional do ser humano se forma através de suas percepções de mundo. As percepções, por sua vez, estão carregadas de sentimentos de medo, raiva, angústia, desejo, amor, ódio. Ao processar esses sentimentos, o ser humano desenvolve a capacidade de pensar, refletir, agir, construir, modificar, evoluir. Conforme afirma Madalena Freire, somos constituídos de cognição, razão, inteligência, mas também de afetividade, amorosidade. Só aprendemos e ensinamos por amor ou por ódio, nunca na indiferença. (FREIRE M, 2008, p. 24) O processo de aprendizagem acontece de forma complexa. Antes mesmo de pensarmos nas primeiras letras, aprendemos coisas significativas que ficam gravadas em nossa memória e, quando menos esperamos, nos surpreendemos com lembranças que pareciam adormecidas ou passavam despercebidas. Refletindo sobre a teoria cognitiva de Piaget, isso ocorre, porque o ser humano, em sua trajetória de desenvolvimento, é constituído de esquemas que são construídos desde o nascimento, tão logo o bebê passe a interagir com outras pessoas, através de um processo de assimilação, acomodação e organização. Esse processo permite a ampliação e a construção de novos esquemas e se organizam em diferentes etapas de estágios. Entretanto os esquemas de cada estágio estão contidos nos estágios seguintes. Um exemplo muito utilizado no meio acadêmico para ilustrar essa teoria é descrito por Anna Maria Lacombe em seu livro Acender um fogo, da seguinte forma: 16 Se entregarmos um lápis a um bebê de seis meses, ele certamente vai levá-lo à boca. O bebê o define pelo esquema que já possui: que é sugar; e o lápis será compreendido como um objeto para chupar. Entre onze e doze meses, esse mesmo lápis já vai ser explorado de outras maneiras: como bater com ele sobre um objeto ou rodá-lo no chão. Esses novos esquemas que o bebê construiu, (bater e rolar) permitirão que a compreensão sobre o lápis se amplie: agora este é um objeto chupante que se pode também usar para bater e rolar. Aos dois anos, com novos esquemas construídos, o bebê descobre que o lápis produz algo interessante quando passado em uma superfície; passa então, a produzir rabiscos com o lápis. Sem intenção de representar coisas, mas sim pelo prazer motor de ver o resultado de seus movimentos: surgem então as primeiras garatujas. Aos três anos e daí para frente, a criança já construiu imagens mentais e vai tentar então, representar pessoas, animais e objetos, ampliando ainda mais o significado do lápis. Por volta dos seis, sete anos, o lápis ganha nova e definitiva função: escrever. Para tanto a criança precisa ter construído esquemas para a produção da escrita. Na fase adulta é muito comum alguém ser surpreendido mordendo a ponta de um lápis, rolando-o entre os dedos ou sobre a mesa enquanto pensa ou esta distraído. Embora desenhar e escrever sejam funções definitivas do lápis ele não perde as funções atribuídas a ele nos estágios anteriores. (2006, p. 20) Analisando por esse ângulo a teoria Piagetiana, o desenvolvimento cognitivo é o avanço gradativo de habilidades dos seres humanos e supõe um momento de construção, um momento de estabilização e um de desequilibração que anuncia a passagem para o estágio posterior, revelando a complexidade da construção cognitiva da criança, como ação interiorizada para a compreensão da realidade em que esta inserida. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói, de forma contínua, bases que darão condições de equilíbrio à sua formação. Sendo as dimensões distintas e interligadas, as experiências de afetividade vivenciadas por uma criança, ainda que seja um bebê, estarão presentes e refletidas em suas ações, ao longo de sua vida. A análise desta teoria sugere o seguinte questionamento: O professor de educação infantil pode desassociar a aquisição da aprendizagem da afetividade educacional? Para responder a esta pergunta, é necessário que o professor faça uma autoavaliação de sua prática, lançando um olhar introspectivo de sua visão de mundo, procurar em suas lembranças os modelos significativos marcados em sua infância; a forma como se relacionou com seus educadores e os caminhos que percorreu culminando nesta escolha. Este questionamento não deve ser respondido de forma técnica, como quem assinala uma lacuna de sim ou não. A resposta para esta pergunta remete a que tipo de concepção o professor está 17 moldado, o que valoriza como prioridade na formação do ser humano, que contribuições pretende deixar no mundo. Não é uma resposta pronta e fabricada sob encomenda. Ao mergulhar nesta reflexão cada professor irá de encontro aos seus medos, angústias e frustrações, mas certamente revisitarão lembranças prazerosas, necessidades que foram atendidas, produções de sua autoria, que foram valorizadas. Após emergir desse mergulho reflexivo é natural que a sensibilidade esteja aflorada, justamente por executar uma das tarefas mais difíceis do ser humano: entrar em contato direto com os próprios sentimentos. A partir daí, o professor deu o primeiro passo para se reconhecer como figura modelo no universo educativo. O segundo passo é identificar suas limitações e a etapa de cada conquista, para que as dificuldades pertinentes a esta profissão não sejam usadas como esconderijo e para que não fiquem à sombra de quem transpôs as dificuldades encarando-as como desafios. Poderia simplesmente responder não a esta pergunta. No entanto, me permiti inúmeros mergulhos reflexivos, até chegar a uma resposta, e, assim, passei a me dispor a cada novo questionamento desenvolvendo meu contínuo processo de aprendizagem. Cada professor encontrará sua resposta refletida em seus alunos, como se fosse uma marca registrada e atravessada por seu olhar. Representada por afeto ou ausência de; de respeito e valorização ou de cobranças repetitivas, de escuta ou silêncio; de produção ou reprodução, de afetividade ou hostilidade. Este professor só não pode se esquecer de que seus alunos ainda estão na primeira etapa da educação básica. 1.1 Henri Wallon Henri Paul Hyacinthe Wallon nasceu em Paris, França, em Graduou-se em medicina e psicologia. Fez também filosofia. Atuou como médico na Primeira Guerra Mundial ( ), ajudando a cuidar de pessoas com distúrbios psiquiátricos. Em 1925, criou um laboratório de psicologia biológica da criança. Quatro anos mais tarde, tornou-se professor da Universidade Sorbonne e vice-presidente do Grupo Francês de Educação Nova instituição que ajudou a revolucionar o sistema de ensino daquele país e da qual foi presidente de 1946 até morrer, também em Paris, em Ao longo 18 de toda a vida, dedicou-se a conhecer a infância e os caminhos da inteligência na criança. Propôs uma teoria fundamentada em quatro elementos básicos que se interligam: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa, considerou a formação da criança, uma integralidade que engloba intelectual, afetivo e social. Para Wallon, as emoções têm papel fundamental no desenvolvimento humano, e, na sua época, foi o primeiro a levar as emoções das crianças para dentro da escola, por acreditar que através das emoções o aluno exterioriza os desejos e as vontades. O desejo e a vontade são elementos de aprendizagem. Para aprender, o ser humano precisa conectar a vontade imediata com o interesse. Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos criamos. O desejo nos impulsiona na nossa curiosidade de encontrar respostas, na nossa vontade de fazer, no nosso interesse de conhecer, na nossa necessidade de aprender. (FREIRE, 2008, p.68) Sobre o abrangente campo da afetividade, Wallon tem uma abordagem bastante atual sobre este tema, que perpassa o campo das emoções e estuda, com afinco, as manifestações afetivas como o medo, a raiva, a surpresa, a alegria, as tristezas, e os desdobramentos trazidos por cada uma delas e a leitura que fazemos. Suas teorias dialogam com outras sob alguns pontos de vista, encontrando complementaridade principalmente na psicanálise e na teoria piagetiana. Portanto, a teoria de Wallon indica a valorização da interação com os elementos da cultura e do meio para o desenvolvimento cognitivo. 1.2 Madalena Freire Maria Madalena Costa Freire, Pedagoga e Arte-Educadora com ampla experiência profissional na educação, é coordenadora pedagógica do Instituto Superior de Educação Pró-Saber ISEPS, do Rio de Janeiro e de São Paulo. Tornou-se especialista e é considerada autoridade no processo de formação de professores, prática a que se dedica desde 1981, com grupos de reflexão e de estudo. É filha do notável pensador Paulo Freire, que tanto contribuiu com a educação no Brasil e influenciou movimentos revolucionários na história da 19 pedagogia. Madalena Freire inspirou várias escolas consideradas inovadoras nos anos
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