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JAPONESES NO BRASIL OU BRASILEIROS NO JAPÃO? A TRAJETÓRIA DE UMA IDENTIDADE EM UM CONTEXTO MIGRATÓRIO

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JAPONESES NO BRASIL OU BRASILEIROS NO JAPÃO? A TRAJETÓRIA DE UMA IDENTIDADE EM UM CONTEXTO MIGRATÓRIO Adriana Capuano de Oliveira 1 O texto apresentado a seguir é baseado na minha pesquisa de dissertação
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JAPONESES NO BRASIL OU BRASILEIROS NO JAPÃO? A TRAJETÓRIA DE UMA IDENTIDADE EM UM CONTEXTO MIGRATÓRIO Adriana Capuano de Oliveira 1 O texto apresentado a seguir é baseado na minha pesquisa de dissertação de Mestrado em Sociologia desenvolvida na Unicamp, cujo o tema, dentro do vasto campo das migrações internacionais, foi o estudo do fluxo migratório recente de brasileiros para o Japão (ou mais corretamente falando, de nipo-brasileiros 2, já que a permissão para esta migração só é concedida a este grupo de pessoas). Esta corrente migratória vem chamando a atenção dos mais diversos setores da sociedade brasileira nos últimos tempos, devido às proporções bastante avantajadas que paulatinamente vêm tomando corpo dentro deste movimento, referido por alguns autores como fenômeno dekassegui 3 (Ninomiya, 1992; Chigusa, 1994). Dentre os fluxos migratórios de saída de brasileiros para o exterior, este fluxo migratório recente em direção ao Japão possui certas especificidades peculiares. Uma 1 Aluna do Programa de Doutorado em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas Unicamp. 2 O termo nipo-brasileiro é usado com bastante freqüência entre os estudiosos que se dedicam a falar sobre o assunto que envolve esta população dos descendentes de japoneses que imigraram para o Brasil, e, da mesma forma, eu farei uso deste termo num primeiro momento. Entretanto, com o decorrer da apresentação deste trabalho, se tornará claro que uma das razões da existência deste próprio estudo é a discussão desta forma de tratamento distinta que é dada aos cidadãos brasileiros descendentes de japoneses. 3 A representação deste fluxo migratório, através da palavra dekassegui, decorre do uso japonês a esta palavra, que originariamente significava sair de casa para trabalhar fora, e se aplicava para o caso dos japoneses que deixavam as regiões atrasadas ao norte e ao sul do Japão em busca de melhores condições de emprego e de sobrevivência nas regiões mais industrializadas do centro, como Tóquio e Osaka, em épocas de entresafra (Kawamura, 1994). Assimilada ao vocabulário português e à realidade brasileira, esta mesma palavra ganhou o significado de representação dos descendentes destes imigrantes japoneses, que partem em busca de melhores condições de emprego e de sobrevivência na terra de seus pais, avós e bisavós. XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP 799 destas especificidades foi o enfoque primordial da minha pesquisa, e caracteriza-se pela particular contextualização da identidade destes indivíduos que, uma vez relacionada com esta migração atual, se vê atribuída de um novo momento reflexivo e contestador. O trabalho que foi desenvolvido, finalizado sob a forma de dissertação, teve dois campos de abrangência metodológica. Durante seu processo, houve a realização de uma pequena pesquisa de campo, que serviu de apoio na comprovação das hipóteses previamente estabelecidas, e proporcionou um diálogo ao lado das análises teóricas pertinentes. Esta pesquisa de campo foi realizada com um número ilustrativo de retornados do Japão (34), que emigraram para lá dentro de vários contextos. Indivíduos que emigraram por vários anos, outros pelo período apenas de meses, indivíduos de ambos os sexos, de diferentes graus geracionais, distribuídos por diferentes faixas etárias e de nível social, educacional etc. Contou ainda com a presença de indivíduos de total descendência japonesa (chamados descendentes puros), bem como de indivíduos mestiços, fato este que se revelou muito importante na confirmação das minhas hipóteses 4. Obviamente, todos os entrevistados eram brasileiros natos, sendo este um dos requisitos para a participação na entrevista, que focaliza os descendentes de japoneses nascidos no Brasil. Dentro deste contexto, meus objetivos de análise, mais especificamente falando, se referem às condições de identidade desta população, que, como o próprio título do texto já diz, se caracteriza por ser considerada japonesa no Brasil, e uma vez no Japão, é distintamente caracterizada como brasileira, e portanto, estrangeira. Acredito que tal conjuntura exista como conseqüência de alguns fatores, devidamente esmiuçados no trabalho de dissertação, mas que por hora serão enfaticamente reduzidos, de acordo com os propósitos deste texto. A corrente migratória japonesa, dentro do contexto brasileiro, divergiu de outras correntes migratórias em alguns aspectos, como a temporalidade (esta se caracteriza por ser uma corrente tardia se comparada com as demais), a grande diferença cultural entre as duas sociedades em contato, principalmente no tangente à língua, o 4 Os assim chamados descendentes puros são os filhos de pai e mãe japoneses ou descendentes de japoneses, e os mestiços são os filhos de pai ou mãe japonês ou descendente de japoneses. 800 XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP espírito extremamente nacionalista com que chegaram os imigrantes japoneses ao Brasil, fruto da Era Meiji pela qual passava o Japão, o forte desejo dos imigrantes de regressarem ao Japão, fazendo do Brasil apenas um território de passagem, entre outros. Tais aspectos acabaram por ocasionar reflexos bastante importantes e significativos entre os seus descendentes. Estes acontecimentos fizeram com que a colônia japonesa no Brasil fosse portadora de algumas especificidades de identidade que seus descendentes carregam até os dias de hoje. Colocando-se a questão sob um outro prisma, de maneira mais objetiva, tem-se a situação concreta e ainda atual da questão da identidade destes indivíduos filhos, netos e bisnetos de imigrantes japoneses. Tais descendentes, por portarem características físicas semelhantes às dos cidadãos japoneses, uma vez que o isolamento da colônia produziu um grande número de casamentos entre os seus iguais, são identificados até hoje como japoneses. No interior da sociedade brasileira, é fato bastante corriqueiro e passa como que despercebida a denominação constante destas pessoas que, nasceram no Brasil, falam português e se comportam culturalmente como brasileiros, mas são chamados e considerados como japoneses. Ou seja, na questão abordada por mim dentro do cenário deste fluxo migratório de nipo-brasileiros em direção ao Japão, há que se refletir primeiro sobre a questão da identidade cultural destes imigrantes. Por identidade cultural estou entendendo, segundo a definição encontrada em Stuart Hall, uma cultura partilhada, conferindo ao grupo uma origem em comum real ou suposta além de uma história e de uma anscestralidade compartilhadas, exaltando, portanto, a similaridade entre os que se identificam. As identidades culturais provêm de alguma parte, têm histórias. Mas como tudo o que é histórico, sofre transformação constante. Longe de um passado essencializado, estão sujeitas ao contínuo jogo da história, da cultura e do poder (Hall, 1996, p. 69). Esta questão, acredito eu, é problemática em qualquer contexto migratório, pois as diretrizes de questões como identidade cultural e traços como a nacionalidade também estão se reformulando nos dias de hoje. Porém, acredito que com a população migrante específica trabalhada, este fator se faz mais complexo ainda, uma vez XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP 801 que estas pessoas, mesmo sendo brasileiras de nascimento, não estão totalmente inseridas no padrão de identidade brasileiro recorrentemente veiculado. É interessante observar como, no momento em que me propus a estudar este fluxo migratório em particular, e fui buscar ler alguma bibliografia sobre o assunto, me deparei com uma série de nomes para caracterizar esta população específica, que eu defini aqui, num primeiro momento, como nipo-brasileiros. Assim, encontrei na imprensa e nos escritos do meio acadêmico, nomes diversos para designar estas pessoas, tais como nikkeis, nipo-brasileiros, nikkeijin, nissêis, japoneses-brasileiros, ascendência nipônica etc. Somente este fato já me apontou para a realidade que pretendia confirmar, ou seja, que a questão da identidade destas pessoas já se fazia complicada mesmo aqui no Brasil, que é tido imaginariamente como um país de fácil aceitação e assimilação. Esta foi a linguagem do meio acadêmico e culto, pois no senso comum estas pessoas são chamadas freqüentemente, e sem o menor pudor da parte de quem as chama, simplesmente de japoneses, mesmo que estes já façam parte da terceira ou quarta geração de descendentes de japoneses, e que jamais tenham posto os pés no Japão, e que não falem absolutamente nada de japonês, e que não tenham nenhum direito político na sociedade japonesa, e não saibam fazer comida japonesa, bem como a consomem tanto quanto qualquer outro brasileiro etc., etc. Mais do que isto, estas próprias pessoas optam várias vezes por chamarem a si mesmas de japonesas, quando querem caracterizar algum dos seus. Deve ser ressaltado, portanto, a existência de toda uma problemática que, no Brasil, acredito eu, esteja por detrás desta questão. Dentro de todo este contexto anterior das especificidades da imigração japonesa para o Brasil está inserido, ainda, a formação do chamado caráter da identidade nacional, que aqui se acha elaborado através do mito da união das três raças, e a importância da conceituação fenotípica dentro dos padrões sociais brasileiros. Explico-me melhor. Acredito que este fator se deva a uma característica marcante e fundamental da sociedade brasileira, que é a caracterização dita racial através dos traços físicos das pessoas. Tomo como base para tal argumento a problemática brasileira da questão dos negros. É fato que no Brasil esta condição racial das pessoas se dá através dos tipos físicos expressos fenotipicamente, e não ocorre em outro sentido, como em outros países onde esta caracterização racial se dá em termos sangüíneos ou culturais, (como é o caso 802 XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP clássico da sociedade norte americana). Tal é a análise feita por Oracy Nogueira, que denomina estes diferentes tipos de preconceito como preconceito de marca (ou seja, físico, fenotipicamente expressado) e preconceito de origem (hereditário geneticamente, caso encontrado na sociedade norte-americana, por exemplo). O fato relevante a ser observado neste caso é, para os objetivos que me proponho desenvolver, perceber que indivíduos que podem se encontrar no mesmo nível de geração de descendência de um certo grupo, dependendo do aspecto físico que apresentam, poderão pertencer à grupos raciais distintos. No caso estudado por Oracy Nogueira, alguns serão brancos, outros serão negros. Desta mesma forma, tomei tal concepção para a análise da problemática dos brasileiros descendentes de japoneses que, segundo meu entendimento, é caracterizada por esta mesma percepção estética no interior da sociedade brasileira. Exemplificando o que tento dizer, como colocado acima, os descendentes de japoneses nascidos no Brasil, são denominados cotidianamente como japoneses, não importando o quão já estejam distantes culturalmente do Japão, ou o seu grau geracional, desde que carreguem traços físicos atribuídos aos japoneses (como no caso dos negros, a cor da pele é o que mais se destaca, entre estes indivíduos, a característica de ter olhos puxados é o fator de maior destaque). Por outro lado, descendentes de japoneses, tão descendentes quanto estes outros, ou até de gerações mais recentes, e portanto, mais próximos culturalmente; se nascidos de casamentos mistos, (o que vem ocorrendo com uma freqüência cada vez maior), caso tenham as características pertencentes ao grupo japonês, serão considerados japoneses, do contrário, se apresentarem um fenótipo mais acentuado do outro grupo de ascendência, será a este grupo seu pertencimento. Como no caso dos negros analisado por Oracy Nogueira, o mesmo ocorre nesta situação. Até entre irmãos, uns podem acabar sendo considerados brancos, por exemplo, e outros, continuarão a carregar a denominação de japoneses; assim como entre os descendentes de negros, alguns serão tidos naturalmente como brancos, enquanto outros serão negros ou mulatos, de acordo com suas expressões físicas, e não culturais ou genéticas 5. 5 Tal pressuposto acabou demonstrando ser realidade, pois, durante a pesquisa de campo, onde um número significativo de mestiços (7 indivíduos 20,58% do total de entrevistados) fez parte de meu universo de análise, foi bastante significativa a percepção de que a problemática de identidade destas pessoas estava diretamente relacionada às suas expressões físicas, como estes mestiços se pareciam. Alguns XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP 803 Dentro deste quadro de caracterização racial brasileiro, há que se fazer ressalva ainda a outros fatores decorrentes desta abordagem. Um deles está relacionado ao próprio imaginário da constituição da sociedade brasileira. Inserido neste contexto, no Brasil, mesmo que negros sejam somente aqueles indivíduos que fisicamente expressem a cor negra na pele, de qualquer forma, todos são caracterizados como pertencentes à sociedade brasileira, pois é um dado da nossa identidade a presença do negro na formação nacional, bem como o traço mais enfatizado da nossa sociedade, que é a miscigenação. Da mesma forma, faz parte da constituição nacional a presença do branco na formação do país, e já que a questão racial se desenvolve aqui em termos físicos e externos (e não culturais, como exposto acima), filhos e netos de imigrantes culturalmente muito distantes do Brasil como é o caso dos povos eslavos e dos imigrantes russos, ou das populações árabes em geral, já são perfeitamente aceitos como cidadãos brasileiros típicos desde a sua primeira geração de descendentes, pois se expressam fisicamente como parte da população branca do país 6, mesmo que culturalmente seus pais tenham vindo de culturas tão distintas da brasileira quanto a cultura japonesa. É desta forma, enfim, que aos cidadãos brasileiros descendentes de japoneses se faz tão densa esta aceitação como parte da população brasileira como um todo, pois fenotipicamente, estas pessoas não expressam os traços que são aceitos como parte da identidade nacional (o mito das três raças fundadoras, consagrado principalmente por Gilberto Freyre). E já que a caracterização racial no Brasil é feita através do físico, estas pessoas estão submetidas à situação de eternos japoneses, mesmo depois de três ou quatro gerações, e de fazerem parte de um estilo de vida e de um universo cultural brasileiro. Esta é, portanto, uma das vertentes da problemática que faz tão clara a distinção destas pessoas entre os mestiços carregavam traços marcadamente japoneses, e seus conflitos de identidade não se diferenciavam daqueles dos descendentes de pai e mãe japoneses, ou os chamados descendentes puros. Outros, em nada se pareciam, alguns dos quais confundiam até a mim mesma, pois nada traziam de japonês em suas feições. Estes, partilhavam de outro universo imaginário no tocante às suas concepções de identidade. Ficou bastante explícito que este fator do físico, da aparência em ser japonês, acabou tendo um peso muito maior nas posturas de identidade destes indivíduos do que o próprio fator geracional. 6 Deve-se ressaltar, contudo, que a caracterização destas pessoas como brancas ocorre devido aos padrões nada rígidos de classificação do branco no Brasil. Em outros contextos, como nos EUA, um árabe jamais seria considerado branco. 804 XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP outros brasileiros, marcadamente em relação ao seu tipo físico. Numa outra vertente, encontramos o incentivo ao isolamento que parte de dentro da própria colônia japonesa, fator este decorrente de uma série de especificidades oriundas da própria imigração japonesa para o Brasil, como já foi brevemente citado. Esta outra vertente já foi por diversas vezes analisada, o que não faz com que caiba aqui uma maior explanação deste assunto no momento. Sendo assim, mesmo que estes descendentes de japoneses sejam tão brasileiros quanto os descendentes de italianos, por exemplo, de imigração praticamente contemporânea aos japoneses, a sociedade brasileira como um todo não os reconhece como tal, e nem mesmo eles próprios, fato que jamais aconteceria com os descendentes de italianos, que são plenamente aceitos como brasileiros. Quando, entretanto, estes brasileiros, que aqui são considerados japoneses, estão em terra estrangeira, que é o próprio Japão, se defrontam com a singular experiência de serem reconhecidos como tipicamente brasileiros, mesmo que fisicamente carreguem os traços exatamente iguais aos japoneses. A plena percepção desta identidade brasileira não se dá somente pelo fato de serem correntemente apontados pelos japoneses como brasileiros, mas também pelo fato do choque cultural que enfrentam ao se depararem com a fechada sociedade japonesa, da qual não comungam, na grande maioria das vezes, nem em costumes, nem em idéias, e nem ao menos no fator cultural mais básico de todos, que é o da língua. Partindo desta contestação, portanto, o desenvolvimento da pesquisa buscou resgatar a trajetória da formulação da identidade desta população, com o enfoque primordial na questão dekassegui, que se propõe como um momento de reflexão desta trajetória. Quase um século depois de iniciadas as primeiras relações migratórias entre o Brasil e o Japão, mais precisamente 83 anos depois do seu início (Ninomiya, 1992, p. 13) 7, ocorre pela primeira vez um acontecimento que iria marcar de forma muito significativa este grupo de pessoas, tanto os emigrados do Japão, quanto os seus descendentes, filhos, netos e bisnetos. Trata-se desta ida ao Japão em busca de 7 Ninomiya se refere aqui ao início oficial do movimento dekassegui, que se atribui ao ano de 1991, entretanto é fato amplamente divulgado que este movimento teve um início real bem anterior a esta data oficial, desde meados dos anos 80. XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP 805 melhores oportunidades de trabalho e sobrevivência, que foi denominada de movimento dekassegui. As implicações e os desdobramentos deste processo também são muitos, e demasiadamente longos para serem expostos neste momento. Contudo, faz-se necessário apenas algumas observações no tangente ao tema mais especificamente abordado. Em junho de 1990, mudam as regras da política imigratória japonesa, ao menos no que se refere à questão dos seus descendentes, que a partir de tal data, com a reforma da Lei de Controle da Imigração, adquirem o direito de trabalharem legalmente no Japão. De acordo com cada geração, um tempo específico é permitido, de três anos (para os nissêis) 8 a um ano (sansêis). No caso de intenção de uma permanência maior, estes vistos podem ser prolongados. As demais gerações não participaram deste processo de reforma da Lei, entretanto, também podem ser encontradas no Japão, mesmo que sem permissão legal para trabalho. Com esta reforma na política imigratória para os descendentes de japoneses, um número cada vez maior de descendentes (os issêis hoje em dia são minoria) destas diferentes gerações, mestiços (descendentes de japoneses com outros grupos diversos), e inclusive cônjuges sem descendência japonesa (chamados de cônjuges não-nikkeis) emigraram do Brasil para trabalharem no Japão. Já em outubro de 1990 (somente depois de quatro meses de promulgada a lei), a proporção de pessoas não-nikkeis já ultrapassava a dos issêis. (Ninomiya, 1992, p. 143). Com uma população de à brasileiros residindo no Japão nestes últimos 6 ou 7 anos 9, não é mais possível se 8 Segundo definição encontrada em Lili Kawamura (1995), nikkeis são os descendentes de japoneses nascidos fora do Japão, de uma forma geral, e compreendem nissêis (segunda geração), sansêis (terceira geração), e yonsêis (quarta geração) etc. além de mestiços. As pessoas que vivem no Brasil mas nasceram no Japão são denominadas de issêis. Além disto, outros artigos já mencionam a presença dos gossêi, os tataranetos destes imigrantes (quinta geração) (Carmo, 1997). 9 Em
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