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LA PETITE PATRIE ENCLOSE DANS LA G. DE : regionalismo e identidade nacional na França durante a Terceira República. A Fran a unificada

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LA PETITE PATRIE ENCLOSE DANS LA G DE : regionalismo e identidade nacional na França durante a Terceira República Anne-Marie Thiesse abe-se que a França é uma nação fortemente centrnlizada.
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LA PETITE PATRIE ENCLOSE DANS LA G DE : regionalismo e identidade nacional na França durante a Terceira República Anne-Marie Thiesse abe-se que a França é uma nação fortemente centrnlizada. Seu centmlismo é antigo, pois foi impl,nl,do no Antigo Regime monárquico e fort.llecido por todos os regimes políticos que o sucederam. A concentmção quase abso IUL' de poderes em uma capilll que do mina o conjunto do território nacional parece ser uma das cuacteristicls princi pais da identidade francesa. Em decorrência, as reivindicações regionalisl15 parecem ser apenas manifeslaçõcs superficiais, espocidicas e desprovidas de efeitos na histón., nacional, o que explica, sem dúvid'l, sua ausência quase loll.l nas históri.15 d, França contemporânea. EntreL,n to, há mais de um século, a represenl,ção regionalisl' é um elemento forte da identidade nacional, sendo que a valorização da diversid,de do território não é exercida em con tmposição mas complemenl1rroente à represenl,ção da França como úna e indivisível . O regio nalismo não se desenvolve em oposição ao sentimento de identidade nacional, m.15 como forol, consensual da reurtião nacional. É este fenõmenoaparentemente paradoxal que tenl1ccmos expor, mostrando sua construção dura0 te a Terceira República ( ). A Fran a unificada A Revolução Francesa, ao mesmo tem po em que instituiu a igualdade juridica dos cicl:ldãos (masculinos), qualquer que fosse sua origem social, estabeleceu a Nota.: ESle artigo roi lr.ldllzido do fr.tocês por Fr:wci.sco de USlro Azelo edo. Estudos Históricos, Rio dej:lneiro, vai. 8, n. IS, 1995, p. 3-J6. 4 ESTIIlOI HISTÓRICOS I9'lsns igualdade das unidades telliloriais, re partidas em novos quadros adminisuatl.os (os depanamenlos). Fssa unificação do território foi acompanhada da impo sição de uma moeda, de um sistema de unid1des de medida e de um sistema legislatim idênticos para todo o país. A Primeira República foi unificadora, e não centralizadora inicialmente, chegando mesmo a introduzir a celebração da Federação como festa eufórica e grandiosa da nação. Mas os aconlecimenlos hislóricos (guerra externa e guerra civil) conduziram rapidamente a um fortalecimento do Exccutim e do cenrrajismo. Fsse centralismo permaneceu como o elemento. dominante da vida política e adminisrrativa francesa, aliado à concepção unifica da e igualiliria do território nacional, uma vez que nunca se resrabeleceram esl llutos regionais especificos.' Ourro fato também determinante foi a foolção das fronteiras da França merropojitana depois do período das 1 erras remlucio nárias e napoleônicas, o que COI Icspondeu ao fim do imperialismo francês na Europa e permitiu uma representação, estável e durável do território nacional. A ausência de reivindicações de anexação de territórios dos países linúrrofe; corresponde, há quase dois séculos, a exire ma fraqu= de movimentos locais exigindo a ane:xaçio de parte do terrilório francês a ouiras nações. É ceno que na MOlda de 1930 surgiram movimentos desle tipo na Córsega ou em Flandres, mas eles envolveram apenas um número muito fe hlzido de indivíduos e não exerceram qualquer impacto sobre a população. Da mesma forma, o separatismo permaneceu e:xlremamen te marginal e sem um verd ldeiro apoio local a A1eilLmba - nazista tentou utilizar militantes separatistas bretões, mas não deinorou a desco briro fraco eruaizamentodo movimento. O sentimento de identidade nacional, constiruído precocemen te na França, fortaleceu-se de maneira continua ao longo dos anos. Portanto, 01 NeoaigionaJismo franc não foi construído conua o nacinnal, mas sobreveio, ao contrário, como vontade de corrigir os males de que a nação pad cia O primeiro dos males denunciados foi O excesso de cenrrajismo, comumente identificado de meados do século XIX, numerosos ideólogos denunciaram a ausência de órgãos intermediários enlte a comuna e o Estado, com força suficiente para canrrabajançar o poder do Estado. Em sua opinião, o departamento era demasiado pequeno e fraco para desempenhar esse papel, na medida em que adivisão departamen tal estabelecida sob a Remlução não le.ou em con ta a e.olução ocorrida nos campos demográfico e econômico, Somente um agrupamento mais sintético e mais nalural tomaria possível equili brar o poder do Estado e furer com que fossem levadas em consideração as verdadeiras neressidades dos cidadãos e da nação. De futo, a partir da segunda metade do século multiplicaram-se os projelos de nova repartição do território francês. O problema é que, nesses esludos preleosamente cientificos e fundados sobre as j( ai idades econômicas, históricas e culturais, o número e o contorno das novas entidades locais variavam consideravelmenre de um autor para outro - a definição das legiões francesas é rudo, menos evidente. Mas a quesrão se tomava ainda mais delicada quando se tratava de determinaras capitais regionais, pois qualquer projeto passava logo a SUsciL lf polêmicas entre as dd. ldes vizinhas de igual importância e proleslos indignados de cidades médias que temiam acima de rudo ser colocad. ls sob a rurela de urna melrópole regional. O dominio de Paris parecia menos temivel a Saint Étienne que o de Lyon, enquanto Nimes rejeilava a vinculação a Marselha. Quando se saía do rer- LA PUITE PAT E ENCLDIE DANS LA GRANDE 5 reno da teori... para entrar no da prática, o centralismo, opressor uniforme d.'ls províncias, passaw. a ser considerado o mal menor. Aí está, sem dúvida, uma das razões de sua peienidade... Outra causa d... ausência de descentralização política e adminisuativa na França até recentemente ' foi a desconfiança do governo em rel'lção a qualquer poder periférico, mesmo que este pudesse estar nas rn.'ios de a1i.'ldos políticos. A preocupação em evitar concorrências fez com que os dirigentes que prometiam reforrn.'ls descentralizadoras (e, neste último século, foram numerosos aqueles que fabram disso em suas campanbas eleito rais) torn.'lsscm todos os cuidados para que as coisas acontecessem de maneira diferente. Nos últimos dois séculos, a evolução da França foi de mto marcada por um aumento do centralismo e um aparente fracasso dos movimentos descentrali:mdores e regionalisl'ls. Mas é isto que, na verdade, dá sen tido e força a esses movimentos. A vontade de corrigir a ccnlrali ZlçãO excessiva esl í de Lll forma Ligada ao bom senso que ela consútui sem dúvida o grau zero do consenso nacional - consenso que se rn.'lotém desde que não estejam em discuss. o as modalid.. des concrcl'ls da descentralização. O regio nalismo, porl'loto, desempenha na bist6rio.. franccsa um papel de consolidação da iden tidade nacional, relegado com freqüência ao segundo plano, m.'ls subimmente colocado em evidênci.. nos perio dos de crise intensa. o nasci monto 010 regionalismo Pode-se d.'ltar do final do século XIX o surgimento do termo regionalismo na língua francesa foi em 1900 que um grupo de intelectuais, originários da pro vincia, criou uma associação que foi batizada de Federação RegionalisL1 Francesa. A criação deste movimento inscreve-se na linha de diversas reivindicações que vinham sendo proposl'ls ao longo de vários decênios. a) No pl'loo econômico, essas reivindicações remetiam às coo uadiçóes d.1 organização frances.'l: a industlí.11i:mçãodo país se 11 a1jzou em um conlcxto libernl, sendo privada e local a iniciativa de criação de empresas, mas as grandes decisões sobre obras de infra-estruwra, sobretudo aque L'lS referen tes a uanspones e romunicaçóes, eram tom.'ld.'ls em Paris e mvorcciam Paris (era o caso, nol'id.'lfficote, d.'l rede viária e feiroviária em forma de teia de aranha , em deuimcolo de sislcnlas de comunicação Il:gionais). Os nol'iveis lo Clis recl.,m'lvam uma parcx:la maior de iniciativa e de geslw na rn.'ltéri.1. b) Politicamente, a critica con tra o cenlralismo era sempre um meio de crilirnr o poder ccn trai e o regime em vigor. Desde a insl.. bção da República p- damentar, a critica ao papel dospréjets e a reivindicação de retomo às antigas pro víncias eram apenas um eufemismo dos monarquisl'ls para pedira VOIL'l aoanligo Regime. Quanto aos noliveis republicanos, que sabiam muito bem que as carreiras políticas nasciam e se apoiavam no eleitorado das provincias, rn.'ls que o verd.1deiro poder esl'lva em Paris, é claro que reclam.wam o forta1ecimen 10 dos poderes locais. c) No imaginário social do fim do século XIX, Paris exercia uma função particular. Tratava-se de urn.'l mega1ópole que não parara de crescer, passando de 600 mil habitantes em 1789 para 2,5 mi!bões no final do século. 7 O desequilíbrio entre uma cidade bipertrofiada e o reslo do pais era extremo. Nasceu enl o a melifo ra do corpo nacional doente, ameaçado de congesl o ccrebral. Aconcenlraçãona cid.'lde superpovoad.'l de um prolel'lriado urbano alimentado pelo êxodo rural levou ainda à represenl'lção de P-.uis 6 E\TUO HI5lÓRJ( msns como lug'u de peedição de alm. \s e corpos, B,lbilônia de lodos os vicios e pandemônio de doenças coletiy.ls, onde gmssayo,m a prostituição e a tuberculose. Paris era lambém a cidade d \s revoluções, a cid de perigosa, depois de junbo de 1848 e da Comuna da pr1ma.era de A provinci.-., em is.. dislo, apareci.-. como O reposilório da moderação, a salvaguarda contra os excessos. Celebrar a província e suas virtudes em, port..11ilo, OpLU pelo consery.ldorismo político. No fundo, porém, as coisas não eram assim L'iO definidas. Paris, meloním., do poder em lodas as áreas, pode. L mhém ser assimilada às posições sodtlmenle domi nanres, e a provmoa, por conscquenaa,. às posições dominad \s. Celebrar a pro vincia e suas vinudes significay.l L mhém v;tiorizar o povo oprimido pelos podero sos e porl nlo externar, ao modo populisl1., uma critica às hierarquias sociais e polílicls. d) A islo se somay.l o Irnuma devido à derrow de 1870 frenle à Alemanha e que marcou profund menlc os primeiros àecênios da Terceira República. A partir de enl'io, o declínio da França no cenário inlemacional foi percebido de forma ;nlcilsa pelas elil.es nacionais - a SUprSL supremace. da França em malérl mililar, cconômka e mesmo rulruraj pa.rccia pertencer a um pass. do findo. Dirigenles e intelectuais se questionavam sobre a verdad'!ira força do país, e começou a ser ebborad uma nova defmição da excelênci:t da França. Mais modesla que a anterior, mas pretendendo ser mais sólida e inexlirpável, el eslabclecl a superiorid de francesa pela reuni.'io nios.-. de ludo aquilo que é necessário à felicidwe hum. na. A grandezt da França, nesta perspectiva, esl1v.t em sua diversidade prodigiosa - não podendo ser a mais poderosa das nações, ela era O pais abençoado pela nalur=t, o resumo ideal de lod a Europa. Esse país excepcional Iem uma riquezt de IOnalidades que niio se enconlrn em pane alguma do mundo , 8 observay.l Vid ll de la Blache, fundador da escola geográfica francesa. E o medievalisl GaslOn Paris, professor no CoUege de France, procl m. Y.I com entus mo esl idéia que teve enorme accilação enlrc os grandes universil1rios do final do século XIX: A França deve suscitar ou ressusci L r u m. imagem de si própri. em lod a riqueza de sua infinila diversidade, em lod a força de sua evolução milenar, em loda a fecundid de inesgolável de seu gênio. Es.. im.1gem; ela a deve a si mesma, ela a deve à nalureza, que derramou sobre ela às mãoschei. \s o que em outros lugares distribuiu de forma desigual. Será em viio que somos o país privilegiado entre IOdos, que reúne os climas e os dons mais OPOSIOS, que lem Suas COSL \S banhad \s L nlo pelo duro mar germãn ico como pelo Oceano de horizonles sem fim como pelo macacaricianlc e tépido em que tod.'ls as civilizações se mir.-.ram e cujas ondas deram à luz a belezt elema? Será em vão que nossas Cronteira..s, ainda que estreitas - infelt.. ram regiõcs ela diferentes, monl'lnhas tão gigamescas e planícies infini L \S ( ),... lodas as culturas, da laranja ao lúpulo, lod \s as caças, lodos os peixes, lodas as riqu= do solo e do,..,bsolo, lodas as plaol ções e wd \s as indús trias? (...) Teremos recebido da nalur=t esle admicivel mosaico, cujas pedms multicoloridas form. m um quadro harmonioso, para deixá-lo perderse em um. unjformid de cinza e embaçada? Não: reavivemos, ao contrário, com um fervor ciumcolo, o brilho de cad uma das pedras de que ele se compõe, e eslejamos certos de que a grande Ogura que resull de sua mon L1gem se imporá mais nítida, mais brilbante e mais indelével. 9 L. f'[ilj( PAlijE EHCLDIE DANIL. GRANDE 7 o verdadeiro dever patriótico cons ti:t, portanto, em fuzer conhecer, amar e avivar a maravilhosa diversidade francesa. A escola da República seri. ex:il mente um dos multiplicadores deste aplcodizado. e) O fim do século XIX foi m.ucado na FranÇl, como em ,irios outros países europeus, pela descoberta e valorização cl.. civilização camponesa. A entrada na modcmi,lwe industriaj. a ruptura decisiva com a relativa cslabilidade cl-.s 50- ciecl.. des agrícolas. a expansão do prole L lri... do urb.mo deram um valor súbito às comunidades campones.-.s. Os foldo L S. que no início se timi .. vam a coletar canções e contos populues. ampli.-.ram seu campo de pesquisa para a cultura materi. li (vestuário. mobili:'uio. hãbil lt) e começaram a estucl.. r os costumes e os modos de vida. O mundo rural transformou-se eih referência mítica e nosl1jgica das sociedades modernas. Na França do final do século XIX, roncl.. da pela imagem da decadênci... numerosos intelectuais. sobretudo da jovem geração. pro clamaram que somente no seio desta. cultura tradicional poderi.;lm ser encon trados os vercl1dciros valores capazes de dar sustenl.. ção ao fuluro e pennitir um verdadeiro renascimento nacional. A Paris. rnel-uora da degenerescênci.1 cosmo polil . eles opunham o vigor sadio de uma cultura autenticamente francesa. que seri... preservada nas provincias. Era esle o repertório de argumentos aprcscnl1dos por lod.1.s as inici.1.tivas de revivalismo , como o Renascimento Provinci. lI. sociedade de estudos e de divulgação dos costumes e cl-.s artcs provinci. lis funcl1da em 1906: O Renascimento l'rovincl li francês foi cri.1do com o objetivo de (ver reviver por todos os meios de man ifes L1çãO (exposiçõcs. conferêncl-.s. audições. rcpresenl.. çõcs) as obras de arte. cançõc5. danças. costumes. tradiçôcs. bem como a literatura de nossas pro víncias francesas. (...) Esperamos os m.1iores beneficios dess.-.s m.wifcsl çõcs da arte provincial. que tem suas origens nas profundezas da raça e da hislóri... Ao cxallu di.wte do povo o gênio distintivo de cada uma de nos sas províncias. acredilamos despcrt.u as energi.-.s locais. recondu::i-l-.s à pu la do gosto francês e salvaguardar. asslm a, IOrça C a bel C7;l oaaooru5. 10 Um:, das caracleríslicls do regionalis. mo francês da Terceira Rcpúblicafoi mis turar, de maneira ino.1ricivcl, todos os elementos que acabamos de enunclu e se apresen Lu como um. obra de s.llvação nacional. O último decênio do século assistiu à crisl liização dos debates. sobretudo entre os grupos de jovens in lelectuais de origem provincl ll Um de seus lideres foi um pocl provençal. Charlcs Maurras. que não tinha aiocl 30 anos. mas era movido por grandes ambiçôcs literãri.-.s e políticas. De 1892 a ele animou a escola parisiense do félibrige. anlena na capil li do r.mde movimento cultural F merislional l Manleve conlatos com outros grupos provinci.1is (cspeci. limente bretões) e começou a fonnulu a idéia de que o federalismo (a definiçío do tenno continuava muito vaga) era a solução para os grandcs prohlcm.-.s políticos e sociais que pes. vam sobre a FranÇ\ - Ao redor de Maurras gravil1vam jovens que partilbavam de seus pontos de vista desccntralizadores . m.-.s cujas opções politicas eram muito diversas. O c.-.so Dreyfuso quando foi levado à discussão do grande público. acarretou. como aconte-. - ceu com outros casos, um.1. CISlO nesse grupo de jovens descentralizadores. Alguns acompanharam Maucras. que enveredou abert.. mente pelo caminho nacio nalista e anli-semil1. e p:lssou a associar a reivindicação federalisl à lula antidreyfusi:ma. 12 Os outros tenl.. ram esboçar 8 mudos HISTÓlKOI. 1991n1 um no\'o grupo,que deveri.,liderar aluta patrlólica do descenltajismo e para o qual era necess:lrio anles de tudo enconuac um norne. Federalismo, já ligado demais ao nome de MaumIS, não era mais ulili2ável; descentra/lsmo e descer tra//mçào pruedam muilo restriti\'os e pouco entusiasmantcs; ao final, foi pnr poslo 1)!8lotulllsmo, porque esse termo novo,h virgem de conol,ção ideológica e política, collespondi., à idéi., primeira expressa pelo novo grupo: ele se situava fora e acim, de qualquer quesliio política.. 14 A federação RegionalisL' frances. que a partir de 1902 teve sua voz ampliada pelo jomall 'Acllon Régloru//iste, pnr clamou-se como a união de lodos os franceses de boa \'OnL,de, quaisquer que fossem suas opiniões polwcas, desde que desejassem IUL'lr do eco tralismo. En Ire seus membros, de 1:'10, encontravam se notáve.is de direita, moderados e radicais. A esquerda sodalisl'l, sem lhe m'lnifestar ci.1imenle quase não levou a sério l um movimenlo que rel,cionava o essencial dos problem'ls sociais ao desequilibrio entre Paris e o resto do pais e pensava que desl, forma cri.'lria um reformismo perfeil'lmente consensual. O programa da federação, quase imul'ível ao longo de décadas, era suficientemente vago para evilu divergências.16 E as publicações m'lis articulad'ls sobre o regionajis.. mo, sobreludo as redigidas pelo grande condulor da federação R or rn.,is de 40 anos, Jean Charles-Brun, 7 consistiam na justlposição de proposl'ls COnCreL'lS, rn.'ls sem um, tomada de posição por nenhuma dd'ls. Qualquer opção clara acarretaria de filo uma ruptura no consenso acim.'l dos paj1idos políticos . Na verdade, a federação Regionalista jamais passou de um pequeno grupo de algumas centenas de adeplos: rn.'ls seu papel foi imporl,nte na medid, em que estes adeplos eram pessoas notáveis, parlamenl'lrcs e respons.'íveis por associações econômicas e culturais, J8 que divulp gavam os apelos ao regionalismo em inu meráveis discursos, publicações e artigos. Em um curto espaço de tempo, portanto, o termo regionalismo 11 foi lançado e alcançou grande sucesso, enquanto se multiplicavam as referênci.'ls ao regio nalismo nos discursos eleitorais, nas inaugurações de feiras comerciais, CUl comemorações e nas mais diversas m.wifesl,çães cuhurais (cri.,ção de museus do folclore, feslivais de d,nças folclóricas, lançamenlo de coleções edilori.,is consagradas às provincias, cartazes publicil'í rios ete.). O regionalismo esl,va assim em tod'l pane, de preferênci.'1 com um tom festi\'o e brilhanle. Nos anos 19()(). 1930, desenvolveu se urn., imporl'idle produção lilerári., regionalisl', que alcançou rande sucesso junlo ao grande público. 9 No plano das refonn.'ls políticas, em sentido estrilo, a ação regionalisl' foi desprovida de efeilos,2 rn.'ls o regionalismo atuou profundamente na cons ciência nadonal como elemento de consenso. Mais que outros rcfonrtismos, o regionalismo pôde ser promovido como O tema da uni.;o. Ele linha com efeilo a C1pacidade nol1vel de poder enunci.u a exislência de diferenças ao mesmo tempo em que as neutralizava, deslocando-as do pl'ido soci.li para o pbno geográfico. Assim, os regionalisl'ls declaravam que, deixando-se as organizações patronais e os sindicatos operários resolverem seus problem.'ls no plano local, os conflilos políticos e soci.'lis poderi.,m ser resolvidos a bem do interesse geral. Mas, diferentemente das doutrinas separatistas, o regionalismo afirm.'lva a comun idade de inleresses das diferet1les regiões - sendo cada uma domda de identid1de própria, elas se equivaliam nos direilos e se complcmenl,vam no quadro global d'l entid,de nacional. Os males de que se L,mentavam os diversos grupos soci.'lis não eram negados, mas impul,dos ao centra- .. U P[lijE PATijE ENCLOSE DANS U GlANDE 9 lismo, que oprimia igualmente lodas as regiões e IOOlS as cl'isses. A dominação ex x'ssí da capital, segundo os regio
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