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LEVANTAMENTO DAS TRILHAS E CAMINHOS DE JOINVILLE E REGIÃO: INTERPRETAÇÃO DA PAISAGEM E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

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Instituto Superior e Centro Educacional Luterano Bom Jesus/Ielusc IV Congresso Internacional sobre Turismo Rural e Desenvolvimento Sustentável Joinville As Políticas Públicas e Ações Privadas para o Turismo Rural LEVANTAMENTO DAS TRILHAS E CAMINHOS DE JOINVILLE E REGIÃO: INTERPRETAÇÃO DA PAISAGEM E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL Mônica Lopes Gonçalves 1 Orlando E. Ferretti 2 Reginaldo José de Carvalho 3 Fabíola Girardi 4 Samir A. Rocha 5 Resumo: O aumento cada vez mais freqüente no número de praticantes de atividades vinculadas aos espaços naturais, vem acarretando conseqüências graves que atingem diretamente a integridade dos elementos naturais ainda existentes. A região de Joinville por possuir uma grande diversidade paisagística determinada pelos compartimentos topográficos possibilita a ocorrência de uma série de locais com belezas cênicas e com potencialidades de visitação. Atualmente essa potencialidade não está sendo utilizada de forma adequada para fins de visitação. Com isso, neste trabalho foram levantadas alguns dos locais mais freqüentados na região a fim de verificar as condições atuais das trilhas e caminhos e dos elementos integrantes dos ecossistemas encontrados, além do seu mapeamento, levando em consideração o seu traçado e pontos de interesse. Sendo assim, o trabalho fornece subsídios para uma melhor condução dos visitantes nos locais estudados, além de contribuir para a tomada de decisões e ações que objetivam preservar e conservar esses locais. Mestrando em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Introdução Este trabalho identificou as diversas trilhas e caminhos da região nordeste do Estado de Santa Catarina, envolvendo os municípios de Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá, Garuva e Campo Alegre (Figura 01). O relevo desta região é caracterizado através de três compartimentos topográficos distintos: Planície Costeira, Serra do Mar e Planalto que favorecem o desenvolvimento de diferentes ecossistemas responsáveis pela grande diversidade de paisagens. Muitos destes ecossistemas estão associados ou mesmo fazem parte do bioma Floresta Atlântica. Em um eixo de menos de cinqüenta quilômetros, pode-se sair do domínio costeiro com praias, Baía da Babitonga, restingas, manguezais e áreas urbanizadas, transpor a Serra do Mar com suas montanhas cobertas pela floresta verdejante e rios encachoeirados até chegar no Planalto, dominado por áreas agrícolas, silvícolas, urbanas e resquícios de Floresta de Araucária. Essa grande diversidade de paisagens faz com que a região estudada seja de extrema importância tanto biológica, cênica, quanto social e econômica. Esta área tem sido palco de atividades excursionistas, ecoturísticas e montanhísticas, algumas vezes realizadas de forma inadequada, e que vêm gerando diversos impactos, tanto no meio físico, como também no meio biológico, causando transformação na paisagem. Para tanto, este trabalho se justifica pela necessidade de preservação e/ou conservação desta área, iniciando pela interpretação da paisagem a fim de se alcançar um conhecimento para então se obter a sua valoração. 1 Doutora em Geologia, Docente do Curso de Turismo do Bom Jesus/Ielusc e da Univille (Universidade da Região de Joinville). 2 Geógrafo, Mestre em Geografia, Docente do Bom Jesus/Ielusc. 3 Geógrafo, Docente do Colégio Cenecista José Elias Moreira Joinville. 4 Artista Plástica e Fotógrafa 5 Bacharel em Turismo, Docente do Curso de Tecnologia em Turismo da UNIFEBE- Brusque. Os objetivos deste trabalho foram levantar os caminhos e trilhas de Joinville e região; fornecer subsídios para a interpretação da paisagem e observar a necessidade de preservação e conservação dos ecossistemas existentes, além de corroborar para as práticas conscientes de visitação em ambientes naturais. Metodologia Este trabalho foi desenvolvido a partir de uma revisão bibliográfica e trabalho de campo em 19 trilhas da região, envolvendo os municípios de Joinville (09 trilhas) São Francisco do Sul (06), Garuva (02), Itapoá (01) e Campo Alegre (01). O trabalho de campo ocorreu durante os meses de fevereiro a abril de Para cadastro de pontos de interesse e georefereciamento dos traçados foi utilizado um aparelho receptor do Sistema de Posicionamento Global GPS. Nesta etapa, verificou-se o estado de conservação das trilhas, para estipular empiricamente a sua capacidade de suporte, levando em consideração alguns fatores como drenagens, processos erosivos, pavimentação e topografia. Nesta fase foram feitos registros fotográficos em meio digital e analógico dos pontos de interesse dos caminhos e trilhas. Posteriormente, todas as informações foram tabuladas num banco de dados Access e georeferenciadas para plotagem em imagens de satélite e carta topográfica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE na escala 1:50.000, utilizando-se de recursos operacionais de Sistema de Informações Geográficas SIG, através dos programas IDRISI 32, Cartalinx e Track Maker v No IDRISI elaborou-se os produtos cartográficos, como cartas topográficas, com o traçado das trilhas e carta imagem, enquanto no Cartalinx foram realizadas a digitalização de alguns elementos cartográficos tais como: hidrografia, sistema viário e curvas de nível, contidos nos mapas planialtimétricos do IBGE escala 1:50.000, folhas Joinville, São Francisco do Sul, Garuva, Araquari, Jaraguá do Sul, Campo Alegre e a folha São Miguel também na escala 1:50.000, elaborada pelo Serviço Geográfico do Exército SGE. Os aspectos relacionados ao meio físico (geologia, relevo, hidrografia, solo e clima), biótico (fauna, flora) e antrópico (ações humanas) foram compilados da bibliografia disponível, cujos detalhamentos foram obtidos nos trabalhos de campo e nas entrevistas com os moradores dos locais visitados. Em cada trilha visitada, o grau de dificuldade se baseou nas condições das trilhas, nos tipos de relevo, condicionamento físico e extensão. Os subsídios para a interpretação da paisagem foram retirados da revisão bibliográfica e trabalhos de campo. A necessidade de preservação ambiental desta área foi detectada não somente na literatura, assim como nos trabalhos de campo. Resultados Foram levantadas 19 trilhas de Joinville e região sendo assim distribuídas nos seguintes municípios: Joinville (09 trilhas) São Francisco do Sul (06), Garuva (02), Itapoá (01), e Campo Alegre (01), conforme demonstrado na Figura 02. A classificação das trilhas foi feita de acordo com o grau de dificuldade, podendo ser leves, médias e pesadas (ANDRADE, 2002). Esta classificação foi necessária para orientar o visitante quanto às exigências físicas e psicológicas que lhe serão requeridas. Neste trabalho, propõe-se um método onde a classificação foi elaborada a partir da predominância do grau de dificuldade ao longo de toda a trilha, considerando as extensões dos trechos, inclinação do terreno, qualidade da trilha e obstáculos. Portanto, uma trilha leve pode estar num terreno plano, onde se caminha por uma hora, ou num terreno íngreme onde se caminha dez minutos. Outro ponto a se considerar é que existe toda a transição entre trilhas leves, médias e pesadas e que poderá variar muito em função do condicionamento físico do caminhante. Sendo assim foram classificadas 10 trilhas como leves, cujos tempos de caminhadas variavam entre 07 e 40 minutos; 03 trilhas foram classificadas de leves à médias com tempo de caminhada variando de 01 hora a 01 hora e trinta minutos; 02 trilhas foram classificadas de média a pesadas, com tempo de caminhadas variando entre 03 e 04 horas e por último, 04 trilhas foram classificadas como pesadas, com tempos de percurso variando entre 03 e 05 horas, conforme consta na Tabela 01. O levantamento das trilhas e caminhos indicou que das 19 trilhas, 06 são guiadas e 13 auto-guiadas conforme a dificuldade de orientação (Tabela 01). Com relação aos compartimentos topográficos tem-se que 08 trilhas se situam na Planície costeira, onde em geral coincidem com as trilhas leves, 09 se localizam nas encostas da Serra do Mar, coincidindo com as trilhas classificadas como leve a médias, médias a pesadas e pesadas. Por último tem-se a trilha do Planalto que foi classificada como leve. Para facilitar a localização geográfica e inserção ambiental para a interpretação da paisagem às trilhas e caminhos foram traçados em imagens de satélite e mapas de bacias hidrográficas (Figuras 2 e 3). A fim de facilitar o acesso do caminhante às trilhas e caminhos de Joinville e região elaborou-se mapas conforme o apresentado na Figura 04, onde estão ressaltados os aspectos com relação as bacias hidrográficas interceptadas pelas trilhas e caminhos, assim como os aspectos do relevo através da variação da altitude. Durante os trabalhos de campo verificou-se que os impactos nas trilhas visitadas variam de acordo com o compartimento topográfico onde está inserida, ou seja, planície costeira, encostas da Serra do Mar e Planalto. Os impactos mais comuns que foram observados na relação do homem com as trilhas são: perturbações no solo (pedoturbação), na flora e na fauna; resíduos líquidos e sólidos; fogueiras; poluição visual e sonora. As trilhas que se encontram na planície não apresentam problemas de erosão, no entanto, devido ao grande fluxo de visitantes, em geral, apresentam sérios problemas de resíduos sólidos deixados pelos caminhantes ou trazidos pela maré, quando se encontram nos costões rochosos. Nas encostas da Serra do Mar, o problema predominante é a erosão, já que as declividades acentuadas facilitam o aumento de velocidade da água da chuva, provocando o carreamento de partículas sedimentares. Nas trilhas de maior fluxo de visitantes, como o Monte Crista e Castelo dos Bugres (Figuras 02 e 03), ocorre grande depósito de resíduos sólidos (lixo), o que além de causar poluição dos rios e solo, causa também poluição visual. O ecossistema de campos de altitude, por ser extremamente sensível com espécies vegetais autóctones e por apresentar na região refúgios de mastofauna (como a sussuarana e o veado mateiro) é muito suscetível à visitação intensa. Além de serem altamente vulneráveis à propagações de incêndios, muitas vezes induzidos por fogueiras. No planalto, como o relevo suaviza, ocorre uma maior visitação nos pontos de fácil acesso, muitas vezes extrapolando a capacidade de suporte do local, principalmente, nos finais de semana, fato esse verificado no Salto do Engenho e Cascata Paraíso, sendo que esta não consta na relação das trilhas detalhadas nesse trabalho. Os impactos freqüentes verificados em quase todas as trilhas foram: pisoteamento excessivo no solo e na vegetação, vestígios de retirada de palmito (palmitos derrubados e acampamentos para retirada do mesmo), principalmente na área da Serra do Mar. A presença de resíduos sólidos, infelizmente, é detectada na maioria das trilhas, de forma proporcional ao fluxo de visitantes. Outros impactos observados foram: o corte de árvores sem necessidade, instalação de acampamentos em locais inadequados (margens de rios e áreas baixas onde ocorrem alagamentos) e presença de excrementos humanos na proximidade de nascentes e cursos de água. No aspecto capacidade de suporte (Tabela 01) das trilhas e caminhos analisados, verificou-se que aquelas que permitiam grupos maiores de 30 pessoas (total de 04 trilhas) estão localizadas no domínio da planície costeira, já que estas exibem relevo suave e trilhas largas ou mesmo caminhos, suportando grupos maiores sem acarretar degradação acentuada. As trilhas com capacidade de suporte estipulada para grupos menores que nove pessoas (05 trilhas) se encontram nos picos mais altos da Serra do Mar, caracterizada por terrenos íngremes que favorecem a intensificação dos processos erosivos. As trilhas com capacidade de suporte entre 10 e 20 pessoas (total de 10) localizam-se ora em planície costeira, mas com terrenos pouco permeáveis, favorecendo o desenvolvimento de áreas encharcadas e outras se situam na Serra do Mar, mas em terrenos que suportam, em função do seu solo e largura da trilha e/ou caminho, um número maior de visitantes, sem que pareça muito utilizada. Com relação a interpretação da paisagem cada trilha teve a sua de acordo com a compartimentação topográfica onde está situada, envolvendo os elementos da flora, fauna, além da geologia e recursos hídricos e até mesmo quando havia, os aspectos histórico-culturais. Desta forma acredita-se que com a interpretação da paisagem, por meio das trilhas e caminhos possa se estar colaborando com a aquisição de conhecimento e conseqüente valoração dos recursos naturais. Sendo assim, este nível de interpretação conduz à necessidade de preservação do ambiente, onde algumas áreas realmente necessitam de preservação urgente tais como as encostas da Serra do Mar e os Campos de Altitude. Em outras áreas, basta a sua conservação, como as situadas principalmente na Planície Costeira. Há de se ressaltar que muitas bacias hidrográficas são utilizadas como mananciais de abastecimento público, o que aumenta ainda mais a necessidade de sua preservação/conservação, conforme assinalado na Figura 03 as Estações de Tratamento de Água ETAs do Cubatão e Piraí. Verifica-se que uma boa parte da área principalmente nas encostas da Serra do Mar são protegidas por Áreas de Proteção Ambiental (APAs), denominadas APA Dona Francisca (Lei Municipal 8.055/97) e APA do Quiriri (Lei Municipal 055/97). Mesmo assim, ambas as APAs carecem de zoneamentos e conseqüentemente dos planos de manejo. Considerações Foram cadastradas dezenove trilhas e/ou caminhos, onde foram verificadas as condições de conservação, capacidade de suporte, grau de dificuldade física e de orientação, além do tempo de duração dos percursos. Nesta etapa foi elaborado material iconográfico e fotográfico inédito para orientação e sensibilização dos praticantes, proporcionando uma interação maior entre o caminhante e os ambiente naturais visitados (paisagens naturais), partindo-se do pressuposto que só se valoriza, aquilo que se conhece facilitando a sua preservação / conservação. Referências Bibliográficas ANDRADE, Waldir Joél de. Manejo de Trilhas. Encontrado em: acesso em 10 de setembro de FLORES, C. H. Estudo preliminar da avifauna do Parque Municipal Morro do Finder, Joinville/Santa Catarina. Joinville: UNIVILLE (Trabalho apresentado para o título de Bacharel em Biologia). GONÇALVES, M. L., OLIVEIRA, T. M. N. O Meio Ambiente e a sua Dinâmica na região de Joinville In: TERNES, Apolinário. Joinville 150 anos.joinville : Letra da Água, 2001 GONÇALVES, M. L., KAUL, P. F. T.Evolução Geológica In: Atlas Ambiental da Região de Joinville: Complexo Hídrico da Baía da Babitonga ed.florianópolis : FATMA/GTZ, p IBGE. Manual técnico de vegetação brasileira. Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. Rio de Janeiro:IBGE,1992. JOINVILLE. Centenário de Joinville. Joinville, KLEIN, R. Mapa fitogeográfico do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: FATMA/UFSC, Herbário Barbosa Rodrigues.1978. LANDSAT ETM+7. Imagem RGB dos canais 5,4,3, órbita 220 ponto 078, resolução espacial de 15 m, data 07 de maio de 2000, hora 10:30 AM, Região de Joinville. Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Cubatão do Norte, PAGANI, Maria Inez; SHIAVETTI, Alexandre; MORAES, Maria Eugência Bruck de; TOREZAN, Fábio Henrique. As trilhas interpretativas da natureza e o ecoturismo. In: LEMOS, A. I. G.de. Turismo: Impactos sócioambientais. 3.ed. São Paulo:HUCITEC, p PREFEITURA MUNICIPAL DE JOINVILLE. Lei Municipal Joinville. PREFEITURA MUNICIPAL DE GARUVA. Lei Municipal Garuva. OLIVEIRA,M. S. C & BANDEIRA, D. da R. Arqueologia. In: Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina. Atlas Ambiental da região de Joinville: Complexo hídrico da Baía da Babitonga. 2 ed. Florianópolis: FATMA/GTZ p Figura 1 Localização da Área de Estudo Figura 02: Imagem de satélite com a localização das trilhas e caminhos de Joinville e região. Figura 03: BACIAS Hidrográficas com a localização das trilhas e caminhos de Joinville e região, além de algumas estações de captação de água. TABELA 1 Caminhos e Trilhas 1 Morro do Boa Vista - Jlle Grau de dificuldade Classificação quanto à dificuldade de Orientação Tempo de caminhada Comprimento da Trilha Principal Distância a partir do centro da Cidade de Joinville Capacidade de suporte 40 2,2 km 1,1 km 40 pessoas ,2 km 6 km 30 pessoas 15 1,0 km 10 km 50 pessoas 25 0,7 km 46,5 km 15 0,5 km 62 km 20 pessoas 07 0,2 km 62 km 20 pessoas 0,8 km 57 km 30 até a grande fenda tipo canyon. 3h 2,8 km 60 km 06 pessoas 2h 30 2,3 km 24 km 06 pessoas 40 /2h 1,3 km 90 km 15 pessoas e guiada guiada 4h 6,0 km 42 km 08 pessoas 4 h km 35 km 15 pessoas 15 0,1 km 70,8 Km 50 pessoas 5 0,2 km 39 km 20 pessoas 1h 1,2 km 3h 3,8 km E guiada 1h 30 4 km 4h 8 km 4-5 h 5,4 km 26,2 km (asfalto) e 6,2 km de estrada de chão 25,8 km, sendo 2,0 km em chão batido 40 km do centro de Joinville até o estacionamento. 40 km até o estacionamento 16 km 2 Morro do Finder Jlle 3 Parque Caieiras Jlle 4 Morro do Pão de Açúcar(Cruz) SFS 5 Praia da Saudade ou Prainha SFS 6 Morro da Boa Esperança /Escadaria da Petrobrás SFS 7 Costão de Itaguaçu SFS Média a 8 Morro do Cantagalo SFS pesada a média 9 Morro da Pedra SFS 10 Reserva Volta Velha Itapoá Pesada 11 Picos da Jurema / Garuva - Garuva Pesada 12 Monte Crista Garuva 13 Salto do Engenho Campo Alegre 14 Mirante do Salto I da Est. D. Fca 15 Cachoeira do Rio a média da Prata Jlle Pesada 16 Morro da Tromba Jlle a média 17 Castelo dos Bugres Jlle 18 Morro Pelado Jlle 19 Pico Jurapé Jlle Média.a pesada Pesada 05 pessoas 8 pessoas
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