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Livro Cancer de Mama e de Colo de Utero

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cancer de mama e de colo
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  CONHECIMENTOS, POLÍTICAS E PRÁTICAS Luiz Teixeira (org.) DE MAMA E DE COLO DE ÚTERO  C215Câncer de mama, câncer de colo de útero: conhecimentos, políticas e práti-cas / Luiz Teixeira (organizador). – Rio de Janeiro: Outras Letras, 2015.256 p. ; 21 cm.Inclui bibliografia.ISBN 978-85-8488-004-11. Mamas – Câncer – Brasil – Congressos. 2. Colo uterino – Câncer – Brasil – Congressos. 3. Mamas – Câncer – Prevenção – Congressos. 4. Colo uterino – Câncer – Prevenção – Congressos. 5. Serviços de saúde para mulheres – Brasil. I. Teixeira, Luiz, 1962-.CDD – 616.994490981 DADOS INTERNACIONAIS PARA CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) Copyright  @ 2015 by   Ana María Rico, Gulnar Azevedo e Silva, Ilana Löwy, Luiz Teixeira, Luiz Carlos Zeferino, Luiz Claudio Santos Thuler, Ma-ria Teresa Bustamante Teixeira, Maximiliano Ribeiro Guerra, Ronaldo Correa Ferreira da Silva e Sahra GibbonCapa | Flávio Vargens, UlulanteDiagramação | Leandro Collares, Selênia ServiçosCoordenação editorial | Lucia Koury, Outras Letras2015Todos os direitos desta edição reservados à Outras Letras Editora Ltda. Tel./Fax: (21) 2267-6627contato@outrasletras.com.br www.outrasletras.com.br  Introdução O processo de transições demográfica e epidemiológica em curso no Brasil vem transformando as prioridades em relação à saúde. A significativa transformação na composição popula-cional e nos quadros de morbidade e mortalidade faz com que se estime que, no início dos anos 20 do nosso século, o país contará com mais de 25 milhões de idosos. Nesse contexto, os padrões comportamentais e a condições ambientais e socioe-conômicas, muito provavelmente, produzirão níveis epidêmi-cos de diabetes tipo dois, doenças cardiovasculares e cânceres. Esta nova realidade, em construção já há algumas décadas, vem gerando novas preocupações no campo da elaboração de po-líticas públicas, com uma grande ampliação das ações direcio-nadas às doenças crônico-degenerativas, seu controle e gestão das dificuldades que proporcionam aos atingidos. Além disso, diversas áreas de conhecimento vêm se mobilizando para com-preender esse fenômeno e criar instrumentos para resolver os problemas dele decorrentes.No âmbito da ampliação das preocupações com as doenças crônico-degenerativas, o câncer, cada vez mais, se torna uma preocupação de maior magnitude. Segundo o Instituto Nacio-nal de Câncer, a doença já representa a segunda causa de morte da população brasileira, e a estimativa para o ano de 2015 é de que ocorram em torno de 570 mil casos novos. Seu cresci-mento atual, além de se relacionar às transformações demo-gráficas acima observadas, é consequência da maior exposição dos indivíduos aos fatores de risco cancerígenos, resultantes das condições de trabalho, de moradia e de consumo no mundo  moderno. Além de sua forte incidência, em comparação a ou-tras doenças não transmissíveis, a trágica simbologia atribuída ao câncer e os problemas que leva à saúde pública fazem com que cada vez mais sejam frequentes os estudos a ele direciona-dos. Discutindo a doença sob diversos aspectos, e em muitos casos apresentando um caráter multidisciplinar e abordagens inovadoras, esses trabalhos vêm palmilhando um tema de estu-dos árido, mas de grande importância social.No campo da saúde coletiva, os cada vez mais numerosos trabalhos sobre o câncer têm trazido novas visões sobre as for-mas de lidar ou conviver com a doença. Avaliando as potencia-lidades e dificuldades das práticas de prevenção e tratamento e as formas de adesão e resistência de grupos populacionais a essas práticas, esses estudos vêm se caracterizando como im-portantes aliados dos gestores e formuladores de políticas no campo da oncologia. Além disso, o espetacular desenvolvimen-to da capacidade preditiva da medicina, advindo das inovações na área da biotecnologia aplicada ao câncer, vem sendo anali-sada por diversos estudiosos que, partindo de diferentes con-cepções teóricas e métodos de pesquisa, avaliam as consequên-cias sociais e individuais de uma nova forma de gerência das possibilidades e adoecimento e cura. Em relação a esse aspec-to, questões como as diversas concepções de risco, o aumento progressivo — e, muitas vezes, acrítico — da medicalização  , o papel dos programas de prevenção e de rastreamento, e a nova identidade do crescente número de portadores de diversos ti-pos de câncer, assumem uma centralidade até então reservada às epidemias, suas formas de controle e consequências.No âmbito da história das doenças, o tema também vem se fortalecendo com o surgimento de teses, artigos e a emer-gência de grupos de pesquisas. A partir de uma produção inicialmente voltada para instituições e políticas de controle, cada vez mais novos trabalhos começam a englobar diferentes
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