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Manejo de Insetos Sugadores na Cultura da Soja: resistência, tolerância de plantas e manejo cultural

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Monografia by Roberta Leme
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  Manejo de insetos sugadores na cultura da soja: -resistência e tolerância de plantas-manejo cultural Introdução  A soja destaca-se como uma das culturas de maior importânciaeconômica para o agronegócio nacional. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, ficando atrs apenas dos ! A conforme relatórios da#ompan$ia %acional de A&astecimento '#O%AB( e do nited )tates*epartment of Agriculture ' )*A(. !m n+meros é destacel ue a produ/o&rasileira de soja   ser pró0ima a 12,32 mil$4es de toneladas 'enuanto os! A, 567,89 mil$4es de toneladas( o produtor &rasileiro col$er menos por $ectare, com redu/o de 7,7 em rela/o ; safra anterior '9657<9658( ea   produtiidade ter   média de 9.189 uilos por $ectare, mas tee aumento narea plantada de 1,=, sendo ue o total cultiado ser de 76,5 mil$4es de$ectares. '#O%AB 9658, )*A, 9658(. Os maiores produtores &rasileiros desoja s/o o Mato >rosso, contri&uindo com 76,2 do total nacional, seguido do?aran com 5=,6, @io >rande do )ul com 52,5, >ois com 56,9 e o Mato>rosso do )ul com =,7 'B>!, 9658(.uanto ao seu uso, os gr/os da soja s/o seridos desde ao consumo innatura  para alimenta/o $umana ; ela&ora/o de ra4es, farelos, sa&4es,cosméticos, resinas, tintas, solentes, &iodiesel e óleos comestCeis. Além  disso, é considerada uma das principais fontes de proteCna egetal 'DiraoEa,9661F )oares et al  , 9655(. O mel$oramento da soja tem tido releante contri&ui/o tanto noaumento da produtiidade, como no desenolimento de caracterCsticasualitatias mais faoreis ; finalidade de seus produtos, como maior palata&ilidade e digesti&ilidade da soja para forragem. Gem sido alo a mel$oriadas caracterCsticas de sa&or do gr/o para consumo $umano atraés daredu/o de lipo0igenases e de polipeptCdeos de resera ' tumi et al  , 5HH1(,teores de óleo no gr/o para produ/o de &iodiesel aumentados e maioresuantidade de proteCnas para alimenta/o $umana e animal, resistência outolerância ao ataue de pragas, entre outras.O mel$oramento genético é das tecnologias ue mais tem contri&uCdopara aumentos em produtiidades da cultura da soja sem muitos custosadicionais ao agricultor. m programa de mel$oramento tem seu ê0itodependente da aria&ilidade genética ; disposi/o do mel$orista. *entre osmeios de se usar da aria&ilidade genética, pode-se lanar m/o de popula4eslocais ou de materiais e0óticos introduIidos de cole4es de germoplasma euando a aria&ilidade genética natural é limitada pode-se faIer o incrementode aria&ilidade por $i&rida4es artificiais para a o&ten/o de noascom&ina4es genéticas ou ainda, faIer a indu/o de muta4es para o&ten/ode noas formas alélicas '?ereira, 9663(. A tolerância e resistência genética ;s principais doenas e pragaspodem garantir esta&ilidade de produ/o e retorno econômico e essas podemser ofertadas atraés do uso de sementes de cultiares mel$oradas, semcontar ue a resistência de plantas, o uso de cultiares tolerantes ouresistentes se trata de um método ue é compatCel com a maioria das outrastticas de manejo empregadas em uma laoura 'Bottrell J Bar&osa, 5HH1(, por isso se trata de um importante componente no manejo integrado de pragas. Manejo de insetos sugadores na cultura da soja: resistência e tolerância de plantas *e maneira geral os insetos sugadores antes tin$am importância menor na agricultura como pragas e $oje em gan$ando maior status de pragasprimrias uma eI ue a mudana das prticas de manejo agrCcola como o uso  de ariedades mel$oradas, pela transgenia e pelo mel$oramento conencional,torna cada eI menor o uso de inseticidas uCmicos sintéticos para o manejode insetos, ue por conseuência tam&ém geraa controle dos sugadores,mesmo esses n/o sendo o alo da aplica/o desses produtos 'Bansal et al  ,9657(. *esde 9656, no Brasil em sendo crescente o uso de cultiares de sojatransgênica com eento Bt mel$oradas para o controle de lagartasdesfol$adoras. ?or conseuência as aplica4es de inseticidas tornam-se maisreduIidas e o comple0o insetos sugadores, ue tem &ai0a susce&ilidade aessas to0inas, tem tido maior incidência nas laouras '#$ougule J Bonning,9659(.*entre os $er&Coros sugadores, ue costuma ter destaue a nCelmundial s/o os perceejos das agens  Acrosternum hilare , Nezara viridula , Euschistus servus , Euchistus heros , Piezodorus guildinii  , Maruca testulalis , Etiella zinckenella , os perceejos da raiI Scaptocoris castanea  e  Atarsocorisbrachiariae , as coc$onil$as da raiI Dysmicoccus sp . e Pseudococcus sp ., osperceejos e cigarrin$a do caule e plântulas Dichelops melacanthus , Dichelopsfurcatus , Thyanta perditor   e Spissistilus festinus  '>rossi-de-) et al  , 9655(. %o grupo das pragas sugadoras ue atacam agens e gr/os da soja noBrasil, os perceejos, marrom ' Euschistus heros (, erde peueno ' Piezodorusguildinii  ( e o perceejo erde ' Nezara viridula ( s/o os maiores causadores deprejuCIos. uando n/o s/o controlados adeuadamente, podem causar perdastotais em laouras ')osa->omes et al  , 5HH7, Medeiros J Megier 966H, Almeida et al  , 9657(. %os !stados nidos s/o considerados importantes pragas da sojao perceejo marrom marmoriIado alyomorpha halys  da famClia ?entatomidaee o mesmo referido perceejo erde peueno de ocorrência aui no Brasil Piezodorus guildinii  , por eles c$amados de perceejo da &anda ermel$a'deido a uma listra transersal ermel$a ue possuem no pronoto(. P! guildinii  ,tem sido considerado a maior praga do sul dos !stados nidos e tem mudadodrasticamente a ocorrência do comple0o de pragas. Além desses, outro deconsiderel importância é o perceejo do EudIu, Megacopta cribaria da famClia?lataspidae '@agsdale et al  , 9655F KesEeL et al  , 9659F Bansal  et al  , 9657(. Osperceejos, assim como os pulg4es alimentam-se de fol$as, caules e agens,mas preferencialmente inserem o estilete nas agens atingindo as sementes  'Bansal  et al  , 9657(. #ausam redu4es nos conte+dos de óleos e proteCnas dassementes, a&rem portas ao ataue de fungos e s/o transmissores leedurasatraés da salia '#larE e ilde 5H=6, apud ?eiffer e Nelton, 9658(. As pesuisas tem eoluCdo principalmente com rela/o ; resistência deplantas ao pulg/o  Aphis glycines , ue ainda n/o c$egou no Brasil, mas trata-sede uma praga deastadora. uando ocorre, é capaI de reduIir em até 26 aprodu/o de soja, além de causar danos diretos pelas perdas de conte+donutricional da seia, como reduIido n+mero de agens e peso de gr/os, aindagera ocorrência de fumagina e é um seero etor de iroses, no caso da soja)oL&ean Mosaic irus '#larE J ?errL, 9669F Mensa$ et al  , 9662F   *iaI-Montano et al  , 9663 e 966=(. !sse sugador era até o fim do século passado, restrito aalgumas regi4es da Psia, em 9666, foi encontrado nos !stados nidos e desdeent/o tem causado grandes estragos, sendo considerado maior praga docentro- oeste 'Dill, et al  , 9668(, ue em gerando perdas anuais em torno de9,8 mil$4es de dólares 'Gilmon et al  , 9655(. A regi/o )ul do Brasil poderia ser amais afetada, pelas condi4es climticas. Atualmente, esse pulg/o tem sidopro&lema no #anad, ! A, #$ina, ndonésia e Gailândia '@i&eiro, 9657(.Muitos tra&al$os relatam resistência de genótipos de plantas de soja aoataue de lagartas desfol$adoras e de perceejos, o&tidos pelo mel$oramentoconencional, aui e fora do Brasil 'an *uLan et al  , 5H=5F DartQig et al., 5HH6FBoQers, 5HH6F )ila et al  , 9657( e 'Kouren/o et al  , 5H1HF @osseto et al  , 5H1HFGoledo et al  , 5HH8F Mc?$erson et al  , 966=(, respectiamente. uanto aos tipos de resistência de plantas $ospedeiras a insetos ésugerido ue essas podem ser classificadas como n/o-preferência'anti0enose(, anti&iose ou tolerância '?ainter, 5H85 apud ?arrott et al  , 9661(. Anti0enose é o efeito, a resposta ue a planta $ospedeira prooca nocomportamento do inseto, como a eita/o ou, o desencorajamento ;oiposi/o ou ; alimenta/o '?arrott, et al  , 9661(. A caracterCstica deanti0enose pode ser &arreira fCsica dada pela morfologia do tecido egetal,conferida pela presena, ausência ou densidade de pelos, parede celular maisou menos espessada, uantidades de su&erina, calose e cutCcula '?arrott, et al  ,9661F )c$oon$oen, 9662(. ?ode tam&ém ser &arreira &iouCmica 'presena decompostos repelentes ou ausência de atratios( '?arrott, et al  , 9661(. '*iaI-Montano et al  , 9663(.
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