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Monteiro Lobato - A representação do negro em Caçadas de Pedrinho.pdf

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Imprima http://revistaescola.abril.com.br/imprima-essa-p... Plano de Aula A representação do negro em Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato Objetivos Ler e analisar a obra Caçadas de Pedrinho (1933), de Monteiro Lobato; Refletir sobre a questão racial; Discutir o pensamento preconceituoso e as atitudes discriminatórias. Conteúdo Literatur
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  Plano de Aula  A representação do negro emCaçadas de Pedrinho, de MonteiroLobato Objetivos Ler e analisar a obra Caçadas de Pedrinho (1933), de MonteiroLobato;Refletir sobre a questão racial;Discutir o pensamento preconceituoso e as atitudes discriminatórias. Conteúdo Literatura - Monteiro Lobato e sua obra. Tempo sugerido Duas aulas Introdução No final de outubro deste ano, o Conselho Nacional de Educação(CNE) publicou um parecer sugerindo a exclusão do livro Caçadas de Pedrinho  (1933), de Monteiro Lobato, das escolas públicas - sob aalegação de que a obra trazia conteúdo discriminatório. A medida alcançou repercussão nacional. Inúmeros leitores que sedeliciaram com as histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo vieram apúblico manifestar sua indignação frente ao parecer. Entre eles,escritores conhecidos como Lya Luft que, consternada, escreveu emsua coluna na VEJA o artigo Crucificar Monteiro Lobato?. Aproveite a discussão sobre a discriminação racial na obra lobatianapara convidar os alunos a conhecer um dos maiores nomes de nossa Imprimahttp://revistaescola.abril.com.br/imprima-essa-p...1 de 710-02-2012 13:50  literatura infantil brasileira - que soube apontar com precisão osproblemas sociais do Brasil da primeira metade do século 20. Mostreà turma que o autor de  A negrinha  (1920) e  As histórias de Tia Anastácia  (1937) preocupava-se em denunciar o preconceito racialpor meio da representação impiedosa do negro no país. Desenvolvimento 1ª aula Pergunte aos alunos o que eles entendem por preconceito.Questione-os sobre as formas de discriminação que conhecem.Indague-os a respeito da relação entre a discriminação e a prática do bullying  nas escolas.Diante das múltiplas respostas, faça uma discussão coletiva sobre asprincipais questões levantadas. Comece esclarecendo o significadoda palavra bullying . Explique à classe que ela é usada para descreveras ações praticadas intencional e sistematicamente por crianças eadolescentes com a intenção de amedrontar e discriminar o outro.Comente com a moçada que tanto uma agressão física quanto umacoerção moral - como os apelidos que zombam de aspectos físicos,por exemplo - se enquadram no conceito. A prática do bullying é umreflexo da intolerância ao outro.Discuta com a classe como esse problema se insere do dia a dia daescola. Questione os estudantes sobre as razões que levam ao bullying  e as maneiras de combatê-lo. Diga à turma que a criança ouo adolescente que pratica o bullying  comete uma infração previstano Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pode ser punidocom medidas socioeducativas. Conte também que o Decreto-lei2848/40 (Código Penal, artigo 140) afirma que a ofensa pode serpunida com prisão de um a seis meses ou multa.Introduza na conversa a questão do preconceito. Debata com amoçada a relação entre o bullying e as diversas formas dediscriminação social e racial. Para ajudar na discussão, apresenteaos alunos a cartilha Preconceito não é legal: a intolerância e a lei,de Carlo José Napolitano e Clodoaldo Meneguello Cardoso. Omaterial faz parte do projeto Convivência na diversidade ,coordenado pelo Núcleo Pela Tolerância - centro associado aoLaboratório de Estudos da Intolerância (Lei) da Faculdade de Imprimahttp://revistaescola.abril.com.br/imprima-essa-p...2 de 710-02-2012 13:50  Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo(FFLCH-USP). Ao final da aula, a turma deve perceber que bullying  e discriminaçãosão dois conceitos que, em geral, andam juntos. Comente com osestudantes que, na aula seguinte, eles vão ampliar a discussão sobrediferentes formas de preconceito. 2ª aula Pergunte aos alunos se conhecem a história de Emília e sua turma doSítio do Pica-Pau Amarelo. Em seguida, apresente a eles a obra Caçadas de Pedrinho  (1933), de Monteiro Lobato. Pergunte seconhecem o livro. Caso alguém já tenha lido, pergunte o que o alunoachou da obra.Leve um exemplar para a sala de aula e leia para a classe o trechoem que um jabuti e uma capivara dialogam sobre a relação entre ohomem e a natureza (página 23). Diante das mazelas humanas, o jabuti afirma que a solução para os animais é procurar outras terras,livres do contato com o homem. Este sonho utópico é destruído pela voz da capivara: Não há mais terras habitáveis neste país. Oshomens andam a destruir todas as matas, a queimá-las, a reduzi-las apastagens para bois e vacas . Conte à classe que, ao longo dahistória, a tensão entre animais e a turma de Pedrinho vai sendoamenizada, até que eles se tornam amigos de um rinoceronte queescapa de um circo.Pergunte à turma se, na época em que o livro foi escrito, já havia noBrasil uma grande preocupação ambiental. Os estudantes devemnotar que não. Na primeira metade do século 20, os animaissilvestres ainda não estavam protegidos pelo Instituto Brasileiro doMeio Ambiente (Ibama) e o meio ambiente não era pauta nos jornais.Questione a moçada, então, sobre as intenções do autor ao colocarum diálogo como esse no livro. Leve os alunos a perceber queMonteiro Lobato faz um alerta aos leitores sobre a importância deuma boa relação entre o homem e o meio ambiente.Em seguida, leia para os alunos trechos de Caçadas de Pedrinho  queretratam a relação entre Tia Anastácia, Dona Benta e as crianças - eque podem ser considerados discriminatórios. Seguem abaixo alguns Imprimahttp://revistaescola.abril.com.br/imprima-essa-p...3 de 710-02-2012 13:50  exemplos:1) É guerra e das boas. Não vai escapar ninguém - nem Tia Anastácia, que tem carne preta (pág. 26).2) [...] Tia Anastácia, [...] trepou, que nem uma macaca decarvão, [...] com tal agilidade que parecia nunca ter feito outracoisa na vida senão trepar em mastros (pág. 39).3) E você, pretura? [perguntou Emília a Tia Anastácia] (pág.41).4) Dona Benta arrepiava-se com aquilo. Lera muita coisa sobreas grande feras africanas e sabia que nenhuma existe maistraiçoeira e feroz do que o rinoceronte [...] Tia Nastácia benzia-se. Ignorava o que fosse um rinoceronte[...] (pág. 42).5) A negra, que nada sabia a respeito de rinocerontes,ofereceu-se para ir espantar o bicho com o cabo da vassoura (pág. 53).6) Não é boi, Nastácia, é ri-no-ce-ron-te - emendou DonaBenta Para mim é boi - insistiu a negra. - Não sei dizer esse nome tãocomprido e feio. Estou velha demais para decorar palavrasestrangeiras (pág. 66).Pergunte aos alunos quais aspectos de discriminação podem serpercebidos nessas frases. Eles devem notar que, em alguns casos, asatitudes preconceituosas dizem respeito à questão racial - o fato deTia Anastácia ser negra é visto de maneira pejorativa. Em outras,dizem respeito à questão socioeducativa dela. Iletrada, Tia Anastáciarepresenta a cultura popular em oposição à cultura erudita de DonaBenta.Peça, então, que os estudantes leiam o artigo Crucificar MonteiroLobato?, escrito por Lya Luft para a VEJA. Pergunte se a turma ouviufalar a respeito do parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) Imprimahttp://revistaescola.abril.com.br/imprima-essa-p...4 de 710-02-2012 13:50
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